OS NOVOS CAMINHOS DA VENEZUELA Clerisvaldo B. Chagas, 6 de março de 2013. Crônica Nº 976 Como disse o próprio Chávez: agora ...

OS NOVOS CAMINHOS DA VENEZUELA



OS NOVOS CAMINHOS DA VENEZUELA
Clerisvaldo B. Chagas, 6 de março de 2013.
Crônica Nº 976

Como disse o próprio Chávez: agora fedeu a enxofre. Carente de liderança séria e rumo seguro, parte dos venezuelanos, via nas palavras de Hugo, uma esperança dentro daquele país, tanto para melhor qualidade de vida quanto para destaque mundial. Todos querem se orgulhar do país em que nasceu. Com alguns seguidores como os presidentes da Bolívia e de Peru, Chávez tentou aparecer como grande liderança da América do Sul, escanchado numa tal revolução bolivariana, como fã dos aventureiros do passado. Nesse momento em que o homem desencarnou, muitos querem fazer a média para uma boa relação com o país estratégico do Caribe. Todos sabem que ele era um homem complicado politicamente, mas a diplomacia para agradar os atuais dirigentes vai falando mais alto entre representantes vizinhos ou não. O homem que anunciou querer governar até 1930, com certeza pensou que era imortal. E é no planeta todo que multidão de Hugos, pensa da mesma maneira. Quando a ideia fixa é pelo poder perpétuo, ou pensam que não existe Deus ou trazem o Deus corrupto deles para o trono grande ou tronozinhos da terra. Assim ocorre com o avaro ou com o milionário ateu.
Uma verdadeira incógnita toma conta da Venezuela dividida, mas também cobre completamente a vizinhança. Todos querem adivinhar o que o senhor Maduro vai fazer. Os relacionamentos políticos, os investimentos, a instabilidade daquele país, mandam que os vizinhos passem a mão na cabeça do morto para agradarem o ego dos que estão no poder na Venezuela, pelo menos no momento. A ocasião é mesmo propícia para estreitamento de laços internacionais. Como manter a estabilidade política na América do Sul e no Caribe, a partir de agora? É a vez sim, das cartas da Venezuela. Quantos não dariam tudo para desvendar os pensamentos do atual mandatário do norte? E a mensagem de Dilma Rousseff, dizendo que homem era muito amigo do Brasil?! Vamos aguardar o tempo do luto para colhermos as primeiras medidas que virão de cima. Maduro pode surpreender como nova liderança regional ou ficar apenas no tango argentino da presidenta Cristina. Ansiedade geral diante dos NOVOS CAMINHOS DA VENEZUELA.















APRENDENDO NA PRÁTICA Clerisvaldo B. Chagas, 5 de março de 2013. Crônica Nº 975 CANAL DO SERTÃO No momento em que os museu...

APRENDENDO NA PRÁTICA



APRENDENDO NA PRÁTICA
Clerisvaldo B. Chagas, 5 de março de 2013.
Crônica Nº 975

CANAL DO SERTÃO
No momento em que os museus vão se valorizando no Brasil, tornam-se ferramentas de auxílio na área de Educação. Felizmente − tinham que acontecer algum dia − as pessoas começam a despertar para a importância do museu que organiza e expõe a História em instrumentos. A biblioteca veio primeiro na forma de ajuda a estudantes e pesquisadores, mesmo assim, nem todas as cidades possuem biblioteca pública e nem todas as escolas contam com  uma pequena e modesta biblioteca para seus alunos e comunidade. Mas é preciso, além de bibliotecas, museus, laboratórios de ciência, informática e outras novidades levadas para a escola, de aulas de campo, da realidade lá de fora com seus guias especializados. Em muitas faculdades o sujeito se forma apenas ouvindo o blá-blá-blá dos professores sem uma aula extraclasse, por exemplo. Em Geografia o aluno nunca sai para vê ali perto um riacho, um monte, uma trilha, quando o amor não pula da sala de aula para a parte prática de cada dia.
No Sertão, os estudantes poderiam ficar bem servidos, se houvesse organização do conhecimento extra em conjunto de várias matérias, tanto na área urbana quanto rural. A história da própria cidade pequena poderia ser mostrada a pé através das ruas, prédios históricos, praças e museus. A parte rural bem que oferece fazendas, trilhas, flora, fauna, riachos, colinas, serras, hábitos alimentares, folclore... Que poderia formar um dia riquíssimo de conhecimentos para os estudantes de qualquer série. Essa parte, entretanto, parece distante de acontecer como pedaço da educação municipal e estadual, principalmente, por falta de ideias, condições ou indisponibilidade. Exemplo claro do que estamos falando, seria o Canal do Sertão que por si só, ocuparia um dia inteiro em visita e análise dos discentes. Na prática, o estudante sai ignorante das coisas da sua própria terra, pois ninguém se propõe a levá-lo a lugar algum.
É bom ir pensando no assunto, para que no futuro tenhamos bons representantes e defensores do lugar de nascimento. A Educação precisa ir APRENDENDO NA PRÁTICA.

JUAZEIRO Clerisvaldo B. Chagas, 4 de março de 2013. Crônica Nº 974 ESTÁTUA AO PADRE CÍCERO. Foto: (fonte Wikipédia). Em conver...

JUAZEIRO


JUAZEIRO
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de março de 2013.
Crônica Nº 974
ESTÁTUA AO PADRE CÍCERO. Foto: (fonte Wikipédia).

Em conversa com amigos, vem o desejo de todos em conhecer o Juazeiro do Norte. Um pergunta sua localização e nós vamos tentando situar o Juazeiro no mapa nordestino. Outro indaga se é longe. E assim é preciso falar em outros pontos de referência para entender melhor o miolo procurado. De qualquer maneira, são quinhentos e poucos quilômetros de chão, meu caro, do nosso semiárido para a terra do padre Cícero Romão Batista. Um deles indaga se já estive lá. Sim, respondo com satisfação, duas vezes apenas com tempo resumido para quem deseja conhecer de fato os mistérios do Vale do Cariri. Não desejo mais sonhar em passar uns quarenta dias por ali pesquisando inúmeras coisas interessantes que a cidade e os arredores oferecem. Do Crato à Barbalha quem deseja fazer TCC ou escrever livros, sai de bornal e alforjes cheios. À primeira vista, Juazeiro é como um parreiral, onde você contempla o panorama, mas não vê os frutos. É preciso olhar por baixo para bem enxergar os cachos fartos das uvas.
E vamos conjeturando: No Juazeiro do Norte, turista é turista, vê as coisas com os olhos. Romeiro é romeiro, enxerga na sensibilidade da fé, mas prende-se ao seu mundo, nas visitas. O pesquisador sai costurando todas as coisas, no improviso ou no planejamento habitual do mister. Romeiros, penitentes, cordel, repentistas, lambe-lambe, emboladores, relojoeiros, santeiros, fabriquetas diversas, cangaço, história, geografia e muito mais, podem ocupar pesquisadores durante meses e anos seguidos na terra do “Padrinho Ciço”.
Depois o grupo pensa na época certa de visitar o norte. Ora! São analisadas suas festas principais, o fluxo de pessoas e as condições do tempo. É quando cada qual mostra sua preferência e seus objetivos, o que deixa a diversidade fluir no esforço maior para um funil. Fica marcada uma viagem para setembro, mas na Palestina brasileira tem disso não. Todo tempo é tempo para se fazer presente no JUAZEIRO.


EQUIPE DO PREFEITO Clerisvaldo B. Chagas, 1º de março de 2013. Crônica nº 973 SANTANA DO IPANEMA, SEDE ESTADUAL POR CINCO DIAS. ...

EQUIPE DO PREFEITO


EQUIPE DO PREFEITO
Clerisvaldo B. Chagas, 1º de março de 2013.
Crônica nº 973

SANTANA DO IPANEMA, SEDE ESTADUAL POR CINCO DIAS.
O governo estadual encerra hoje suas ações no Sertão e base em Santana do Ipanema, durante cinco dias. Sejam quais forem suas intenções de bastidores, foram proveitosas suas visitas a vários lugares − inclusive de outros municípios – ouvindo de perto o choramingo sertanejo. Para que uma cidade, uma região, possa buscar o desenvolvimento, tem que contar impreterivelmente com a contribuição maciça dos seus governantes.  O empreendedor particular precisa de segurança que seja fornecida por prefeitura ou pelo palácio. É sempre perigoso deixar o lugar a mercê dos ventos que ora sopram em uma direção, ora em outra. Um governo estadual agindo em determinada região do seu território durante uma semana, não detecta seus problemas e tenta resolvê-los se não quiser. A sensibilidade de cada governante está no sangue, mas o significado profundo da palavra administrador aparece diretamente com suas ações.
As multidões, principalmente as que estão longe das letras, continuam como gado ferrado para as raposas políticas. Entretanto, o aperfeiçoamento constante, a rapidez e a expansão das informações, também fazem estragos na ignorância, permitindo uma melhor compreensão da realidade quem é quem. O Sertão, aonde chega sempre por último às novidades, aos trancos, vai se organizando com seus sites, rádios, blogs, olhos e ouvidos colados na televisão. Os dirigentes continuam com os subterfúgios linguísticos, mas os habitantes dos sertões vão ficando cada vez mais espertos e preparados para derrubar e levantar, mesmo com o analfabetismo zoando pelas praças.
Em nossa cidade, após a retirada do governo estadual, deveria ser elaborada uma lista ao povo, dos benefícios trazidos pelo governo dos cinco dias. E nada mais coerente de que a lista seja elaborada e fornecida a todos pela prefeitura local, onde foi a sede do movimento da semana. Com a palavra a equipe do PREFEITO MÁRIO SILVA.

ESCOLA HELENA BRAGA Clerisvaldo B. Chagas, 28 de fevereiro de 2013. Crônica nº 972 Escola Estadual Professora Helena Braga  das C...

ESCOLA HELENA BRAGA


ESCOLA HELENA BRAGA
Clerisvaldo B. Chagas, 28 de fevereiro de 2013.
Crônica nº 972

Escola Estadual Professora Helena Braga  das Chagas.
Após trinta anos sem receber grandes benefícios, a Escola Estadual Professora Helena Braga das Chagas, na qual ainda trabalho, foi contemplada com ampla reforma, recentemente. Reinaugurada com a reforma, a Unidade de Ensino recebeu rasgados elogios do Secretário Estadual de Educação e sua equipe. Com o melhor Ideb de Santana do Ipanema, a citada escola está situada no Bairro São José, desmembrado do grande Bairro Camoxinga. Sua fundação contribuiu para a habitação da área e surgimento do Bairro São José. Funcionando nos três turnos, levando o curso fundamental e o EJA, a escola Helena já se acha equipada com laboratório de informática e esperançosa na aquisição de condicionadores de ar para as suas quatro classes, pois laboratório e secretaria contam atualmente com esses equipamentos. Todos os móveis são novos, inclusive do amplo refeitório. Excelentes banheiros, cozinha padrão “A”, forro de PVC nas classes, boa iluminação e gradeado de segurança em todas as dependências, deixaram a Escola Helena Braga em ponto de atração da comunidade.
Comanda “O Helena” (citação hábito das pessoas) o professor Marcello Fausto que ultimamente estreou no mundo literário com o livro “Negros em Santana” em parceria com o professor Pedro Pacífico e o “Escritor Símbolo de Santana do Ipanema”, Clerisvaldo B. Chagas e mais “Lampião em Alagoas”, com o professor Clerisvaldo.
A recepção ao Secretário de Educação teve a participação geral dos seus funcionários e a cooperação de todos na boa apresentação da Escola e das boas vindas aos governantes. O que impressionou as autoridades, entre outras coisas, foi a conservação da escola desde a reforma até o presente.
Relevantes e impagáveis são os serviços prestados às suas bases e a Santana do Ipanema em geral, pela Escola professora Helena Braga das Chagas. Todos os que fazem “O Helena” estão empenhados na educação e cultura do povo santanense. Palmas e parabéns, de fato, merecidos, pela ESCOLA HELENA BRAGA.

DR. ARSÊNIO MOREIRA Clerisvaldo B. Chagas, 27 de fevereiro de 2013. Crônica Nº 971 Passa dos quarenta anos a inauguração do Hos...

DR. ARSÊNIO MOREIRA


DR. ARSÊNIO MOREIRA
Clerisvaldo B. Chagas, 27 de fevereiro de 2013.
Crônica Nº 971

Passa dos quarenta anos a inauguração do Hospital Dr. Arsênio Moreira. Numa época de luta pelos grandes empreendimentos da cidade, o primeiro hospital de Santana do Ipanema, Alagoas, foi uma verdadeira vitória dos combates populares. Era o dia 16 de janeiro de 1971, quando na chã central do Bairro Camoxinga, gestão municipal Henaldo Bulhões, foi inaugurado o hospital que daria um novo alento a “Rainha do Sertão”. A partir daí teve início uma era de prosperidade com uma série de outras repartições públicas estaduais e federais que fizeram Santana crescer. Antes, os doentes que exigiam cuidados especiais eram enviados a Pão de Açúcar, Palmeira dos Índios e Maceió. Com o hospital na cidade, o Sertão inteiro passou a utilizá-lo e sua atuação foi motivo de orgulho para o povo santanense.
Como justa homenagem, a unidade recebeu o título de Hospital Dr. Arsênio Moreira. O Dr. Arsênio, originário da Bahia, foi o primeiro médico de fora a residir na cidade. Trabalhava o doutor em Mata Grande, quando foi convidado pelo major José Lucena de Albuquerque Maranhão, para fazer parte das tropas que combatiam os cangaceiros com sede em Santana. Engajado no 2º Batalhão, o Dr. Arsênio Moreira, esteve em Angicos, quando da morte de Lampião e examinou um frasco de veneno conduzido pelo bandido. Encerrada a campanha das forças policiais volantes, Arsênio, então, passou a atender a população civil e, durante muitos anos serviu à cidade carente de médicos. Todas as referências a seu respeito foram sempre as melhores possíveis saídas de todas as camadas sociais.
Recentemente, com o novo hospital regional construído no Bairro Floresta e que leva o nome de Dr. Clodolfo Rodrigues de Melo, ficou a antiga unidade ao abandono desde a gestão municipal passada. Não se sabe ainda o que as autoridades irão fazer com o prédio gigante do centro do Bairro Camoxinga que está se transformando em presepada. Qual será o destino do “DR. ARSÊNIO MOREIRA”?.

DORMIR...DORMIR Clerisvaldo B. Chagas, 26 de fevereiro de 2013. Crônica Nº 970 Zeppelin  sobre Santana do Ipanema, 1930.  " ...

DORMIR... DORMIR


DORMIR...DORMIR
Clerisvaldo B. Chagas, 26 de fevereiro de 2013.
Crônica Nº 970

Zeppelin  sobre Santana do Ipanema, 1930.  "As novas são as velhas".
A Imprensa precisa de alimento e nada melhor de que as grandes notícias ou os grandes escândalos para oferecer ao mundo. Sem furacão por perto, o tema obrigatório passou a ser a doença do venezuelano presidente. Puxa para lá, puxa para cá, a ilha de Fidel vai saindo noticiários afora. Como o assunto envelheceu, a renúncia do Papa tornou-se prato gordo para os que querem saber das coisas. Batido e pilado o tema religioso, surge o osso boliviano da morte de um menor pela torcida corintiana. Isso aí, também, camarada, pode partir para longas e insistentes reportagens porque, além de ser assunto de esporte, é questão com país vizinho. E vai ficando a lenga-lenga que se prolonga indefinidamente. Enquanto isso, ocupada com os picos do momento, fatos menores vão surgindo em pequenos espaços da mídia até os primeiros sinais de cansaço dos maiores. O caso da médica que matava seus pacientes no hospital evangélico de Curitiba, surgiu como escândalo supimpa, depois diminuiu a intensidade bombástica e parece que tenta retornar com seus desdobramentos.
E a lavagem da bandeira nacional no caso do novo presidente do Senado, como é que fica.  E o milhão de assinaturas pedindo a renúncia do “imaculado” Renan vai bater forte na imprensa ou vai ficar em segundo ou terceiro plano, como osso pequeno e desprezível?! Como os corruptos torcem por outras gigantes notícias, dia santo, feriado e final de semana, quando encurtam os crivos da mídia contra eles!
Em Alagoas, a transferência do governo estadual para o Sertão, durante uma semana, não têm, aparentemente, grandes impactos. Medidas de sempre, decisões de sempre e algumas propagandas oficiais que não entusiasmam em nada a população. É apenas o início do cata voto para as próximas eleições. E como dizia um velho e pessimista sertanejo, professor de História, “as novas são as velhas, neste sertão pelado de meu Deus”. Humm... Tem hora também do tempo enjoativo. Início de quaresma é início de mosqueiro, quem sabe, atraído pelas virtudes. Será que após os escândalos não chega à vez do sonho e da fantasia? Ah! Parece que ainda estamos vivenciando a inolvidável ressaca de Carnaval. O que é que os jornais estão dizendo mesmo? Dormir... Dormir.

PROBLEMAS NO COMPUTADOR IMPEDIRAM NOSSAS CRÔNICAS DE QUARTA, QUINTA E SEXTA. PÉ DE OURO Clerisvaldo B. Chagas, 25 de fevereiro de 20...

PÉ DE OURO


PROBLEMAS NO COMPUTADOR IMPEDIRAM NOSSAS CRÔNICAS DE QUARTA, QUINTA E SEXTA.

PÉ DE OURO
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de fevereiro de 2013.
Crônica Nº 969

Sem nunca mais ter ido à Igreja, recebo dois convites de casamento, na região de Arapiraca. Ao primeiro não pude comparecer, mas ao segundo, voltei a pisar em solo sagrado com o enlace do jovem Dr. Elton Correia Alves e a senhorita, terapeuta, Juçara Ferreira da Silva. Motivo forte para rever a região agrestina, registrei ali o calor do Sertão e as reclamações dos moradores. Com a Igreja repleta constatamos a tradição católica e o requinte de uma cerimônia inesquecível. Após assinaturas e sessão de fotos, fomos ao “Alevinus Club” onde o anexo do casório cortou a noite até o amanhecer. Ao som de duas bandas, entre elas, “A Marca do Tempo”, os convidados se extasiaram com o esmero que encantava à noite. Minha atenção foi atraída para um casal, ele de meia idade e ela uma trintona que deu um espetáculo à parte, de vigor, classe e habilidade no jogo das canelas. Que mulher do pé ligeiro! Eu que nunca tentei aprender a dançar, compadre, vi o quanto perdi na vida. Depois outros casais mais jovens e mocinhas se contorceram na pista, mas não tinha mais graça. A trintona continuou no comando.
Dia seguinte, fomos ali a certa mansão da família da noiva, almoçar, comer buchada e churrasco de carneiro. Não um carneiro qualquer. Mas um ovino criado com ração especial, inclusive leite condensado. Leite condensado mesmo não, diria a piada do Joãozinho, mas que o senhor Adaízo, dono do quadrúpede, caprichou na dieta do bicho caprichou! E para quem estava longe desses burilados nordestinos, voltar à ativa é quase sempre uma tentação.
Tirei a ferrugem religiosa, festeira e “buchadeira”, porém, bem que gostaria de novamente apreciar aquele gingado brejeiro da mulher do PÉ DE OURO.

CRÔNICA, AMANHÃ, QUARTA.

CRÔNICA, AMANHÃ

CRÔNICA, AMANHÃ, QUARTA.

NEGROS EM SANTANA : INTRODUÇÃO Clerisvaldo B. Chagas, 18 de fevereiro de 2013. Crônica Nº 968 INTRODUÇÃO Situado a 210 qui...

NEGROS EM SANTANA: INTRODUÇÃO



NEGROS EM SANTANA : INTRODUÇÃO
Clerisvaldo B. Chagas, 18 de fevereiro de 2013.
Crônica Nº 968

INTRODUÇÃO

Situado a 210 quilômetros de Maceió e a 300 da serra da Barriga, palco de luta do Quilombo dos Palmares, o município foi colonizado pelos arrendatários de terras e sesmeiros descendentes de portugueses. Pelo primeiro documento encontrado sobre Santana do Ipanema, datado de 1771, vê-se claramente que a região sertaneja já estava semeada de proprietários rurais instalados em léguas de terras selvagens que caracterizam o início do povoamento branco. A área era ocupada pelos índios Fulni-ô ou Carnijós que habitavam o território da vizinha Águas Belas, Pernambuco. Os Fulni-ô foram acessíveis àqueles diferentes que chegavam ao Sertão. As raças foram se cruzando, formando o mestiço curiboca, mameluco ou caboclo, sendo esta última, a expressão mais usada até hoje. O caldeamento branco mais índio formou assim um novo tipo humano resistente de pele branca, queimada: o caboclo nordestino.
O gado já havia invadido o Rio dos Currais e as pequenas ribeiras do semiárido alagoano, surgindo à figura destemida do vaqueiro, caboclo tratador do gado por excelência e que ao boi dedicou a sua vida. Foram assim formadas a origem e a descendência do povo santanense com a aristocracia rural branca de sangue português e a coragem bravia dos índios da caatinga.
O objetivo deste trabalho é resgatar na história municipal, comunidades negras como tipos e vestígios afros que por aqui existem ou passaram por essa sociedade tipicamente mameluca. Os Negros em Santana, todavia, possuem um elo que tentamos descobrir com os Quilombos da serra da Barriga. É bem possível que Martinho Rodrigues Gaia, fazendeiro vindo da Bahia, tenha trazido escravos que ajudaram no abrir de picadas até Santana, em 1787, data da fundação da cidade.
Entre 1640 e 1695 (morte de Zumbi) ocorreu o auge e as guerras dos negros refugiados na Barriga. Levando-se em conta a data de 1687 e a chegada de Martinho em Santana, em 1787, apenas 100 anos separariam o espaço entre os acontecimentos.  É de se supor, contudo, que, tanto pela extensão do Quilombo de Zumbi que ia até a foz do rio São Francisco, quantos pelos desertores das várias batalhas com os brancos, tivessem chegado por aqui os primeiros e esporádicos elementos ou representantes da raça negra.  Mas, nem todos os negros fugidos de fazendas iam para Palmares. Alguns, desorientados, procuravam apenas ficar o mais distante possível do patrão. Na realidade, negros por essas bandas já havia muito antes do primeiro documento, 1771. De qualquer modo a influência negra pode ter sido maior do que os vestígios deixados no Município nas décadas de 1940, 1950 e 1960. Negros em Santana eram tão raros que logo quando surgiram eram apontados com a palavra “negros” à frente do nome: “negro fulano”, “negra beltrana”.
Portanto, não visamos esgotar o assunto “Negros em Santana”, mesmo porque pesquisar é como garimpar e não é raro encontrar o procurado fora do garimpo.