ZUMBI! OIA ZUMBI! Clerisvaldo B. Chagas, 13 de setembro de 2011           Imagine o amigo a alegria que tivemos em favor de Alagoas qu...

ZUMBI! OIA ZUMBI!

 ZUMBI! OIA ZUMBI!
Clerisvaldo B. Chagas, 13 de setembro de 2011

          Imagine o amigo a alegria que tivemos em favor de Alagoas quando vimos estampada a manchete: “Zumbi dos Palmares recebe 1 milhão de turistas em 2011”. Finalmente, pensávamos: parece que agora o mundo despertou de uma vez para a serra da Barriga! Hum! Graças a Deus entrou muitos dólares e euros engatinhando ladeira acima em visita ao memorial Zumbi, em União dos Palmares.
          Os negros escravos fugiam ou eram levados para as matas, conduzidos para a serra da Barriga. Serra da Barriga, um paraíso de 27 mil quilômetros quadrados, situada no hoje município de União dos Palmares nas Alagoas, representava um território livre, organizado pelos fugitivos. Ali não se passava fome, pois os primeiros que chegaram, foram usando suas técnicas de plantio no lombo das terras férteis. É de se notar que a maioria dos fugitivos vinham das roças, acostumados com a atividade da agricultura.  Frutas e raízes não faltavam na organização democrática dividida em mocambos, cada um com seus chefes e um comando geral, bastante respeitado. Dali saíam grupos de negros para libertarem outros irmãos pelas fazendas e engenhos dos canaviais predominantes na época.  Quem fugia e era acolhido na serra, ficava moralmente até na obrigação de libertar outros da mesma cor nos eitos dos tabuleiros. Alguns chefes, poucos comandantes gerais, foram destaques, entre os quais o que se tornou conhecido como Zumbi, mais tarde apontado como Zumbi dos Palmares. Palmares eram as palmeiras que proliferavam nas serras da Zona da Mata do tipo palmeira catolé ou coqueiro catolé.
          Alguém já calculou em vinte mil negros gozando a liberdade dos Palmares, que teve uma existência aproximada entre 1629 a 1694. Várias expedições tentaram destruir o Quilombo dos Palmares sempre fracassando em suas tentativas, por causa da bravura e táticas de guerra da liderança de Zumbi. Criava-se gado, cultivavam-se milho, feijão, cana-de-açúcar, mandioca e outros tipos de produtos da terra. Quando não havia pressão, surgia razoável comércio com os povoados próximos. A fama de Zumbi espalhou-se como lenda pelo Brasil Colônia. Muitos até acreditavam que o chefe Zumbi era imortal. Somente em 1687, foi contratado o cruel e sanguinário bandeirante, Domingos Jorge Velho para acabar o quilombo. Entre derrotas e vitórias, usando, inclusive canhões, o bandeirante com seis mil homens e outras ajudas do governo, em uma luta que durou um mês, conseguiu a vitória final. Milhares de pessoas morreram e o quilombo foi destruído. Zumbi conseguiu escapar, porém, dois anos depois foi traído, encontrado e morto. Sendo decapitado, teve a cabeça espetada em poste no Recife, em plena via pública.
          Mas, que pena, voltando à manchete de um milhão de turistas! Não era um milhão de pessoas que havia visitado o memorial da serra da Barriga! Era a quantidade de indivíduos que desembarcaram no aeroporto Zumbi dos Palmares. Havíamos esquecido que era em Alagoas. Por trás da manchete de duplo sentido, somente pairava “uns zoi branco por riba das letras: ZUMBI! OIA ZUMBI!”





A MAIS BONITA Clerisvaldo B. Chagas, 12 de setembro de 2011   Um verdadeiro espetáculo de beleza a rua apresentada ao mundo através da F...

A MAIS BONITA

A MAIS BONITA
Clerisvaldo B. Chagas, 12 de setembro de 2011

 Um verdadeiro espetáculo de beleza a rua apresentada ao mundo através da Folha on-line. Essa belíssima Rua Gonçalo de Carvalho, na região central de Porto Alegre, pode de fato confirmar com orgulho as palavras do seu descobridor, biólogo português que ao ver a foto, escreveu em seu blog que era aquela a rua mais bonita do mundo. A Folha, através da reportagem de Felipe Bächtold, expõe essa foto e detalha aspectos dessa rua de Porto Alegre que logo ganhou espaço mundial, traduzida em algumas línguas, reproduzida, e tida de fato como a mais bonita do mundo. Na foto de Jefersson Bernardes/folhapress, apreciamos toda pujança de um jardim encantado em via urbana. Diz ainda a reportagem/colírio que em quase 500 metros de calçada, estão enfileiradas mais de cem árvores de espécie tipuana que chegam a alcançar o sétimo andar dos edifícios em alguns casos. Detalhe importante confirma que os moradores dizem que essas árvores foram plantadas por funcionários de origem alemã, que trabalhavam em uma cervejaria no bairro. A reportagem ainda traz um exemplo de conscientização popular e fiscalização pública quando em 2005, quiseram construir ali um shopping que poderia alterar a beleza paisagística local. Houve mobilização do povo e o lugar foi ficando famoso e ninguém mais ousou mexer com aquele jardim urbano da capital gaúcha. Com o sucesso alcançado no seu blog, indicando a Gonçalo de Carvalho como a rua mais bonita do mundo, o lugar logo ganhou o respeito e admiração geral, virando símbolo e sucesso na Internet.
          Ingleses e tailandeses já sabem que ali no Rio Grande do Sul, existe aquele cenário inusitado. Se uma rua daquela, toda forrada ainda do rudimentar paralelepípedo, nos encanta exageradamente, ficamos entristecidos pelas nossas ruas e avenidas sertanejas nordestinas, desprezadas pelos poder público. Vias esburacadas, repletas de buracos, cacimbas, entulhos, calçadas destruídas, fachadas sem tinta, árvores sem poda e excrementos de animais na constância dos seus leitos. Nem precisava tanto luxo natural como a mais bela do mundo. Já estaria de bom tamanho o zelo público normal, dentro dos padrões mínimos de vida condizente. Lá em Porto Alegre, com o grito de alerta pela Ecologia, o calçamento de paralelepípedos foi mantido, o que evitou a impermeabilização do solo e preservou as tipuanas. Nenhuma árvore foi derrubada. Melhor ainda: a rua foi declarada “patrimônio ambiental”, e foi incluída na rota dos pontos turísticos de Porto Alegre. E por falar nisso, como está a sua rua? A minha também! Como sonhar com a feia se podemos fazê-la A MAIS BONITA!












O COTIDIANO DA VILA Clerisvaldo B. Chagas, 9 de setembro de 2011           O progresso ia surgindo e a vila consolidava-se como ponto es...

O COTIDIANO DA VILA

O COTIDIANO DA VILA
Clerisvaldo B. Chagas, 9 de setembro de 2011

          O progresso ia surgindo e a vila consolidava-se como ponto estratégico na boca do Sertão das Alagoas. Residências importantes apareciam cada vez mais pontilhadas de estabelecimentos de comércio. As fachadas recebiam figuras em alto relevo como estrelas, círculos, linhas horizontais e verticais. Não era raro encontrar escultura de frutas ou jarros de argamassa no topo das paredes, a exemplo do frontispício da cadeia velha (ver adiante) com dois abacaxis.
          O centro comercial aumentava sua força como importador e distribuidor de mercadorias para o Sertão e alto Sertão. A Agricultura e a Pecuária garantiam a sobrevivência do campo. Carros de boi, burros e cavalos asseguravam o transporte de mercadorias e pessoas. As trilhas iam alargando-se para os carros de boi, mas já se falava no tal caminhão. Os tropeiros viajavam por trilhas, quebradas e travessias em direção à Zona da Mata, abarrotados de farinha, feijão, carne-de-sol, couros e queijos. Voltavam tangendo os burros com cargas de rapadura, aguardente, tecido e mel de engenho.
          A iluminação das ruas funcionava nos lampiões dos postes com óleo de baleia. Sobradões tomavam conta do centro de calçamento bruto. Os homens andavam elegantes com roupas brancas, colete e chapéu panamá. As mulheres caracterizavam-se pelos ares de burguesia com seus vestidos longos e joias à moda francesa. Surgiu à banda de música, o teatro, os encontros dançantes, o futebol... Apareceram os primeiros automóveis, os caminhões, as novidades industriais, as fabriquetas de aguardente, refrigerantes, e calçados. Nascem os primeiros escritores. O casario do quadro alongava-se ladeira abaixo em direção à foz do Camoxinga e à direita da Matriz rumo as presente Aterro, formando um segundo quadro; Largo da Feira, hoje defronte o Mercado de Carne. Novas residências iam sendo construídas subindo para o Monumento, formando a avenida principal, uma vez que a 1ª Rua, a do Sebo, já estava a muito concretizada.
          As compras eram feitas nos armazéns, nas feiras, nas mercearias e nas bodegas. Crianças brincavam da mesma maneira do início da vila e, os divertimentos dos adultos também se mostravam os mesmos na sociedade machista da época, onde o crime pela honra ainda era permitido. Continuava Sant’Ana  a ser abastecida com Água do Panema, sobre lombo de jumento com dois pares de ancoretas. O rio não deixava de fornecer todo o material para construção e expansões da vila; areia, barro, pedra e água.
          De vez em quando passava pela vila, bando de ciganos, fatos constrangedores. Outras vezes o colorido de um circo motivava grandes alegrias de crianças, jovens e adultos. (Chagas, Clerisvaldo B. O Boi a bota e a batina, história completa de Santana do Ipanema).

MARCHA ANTICORRUPÇÃO Clerisvaldo B. Chagas, 8 de setembro de 2011            Manifestantes lavaram a rampa do Congresso em ato anticorru...

MARCHA ANTICORRUPÇÃO

MARCHA ANTICORRUPÇÃO
Clerisvaldo B. Chagas, 8 de setembro de 2011

           Manifestantes lavaram a rampa do Congresso em ato anticorrupção, num protesto danado em Brasília. Havia gente de todas as categorias e de todos os lugares de aposentados a estrangeiros. E o interessante é que a marcha anual ganhou a adesão de quem assistia ao desfile de 7 de setembro. Não foi só o Congresso Nacional que teve a sua rampa lavada pelos manifestantes, mas também a dos ministérios do Esporte e da Agricultura, ambos envolvidos em suspeitas de corrupção. A multidão, composta de donas de casa, estudantes, funcionários públicos e as mais diversas categorias, faziam o ato simbólico enquanto gritavam frases contundentes contra os desonestos. Vassouras as mais diferentes, eram esfregadas no chão por pessoas, trajando principalmente roupas pretas e brancas, portando faixas, bandeiras e cartazes, numa demonstração de intolerância pela onda avassaladora de corrupção que atinge o País. A marcha foi organizada pela Internet, tendo sido iniciada com cerca de duas mil pessoas e que foi ganhando a adesão do público que acompanhava o desfile, engrossando as fileiras e se tornando uma imensa massa humana contra os corruptos. Não foi somente em Brasília que houve protestos contra a ladroagem, mas também em capitais outras como São Paulo, Recife, Salvador, Cuiabá e Belo Horizonte. Belíssimas fotos representando quadros coloridos e irreverentes enchiam ruas e avenidas do Brasil.
          Segundo palavras de vários manifestantes, a marcha não teve intenção nenhuma de atrapalhar o desfile de 7 de setembro, mas sim de chamar a atenção para os escândalos envolvendo o dinheiro público, que é o dinheiro do povo brasileiro. Esse movimento intenso criado pela Internet tem os seus objetivos definidos como o voto aberto no Congresso Nacional e a votação do projeto de lei apresentado no Senado considerando crime hediondo a corrupção e, ainda a aplicação da Lei da Ficha Limpa. Quem participa do movimento ganha o apoio jurídico da Ordem dos Advogados do Brasil, sem dúvida nenhuma, um estímulo a mais a quem empreende uma luta nesse porte. Até mesmo o próprio presidente da OAB Ophir Cavalcante participou da marcha. Está certo Cavalcante quando diz que “o que estar faltando nesse país é vergonha na cara”. Mas também vem faltando penas duras como nos países chamados sérios nos rigores das suas leis.
          Tomara que esse novo grito de independência envolva o Brasil permanentemente, fazendo pressão sobre as autoridades com tolerância zero. Os safados da cara de santo estão comendo nosso dinheiro e engordando cada vez mais com os vermes das cédulas alheias. Por enquanto os safados ficam por trás dos gabinetes só achando graça, vamos ver o futuro e formar em cada uma das cidades do País, essa MARCHA ANTICORRUPÇÃO.







DE D. PEDRO I A DILMA Clerisvaldo B. Chagas, 7 de setembro de 2011           Estamos nos 189 anos de Independência do Brasil. Para muito...

DE D. PEDRO I A DILMA

DE D. PEDRO I A DILMA
Clerisvaldo B. Chagas, 7 de setembro de 2011

          Estamos nos 189 anos de Independência do Brasil. Para muitos brasileiros apenas um bom feriado no meio de semana. Os ânimos dos tempos de chumbo pelos grandes desfiles militares e estudantis, vão perdendo a força também nas escolas. Pouco se houve o canto do Hino Nacional e muitos jovens se envergonham de se aproximar do pendão e cantar em louvor à Pátria. A ignorância é cada vez maior entre alunos a respeito dos grandes eventos históricos do Brasil. O Hino Nacional, por sua vez já devia ter sido encurtado e atualizado sem mexer com a sua essência. Lembro perfeitamente que em mais de trinta anos de Magistério jamais vi um professor interpretar o hino para seus alunos. Isso já fiz, sim, palavras e frases, preto no branco, mas nunca encontrei quem assim fizesse para mim e nem para outrem. O máximo é cantar o Hino.
          Muitas histórias, quase sem fim, preencheram livros e mais livros que lotaram bibliotecas inteiras sobre o nosso país. Episódios de revoltas, guerras, dores e prolongados sofrimentos. Mas também de alegria, heroísmo e esperança que moldaram o caráter do nosso povo, da nossa gente, das praias aos sertões imensos, intensos e misteriosos. Esse país de céu anil que um dia cismou de ser independente e forte, resolveu quebrar a pesada canga que Portugal lhe impunha. Quanto sangue derramado no litoral, nas matas virgens, num processo de afirmação de brasilidade! Vão se avultando heróis sobre cascos de navios, sob intensos fogos de canhões. Vão se abrindo as veredas nas florestas perigosas onde cobras, índios e onças também defendem seus territórios. E o Brasil cresce, se expande, se agiganta a cada passo dos intrépidos desbravadores. Surgem arraiais, povoados, vilas e cidades à força do suor e da saga sertaneja. Nos sertões, as lutas na boca do bacamarte, na política a luta feroz pela alforria de um território.
          A independência não produziu logo uma grande alteração na estrutura sociocultural e econômica do Brasil. Apesar do furor libertário, continuou a prevalecer uma organização social baseada na economia voltada para o mercado externo, na exploração do trabalho escravo e na grande distância entre elites e população geral. Mesmo assim, o grande passo havia sido dado. O dia 7 de setembro de 1822 revolucionou o País e o próprio continente. Foi muito duro chegar até aqui, mas chegamos. É debruçar sobre os livros e descobrir tudo, principalmente, de D. PEDRO I A DILMA.



CARRO DE BOI HISTORIANDO Clerisvaldo B. Chagas, 06 de setembro de 2011            Interessante à reportagem de Nelson Aprobato Filho, pá...

CARRO DE BOI HISTORIANDO

CARRO DE BOI HISTORIANDO
Clerisvaldo B. Chagas, 06 de setembro de 2011

           Interessante à reportagem de Nelson Aprobato Filho, páginas 62/63 da Revista de História da Biblioteca Nacional, ano 06, nº 71 de agosto de 2011. Nelson descreve com muita propriedade o processo de urbanização de São Paulo no final do século XIX e início do século XX. O centro do bem elaborado texto puxa mais para o meio de transporte focalizando preferencialmente o carro de boi. O velho conhecido nosso dos sertões nordestinos também aparece na colonização do país em praticamente todas as regiões. Vai mudando aqui acolá no formato, no número de parelhas, nas formações dos arreios dos bois, mas a essência é sempre a mesma. Transporte rígido puxado por bois bem treinados ajudou o Brasil a crescer transportando toda espécie de mercadoria, inclusive máquinas modernas para a época. Tudo que não podia ser conduzido em lombo de burro, encontrava no carro de boi um transporte lento, porém, seguro e firme. O Brasil deve muito aos tropeiros (almocreves) e carreiros anônimos que impulsionaram o nosso progresso. Diz o ilustre pesquisador que no fim do século XIX, circulavam cerca de 300 carros de boi nas feiras semanais de venda de madeira no centro de São Paulo. E que esse quadro só começaria a mudar em 1870, por conta da urbanização, sem dúvida alguma.
          Foi proibido, o carro de boi, de circular em grande área em 1894. E dois meses após essa lei, outra foi aprovada restringindo ainda mais área de circulação. A princípio, isso produziu caos no sistema de transporte. A partir do início do século XX, aos poucos começavam as substituições pelos primeiros bondes elétricos, automóveis e caminhões. No final do século XIX os animais faziam parte do cotidiano em São Paulo: carros de boi, tropas de mulas de carroças, montarias, boiadas, rebanhos de cabras, ovelhas, grandes bandos de pássaros, galinhas, cães, gatos, ratos, sapos, formigas, cobras e urubus.
          Em Santana do Ipanema, principal núcleo urbano do Médio e Alto Sertão, alagoanos, o carro de boi foi sobejamente utilizado, tanto que o município chegou a ser chamado “Terra dos Carros de Boi”. Sua utilidade persiste e lembra os tempos das grandes frotas que cruzavam o Sertão inteiro levando e trazendo mercadorias e famílias nos seus chiados propositais e dolentes. Desde o tempo de vila que Santana do Ipanema possuía calçamento de granito bruto no comércio e em algumas poucas ruas. Ao substituir o calçamento bruto pelo esquadrejado paralelepípedo, o prefeito Ulisses Silva, gestão 1961-65, proibiu a circulação de carros de boi pelas ruas do comércio. Foi assim que o novo carreiro criou o carro de boi com rodas de pneu, pois o aro de ferro, antigo, prejudicaria o novo tipo de calçamento.
          O arcaico meio de transporte, mesmo com todo o modernismo social, continua prestando inestimáveis serviços nas fazendas sertanejas. Durante a procissão anual da padroeira, surgem sempre não menos de 300 desses veículos. Podemos ouvir de longe os sons dos cocões acochados, gemendo saudosos. É o CARRO DE BOI HISTORIANDO.

VEM AÍ O DIA 20 Clerisvaldo B. Chagas, 05 de setembro de 2011     Os Estados Unidos não têm jeito mesmo. Apesar dos bombardeios que t...

VEM AÍ O DIA 20


VEM AÍ O DIA 20
Clerisvaldo B. Chagas, 05 de setembro de 2011

   Os Estados Unidos não têm jeito mesmo. Apesar dos bombardeios que tem levado, continua se metendo na vida alheia, querendo botar garrancho nos que consideram adversários. Assim tentam impedir que a Palestina vire um país com pleno poderes de nação independente e fazendo parte da ONU. Sua adoração por Israel chega a ser extremada, querendo não perder um aliado de apoio para uma futura guerra sua na região do golfo, quando o estado israelense mais uma vez seria seu parceiro. Isto é, mesmo com tantos reveses ainda não perderam o sonho de domínio, de senhor absoluto do planeta que teima em se arrastar com os quartos baixos. Agora visam persuadir os palestinos a abandonarem sua busca pelo reconhecimento como estado na Organização das Nações Unidas. Tentando fazer esse impedimento, o governo Obama fez circular no meio diplomático uma nova proposta entre israelenses e palestinos. Dizem que é uma proposta nova, pode ser, porém, o estado palestino deve ser criado sim, do mesmo jeito que foi criado o estado judeu. Então, é para se conviver eternamente vizinho e briguento? Ninguém vai mudar a Geografia local. Os conflitos não vão acabar nunca enquanto persistirem esses impasses cujos erros israelenses são sempre ignorados ou minimizados pelo xerife do mundo. Como os palestinos não podem exterminar até o último judeu e vice-versa, não existe outras solução a não ser criar-se o estado palestino, onde os impasses serão discutidos em outro nível com muito mais oportunidade de paz duradoura.
           Não é somente isso que deve ser resolvido, mas outros problemas semelhantes que a intransigência de alguns países teima em não tentar resolver, prolongando indefinidamente, conflitos e chacinas. O caso dos curdos é um deles, mas existem outros como o da Mongólia e mais.
           O Presidente Mahmoud Abbas não deve desistir do plano de solicitar reconhecimento do Estado palestino durante a Assembleia Geral da ONU, que será realizada no próximo dia 20 em Nova York. Mas quem sabe mesmo é ele se suportará a pressão americana. Comenta-se que o esforço do norte para impedir a criação do Estado palestino chegou tarde demais, entretanto, ninguém sabe o que poderá sair de última hora. Em se tratando do xerife... “Israel se opõe firmemente ao projeto palestino, no momento em que as negociações de paz estão travadas há quase um ano devido à negativa israelense de deter os assentamentos judaicos em territórios palestinos ocupados”. O problema, no entanto, é que Washington não conseguiu apoio suficiente para bloquear a iniciativa na Assembleia Geral. Caso seja aprovado um novo estado, o da palestina, como ficará a cara do Tio Sam? Pode até ser que não, mas nos parece hoje à única saída para o conflito que se arrasta sem fim no Oriente Médio, um tratamento respeitoso, uma diplomacia igual, uma derrota americana. VEM AÍ O DIA 20.








JÁ ERA! Clerisvaldo B. Chagas, 02 de setembro de 2011.   Não foi somente a Venezuela que procurou distância dos Estados Unidos, embor...

JÁ ERA!


JÁ ERA!
Clerisvaldo B. Chagas, 02 de setembro de 2011.

 Não foi somente a Venezuela que procurou distância dos Estados Unidos, embora continue vendendo seu petróleo àquela nação de cima. As tolices do senhor Chávez pelo menos serviram para alguma coisa, pois é preciso doidos no mundo em diversos lugares, por que eles também são úteis e, cada personagem, por pequena que seja, tem seu papel assegurado no Planeta com ordem predeterminada. Diz a revista britânica “The Economist” que o Brasil tem ocupado o espaço deixado pelos Estados Unidos na América do Sul, embora os americanos mantenham ainda sua influência e interesse vital na região. É claro que a influência americana continua, não só na América do Sul, mas em todos os lugares onde sua presença sempre foi forte através da via bélica. A revista britânica que lança seu artigo, aparentemente escrito de rotina, pode representar a preocupação da Inglaterra com a influência da parceira cada vez menor, por causa do seu interesse na região, principalmente sobre as ilhas Malvinas. Ela está enxergando longe, uma vez que o distanciamento americano (parceiro colado) poderá facilitar a perda das ilhas no futuro para a Argentina. A chamada “Guerra das Malvinas”, só teve o triunfo dos britânicos por causa da ajuda americana, principalmente por causa dos seus satélites espiões. Os Estados Unidos preferiram ajudar a sua velha parceira de que ficar ao lado dos americanos do sul. Daí a reportagem da citada revista, quem sabe, pode estar querendo despertar os Estados Unidos para apertar cabrestos e rédeas na região.
          Claro que os problemas internos, como diz a própria revista, foi afastando os Estados Unidos da América Latina. Mas a revista “The Economist” também não pode esquecer a influência da Inglaterra também na América Latina, na África e na Índia que foi através dos tempos sendo afastada e substituída pelas lideranças locais e mesmo pelos próprios Estados Unidos. Assim agora também acontece com o seu ocupante. A tendência do mundo, não somente na América do Sul (ou a conceituada revista não enxerga?) é uma posição de independência exterior, assim como o Oriente Médio, que terminará deixando os americanos e Europa totalmente de fora, num futuro não tão distante assim (não esquecer exemplos de Brasil, Índia e China). O texto analisa as relações entre os Estados Unidos e a América Latina e conclui que a política americana para a região tem sido prejudicada pelas disputas domésticas no Congresso americano e aberto espaço para outros atores. "O Brasil com frequência tem maior peso em grande parte da América do Sul", diz.
          E você Inglaterra, que já foi dona do mundo, para onde vai? E assim, o Globo que vai vivendo de “era em era”, fala como a nossa juventude, para Ingleses e americanos, JÁ ERA!

OS DEFUNTOS DO PREFEITO Clerisvaldo B. Chagas, 1º de agosto de 2011.            É meu amigo. O humor negro está por todo canto. Ningu...

OS DEFUNTOS DO PREFEITO


OS DEFUNTOS DO PREFEITO
Clerisvaldo B. Chagas, 1º de agosto de 2011.

           É meu amigo. O humor negro está por todo canto. Ninguém escapa das brincadeiras da Terra que envolvem o além. Certa feita foi o camarada que pegou carona na carroceria de um caminhão, numa noite escura. Começou a chover. Sem lona nem outra coisa para se amparar, o carona notou um caixão funéreo novinho no canto da carroceria. Não contou conversa e entrou no caixão. Adiante um grupo de pessoas pediu carona, o que foi concedido pelo condutor. Ao ver o caixão todos cismaram, mas era tarde. Dois três quilômetros adiante, o passageiro do caixão abre a tampa e vendo aquele povo pergunta: “Já parou de chover?” Foi um espanar de gente que virou horror saltando do caminhão em velocidade. Bem assim foi no cemitério de uma cidadezinha do interior. Havia muitos cajus maduros num cajueiro do cemitério, encostado ao muro da rua. Um amigo do vigia costumava jogar baralho com ele à noite, ali em cima das tumbas. Certa feita, ao terminar o jogo, foram tirar cajus para tomarem uma bicada. Colhidos alguns frutos, começou a conversa: “esse é meu, esse é seu”. Um bêbado, não tão bêbado assim, ia passando e resolveu descansar justamente sob a galhada do cajueiro que dava para a rua. Ao cair um caju madurinho na calçada, o vigia do cemitério disse para o amigo, quebrando o longo silêncio da noite: “O do lado de fora é meu!” Agora leitor, imagine o fiapo de carreira do “bebão” com os olhos acesos! Já no velório de um coronel que apenas estava sem sentidos, o falso defunto abriu os olhos, Ficou sentado derrubando flores e castiçais e dizendo: “Já cheguei do inferno!” Os gritos e as canelas enferrujadas fizeram sucesso numa tremenda corrida de rua!
          “Funcionários do Serviço Funerário da Prefeitura de São Paulo permanecem em greve. Cerca de quinze pessoas guardam o transporte de corpos de conhecidos para o cemitério. Houve muita conversa entre funcionários e a Administração, porém não se chegou à conclusão alguma. Velórios e sepultamentos foram marcados para a manhã de hoje, mas até agora não havia previsão de quando iria chegar alguém para levar os corpos para o cemitério”.
          Como se não bastasse greve de médicos, estudantes, professores e juízes, entram também na mesma ciranda os papa-defuntos de São Paulo, prejudicando a entrada das almas no céu, inferno e purgatório. Dizem que ninguém pode ir para o mundo sem estar legalizado, inclusive, portando CPF e atestado de óbito que os grevistas teimam em não expedir. “Sem documento na mão, não há salvação”, dizem faixas e cartazes das almas dos que já se foram. Se existe greve dos agentes funerários daqui, deve haver greve dos agentes de lá por causa da burocracia dos vivos, ora bolas! Assim não dá! Lá em cima não existe problema com salário, o que é o impasse na prefeitura do estado rico. Seria bom que as autoridades não brincassem com assunto de quem já morreu negando-lhes o direito de ser enterrado. Hã! Mas um impasse para o governo enfrentar: OS DEFUNTOS DO PREFEITO.




















DINHEIRO ABENÇOADO Clerisvaldo B, Chagas, 31 de agosto de 2011            A violência ainda não deixou de ser o principal tema de muito...

DINHEIRO ABENÇOADO


DINHEIRO ABENÇOADO

Clerisvaldo B, Chagas, 31 de agosto de 2011

           A violência ainda não deixou de ser o principal tema de muitos jornais. Parece que a concorrência vai obrigando os senhores gerentes ao sopro no lixo. Tudo vira notícia para fechar a página do dia, sem nenhum cuidado ético com o que se publica e assim vão enchendo a cabeça ou o bucho do povo de porcaria.  O que faz um jornal de nome colocar coisas tão pequenas, tão ínfimas, falando de um simples buraco, ou de lama, ou de uma trouxa de maconha que um soldado encontrou numa longínqua casa pobre de periferia. É muita gente besta que não tem a menor noção de um jornalismo sério, dando a notícia de que um cachorro mordeu o pedestre e não que o pedestre mordeu o cachorro. E com a imprensa assoberbada de tantas tolices, o resultado naturalmente reflete no medo das pessoas mais fracas saírem de casa. A violência está por todos os lugares, disso aí ninguém tem dúvidas. As leis que beneficiam os “coitadinhos”, continuam tão culpadas das coisas quanto os pobres “coitadinhos”. O que tem de gente sem querer trabalhar, vivendo somente para tomar o alheio, não tem cálculo que acerte nesse Brasil de meu Deus! A disseminação das drogas em todas as camadas sociais desgraçou completamente tudo. Mata-se por um tênis, por um relógio, por um real ou por nada, unicamente na base do mau instinto estimulado pela droga e pelas boazinhas leis.
          Não sabemos, porém, como os jornalistas sérios estão se sentindo com essa ralé de notícias baratas sem nexo algum da profissão. E o povo vai ficando atolado até o pescoço de tanta coisa podre que pode provocar sérios danos à saúde. A onda negativa, a onda de baixa qualidade invasora dos lares, vai solapando como a própria droga e as leis que favorecem aos “bonitinhos”. Jovens e maduros vivem num clima de salve-se quem poder que vai lotando consultórios e hospitais em todos os lugares.
          Vamos salvar a notícia de que dois homens armados invadiram a igreja matriz do Sagrado Coração de Jesus, na cidade de Pariconha; renderam o padre e levaram cerca de R$ 4 mil reais.
          Foi lá em Pariconha que Lampião entrou certa vez, ainda no tempo do cangaceiro Antonio Porcino e fez grande bagaceira no, então, povoado. Quer dizer que agora Pariconha mantém a tradição de saco de pancadas de bandidos! Dizem que o padre e uma funcionária ficaram presos dentro de um quarto, enquanto os meliantes empreendiam fuga. Agora nem o alto Sertão escapa, nem mesmo a simpática e fértil Promissão. Na boca do revólver escora-se, doutor, empresário, mulher, transeunte e até o representante de Cristo dentro da própria casa do Senhor. Talvez esse tipo de assalto seja para também sair na mídia, do baixo ou do alto clero. E se alguém pergunta ao bandido por que levar o dinheiro da igreja, a resposta até parece feita: pelo menos é DINHEIRO ABENÇOADO.












ADORADORES DE BOIS                  Clerisvaldo B. Chagas, 30 de agosto de 2011.            Nem sabemos , nem queremos saber qual é o l...

ADORADORES DE BOIS


ADORADORES DE BOIS
                 Clerisvaldo B. Chagas, 30 de agosto de 2011.

           Nem sabemos, nem queremos saber qual é o lucro da cidade de Barretos, na Festa do Peão. Coisa pouca não deve ser. Que é um festão, não temos dúvidas. Com suas várias modalidades de provas e uma projeção internacional cada vez maior, Barretos oferece um tipo de divertimento baseado na tradição brasileira do boi. O ruminante ocupa todas as regiões, inclusive a Norte, com seu prestígio, mitos, festas e lendas. Quando se falava na “Farra do Boi”, os contras partiam para acabar de uma vez por todas com aquela forma de lazer.  Não queremos, nem hoje nem nunca, defender os sofrimentos aos animais, principalmente os indefesos. A “Farra do Boi”, que vinha passando de geração a geração, como a vaquejada nordestina e os rodeios Sul/Centro-Oeste, não deixaram de carregar maus-tratos aos bichos como bois e cavalos, principalmente, mas a saída em nosso modo de entender, não é partir para o radicalismo: acabar de uma vez com a Festa do Peão. O caminho não nos parece o mais correto, mesmo respeitando os princípios de ONGs interessadas. O que estar faltando é mudança de regras na estrutura. Sentar à mesa todos os interessados, discutir erros e acertos e definir o que deve ser mudado, em relação ao bem estar dos animais. Uma vez definidas novas regras, cabe ainda uma fiscalização rigorosa no que ficar acordado e continuar a tradição, até com muito mais segurança e conforto para bichos e gente.
          Um touro ficou paraplégico, um bezerro morreu! Algo estar errado, não tenham dúvidas. Mas daí a extirpar a brincadeira, é uma radicalização sem tamanho. Quanto à atração da festa para ladrões, beberrão e prostitutas, isso acontece em todos os lugares. Ou você conhece, leitor amigo, festa sem ladrão! Bebida também não pode faltar, juntamente com outros fatores negativos. Mas assim não haveria Carnaval, grande fonte de prazer e de tudo que não presta. Então, vamos acabar o Carnaval, ópio do povo? Vamos ficar somente com festa de santo?
          A vaquejada também, para proteger os animais tem que ser mudada, pois logo começará as pressões dos que procuram proteger os bichos brutos. E por que não mudar logo alguns itens que garantam a segurança das reses? Tem até um ditado que diz: “brasileiro só se previne depois de roubado”. É essa mania de andar sempre depois do previsto. A19ª nona edição da festa de Barretos, pode ter até saído arranhada com os dois incidentes ou acidentes tão bem explorados pelos jornais, mas que é um sucesso crescente, não se põe em xeque. É a tradição regional ganhando espaço. Acima as nossas tradições, modificadas, porém, a benefício de todos. No modo terrível ao pé da letra fraseada não, mas até que nós, brasileiros do interior somos mesmo ADORADORES DE BOIS.











UNS CROQUES NOS ESTADOS UNIDOS Clerisvaldo B. Chagas, 29 de agosto de 2011            Croque no Nordeste: “cascudo”; pancada curta e ...

UM CROQUE NOS ESTADOS UNIDOS


UNS CROQUES NOS ESTADOS UNIDOS
Clerisvaldo B. Chagas, 29 de agosto de 2011

           Croque no Nordeste: “cascudo”; pancada curta e vigorosa na cabeça, com os nós dos dedos da mão fechada. Embora a expressão em voga “vou dar-lhe uns croques” (no menino); também foi usada para amenizar a maldade humana. No lugar do coronel dizer: “Vou dar uma surra, vou dar uma pisa em fulano”, suavizava a frase, mas a intenção era a mesma, dá uma surra grande, de preferência com chibata de couro cru, de bater em cavalo. Uma surra, uma pisa de juntar bicho. Pisa de esfolar as carnes a ponto de apodrecer as feridas. Melhor dizer com sadismo: “Vou dar uns croques em Beltrano”.
A poderosa nação do norte, enriquecida com a primeira industrialização, as vendas da Segunda Guerra e as reservas minerais não levadas por colonizadores como na América do Sul, dominou o mundo sozinha quando do abandono da União Soviética à concorrência ideológica. Acostumada a mandar as cartas, sozinha, assim passou dezenas de anos, absoluta como xerife do mundo e uma vontade danada de pular para a cadeira cravejada de dono. Mas na terra, com duração maior ou menor, todo império tem sua limitação. Assim foi a China, com a Itália, com a União Soviética e com a Inglaterra que era tal “Rainha dos Mares”, fazendo também seus absurdos, acobertada pela riqueza da industrialização, exploração dos povos e poderosa marinha. O poder ficou com os Estados Unidos que, gastando trilhões e trilhões sem parar com suas guerras particulares pelo mundo todo, agora se encontram em situação econômica difícil. Essa nação faz até lembrar um cidadão de Alagoas que era vigilante e ganhou uma “bolada” na loteria. Deixou imediatamente o emprego e começou a gastar. Advertido para a gastança sem freio, o pobre rico nem ligava para os conselhos bem intencionados. Quando se viu sem um centavo e um monte de dívidas às costas. O vigilante ficou de fazer a buscar o mesmo tipo de emprego do tempo das vacas ossudas.
          Com a economia combalida, recolhendo os cacos das guerras feitas no Iraque, no Afeganistão e companhia, devendo demais e vendo a crise solapando as nações, Os Estados Unidos vão tentando o equilíbrio da famigerada corda bamba. Para agravar as dívidas e o desemprego, a Natureza também parece entrar no páreo dos castigos terrenos com seus furacões. “Quero enfatizar que os impactos dessa tempestade, serão sentido por algum tempo. E o esforço de recuperação durará semanas ou mais”, disse o presidente.
         A grande nação poderá até se recompor, mas não percamos o foco da história tendo Itália e Inglaterra, como exemplos. É a vez da China, Índia e Brasil. Apesar do chique americano, a Terra do Tio Sam não tem deixado de levar uns machucões, uns ganchos na face, frutos das suas próprias ações que se voltam e dão UNS CROQUES NOS ESTADOS UNIDOS. 










CACIMBINHAS Clerisvaldo B. Chagas, 26 de agosto de 2011           Empenhado em nossa organização de livro sobre Virgulino Ferreira da...

CACIMBINHAS


CACIMBINHAS
Clerisvaldo B. Chagas, 26 de agosto de 2011

          Empenhado em nossa organização de livro sobre Virgulino Ferreira da Silva, temos referências várias sobre a nossa tão querida cidade Cacimbinhas.  Município alagoano localizado no meio do caminho Santana do Ipanema ─ Palmeira dos Índios, Cacimbinhas foi ponto de descanso e referência de quem transitava do alto Sertão à Maceió e vice-versa. Tempos das estradas de terra, buracos e solavancos, poeira e lama que enganchavam as viagens sertanejas à capital. Originária no sítio Choan, o atual município recebia caçadores de Pernambuco ─ com o qual faz fronteira ─ que acampavam no sítio, nas proximidades de uma cacimba onde havia um limoeiro. Com mais pessoas parando por ali para descanso, outras cacimbas foram cavadas gerando, assim, a denominação do município. Quem nasce em Cacimbinhas é cacimbense. E quem é cacimbense tem orgulho de sua fundação que aconteceu em 19 de setembro de 1958. Atualmente o município faz parte da Microrregião de Palmeira dos Índios e da Mesorregião do Agreste Alagoano. Possuindo uma área de 272, 978 km2, com a distância de 177 km da capital, Cacimbinhas tem como sua padroeira, Nossa Senhora da Penha, celebrada em 8 de setembro. Com mais de dez mil habitantes, o município conta com atrações, além da festa da padroeira, como Festa de Santos Reis, Baile do Sábado da Aleluia. Forró Fest, emancipação política e ainda o Baile Macabro realizado em novembro. Para quem quer fazer visita turística, a recomendação é a serra do Cruzeiro com a capela de São Francisco e o castelo medieval da fazenda Alfredo Maya.
          No início da década de vinte, Cacimbinhas recebia um bando de cangaceiros chefiados por Pedro, um dos famigerados irmãos Porcino, cujo bando abrigou o mais célebre, Lampião. Isso gerou dor de cabeça para o governo que convocou o comissário de Palmeira dos Índios e enviou tropas para Cacimbinhas. Além da década de vinte, Lampião usou Cacimbinhas outras vezes nos anos trinta, pela sua proximidade fronteiriça com Pernambuco. Ali foi sempre a porta de saída de Virgulino que geralmente entrava em Alagoas por Água Branca ou Mata Grande, via Piranhas, saída Cacimbinhas em busca de Bom Conselho (PE), e imediações.
          Dizem os historiadores que os primeiros habitantes chegaram por volta de 1830. Após os primeiros habitantes, chegou a Cacimbinhas José Gonzaga que se associou a Clarindo Amorim par a construção da linha do telégrafo, ligando Palmeira dos Índios a Santana do Ipanema. Gonzaga, além desse feito histórico sobre comunicações, criou a primeira feira, com bastante movimento.
          Dos tempos da estrada de terra, o que mais me chamava à atenção era a linha do telégrafo margeando a estrada, em cujo tempo de inverno, víamos passarinhos encolhidos sobre o fio. Ainda hoje quando passo entre Cacimbinhas e Palmeira dos Índios, nunca deixei de procurar com a vista os postes históricos e o fio que parece que foram retirados. Por que não estão em um museu municipal em uma das três cidades do trajeto? Aproxima-se o tempo de festa. Cacimbinhas entrou também em dois romances meus ainda inéditos: “Deuses de Mandacaru” e “Fazenda Lajeado”, com os personagens fictícios Né de Zeca e João de Brito, respectivamente. Ah! Mas isso são outras histórias. Bênçãos a CACIMBINHAS.
·         Visite também o blog do autor: clerisvaldobchagas.blogspot.com




A FERROVIA DO DIABO Clerisvaldo B. Chagas, 25 de agosto de 2011           Um terremoto de magnitude 7,0 atingiu nesta quarta-feira (24) o...

A FERROVIA DO DIABO


A FERROVIA DO DIABO
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de agosto de 2011

          Um terremoto de magnitude 7,0 atingiu nesta quarta-feira (24) o Peru, com epicentro perto de Pucallpa, próximo à fronteira com o Brasil. O tremor aconteceu 82 quilômetros ao norte de Pucallpa, região de floresta amazônica peruana. Entretanto esse tremor foi sentido no estado brasileiro do Acre. A cidade acreana de Cruzeiro do Sul, por ficar mais perto da fronteira, 180 quilômetros, captou um tremor através da fiação da iluminação pública que começou a balançar sem vento algum. Em um dos supermercados da cidade, mercadorias caíram das prateleiras. Rio Branco, capital do estado, mesmo estando distante do epicentro mais de 600 quilômetros, sentiu um leve tremor, deixando as pessoas apavoradas, desocupando os prédios com rapidez.
          E por falar em Acre, vem à tona os trabalhos de um esforço hercúleo para a construção da ferrovia Madeira-Mamoré, um dos episódios mais tristes da história do Brasil. As terras do Acre pertenciam a Bolívia, mas eram constantemente invadidas por brasileiros em busca da seringa, o látex, a seiva da seringueira que se transforma em borracha. Quase houve naqueles tempos uma guerra entre Brasil e Bolívia, evitada graças à intervenção do ministro para o Exterior Barão do Rio Branco. Após diversas negociações diplomáticas, foi assinado o Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903. Conforme o acordo, o Acre foi cedido ao Brasil, mediante o pagamento de dois milhões de libras. O governo brasileiro se comprometeu, ainda a construir a ferrovia Madeira-Mamoré, para escoar a borracha produzida pela Bolívia.
         As empresas contratadas para a construção da ferrovia desistiram após inúmeros casos de malária e os constantes ataques de indígenas. Essas obras paralisadas só foram retomadas em 1907 pela empresa Madeira-Mamoré Railway CO., que contratou cerca de 30 mil trabalhadores. No meio, muitos imigrantes. Centenas de trabalhadores, porém, morreram nos primeiros três meses de trabalho. Havia ainda os ataques dos índios caripunas. Esses índios arrancavam os dormentes dos trilhos, dando um trabalho medonho à empresa. Com um gesto meio maluco, a empresa resolveu eletrificar os trilhos matando eletrocutados, assim, centenas dos índios caripunas. Foram registrados diversos casos de loucura dentre os que conseguiram escapar às doenças tropicais.
          Finalmente, em 1912, a ferrovia foi construída, mas custou a vida de quase todos os trinta mil trabalhadores. Depois de tantas infelicidades, não havia mais o que transportar porque Bolívia e Brasil haviam perdido competitividade para a borracha da Ásia, cujas sementes do Brasil haviam sido levadas como contrabando pelos ingleses. Os irmãos cearenses muito sofreram como soldados da borracha naquela região amazônica. São páginas de um heroísmo triste na FERROVIA DO DIABO.




O JUMENTO DO MARANHÃO Clerisvaldo B. Chagas, 24 de agosto de 2011 .            Rapaz! Jumento é um animal interessante que já foi can...

O JUMENTO DO MARANHÃO


O JUMENTO DO MARANHÃO
Clerisvaldo B. Chagas, 24 de agosto de 2011.

           Rapaz! Jumento é um animal interessante que já foi cantado por Luiz Gonzaga e mais uma porção de outros cantores. Entrou na Literatura, saiu no lado oposto. Recebe apelido de todo jeito: é asno, babau, inspetor, jegue, jerico, cabeçudo e assim por diante. O falo faz inveja a muitos homens e, as mulheres... Deixe pra lá! O bichinho é obediente, serve muito nas fazendas do Nordeste carregando palma, lenha, capim, água, carvão, frutas... E gente! Sim, quando o jumento é de carga o sujeito vai à garupa. Quando bom de sela é brinco. Corre solto nos cercados ou em lotes, mordendo, escoiceando, divertindo-se. Persegue as jumentas por entre espinhos de macambira, zurra como um danado e nas horas vagas também procura as éguas. Quando você quebra o relógio, o babau avisa a hora. Se é meio-dia, a sombra desce para a barriga. Nos ataques da onça, o coice “vadeia”! Se enfrenta cavalo, a mordida come! Nas secas brabas, o bicho devora casca de pau, engorda e zomba do tempo. Se alguém o chama de burro ele não gosta. Burro é burro, jumento é jumento, ora bolas! Ele é bonzinho, bonzinho, mas quando empanca, ai, ai!... Só não sei se gosta de trator. A tecnologia deixou o bichinho desvalorizado. Tem jegue vagando por aí que não vale sequer um real. Anda emparelhado nas estradas, provocando acidentes de trânsito. Mas o Nordeste deve muito ao jerico que não enjeita trabalho, inclusive em Santana do Ipanema existe uma estátua na entrada da cidade em homenagem ao seu esforço, o grande ajudante da coragem humana.
          Ultimamente o jegue voltou às páginas. Em Santana, autoridades estadual e municipal preocupam-se com suas perambulações, ou será inveja do seu vigor? Um dos site da cidade mostra foto, ironiza a pauta do dia da Câmara, cujo vereador sem assunto resolve defender jumento. Agora o presidente do Senado, José Sarney, é criticado porque voa a passeio nas aeronaves do estado. Cada um que queira espetar o bigode de Sarney com denúncias sérias ou irônicas. Um defende outro ataca. O presidente se arma perguntando se quem o critica prefere que ele ande a jumento. E lá vai o jerico de Sarney marchando com toda pompa entre os belíssimos lençóis maranhenses. Lá em baixo o presidente sem espora vai acenando para os helicópteros, os jatinhos executivos, as aeronaves militares lá em cima, brincando com as nuvens.
       Apertam-se os laços contra os desmandos do país. Entre discursos, crônicas, charges e passeatas, as consciências civis vão saindo das fossas abissais, emergindo nas águas da moral, para forçarem um tsunami de ordem na anarquia secular. Pelo menos simbolicamente um quadrúpede ganha à mídia. Não importa se o babau é de Alagoas, Bahia ou Pernambuco, abaixo a mordomia do aeroplano, gritam eles, valorizemos o JUMENTO DO MARANHÃO!

























BARBAS DE MOLHO Clerisvaldo B. Chagas, 23 de agosto de 2011   Na expressão popular, o pau estar comendo na Líbia, cabra velho. O gost...

BARBAS DE MOLHO


BARBAS DE MOLHO
Clerisvaldo B. Chagas, 23 de agosto de 2011

 Na expressão popular, o pau estar comendo na Líbia, cabra velho. O gosto pelo poder, o orgulho e a falta de senso, vão levando o homem que se julgava forte para o canto da parede, ou melhor, para os recantos das grades. Relembrando o Iraque, quando se pensava que o Sadam iria suicidar-se para não se entregar vivo, o homem deixou o orgulho de lado e foi preso num buraco à semelhança de rato. Como se comportará o ditador Líbio após a última batalha? Não existe a mínima expectativa de reação e vitória de Muamar. Mas esse tipo de gente sem juízo, não tem pena em sacrificar multidões nos rios de sangue territorial para continuar no poder. É como se não existisse nenhum tipo de remorso ou de amor por quem quer que seja. É muito difícil, talvez até para os grandes especialistas da Psquiatria, definirem como pensa, como age, o que falta e o que sobra na massa cinzenta dessas aberrações de dois pés. Como uma pessoa manda derrubar um avião repleto de passageiros civis inocentes que não tem nada a ver com suas crises? (Crises de Kadafi). Em Alagoas, Antonio Porcino, cangaceiro do oeste, matou um romeiro em plena procissão, somente porque o homem achara bonita sua cartucheira. Ao ser recriminado pelo próprio irmão mais novo, matou-o também. No caso do ditador da Líbia, como o do Iraque, matou centenas e centenas de nacionalistas ou não, sem remorso nenhum, numa calma enervante, comportando-se após como uma simples pedra de gelo.
        Antigo assentamento de povos díspares, a Líbia recebeu seu nome de colonos gregos, no século II antes da era cristã. Esse país do deserto foi povoado por árabes e nômades berberes e somente na costa e nos oásis estabeleceram-se colônias e cidades. É um país repleto de histórias, palco de muitas lutas desde os tempos antigos até o presente momento.
       As últimas notícias vão apagando o Quarto Crescente e a estrela da bandeira líbia, em arrastão à estrela de Muamar Kadafi. Os rebeldes estão nas ruas comemorando por antecipação a vitória final. Até que seria uma desmoralização generalizada a ONU (com tantos bombardeios e aviões de última geração) se fosse derrotada por um país que nem potência é. Dizem que a batalha para tomar o controle do complexo será feroz, mas qualquer um que estiver do lado de dentro tem pouca chance de escapar. Claro, muito claro mesmo que essa afirmação é verdadeira. Mas, tola mesmo é a ingenuidade de quem está dentro querer resistir até o último homem para salvar a pele já comprometida do senhor Kadafi. O desfecho, veremos em questão de horas, inclusive saberemos onde Muamar guardou a prepotência, diante da boca do fuzil. Se conseguir escapar vivo, o que o ditador falará para outros irmãozinhos seus do Oriente e da Venezuela? Aguademos mais um pouco para olharmos as expressões dos iguais... Com água, porque muitos “cabras marca peste” vão colocar as BARBAS DE MOLHO.

CAFÉ BOM, BRASIL BOM Clerisvaldo B. Chagas, 22 de agosto de 2011             Excelente reportagem do Globo Rural de ontem sobre o café. Vi...

CAFÉ BOM, BRASIL BOM


CAFÉ BOM, BRASIL BOM
Clerisvaldo B. Chagas, 22 de agosto de 2011
            Excelente reportagem do Globo Rural de ontem sobre o café. Viciado na beberagem do produto e apreciador dos vários tipos de grãos e suas moagens fiquei satisfeitíssimo diante do que estar fazendo um grupo de produtores de café na Chapada Diamantina. Antes inóspita e esquecida, depois descoberta para o turismo brasileiro e mundial, a chapada também foi descoberta para um novo tipo de agricultura do café; trata-se da técnica “biodinâmica”. Com essa técnica, os agricultores estão conseguindo preços bem acima no mercado, produzindo grãos de alta qualidade, respeitando o meio ambiente. Foi emocionante ouvir um distribuidor inglês falando da qualidade desse tipo de café, classificando a determinação do trabalhador brasileiro, torrando, embalando e distribuindo o café torrado aos consumidores, em bela embalagem.
           Estamos sendo bombardeados pela mídia, diariamente, com dezenas e dezenas de casos de violência, corrupção, endeusamento dos valores trocados e putaria generalizada, por isso arrepia aos de bom senso quando surge uma reportagem limpa e de alta qualidade, como a exibida no dia de ontem.
          Encravada no coração da Bahia, com uma das paisagens mais belas do mundo, a Chapada Diamantina, tão nossa amiga da velha Geografia, apresenta-se com seus 31 mil quilômetros quadrados. O cultivo do café gosta de boas altitudes e ali na chapada ele vai encontrar regiões com mais de 700 metros, casando perfeita a intenção dos produtores. Homens como o agrônomo Adeodato Menezes, proprietário da fazenda Terramater, mudaram o sistema de monocultura que é muito vulnerável, sem equilíbrio ecológico. No município de Ibicoara, Adeodato fugiu da tradição e implantou o conceito da agricultura biodinâmica, que é uma modalidade de agricultura orgânica. Os agricultores baseiam-se na filosofia do educador Rudolph Steiner que “acreditava que homem e universo devem viver em harmonia e criou conceitos que misturam ciências e espiritualidade”. A biodinâmica também não usa veneno nem adubo químico industrializado. Ela, sim, procura sistema de produção que aproxima muito mais da natureza. Impressiona também a divisão da propriedade de Adeodato. Dos 90 hectares, apenas 22 vêm sendo usados. O cafezal tem pouco mais de quatro hectares e é todo sombreado por fruteiras e árvores nativas. O sombreamento reduz a temperatura e ajuda a conservar a umidade do solo. Folhas caídas mantêm a terra coberta e vira comida de planta. Frutas são transformadas em geleias orgânicas. Outros cuidados são realizados que só mesmo assistindo ao vídeo. Excelente!
          Os que gostam de um finíssimo líquido preto, puro e cremoso de alta qualidade e um país elogiável, no momento tem solução. É morar na Inglaterra, beber, degustar e dizer: CAFÉ BOM, BRASIL BOM.



O PADRE E A BONECA Clerisvaldo B. Chagas, 19 de agosto de 2011   Quem não estar lembrado do homem que recentemente ameaçava demolir uma c...

O PADRE E A BONECA


O PADRE E A BONECA
Clerisvaldo B. Chagas, 19 de agosto de 2011

 Quem não estar lembrado do homem que recentemente ameaçava demolir uma capela, na região de Arapiraca? Agora é ao contrário. Os padres não querem ir à igreja de Barra Nova que está fechada e um inquérito policial rola por aí. Na verdade temos apreciado muitos abusos de padres como pedofilia, homossexualismo, avanço nas mulheres e arrogância. Mas falando desse último, são alguns desses padres arrogantes que botam a correr das suas igrejas pessoas esclarecidas. Pegam o microfone não sabe medir as palavras e ao invés da moderação, prega uma linguagem agressiva, como se todos os fiéis fossem suas bestas de açoites. Uma pessoa esclarecida fica mesmo se roendo para dá uma boa resposta ao padre, mas ele não larga o microfone para ninguém. Só ele fala. Esse é o tipo de sacerdote frustrado com ele próprio demolindo a sociedade em que vive. Temos exemplos desses tipos de arrogantes aqui no interior que se julgando imune e mais do que aquele a quem deveria representar, estar mais para Herodes de que para Jesus. Como diria uma ex-professora nossa do tempo de Admissão ao Ginásio, arrogante para seus alunos tal esses vigários, “infelizes das costas ocas”. Imagino como Jesus não fica envergonhado ouvindo esses imbecis às missas dos domingos dando esporro em suas naves como os carroceiros batem nos seus burros.  Querem demonstrar uma autoridade besta em cima da matutada quando deveriam estar em outra profissão ajudando escravagistas. Esses são os gafanhotos que só trazem a discórdia no lugar aonde chegam. É por isso que certos municípios não aceitam os senhores de engenho de batina. Católico praticante de tradição, fui me afastando da igreja para não ouvir a empáfia de certos almocreves que em nada somam, só destroem os edifícios. No interior já tivemos vários exemplos de maus pastores que não fazem outra coisa de que atacar como guarás chocos.
          Conhece-se o bom pastor pela sua mansidão e pelas suas ações. A minha igreja vai perdendo fieis por causa das atitudes nefastas dessa banda não boa que de vez em quando aparece. É bom que os bispos estejam atentos ao comportamento dos frustrados, tomando providências para que a Igreja tenha êxito. Padre, vereador, locutor, esse povo que fala através de microfones sem acesso na hora à comunidade, tem que ter cuidado na língua, pois “quem diz o que quer, houve o que não quer”. Esse caso da Barra Nova, o militar não pode está certo de ter tomado o microfone do padre para dizer o que disse ainda mais ao padre errado que pagou pelo outro. Porém, nenhum religioso tem direito de dizer o que quer sem medir as consequências. Coitada da minha Igreja, ao invés de nos abrigar dos Neros de fora, temos que ouvir os Barrabás de dentro. Leiam a vergonha nos principais sites de Alagoas, sobre o caso em Barra Nova, na comunidade de pescadores e entenda o PADRE E A BONECA.