OUVIDO DE TUBERCULOSO Clerisvaldo B. Chagas, 10 de outubro de 2011 A multidão estava ali defronte o mercado. Não consegui saber de fato...

OUVIDO DE TUBERCULOSO


OUVIDO DE TUBERCULOSO
Clerisvaldo B. Chagas, 10 de outubro de 2011

A multidão estava ali defronte o mercado. Não consegui saber de fato porque a multidão estava ali. Alguma coisa estava havendo para motivar o povo. Mas eu olhava para frente e nada distinguia. Quem estava ao meu lado não tinha cara de raiva, nem de interrogação. Os semblantes dos que estavam bem próximos, pareciam normais. Deu-me vontade de olhar para baixo, espiar para o chão. E lá estava uma banda de limão usada, concha para cima. Alguma coisa fazia vibrar a casca que provocava um ruído baixo, mas irritante. Um filete d’água passava perto, por entre os sapatos daqueles curiosos. Um homem muito conhecido, gaiato e inquieto, apontou-me com o dedo a casca. Nada disse, com a voz, mas eu ouvi e entendi.
─ A casca.
─ O que tem a casca?
─ Jogue.
─ Jogar em quem?
─ Jogue.
─ Não vou jogar casca em ninguém. Ninguém jogou nada em mim!
E o homem prosseguiu justificando, falando sem falar e eu entendendo. No beco havia muito lixo. No beco onde todos passavam. O beco era caminho de todos. Mas ninguém tirava o lixo. Mais lixo chegava ao beco. Todos passavam no lixo, menos o responsável dos responsáveis. Alguém ativa lixo em nós.
─ Quem?
E ele:
─ O “coroné”.
─ O “coroné!...” Ah, sim.
E eu peguei a concha de limão que ainda vibrava com seu ruído irritante e a joguei para frente em quem eu não via, mas uma coisa falava que eu estava jogando a concha no “coroné”.
Não existe segredo na política. Por mais secreta que seja a reunião, em poucos instantes o “coroné” vai saber. Ninguém sabe como ele sabe; ninguém vê como ele vê; ninguém entende como ele ouve. As ações do “coroné” não são boas. É ele quem coloca o lixo; é ele quem manda colocar o lixo; é ele quem entope seu caminho de lixo; ele quer você por sobre o lixo. Mas um dia ele vai saber que perto do lixo tem uma concha de limão, usada.  Essa casca está sequiosa para ser atirada no rosto do “coroné”! Você não pode deixar de juntar-se à multidão para atirar conchas vibrantes no “coroné”. Para se livrar do lixo. Do lixo que não lhe traduz. Do lixo que você não é. Não importa se ele vai saber, com seu nariz aquilino, com sua mão de ferro, com seu coração de onça, com seu “fio da peste” OUVIDO DE TUBERCULOSO.

UMA PRIMAVERA PERMANENTE Clerisvaldo B. Chagas, 07 de outubro de 2011           Prossegue a luta dos palestinos pelo reconhecimento dia...

UMA PRIMAVERA PERMANENTE

UMA PRIMAVERA PERMANENTE
Clerisvaldo B. Chagas, 07 de outubro de 2011
          Prossegue a luta dos palestinos pelo reconhecimento diante das Nações Unidas. Os palestinos deram mais um passo importante rumo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciências e Cultura), pois houve respaldo do conselho executivo para a adesão plena do estado palestino à agência da ONU. Claro, os Estados Unidos criticaram a medida, pois eles criticam tudo que é do lado contrário a Israel. O pedido não deixa de ter sido uma vitória para Mahmoud Abbas, pois foi aprovado por 40 dos 58 membros do conselho executivo da UNESCO. Isso leva o assunto para o passo seguinte: a votação pinga-fogo pelos 193 países membros do organismo, no dia 25 deste mês. Não se tem dúvidas que esse dia será histórico, tanto para todo o Oriente Médio, quanto para o mundo inteiro. Direta ou indiretamente, todos sentirão a força do ato depois, caso sejam aprovadas as pretensões dos palestinos. Estados Unidos e Israel acusam os palestinos de quererem isolar os israelenses ao angariar apoio mundial para a criação do seu Estado. Esquece Israel que os seus filhos também andavam espalhados pelo mundo, até que conseguiram um Estado na região dos seus antepassados. Essas brigas com vizinhos não são de agora; vêm desde os templos bíblicos dos juízes; lembra-se de Sansão?
           Negar um estado aos palestinos que ele mesmo, Israel, anexou terras ao seu território e não quer devolver, demonstra apenas a má vontade para uma boa vizinhança. A paz existe quando os corações estão abertos para recebê-la. A imposição de tréguas pelas armas e pelo ódio, jamais dará a segurança procurada por ambas às partes, pondo sempre em risco a explosiva região que anda, permanentemente, com palitos de fósforos entre os dedos. “Vocês apoiaram a primavera árabe que buscava a democracia e liberdade. Agora a primavera palestina chegou, pedindo a liberdade e o fim da ocupação. Nós merecemos o apoio de vocês”, disse Abbas.
           O adiantamento desses pedidos diante da opinião mundial deve ser aprovado para que a Palestina se torne um Estado e membro da ONU. Mesmo que haja o veto dos Estados Unidos no Conselho Permanente, uma vitória de Israel significaria na verdade, uma grande e retumbante derrota moral para Estados Unidos e perene dor de cabeça para o próprio Israel. Muito melhor para ambos, curvarem-se ao peso do mundo, criar o estado palestino e mudar a mente de rejeição por aceitação, para uma paz negociada no mesmo nível de respeito social e humano entre vizinhos de terras do mesmo e único planeta. A solução também é única. Ou se entende e se age assim ou se segue a sabedoria sertaneja: babau! No verão do foco das religiões, parece não existir desejos por UMA PRIMAVERA PERMANENTE.





CORTANDO A VIDA Clerisvaldo B. Chagas, 6 de outubro de 2011.            Mexendo em uma revista velha para recortes da escola, eis que fui ...

CORTANDO A VIDA

CORTANDO A VIDA
Clerisvaldo B. Chagas, 6 de outubro de 2011.

           Mexendo em uma revista velha para recortes da escola, eis que fui surpreendido por um belo artigo que falava sobre bolas de futebol e sua evolução*. Dos cem anos de futebol, o autor do artigo, dizia sobre o segundo tipo de bola que apareceu justamente a bola da minha infância, com a qual jogava o Ipanema. Confeccionar uma bola de futebol não é nem era coisa fácil. Em Santana do Ipanema, Alagoas, não me lembro de outros que faziam bola de futebol, mas fui o único escritor santanense a falar da figura do Gerson Sapateiro. Moreno claro, alto, diziam os mais velhos, que Gerson havia sido atleta do Ipanema. Casado com uma filha de Regina Cambão, senhora muita solicitada para vasculhar casas. Na sua pobreza de sapateiro, Gerson engordara. Morava perto da minha casa, à Rua Antonio Tavares e era vizinho do conhecido João Engraxate, cujo filho, Cícero de Mariquinha era o grande cantor da época. Mas Gerson também cantava, possuía excelente voz, porém, só cantava quando queria. Naquele tempo andava um pouco aborrecido com a vida, por isso diziam que ele era “mascarado” (mascarado é aquele que só canta quando quer) assim como o caçador Mário Nambu, outro excelente cantor. Não adiantava adular que eles se irritavam.
            Gerson fazia bolas encomendadas para o Ipanema. Um trabalho artesanal, como ainda hoje, de muita perícia e paciência. Essa segunda bola da evolução do futebol, era de couro e já possuía câmara de borracha. A primeira bola era com câmara de bexiga de boi. Uma vez ou outra perdida, feliz daquele que conseguia ouvir da calçada, melodias na voz do sapateiro cantor.
            Hoje as bolas continuam evoluindo. São revestidas de poliuretano, material sintético mais resistente e impermeável. Nunca mudou, todavia, o modo artesanal de costurar e montar os pedaços da bola. Antes continha trinta e dois gomos, agora a bola nova tem 12 gomos. O maior produtor de bola do mundo seria o Paquistão. Apenas vinte fabricantes no globo tinham o selo da FIFA e, no Brasil apenas uma única marca possuía o privilégio do selo. As bolas eram encomendadas aos presídios, cujos prisioneiros tinham remuneração por bola confeccionada. Como curiosidade, quando o Brasil ganhou a primeira Copa do Mundo, as bolas eram do segundo tipo que se usava no time do Ipanema, confeccionada pelo Gerson, isto é, de couro com câmara de ar de borracha.
          E eu fico pensando como é que uma danada e simples revista velha é capaz de mexer com os sentimentos da gente. De fazer aflorar lembranças que espezinham o coração e pressionam os olhos. Ah... Saudade... Ali está o Gerson, ex-atleta do Ipanema, cantor quando quer cantar, “mascarado” com razão. Amargurado, corpo grande na tenda pequena, sola na mão, faca amolada, cortando couro, CORTANDO A VIDA.

·         CARDOSO, Maurício. Terror de goleiro. Veja, 30 (44): 84-85, Nov.1997.


O PADRE VOADOR Clerisvaldo B. Chagas, 05 de outubro de 2011   Estamos chegando aos 326 anos de nascimento do padre Bartolomeu Lourenço de...

O PADRE VOADOR

O PADRE VOADOR
Clerisvaldo B. Chagas, 05 de outubro de 2011

 Estamos chegando aos 326 anos de nascimento do padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão. Nascido em Santos e conhecido no mundo inteiro como o inventor do balão, o padre cientista faleceu na cidade de Toledo, Espanha, em 19 de novembro de 1724. Na realidade, Lourenço era inventor, todavia, o balão, também chamado aeróstato, parece ter sido o mais famoso deles. Quando muito novo, após estudar na região em que nasceu, ingressou num seminário em Cachoeira, Belém, onde iniciou a sua vida de invento. Fez chegar água no morro de cem metros de altura, onde ficava o seminário, através de um maquinário inventado por ele, com grande sucesso. De Belém transferiu-se para Salvador onde foi para a Companhia de Jesus de onde saiu antes de ser ordenado. Viajando pela Europa registrou invento de uma máquina de drenagem. Viveu em Paris trabalhando como ervanário, depois voltou a Portugal onde foi acusado em campanha difamante e fugiu da Inquisição, indo para Espanha, no final de setembro de 1724. Para despistar ou não, dizem que ele se converteu ao Judaismo. É de se ver que a primeira patente outorgada a um brasileiro, foi a da sua máquina de fazer subir água às alturas. O padre estudou em Portugal e foi recebido por reis e outras autoridades por onde passava na Europa. Em Lisboa, o padre Bartolomeu Lourenço pediu patente para um “instrumento para se andar pelo ar” Esse instrumento seria mais tarde o que foi denominado aeróstato ou simplesmente balão. Essa patente foi concedida no dia 19 de abril de 1709. A notícia cruzou rapidamente a Europa, causando grande celeuma. Imaginem um instrumento andando no ar! A imaginação fértil do povo fez alguém desenhar uma barca voadora em forma de pássaro, desenho esse que ficou conhecido com “passarola”. Estava inventado o balão por um brasileiro, precursor do aeroplano que a cada dia mais se aperfeiçoa e também foi inventado por outro brasileiro Santos Dumont.
             O padre angariou muito prestígio em Portugal, mas os seus inventos de vários balões, sempre testados para a sociedade portuguesa, ainda não podia transportar uma pessoa e foi declarado perigoso. Poderiam causar incêndios. Assim, entre avanços e recuos, o padre foi aliando sua vida religiosa às suas invenções, em ideias iluminadas que bem serviriam ao mundo da época e o futuro da humanidade. Bartolomeu, tendo adoecido gravemente, “recolheu-se ao Hospital da Misericórdia, em Toledo, aonde veio a falecer aos 38 anos”. Sua tumba só foi localizada após várias tentativas, e só ocorreu em 1856. “Parte dos restos mortais foi transportada para o Brasil e se encontra, desde 2004, na Catedral Metropolitana de São Paulo”.
          Sendo uma das maiores figuras da história da aeronáutica mundial, palmas e louvores para O PADRE VOADOR.























LAMPIÃO E O COURAÇADO Clerisvaldo B. Chagas, 03 de outubro de 2011 Dependendo do humor de Lampião o sujeito que lhe caísse nas garras pode...

LAMPIÃO E O COURAÇADO

LAMPIÃO E O COURAÇADO
Clerisvaldo B. Chagas, 03 de outubro de 2011

Dependendo do humor de Lampião o sujeito que lhe caísse nas garras poderosas, tanto podia continuar vivo, quanto se despedir para sempre. Vivendo momento de graça o bandoleiro, um caixeiro viajante da firma Alves de Brito & Cia., do Recife, defrontou-se com o bando numa estrada de Pernambuco. O veículo foi interceptado. O caixeiro de nome Manoel Campos, foi intimado descer do veículo e ficou como peru na chapa quente. Acontece que Virgolino Ferreira da Silva, simpatizou de primeira com o novo prisioneiro e começou a interrogá-lo sobre seu ramo de negócio. O preso, de nervoso passou a se sentir bem com as perguntas de um Lampião interessado. Como era bem falante, Manoel abriu os mostruários dos seus produtos e foi explicando ao bandido o que tinha para vender, como funcionava tudo, os preços das peças, as encomendas, diante do chefão entusiasmado. E embora tivesse dúvidas do desfecho da novela, o representante de Alves de Brito estava gostando da palestra com o cangaceiro que cada vez mais puxava por ele.  Aliás, é sabido que todo viajante comercial é farofeiro, não deixando de maneira alguma criar ferrugem na língua.
Lá para às tantas, Manoel Campos teve a ideia de indagar de Lampião, se ele já tinha ouvido falar do “Minas Gerais” ─ o vaso de Guerra capitânea da nossa Esquadra. Não havia dúvida de que o capitão já ouvira falar por alto. A ideia concreta, do poderoso vaso, foi a grande salvação de Campos. Maluco por armas e guerras, Lampião ouvia a descrição do navio couraçado, bestinha da silva, nas tinturas do caixeiro viajante. Campos foi de popa à proa descrevendo as maravilhas. E sua potência de fogo? Uma coisa espetacular! Com um tiro só das suas baterias até o palácio do presidente da república poderia ser transformado em cacos! Como navegava bem! Como era respeitado e temido esse danado vaso de guerra da Marinha Brasileira. Era uma fileira de canhões que só vendo! Menino! Dava gosto trabalhar numa máquina de guerra gigante daquela!
            Lampião escutava o viajante Manoel Campos, como uma criança ouve a história de uma onça brava, de boca aberta de entusiasmo e inveja! O homem ali presente, de fato sabia exercer a sua profissão de contador de façanhas. E conclui sua verídica história o escritor Valdemar de Souza Lima, dizendo que Lampião ficou extasiado. E dando a sentença de soltura ao prisioneiro falador, colocou sua mão no ombro dele e disse com ênfase: “Rapaz! Mal empregado eu não ter podido pegar um vapor de guerra assim, pois Mossoró nas minhas unhas não tinha dado um caldo!”
          Estava salvo da morte o viajante, graças ao nosso glorioso navio e o desejo de LAMPIÃO E O COURAÇADO.

DESPACHANDO NAS BRUXELAS Clerisvaldo B. Chagas, 3 de outubro de 2011             Mais uma vez estamos viajando pelo mundo para dar uma esp...

DESPACHANDO NAS BRUXELAS

DESPACHANDO NAS BRUXELAS
Clerisvaldo B. Chagas, 3 de outubro de 2011

            Mais uma vez estamos viajando pelo mundo para dar uma espiada em Bruxelas, capital da Bélgica. Quem gosta de história universal, pode até passar meses naquela região fazendo suas pesquisas, cujas fontes parecem inesgotáveis. Para diversos segmentos, a capital representa o centro de importantes decisões no continente. Apenas para demonstrar a importância de Bruxelas, não existe oficialmente uma capital da União Europeia, porém, Bruxelas é considerada como tal. É lá onde se localiza a sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte – OTAN. Aliás, desde o final da Segunda Guerra Mundial, Bruxelas foi importante centro político do mundo. Essas coisas vieram a favorecer a cidade como lugar poliglota para onde convergem muitas organizações internacionais, políticos, funcionários públicos e diplomatas. Pode-se dizer sem medo de errar sobre a respeitabilidade do país internacionalmente. E caso você se preocupe com o idioma, a língua francesa vai aumentando cada vez mais a sua influência sobre a língua falante do lugar que é o neerlandês. Bruxelas cresceu de uma fortaleza no século X.
            É nessa cidade poliglota, limpa, respeitável e acolhedora que a presidenta Dilma pôs os pés, ontem, para tratar de assuntos com a cúpula da UE. Dentro daquelas formalidades costumeiras da Europa, Dilma participará hoje e amanhã, dos assuntos dominantes sobre Economia. O Brasil continua na insistência de protagonista global e não apenas coadjuvante. Para atingir os objetivos, se não dá para ir pelas estradas, caminha-se pelas veredas, pois já dizia nosso caboclo que todo caminho vai à venda. O Brasil tratará de assuntos como colaboração em ciência e inovação. E quem quer de fato se modernizar, tem que esquipar à frente e não correr atrás. Haverá reunião bilateral entre os governos do Brasil e da Bélgica que seria bom sabermos o resultado. Mas também haverá reuniões com os grandes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia. Entra em pauta a crise do euro e outros assuntos correlatos que nos interessam de perto. “Na cúpula, Dilma discutirá com a UE o papel do G20, (que reúne os países ricos e principais emergentes) na ajuda financeira aos países afetados pela crise econômica”. Amanhã, a presidenta brasileira será recebida pelos reis da Bélgica e, à tarde, inaugurará o festival cultural bienal Europalia, que este ano será dedicado ao Brasil.
          Vamos ou não vamos? Aos poucos, estamos espantando as bruxas e DESPACHANDO NAS BRUXELAS.

FARUK, O GÊNIO DA CIÊNCIA Clerisvaldo B. Chagas, 30 de setembro de 2011              Quando eu era rapazinho, apareceu em Santana do Ipane...

FARUK, O GÊNIO DA CIÊNCIA

FARUK, O GÊNIO DA CIÊNCIA
Clerisvaldo B. Chagas, 30 de setembro de 2011

             Quando eu era rapazinho, apareceu em Santana do Ipanema, Alagoas, uma fábrica de fantasias. Não lembro mais o nome do circo. Sei que foi armado no mesmo local onde os iguais acampavam e armavam as lonas coloridas. Entre os fundos da atual Delegacia de Polícia e a presente Rua Marinita Peixoto Noya, Bairro Monumento, muitos circos alegraram crianças, jovens e adultos da terrinha. Alto-falante no mastro central, músicas entre fanhosas e limpas, começava logo cedo o chamariz para o espetáculo “jamais visto por aqui”. O circo a que me refiro não era ruim. Tanto é que estava lotado dias e semanas sequidas. Havia duas ótimas cantoras. Uma jovem e bonita e uma senhora entre sessenta e cinco a setenta anos, baixinha, forte e loura. Quase sempre a senhora cantava uma música dizendo sempre que era a pedido. Não recordo o nome da página musical, mais algumas frases:

 “Brasileiros... Brasileiras...
                                Levantai nossa bandeira com amor”...

 A velhota bem que era aplaudida, principalmente quando se balançava e jogava a perna para frente, como quem chutava uma bola. A outra cantora também fazia sucesso, dois ótimos palhaços e o mágico que se vestia como de praxe, todos de preto com fraque e cartola. Na vez do mágico, o anúncio era solene e muito interessante. “Tratava-se de um dos melhores mágicos do mundo”, Faruk, o gênio da ciência! E Faruk não decepcionava. Após a alegria geral com rumbeira, cantores, palhaços, chegava à vez da concentração; do silêncio total que invadia o circo e o nosso interior. O mágico não falava. Apenas ia fazendo claramente suas armações acompanhadas pelos olhares duros e rápidos da plateia. Eram muitas mágicas sucessivas, bem como sucessivos eram os aplausos
Ao terminar o espetáculo, vinha a música nostálgica de despedida. A multidão ia se retirando plenamente satisfeita e até com um pouco de frustração em ter encerrado aquelas três horas de devaneios. Tudo ia ficando na cabeça, levado para casa pelas ruas já desertas da cidade. No outro dia, e no outro, e no outro, estávamos lá novamente, provando da pipoca cheirosa da entrada; escolhendo moça bonita para sentar junto, aplaudindo cantores, palhaços e o medonho imponente mágico Faruk, o gênio da ciência.
          E vamos hoje vivendo esse mundo violento nas ruas, na política, nos lares, vendo o homem ainda ser explorado por outros mágicos que nos levam tudo. Que não têm compromisso com a fantasia, com a dignidade, com o puro sentimento que ainda resta dentro de cada um. Predomina ainda a inveja, o egoísmo refinado, a trama diabólica e o mimetismo da covardia acumulada. O mundo é mesmo uma luta! Muito mais! Combates sucessivos que desaguam numa guerra. E vamos cada vez mais ficando carentes de fantasias, de novos circos, de sensitivos espetáculos, como a negra imponência beneficente do MÁGICO FARUK, O GÊNIO DA CIÊNCIA.




OS METIDOS E OS METECOS Clerisvaldo B. Chagas, 29 de setembro de 2011            Vendo o imenso abismo financeiro em que mergulhou a Gré...

OS METIDOS E OS METECOS

OS METIDOS E OS METECOS
Clerisvaldo B. Chagas, 29 de setembro de 2011

           Vendo o imenso abismo financeiro em que mergulhou a Grécia, chegamos a sentir pena desse país que tanto fez pela humanidade.
          Antigamente, antes de Cristo, em Atenas somente pequena parcela do povo tinha direito a participar da vida política. Ali em Atenas, havias certa restrição à democracia, pois estrangeiros, mulheres, e escravos não eram considerados cidadãos.  Sobre as mulheres, em pleno 2011, estão aí os exemplos absurdos, principalmente na chamada Ásia Seca. Na Grécia, estrangeiros eram conhecidos como metecos. Os metecos não podiam possuir terras e pagavam um imposto especial. Os metecos, porém, podiam trabalhar no comércio, no artesanato e até emprestar dinheiro a juro. Desse modo, vemos que, mesmo não sendo considerados cidadãos, a vida dos estrangeiros não era tão ruim. Havia metecos donos de grandes fortunas, bem como outros que trabalhavam em troca de salário.
          As pequenas oficinas encarregavam-se do artesanato e foram importantes para assegurar o cotidiano grego. Assim produziam cerâmica, armas, tecidos e pinturas. Como a Grécia dedicou-se a arte do mar, navegava pelo Mediterrâneo vendendo produtos elaborados em Atenas, comprando o que faltava em seu território: madeira cobre e principalmente trigo. Isso assegurava parte da alimentação, uma vez que possui muitas terras montanhosas. Agora vejamos quanto interessante era a parte sobre comerciantes e banqueiros. Eram malvistos pela sociedade. Por isso os escravos e os metecos, mantinham o domínio dessas profissões. O melhor era o que vinha do campo, principalmente uva e azeitona para o fabrico do vinho e do azeite. O trigo chegava das colônias espalhadas pelo Mediterrâneo.
          Vemos atualmente o mundo grego metido nessa difícil situação de desequilíbrio econômico, por não ter feito corretamente o dever de casa, relativo à zona do euro. Já havia sido um esforço grande, o ingresso da Grécia, Espanha e Portugal na UE. Esperava-se desenvolvimento desses países com o dinheiro e o equilíbrio da União Europeia, mas a situação apertou tanto que a desconfiança está aí. Falam até em eliminação da Grécia da União, coisa que não acreditamos que aconteça, por tanta implicância em que esse ato resultaria. Esperamos que após tantas lutas, aconteça o que diz o brasileiro: “Entre mortos e feridos escaparam todos”, até mesmo OS METIDOS E OS METECOS.

GLADIADORES DO MUNDO Clerisvaldo B. Chagas, 28 de setembro de 2011 Temos absoluta certeza de que o amigo sabe o que significa a palavra ...

GLADIADORES DO MUNDO

GLADIADORES DO MUNDO
Clerisvaldo B. Chagas, 28 de setembro de 2011

Temos absoluta certeza de que o amigo sabe o que significa a palavra gladiador. Os filmes sobre Roma antiga têm mostrado as ações desses homens fortes e corajosos que divertiam plateias romanas em lutas magistrais. Os primeiros combates de gladiadores podem ter sido criados pelos etruscos. Quando essa moda chegou a Roma, foi registrada pelo historiador latino Tito Lívio, como tendo sido em 264, a.C., o primeiro combate. Os pesquisadores descobriram que, inicialmente, as lutas tinham caráter funerário, religioso e privado, dá para acreditar? Dizem ainda que em torno de 100 a.C., os combates tornaram-se espetáculos públicos e grandes anfiteatros começaram a ser construídos. Entre essas arenas, a maior de todas teria sido o Anfiteatro Flávio, construído em Roma em d.C. Os estudiosos descobriram vestígios de anfiteatros, não somente em Roma, mas também em toda Itália e até nas províncias romanas, como encontramos hoje construções de estádios para o futebol. Fazia parte da cultura urbana daquele povo essa modalidade de luta.
          E se você estiver se perguntando por que o nome gladiador, é que o homem que combatia usava uma espada curta que tinha o nome de “gládio” (gladius, no latim), daí o termo “gladiador”. Ser gladiador era um estilo de vida assim como um lutador de boxe dos tempos modernos. O negócio é que os filmes mostram apenas gladiadores prisioneiros de guerra, criminosos condenados à morte, ou outros marginais obrigados a lutar entre si ou com animais como leões, ursos, leopardos, lobos, hipopótamos, tigres, rinocerontes e até camelos. Aconteciam as lutas nessas arenas populares, completamente lotadas. Talvez, então, o gladiador mais famoso para nós, tenha sido Espártaco, depois que o cinema apresentou muito bem a sua história. Houve uma revolta desses lutadores que escolheram três líderes, sendo Espártaco o mais importante deles. Tudo isso no ano 73 a.C., registrado nos  escritos do grego Plutarco. O combate de gladiadores passou a ser proibido por decisão do imperador Teodósio ao se converter ao Cristianismo.
         No Brasil, temos o futebol, o boxe, a capoeira, a luta-livre, modalidades que foram ganhando espaço em todo território nacional. Mas a luta maior, perversa, violenta, abominável, é a que travamos contra a monstruosidade da corrupção, presente sem penas no desmonte dos hospitais, das estradas, das escolas e de todas as obras públicas. Uma luta doida ajudada pela imprensa, polícia federal e a banda mais limpa da Justiça, num martelar constante entre choros, gritos, gemidos e ranger de dentes, num clamor desesperado aos céus. População brasileira! Mártir e heroína constante dos abutres de uma república viciada. Eis aí a flâmula verdadeira de quem é: da camada mais sofrida desse país que são os verdadeiros e contemporâneos GLADIADORES DO MUNDO.

DENÚNCIA AO MUNDO              Clerisvaldo B. Chagas, 27 de setembro de 2011   A mostra dos trabalhos nas minas de Potosí faz-nos lembrar ...

DENÚNCIA AO MUNDO

DENÚNCIA AO MUNDO
             Clerisvaldo B. Chagas, 27 de setembro de 2011

  A mostra dos trabalhos nas minas de Potosí faz-nos lembrar dos tempos da escravidão brutal ao povo andino no domínio espanhol. Os homens trabalhavam nas minas infernais, chicoteados e famintos. Emagrecendo e adoecendo, terminavam em farrapos, até serem jogados para morrerem a céu aberto, fora das minas. Um dos infernos do mundo funcionava nos túneis da Cordilheira dos Andes.
             Hoje, para o açoite assassino, a televisão mostra regime desumano conduzido pelos próprios irmãos de países vizinhos. O trabalho nas minas é terrível, quando a partir de cinco anos, os pulmões já estão comprometidos, devido ao pó constante e as condições de insalubridade. A média de vida dos novos escravos nacionalistas fica entre trinta e cinco e quarenta e cinco anos de idade. As mulheres sabem muito bem que àquela miséria fazem-nas duas vezes viúvas: de marido vivo e de marido morto precocemente. Elas não têm como fugir daquele ambiente horrível, vendo a desdita estender-se aos seus filhos e choram fundo por dentro e por fora.  A luta mineira muito dura, comendo pó de pedras dia e noite, sem um olhar salvador das autoridades, é apenas por um punhado de prata que garanta a refeição do dia. É uma vergonha mundial o que foi denunciado nas minas de Potosí, que deve ter sua réplica em  vários outros lúgubres lugares do mundo. E como se diz aqui no Nordeste, é de cortar coração! Até a repórter não resistiu e veio às lágrimas.
             Hoje, como antes, na sociedade mineradora havia grande número de homens livres que se dedicavam ao comércio ambulante de pequeno porte, aos ofícios artesanais e ao transporte. Essas pessoas, porém, não conseguiram enriquecer com a mineração nem obter prestígio social.
             Assim na economia açucareira, a exploração das minas esteve baseada no trabalho escravo apesar de grande quantidade de homens livres.
            Mesmo com algum tipo de progresso no perfil de alguns países latinos, infelizmente ainda existe essa “burca” que aprisiona a alma dos mineiros do Sul e de outras partes do mundo. Isso não deveria estar acontecendo; e o globo inteiro tem que reagir a essa ignomínia, ora denunciada por este autor. Ali se vive os primórdios da humanidade. Muito pior dos que os chamados homens das cavernas. Todos precisam saber dessa DENÚNCIA AO MUNDO.







QUER IR AO NEPAL? Clerisvaldo B. Chagas, 26 de setembro de 2011               Devido ao acidente aéreo de ontem, quando dezenove pessoas mo...

QUER IR AO NEPAL?

QUER IR AO NEPAL?
Clerisvaldo B. Chagas, 26 de setembro de 2011
              Devido ao acidente aéreo de ontem, quando dezenove pessoas morreram no Nepal, lembramos-nos do pequeno país da Ásia. O Nepal não é tão falado aqui no Ocidente, talvez pela sua pequenez física, mas é um lugar simplesmente espetacular. Basta dizer que fica ao sul da China, encravado na encosta da majestosa Cordilheira do Himalaia. É um país sem costa marítima, está certo, mas para quem ainda não conhece as suas extraordinárias paisagens montanhosas, nem nunca ouviu falar desse país pobre, talvez desperte seu interesse em saber duas coisas: é ali que se situa o lugar mais alto do planeta, o monte Everest com seus respeitáveis e desafiadores 8.848 metros de altitude. Além desse único ponto de referência físico, a segunda referência não é menor do que àquela. Na parte humana, quem nasceu por ali, na cidade de Lumbini foi o senhor Sidarta Gautama, mundialmente admirado como o Buda. Localizou-se agora, amigo? Sua capital é Catmandu, mas a cidade do Buda e a cidade-lago chamada Pokhara, têm muita importância para o turismo, sendo reconhecidas pela UNESCO. Devido ao valor histórico do país e o monumental acervo ali encontrado, o Nepal é atração, principalmente de povos asiáticos.
              Caso você se interesse por Economia, é bom saber que a população nepalesa é composta de doze etnias convivendo harmoniosamente, com boa parte dela se dedicando a cultura do arroz. A preocupação maior do governo é o combate sistematico à erosão, devido ao rigor do clima. Ele é grande fornecedor de arroz para a região e emprega 90% da mão de obra do país. Assim como seu vizinho, o Nepal é densamente povoado e já entrou em música do saudoso artista Raul Seixas. Olhe comadre, que bonita lenda do Nepal:
 O vale de Catmandu foi as suas origens um belo lago, no qual flutuava a flor de lótus da qual emanava uma mágica luz. O patriarca chinês Manjushiri decidiu, ante tanta beleza, drenar a água do lago para que a flor pousasse o solo e utilizou sua espada para cortar a parede que fechava o vale e permitir que a água saísse. No lugar que o lótus pousou, o patriarca construiu um templo, a estupa de Swayambhunath e uma pequena aldeia de madeira denominada Manjupatan.

 Se a lenda contém verdade ou não, os geólogos comprovaram que o vale já foi coberto de água. “O Nepal conta com uma das maiores diversidades de flora do planeta. A presença de grandes altitudes, o clima e o solo da região dentro de uma pequena extensão gerou esta diversidade. É estimada a existência de aproximadamente 7000 espécies de flores de plantas no Nepal e aproximadamente 5% delas não nascem em outras regiões do mundo”.
          Chame-me, amigo, quando for a Catmandu. QUER IR AO NEPAL?



  INTERESSE DO BRASIL Clerisvaldo B. Chagas, 23 de setembro de 2011   Ainda voltando ao arranca-rabo de New York, continua chato, cabulo...

INTERESSE DO BRASIL

 INTERESSE DO BRASIL
Clerisvaldo B. Chagas, 23 de setembro de 2011

 Ainda voltando ao arranca-rabo de New York, continua chato, cabuloso e com a mesma conversa machucada o presidente do Irã. Não dá mesmo para aguentar. No instante o homem esvaziou o plenário da ONU. É um “esvaziador” nato, companheiro de chatice, “parelha” da Venezuela. E a mão boba do presidente Barack na foto com outros chefes de estado, você viu, amigo? Na hora em que o fotógrafo batia a foto, Obama resolveu cumprimentar não se sabe quem e levantou a manzorra cobrindo o rosto do representante da Mongólia. O homem saiu sem rosto nos meios dos outros chefes de estado. O que o amigo acha? Foi mesmo um cumprimento ou uma oportunidade para ele não sair ao lado de representante inexpressivo? Mas até na ONU tem essas coisas! Ali é que tem. É uma boa oportunidade para se conhecer as manhas da política internacional, como a política do baixo clero de vereanças locais no Brasil. A maldade, José, estar semeada pelo mundo todo como diria à queima de bigode de José Maximiliano.
          Voltando, entretanto para a posição brasileira no emaranhado poliglota, urge a nossa participação plena nos diversos problemas e soluções que afetam a humanidade. O tamanho físico do Brasil e a diversidade de ideias avançadas, não podem ficar sob a mesa a qual Jesus falava. A candeia é feita para clarear e não para esconder a sua luz. E se o mundo está vivendo uma escuridão de pensamento, de empáfia ou de cristalino egoísmo, cabe sim, uma voz simbolicamente metálica, surgir e soar muito mais do que a voz do que clama no deserto. Covarde é o que emudece quando é para falar e, imprudente o que fala quando é para calar. Todos sabem da pergunta que se faz no meu Nordeste: “Você é um homem ou um rato?” Não dá mais para ser governado por rato, isto é, pelo fraco, mofino, coitado, banana que não ousa defender os nossos interesses (interesses do povo) em seu mais amplo significado. “A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira (22), durante entrevista em Nova York, que o Brasil quer ser ouvido na procura por soluções para a crise econômica internacional”. Mais adiante, torna a falar a presidenta: "Eu disse ontem que não é mais possível dar respostas antigas, e velhas, e ultrapassadas e que é importante procurar respostas novas para problemas novos. Eu não acredito que se saia da crise produzindo recessão".
          Chegou e foi sobejamente aproveitada à oportunidade de registrar a sua marca também no mundo. Com o cumprimento inflexível do dever, a presidenta alforriou-se de vez da tutela de Lula. Continuaremos acompanhando o que se passa no mundo e analisando o relevante, sobretudo se for de INTERESSE DO BRASIL

MARTELO NA BIGORNA Clerisvaldo B. Chagas, 22 de setembro de 2011 Como dissemos antes, o primeiro pronunciamento da presidenta Dilma na ONU...

MARTELO NA BIGORNA

MARTELO NA BIGORNA
Clerisvaldo B. Chagas, 22 de setembro de 2011

Como dissemos antes, o primeiro pronunciamento da presidenta Dilma na ONU, seria um teste de fogo. E foi. Não é para qualquer um falar para todos os países do mundo dizendo o contrário do que potências como os Estados Unidos, Inglaterra e Israel, tudo ali pertinho, não queriam ouvir. Ainda mais na casa de Obama, Nova York e, com peso do discurso, pela primeira vez e por ser mulher. Tradicionalmente moderado, o Brasil quebra a tensão existente e aguardada sobre o assunto Palestina. Assim como foi um dos criadores de Israel, dando uma pátria para os judeus, a posição brasileira não poderia ser diferente, desejando e agindo em favor também do povo palestino, entendendo que uma nação precisa de uma pátria. E se os Estados Unidos, com seus interesses mesquinhos de domínio, não conseguiram nunca a paz definitiva entre israelenses e palestinos, não podem ficar bicudos diante da posição brasileira contrária a sua. Agora mesmo, é denunciado que a nação americana estar construindo uma base secreta ou duas, na África. É de se perguntar para quê? Já não basta o gasto extraordinário com tantas guerras por aí, em nome de uma paz de mentira ou uma democracia imposta, que levaram o povo americano a essa situação de desemprego e de baixar à cabeça para passar por baixo na linha de pobreza. Enquanto as beiras das estradas se enchem de acampamentos de desempregados ou de mendigos, a nação do norte ainda se volta para empinar o nariz diante da vida alheia.
          Dilma, ao chegar a Nova York, arrasou! Foi a dona absoluta da festa, recebendo homenagens, saindo em capa de revistas e defendendo uma posição palestina contrária aos Estados Unidos, bem ali, pertinho da cara feia do Tio Sam. No início estavam agendados apenas uns quatro ou cinco países para conversa reservada com a presidenta do Brasil. Depois do brilho da representante brasileira, mais de quarenta países queriam conversar paralelamente com Dilma Roussef. Além disso, o mundo que nunca apresenta coisas novas sabia que coisas novas só quem apresenta é o Brasil como a quebra de patentes para remédios essenciais, apoio a transparência nas contas públicas, defesa das mulheres, combate à fome e recado para os grandes sobre Economia. Foi realmente uma Dilma Dinamite que chegou a Nova York para dá um recado ao globo que o modo velho de pensar esgotou. A reivindicação de uma vaga permanente no Conselho da ONU foi exigida e não mendigada diante da aprovação quase geral daqueles presentes países. O recado foi claro e corajoso dizendo não as amarras aos costumeiros mandões do mundo.
          Sem dúvida nenhuma, surge uma nova estrela global, provando a têmpera de uma mulher que sabe onde tem as ventas e age com palavras ferríferas, merecendo o apelido que saiu na capa da revista americana. Vai tinir! Vai tinir por uma porção de tempo essa força imensurável do Brasil! Uma força descomunal de extraordinária batida de MARTELO NA BIGORNA.







TRAIPU NÃO MERECE Clerisvaldo B. Chagas, 21 de setembro de 2011 O escândalo que rola no presente momento, sobre a prefeitura da cidade rib...

TRAIPU NÃO MERECE

TRAIPU NÃO MERECE
Clerisvaldo B. Chagas, 21 de setembro de 2011

O escândalo que rola no presente momento, sobre a prefeitura da cidade ribeirinha de Traipu, volta a abalar moralmente o estado de Alagoas. A “Terra entre Morros”, do rio São Francisco, é bastante conhecida pelo tempo da sua existência e pelas histórias desde os tempos dos holandeses em Penedo e tantos outros episódios que fazem parte das suas tradições. Vemos na sua paisagem deslumbrante a igreja no mesmo estilo das outras igrejas como a de Penedo, Pão de Açúcar, Belo Monte, com suas belíssimas duas torres a contemplar as águas do Velho Chico. Sua fundação em 1892 atesta a maturidade da sua gente, gerada na própria história do famoso Rio da Unidade Nacional. Distante de Maceió 188 km, seus lugares aprazíveis são pontos de encontro dos agrestinos da região arapiraquense. O sobe e desce das embarcações vão retratando romances e paixões sob mitos e lendas do lugar. Os traipuenses bem que sabem valorizar o município que já pertenceu a Penedo, o núcleo habitacional mais antigo do estado das Alagoas. Com sua área de 697,843 Km2 e uma população de mais de 25 mil habitantes, Traipu recebe o turista para uma longa caminhada em seus arredores e um passeio inesquecível pelas suas águas ora azuis ora barrentas.
          Traipu, palavra de origem indígena, quer dizer “fonte de morro” ou “olho d’água do monte”. Sem dúvida alguma, um dos nomes mais bonitos para uma cidade que, no tempo de vila era chamada de Porto da Folha. “Está assentada sobre uma pequena colina às margens do são Francisco, distante 14 léguas da cidade de Penedo, centro dinâmico de toda a região. Tomás Espíndola registra em 1871, em sua obra Geografia Alagoana, que a localidade se situava entre a Lagoa do Carlo e a Lagoa da Igreja, defronte à grande serra da Tabanga, que é levada em sua base pelo rio e que, para os nativos, marca o início do sertão”.
          Não é a primeira vez que falamos de Traipu neste espaço. Mas agora é com um pouco de preocupação pelas denúncias e ações da Polícia Federal naquele belo município. Cidade visitada por D. Pedro II, já foi grande criadora de gado e produtora de carne de sol, requeijões e linguiças, em suas fazendas conduzidas até mesmo pelos próprios frades que influenciaram por ali. E por ser longa e bela a história de Traipu, esperamos que esse tão resistente município escorra essa vergonha rapidamente pelas águas do rio São Francisco. TRAIPU NÃO MERECE.











QUEM MANDA?         Clerisvaldo B. Chagas, 20 de setembro de 2011            A coisa está braba, cabra velho! Tiraram o cabresto do inve...

QUEM MANDA?

QUEM MANDA?
        Clerisvaldo B. Chagas, 20 de setembro de 2011

           A coisa está braba, cabra velho! Tiraram o cabresto do inverno sertanejo e ele saiu furando o miolo do mês de setembro. Parece que esqueceu o próximo início de primavera e peneira uma chuva leve desde uns quinze dias, como se não quisesse mais parar. E se é para fazer ditos da juventude com expressões do semiárido, “pense numa frieza da gota serena, que nos tempera dia e noite!” Estamos ficando pubo com a friagem dentro de casa, procurando fugir, inclusive com dois ou três pares de meias ao mesmo tempo. As unhas ficam roxas lembrando os nambus-pé-roxo que havia em nossa região. As águas dos banheiros descem da caixa “pegando fogo” de geladas e o par de queixos passa a imitar teco-teco de caveiras.
          Logo cedo da noite a ausência limpa as ruas. As luzes dos postes ficam mortiças tomando banho de garranchos... (de chuva). As vias estão desertas. Completamente desertas. A carreira de árvores parece sem vida, deixando zoar nas copas quem manda mais de que elas. É farfalhar nas folhas, nos galhos hirtos. Nada na rua! Nada! Nem gato, nem cão, nem sapo, nem besouro. Uma bela, tristíssima, melancólica paisagem urbana de fim de mundo faz pensar. A impressão é que a única pessoa viva da cidade sou eu. Eu e os grilos invisíveis nas frestas que se oferecem. Crocitar irritante, permanente, sem fim, cortando e costurando o silêncio dessa noite minha. É... Dessa noite minha. Deve ser somente minha. E na noite deserta, triste, “morta” e bela, escorre lúgubre torrente de poesia. “Primo, você sente? Todo poeta é sistemático”.
          Lençol quente na cama fria. Inverno doido. Inverno fora de tempo. Inverno assassino, portador da foice de lembranças que inquietam. Corredor vira prisão de passos incertos. Tchá... tchá... tchá. São os respingos, pelas portas, pelas telhas, pela vida... Ouça! É a rasga-mortalha que corta a noite, desafiando a sorte. Anunciando a ida num passeio longo. Logo o tic-tac do relógio novo vira cúmplice do tic-tac velho. Vai enganando o tempo, tapeando à noite, envolvendo o dono.

 “Não repare na desordem,
                  Dessa casa quando entrar...
                    Não entendo de abandono...
           Só de amor e esperar...”

 Tiraram o cabresto do inverno. O gelo congela a alma. Meu Deus! Está quase na hora de criar a crônica da terça. Quem terá inventado a crônica da terça?! Jésus, você também sente? É... Deve ser: “todo poeta é sistemático”. Quem manda esse inverno ser assim, QUEM MANDA?

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TESTE DE FOGO! Clerisvaldo B. Chagas, 19 de setembro de 2011            Cumprindo mais um ritual sobre as nações do mundo, o Brasil se ...

TESTE DE FOGO

TESTE DE FOGO!
Clerisvaldo B. Chagas, 19 de setembro de 2011
           Cumprindo mais um ritual sobre as nações do mundo, o Brasil se faz representar pela primeira vez por mulher numa sessão da ONU. Está desde ontem em Nova York a presidenta Dilma Roussef, para algumas reuniões com chefes de estado e, principalmente para participar da reunião da quarta-feira, das Nações Unidas. Com a segurança de sempre, salvaguarda da Democracia, fica governando o País durante sua ausência, o vice-presidente Michael Tamer. Nesta segunda-feira Dilma tem um encontro mais leve com a chefa da agência ONU Mulher, Michelle Bachellet e ex-presidenta do Chile. Esse encontro, após a folga de agenda de ontem, deverá ser para Dilma um treinamento, um ensaio diante da importância do que vem aí na próxima quarta. Bom também para relaxar as ações e acionar as “turbinas”, o encontro com Barack Obama e outros chefes de Estado como o da França, Reino Unido, México e Nigéria. O teste tão aguardado fica para quarta-feira quando, seguindo a tradição, o Brasil será o primeiro a discursar para todos, desta vez impondo a marca da primeira mulher brasileira a conseguir o feito. Apesar de toda cordialidade entre as recepções, a atmosfera em Nova York, encontra-se tensa nos bastidores, por causa do caso da Palestina, quando aquela gente vai reivindicar o reconhecimento daquela região como país e mais com cadeira na ONU. Sendo contra as pretensões do povo palestino, no momento, Obama jogou as fichas trabalhando nos bastidores para que ou haja uma desistência dessas pretensões pelo representante palestino ou a proposta seja rejeitada. É aquele mesmo trabalho que os donos do poder realizam com suas lideranças antes das importantes votações nos parlamentos.
          A presidenta iria ficar hospedada no “Hotel Waldorfastoria”, mesmo local onde foi recepcionada. Dilma receberá o prêmio “Woodrow Wilson”, para Serviços Públicos, concedido pelo instituto “Woodrow Wilson International Center for Scholars”. Todos prêmios ganhos por representantes brasileiros são sempre importantes porque traduzem o reconhecimento de atuações na área premiada. Mas a prova de fogo mesmo a essas amenidades será a discussão e votação sobre o caso palestina. Vivendo um momento novo, o mundo viu e continua assistindo a transformação espetacular no Oriente Médio e norte africano, o que, não deixar de mexer fortemente com os demais países, diante de uma realidade recente e brusca. Haverá sim ─ sob o véu ornamentado dos titãs ─ pressões igualmente as colocadas em pneus de trator de muitas toneladas. Ninguém se engane sobre a arena radicada em Nova York que funcionará à semelhança de rinha de galo garnisé.
          O que irá acontecer depois de amanhã? Como se sairá o Brasil? Agora sim, a próxima edição das Nações Unidas será um vestibular de lavas colossais para o estilo Dilma e suas convicções nesse esperado TESTE DE FOGO!








FREI CANECA E MAIS TRÊS Clerisvaldo B. Chagas, 16 de setembro de 2016           De imediato, a independência do Brasil não provocou mudan...

FREI CANECA E MAIS TRÊS

FREI CANECA E MAIS TRÊS
Clerisvaldo B. Chagas, 16 de setembro de 2016

          De imediato, a independência do Brasil não provocou mudanças significativas. O imperador continuava autoritário, a situação de pobreza não mudava, enquanto os presidentes das províncias não agradavam ao povo. Estes eram nomeados pessoalmente pelo imperador. Um grande sentimento de revolta foi tomando corpo entre a população, principalmente entre pessoas mais esclarecidas como jornalistas, padres, professores, advogados, que também arrastavam os mais humildes para um luta contra a escravidão, a desigualdade social, o próprio imperador e, no caso, o presidente de Pernambuco. Esse movimento eclodiu em terras pernambucanas, em 1823. O presidente de Pernambuco chegou a ser expulso, todavia, houve reação do governo central. Como a insatisfação era grande, o levante não se restringiu somente a Pernambuco. Participaram no Nordeste, ainda, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, formando o que os historiadores denominaram: Confederação do Equador. Os revoltosos foram atacados pelo mar por mercenários ingleses contratados pelo governo, que até dinheiro tomou emprestado para isso, aos bancos dessa própria nação europeia.
          Por terra foram pressionados pelos latifundiários que não queriam a libertação dos escravos. A situação de levante foi dominada. Várias lideranças foram presas, dezenove condenadas à morte. Entre os condenados, estava Joaquim do Amor Divino Rabelo, conhecido como Frei Caneca. Condenado à forca, o herói da Confederação, ficou impassível na hora da morte. Três carrascos recusaram enforcá-lo. Como não conseguiram convencer o primeiro carrasco, preto, pobre e presidiário, nem com promessa de soltura, foi o homem espancado a socos, pontapés e coices de fuzis. Ficou agonizante na prisão. O segundo, semelhante ao primeiro, foi espancado à vista de todos no patíbulo, pela recusa. Isso tudo chocava a multidão presente. Era o dia 13 de janeiro de 1835. O terceiro homem também presidiário preto e pobre recusou fazer qualquer mal ao Frei. Certamente todos eles pagaram com a vida. Depois dessas recusas, a vítima foi, então, executada a tiros de fuzil, pelos próprios granadeiros. Para não dizer que o Brasil não deu homens de fibra ao extremo, nem heróis, apresentamos aos nossos abnegados leitores nada menos de que FREI CANECA E MAIS TRÊS.

  BURRO DE D. PEDRO I Clerisvaldo B. Chagas, 15 de setembro de 2011   Interessante é analisar a História e os historiadores, na forma apres...

BURRO DE D.PEDRO I

 BURRO DE D. PEDRO I
Clerisvaldo B. Chagas, 15 de setembro de 2011

 Interessante é analisar a História e os historiadores, na forma apresentada, no estilo individual, nas afirmações dos fatos. Petrificados os senões temos as coisas contadas como verdadeiras. Um colorido afortunado, nuanças atrativas, escafandros de lembranças. E vamos, então, nos acostumando com as opiniões alheias, ricas de pérgolas, de concreto armado que afugentam a nossa coragem de afirmação. Afinal, são tantos os sábios do mundo, “meu irimão”, que a verdade da gente deixa apenas os olhos de fora, tal hipopótamos nas águas turvas. E se as imposições navegam nas escritas, o rosto venerando também engana na lei da vantagem de cada dia. Estamos acostumados com aquele belíssimo quadro da Independência. D. Pedro I, espada no ar, no semicírculo de cavaleiros e seus fogosos corcéis, enquanto as águas plácidas do riacho Ipiranga parecem ouvir o brado: Independência ou morte! “Virge, Zezinho, como foi bonita a Independência, rapaz!” É, mas foi descoberto depois, que o imperador não cavalgava cavalo algum, naquela hora. Tinha ido do Rio de Janeiro a São Paulo, montado em lombo de burro, animal muito mais rústico e resistente as infindáveis jornadas. Foi assim que desceu e subiu no retorno as escarpas perigosas do litoral santista. E quando falamos em muar, animal de imenso proveito no Brasil Império, tiramos a elegância dos cavalos brancos em questão.
         Nesse Brasil grandão de nosso Senhor, cai mais um ministro do governo Dilma. E como dizia um velho matuto do sítio Sementeira, município de Santana do Ipanema, “eu quero espiar a cara dele; bem de pertinho para achar o tamanho da vergonha”. Ele iria achar, sim, um homem cuja idade avançada não foi suficiente para fazer a coisa certa. Esse movimento que está sendo iniciado no Brasil contra a corrupção, já começa a fazer efeito e pressão em quem tem o dever de zelar pelo bem público. É de se ficar estarrecido mesmo com a roubalheira que tomou conta desse país continente. Eles não se conformam mais em levar cinquenta ou sessenta mil reais. Divulga a imprensa maceioense, um desvio de 300 milhões! Desvio, meu amiguinho, entenda bem. Roubo é coisa de pobre. Rico não rouba, desvia. Lampião falava que não era ladrão, apenas tomava a pulso, porque precisava. Tem gente que ainda acha pouco e tira a vida do conterrâneo, do ser humano lutador que apenas cobra a coisa certa! Depois, homem e mulher, aparecem na televisão com cara de artistas da rede Globo, numa pose que só vendo. Venha, meu amiguinho matuto da Sementeira, “espiar a cara deles e delas, bem de pertinho!...”
         Estar vendo, comadre! Apresentam-se como os cavalos da pintura, mas não valem a serventia do BURRO DE D. PEDRO I.

 


  RODA GIGANTE Clerisvaldo B. Chagas, 14 de setembro de 2011   Mesmo sem sermos profetas, adivinhos, magos, futuristas, víamos adverti...

RODA GIGANTE

 RODA GIGANTE
Clerisvaldo B. Chagas, 14 de setembro de 2011

 Mesmo sem sermos profetas, adivinhos, magos, futuristas, víamos advertindo sobre a transformação que já havia começado no mundo dos negócios, das transações comerciais, da Economia do globo que, aqui e ali, aparecia com novidades não muito boas. Se todos pegarem uma lanterna para uma busca ao culpado da crise que tanto falam terminam dando com espelhos ou com ninguém. Se nas pequenas comunidades nada se consegue isoladamente, quanto mais no complexo em rede mundial! Muitas facilidades acontecem quando se estar nadando em riqueza. Uma Europa forte, robustecendo-se cada vez mais, criando uma unidade de riqueza e sendo concorrente dos Estados Unidos, faz dó. Todos cinco dedos passados em suas colônias nas Américas, Ásia e África que motivaram a primeira industrialização para um domínio econômico ao mundo, parece que virou pó. Uma noite infeliz de gata borralheira! Dizer que os BRICS ─ Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, estão estudando como ajudar a Europa em Bilhões de dólares, parece aquelas piadas que nos contavam nos colégios, sobre portugueses! Conversa de quem não tem o que fazer! Um vaqueiro de a caatinga deixar os matagais para ensinar jangadeiro a pescar... Somente rindo e fazendo gozação. Quem pensasse nisso há pouco tempo, seria tachado no mínimo de doido. Um doido mordido do porco ainda mais. Mas nós íamos avisando, avisando, dizendo que a roda grande passaria por dentro da pequena. Isto é, o impossível iria acontecer. Quem observa o céu constantemente tem uma boa ideia sobre chuva, nem precisa de Tarô, nem das palavras de Isaías.
          As nações, dizíamos, são como pessoas individualizadas. O comportamento é semelhante. Quem ganha muito, principalmente com dinheiro fácil, faz o mesmo com seus gastos, os mais supérfluos possíveis. Têm-se uma venda bem próspera, mas rodeada de gente pobre, seríamos mais prósperos ainda se ajudássemos a essa gente a sair da pobreza para que ela nos comprasse ainda mais. O dinheiro das chamadas grandes nações foi para o luxo fútil e as guerras prazerosas contra os pequenos. O resultado é que o cofre esvaziou ou a porta teve encrenca na trave do segredo. Dizer que os Estados Unidos estão com 46 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza, é como se tivesse sendo anunciado um apocalipse terreno. Mesmo assim a arrogância de muito conservadores teima em morrer de fome, mas com roupa de veludo. O principal comprador e vendedor do mundo, quebrando, realiza o que os nossos cambistas do jogo do bicho chamam de quebrar a banca. É assim, para graças ao mundo, que ainda surgem novos papais como China, Brasil, Índia, Rússia e África do Sul que aparecem de repente como aqueles das nossas cidades conhecidos como novos ricos. A Guerra dos Mascates, para quem a estudou, foi um bom exemplo disto. E se com gente conhecida e soberba está acontecendo, juntamente com as nações, que tal aproveitarmos o embalo da RODA GIGANTE!
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