E OS OUTROS? Clerisvaldo B. Chagas, 14 de junho de 2012. A polícia alagoana de vez em quando passa uma notícia boa para a populaç...

E OS OUTROS?


E OS OUTROS?
Clerisvaldo B. Chagas, 14 de junho de 2012.

A polícia alagoana de vez em quando passa uma notícia boa para a população, se bem que notícia policial quase sempre tem o ruim no meio. O diretor-geral da PC diz ter esclarecido a morte do médico ocorrida no Corredor Vera Arruda, na capital. Grande repercussão teve o assassinato do médico José Alfredo Vasco Tenório, um otorrinolaringologista de 67 anos, quando praticava seu esporte numa bicicleta em um dos lugares mais sofisticados de Maceió. O crime chocou a opinião pública estadual, por várias razões, inclusive a de se tirar a vida de pessoa tão valiosa, apenas para o roubo de uma porcaria de bicicleta. Ficou marcado para hoje, uma entrevista coletiva do Diretor-geral para apresentar ao público os detalhes e desvendamento do crime hediondo. A morte do médico provocou certa agitação em Maceió e as pessoas se movimentaram com suas manifestações, culminando com uma caminhada no dia 29 de maio, que ficou conhecida como “caminhada da paz”, para chamar a atenção pelo marasmo das autoridades. A caminhada conseguiu atingir o seu objetivo e até mesmo o governador movimentou-se para solicitar dos altos poderes, condições para o combate a bandidagem em nosso estado.
Marcada para hoje às 11 horas, na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil, no Bairro Jacarecica, a entrevista com José Edson Freitas, o Diretor-geral, poderá satisfazer a curiosidade do maceioense em conjunto com a prisão do culpado. O assassinato ocorreu no dia 26 de maio e as investigações podem ter chegado ao fim com êxito que será anunciado pelo Diretor. Se todos os crimes, principalmente de grande repercussão, fossem desvendados em tão pouco espaço de tempo e, os culpados punidos com rigor, pelos menos deixariam a população satisfeita em saber e comprovar que existe seriedade nas investigações e punições sérias merecidas. Imaginemos uma polícia eficiente, bem equipada e com alta credibilidade perante o povo. Imaginemos também a imensa satisfação de investigadores considerados verdadeiros “crânios” para casos altamente complexos de crimes desvendados. Da mesma forma peritos criminais que teriam reconhecidos seus trabalhos na luta do bem contra o mau. É pena, que pessoas tão inteligentes, permaneçam anônimas, pela falta de estrutura numa luta diária sem condições.
Bem, com o assassinato do médico, José Alfredo Vasco Tenório, desvendado, não existe outro caminho a não ser parabenizar à polícia civil pela rapidez e resultado nas investigações. Mas não tem como não se indagar: E OS OUTROS?
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CADÊ O MILHO VERDE?              Clerisvaldo B. Chagas, 13 de junho de 2012. No Sertão, área que abrange Santana do Ipanema, e mai...

CADÊ O MILHO VERDE?


CADÊ O MILHO VERDE?
             Clerisvaldo B. Chagas, 13 de junho de 2012.

No Sertão, área que abrange Santana do Ipanema, e mais alguns municípios, Santo Antônio ficou apenas dentro das igrejas, ao que parece. Acho que até o próprio santo deve ter ficado muito triste por aqui.  Vamos recebendo notícias de bastante chuva em Maceió, Arapiraca e mais alguns territórios da Mata e mesmo do Sertão, mas em Santana e vizinhança, a seca persiste deixando o campo tristonho e receptor apenas da frieza da noite que chega sem as chuvas. As nuvens se formam deixando o que o sertanejo chama de “bonito para chover”, porém, os olhos maus espantam as nuvens que são tangidas para outros lugares mais aquinhoados. Os animais vão tentando puxar a babugem trazida pelo sereno no engano visual da seca verde. Seja como for, seca verde, seca marrom, seca de fogo, deixam tristonhos os campos inconformados. E quando se anda pelas trilhas poeirentas do sertão, vamos notando certo vazio, como se o povo tivesse abandonado tudo. Vai ficando cada vez mais raro aquele tipo de convite que o citadino recebia para “comer uma galinha” na roça, “devorar uma buchada”, “passar o cacete num borrego”. Quando muito, um convite ainda tímido para se “tomar uma”, o que significa emborcar uma dose de cachaça limpa sem tira-gosto nenhum.
Na cidade, nada de grandes festas. Apenas alguns casais driblando a crise, pelos restaurantes ou barzinhos teimosos. Espocar de foguetes poucos e espaçados, algumas bombinhas chatas e sem forças, aqui ou acolá. Santo Antônio não veio para brincadeiras. A tradição da fogueira levou um golpe colossal, as quadrilhas sumiram e o milho nem sequer chegou por perto. Bolos de milho, canjica, pamonha e outros “venham cá”, ficaram ao longe, na lembrança dos bons invernos que movimentam a economia. Quem fez suas experiências para casamentos, fez escondido com tanto desânimo visto por essas bandas. Também logo cedo as ruas da cidade ficaram desertas num bocão de dormir cedo pela ausência de diversões e também do realzinho no bolso da bunda dos namorados. As escolas funcionaram a meio pau como bandeira de repartição. Alunos com uma ou duas aulas, lanches rápidos e pernas ligeiras para algum lugar menos esquisito.
Esse ano, nem o produto principal de junho, vindo da irrigação, salvou o abençoado forró. Quem pode se aproveitar sem ele, ainda bem que foi mordendo o pescoço alheio no chamado tudo pode, pois, se já podia, completa-se por ser data de Santo Antônio, santo cabra bom danado, um tanto por fora nesses 12 e 13. Beba se quiser, dance se puder, mas, por favor, amigo velho, não pergunte por aqui CADÊ O MILHO VERDE?

TUDO É ONÇA Clerisvaldo B. Chagas, 12 de junho de 2012. No momento em que o nosso país vai sediar uma conferência ecológica, abre o...

TUDO É ONÇA


TUDO É ONÇA
Clerisvaldo B. Chagas, 12 de junho de 2012.

No momento em que o nosso país vai sediar uma conferência ecológica, abre os seus trabalhos atropelando uma onça parda ou suçuarana em suas rodovias. Fica agora o maior felino brasileiro posando para a foto como astro da Internet e da imprensa em geral, com as patas traseiras a reboque. Apesar de ter feito um esforço extraordinário em favor do ambiente, muito ainda resta fazer para uma vida de qualidade, tanto para o homem quanto para os bichos. No Brasil, sabemos que se os defeitos de construções não forem feitos na hora, dificilmente ou quase nunca são consertados. Temos como exemplos os erros propositais dos engenheiros nas construções de estradas, deixando curvas perigosas unicamente para não desagradar o proprietário poderoso das terras com seus apadrinhamentos políticos. Esses aleijões de estradas que envergonham qualquer bom profissional do ramo são apelidados pelo povo de “curvas da morte”. Ali o perigo vai ceifando centenas de vítimas todos os anos entrando nas estatísticas sombrias porque os consertos como já foi dito, jamais acontecem. No caso onde a fauna ainda é bastante densa, raramente são construídos túneis simples de passagens de um lado a outro das rodovias. Os estudos esbarram no emperramento de sempre, fazendo com que motoristas matem dezenas e dezenas desses animais que transitam pelas imediações, muitos até em extinção como a onça mesmo, o tamanduá, a anta e outros de grande porte.
Quando se fala na proteção da flora, as ações são dirigidas primeiramente para a floresta amazônica ou floresta equatorial e só depois para mata atlântica ou floresta tropical, invadida em muitos lugares pelo plantio da cana-de-açúcar. Os capões de mato não conseguem com dignidade à vida animal. Corredores de mata de um capão a outro são formados em alguns lugares, mas ainda são poucos assinalando apenas a morte da fauna litorânea. Pior ainda ficam outros biomas brasileiros que permanecem esquecidos ou com ações apenas no intencional que não leva a nada. Assim a caatinga vai se extinguindo cada vez mais com a extração de lenha para fornos de carvão, padarias, cercas e outros tipos de uso, num crime corriqueiro, esquecido e perdoado. Muitos lugares do sertão nordestino só têm a oferecer insetos e nem sequer cobras e passarinhos.
É nessa situação de acertos e erros que o Brasil vai sediar esses importantíssimos debates com os países do mundo. A “onçona” está em tratamento. Grande bonita e gorda, arrastando as patas traseiras, representando a valentia dos sertões. E história de onça é o que mais existe no Brasil. Se não é pintada, a suçuarana serve, TUDO É ONÇA.

A HIPOCRISIA DAS ARMAS Clerisvaldo B. Chagas, 11 de junho de 2012.   Embora nunca tenha andado armado, começo a acreditar que a le...

A HIPOCRISIA DAS ARMAS


A HIPOCRISIA DAS ARMAS
Clerisvaldo B. Chagas, 11 de junho de 2012.

 Embora nunca tenha andado armado, começo a acreditar que a lei do desarmamento não foi coisa boa para o povo. Cada vez mais o bandido se sofistica e circula armado até os dentes, em todos os lugares do país. O governo não tinha condições de proteger o cidadão de bem, estimulou a entrega de armas e endureceu as penalidades ao trabalhador para desarmá-lo. Mas como não tinha condições de proteger a esse mesmo trabalhador, permitiu, pelas circunstâncias, que os fora da lei tomassem conta e dominassem o país do roubo, assaltos e assassinatos. A moto se tornou o veículo predileto de matadores na capital e interior. E os assaltos pela manhã, tarde e noite, a qualquer hora ocorrem também pelos bandidos em bicicletas pegando qualquer pessoa que esteja sozinha ou caminhando por algum lugar menos movimentado da capital e de qualquer cidade. No interior ninguém pode mais está com as portas abertas cedo da noite, nem sequer com várias outras pessoas juntas, na calçada, batendo o papo de sempre. Basta se aproximar um sujeito numa bicicleta ou “capacetado” numa moto, que o alerta é geral. Para o homem trabalhador que não pode ter uma arma em casa, resta apenas rezar para que o assaltante o ignore ou perca o tiro, correndo como lebre, quer dizer, se puder correr.
          É pena que uma pessoa de 87, anos, após uma vida inteira limpa, tenha que se sujar com sangue, em defesa própria, como a idosa em Caxias do Sul que teve a casa invadida por um assaltante. Um tiro no peito e pronto, o bandido foi para o lugar onde a polícia não conseguiu colocá-lo. Agora nessa avançada idade, a idosa vai ter que passar por uma xaropada toda e, com certeza, a vida pacata não será mais a mesma na sua tranquilidade do Rio Grande do Sul. Como os bandidos estão cada vez mais ousados e o estado cambaleante, todo cidadão deveria possuir sua arma em casa, na rua ou em qualquer lugar, com risco e sem risco, fazendo o Brasil virar um Velho Oeste americano, onde o homem trabalhador pode morrer sim, mas ainda com chance de reagir, para não desaparecer como um rato, encurralado vergonhosamente. Em Alagoas, mesmo, é uma miséria! Dizem que é o estado que mais mata no país. O governo não tem condições de nada, só conversa mole para vaca dormir. As pessoas comuns bem que sentem saudades dos tempos longínquos de um Costa Rego ou mesmo de um major Amaral. Alagoas continua como o paraíso da bandidagem. Está precisando de um exército de idosas de 87 anos, como à senhora gaúcha que deu o exemplo de como se faz com bandido. Sigamos com A HIPOCRISIA DAS ARMAS.





ONU, VOCÊ MORREU E NÃO SABE Clerisvaldo B. Chagas, 8 de junho de 2012. Crônica Nº 791             Venho dizendo da situação da car...

ONU, VOCÊ MORREU E NÃO SABE


ONU, VOCÊ MORREU E NÃO SABE
Clerisvaldo B. Chagas, 8 de junho de 2012.
Crônica Nº 791

           Venho dizendo da situação da carcomida ONU. Se tudo no mundo se moderniza, por que a ONU não segue o mesmo caminho? Pela mesma ambição humana individual de mandar sozinho com espírito ditatorial. As tradições chinesas e russas de ditaduras militares são como mordida de cágado, só larga depois de bater o sino. Fincadas as duas na tradição do poder pela força do militarismo exacerbado, da cadeia sem chave ao cidadão comum, ambas confiam no arsenal atômico ou na quantidade de gente para mandar à carnificina em qualquer ocasião. Países onde a liberdade individual nunca valeu nada e deságuam sempre na arrogância das suas lideranças. Não existe democracia em nada. São povos escravos desde longas datas vivendo o dia a dia como habitantes pobres dentro de uma aldeia, confinados como bois de matadouro. São gerações e gerações que não conhecem a liderdade que existe no Ocidente. E após a II Grande Guerra, então, essas nações continuam querendo fazer da ONU seus palácios colossais vetando com frequência os benefícios dos povos. Embora a tal querra fria tenha passado, mas Rússia e China valem-se do poder que possuem no Conselho da ONU para dominarem o mundo até o limite do possível. A velha ONU não se renova porque elas não deixam, pois renovação significa sangue novo a dá palpite no xadrez do planeta.
          Dentro da baba do boi danado, ambas as nações têm sede de poder e jogam com ele no Conselho permanente, fazendo das outras nações do mundo, súditos acovardados de cabeças baixas e mãos amarradas. E se essa peste dessa ONU não se renova e possui dono, por que tantos países existentes não criam a ONU II? São uma vergonha tantas nações submetidas apenas a quatro mandonas raivosas que tratam o Órgão como propriedade particular. Se nos tempos das conquistas oceânicas o mundo foi dividido em dois donos apenas, Espanha e Portugal, quando outro país perguntava pelo testamento de Adão, agora o mundo frouxo baixa a cerviz para quatro “ferroadores”. O banho de sangue que vem acontecendo na Síria, aliada de China e Rússia, continua sob a chancela das duas potências que não conseguem viver os tempos modernos sem cabresto nas mãos. Ô mundo velho fraco que só caldo de ximbra!
         Se ninguém tem forças suficientes para fazer alguma coisa pelo povo sírio, é fechar os olhos para a barbárie do senhor Bashar al Assad, atual campeão e criminoso de guerra do seu próprio povo. ONU, ô ONU! VOCÊ MORREU E NÃO SABE.













SANTANA, SAUDADES ETERNAS Clerisvaldo B. Chagas, 7 de junho de 2012. Nesses primeiros dias do mês de junho, entre o engodo das chuv...

SANTANA, SAUDADES ETERNAS


SANTANA, SAUDADES ETERNAS
Clerisvaldo B. Chagas, 7 de junho de 2012.

Nesses primeiros dias do mês de junho, entre o engodo das chuvas e os farrapos da frieza, fomos pesquisar na periferia de Santana do Ipanema. Acertamos na região em que está situado o enorme Hospital Clodolfo Rodrigues de Melo, no Bairro Floresta, que congrega diversas localidades. Logo que deixamos o calçamento, fomos contemplando a outra face da urbe. Vizinho ao hospital foi construído em lugar íngreme, um conjunto habitacional, ladeira abaixo quando ainda era prefeito o senhor Paulo Ferreira de Andrade e sua desastrada assessoria. Dois erros frutos das mentes sem nexo: as casas na época foram chamadas “casas de pombos”, onde o pescoço do cidadão deitado ficava fora da porta da frente e os pés sobravam na porta de detrás. Sem nenhuma infraestrutura, até hoje, passados tantos anos, a erosão come sem parar a rua da pobreza e da miséria do chamado Conjunto Marinho. Nada mudou. Absolutamente nada, com exceção da produção de crianças vagando em esgotos a céu aberto. A palavra “Marinho” é homenagem ao antigo dono daqueles terrenos (pai do médico que empresta seu nome ao hospital) comerciante Marinho Rodrigues.
          Mais abaixo bem por trás do hospital, o abandono total também mora em outro conjunto popular denominado Cajarana. Por enquanto o marco do nome ainda permanece vivo: uma frondosa Cajarana centenária que o machado ainda não viu, indica o ponto do sofrimento discriminatório, outra face da moeda. O lixo toma conta das ruas e quando vêm às chuvas vão engolindo as laterais da estrada de rodagem, feita não sabem por quem. Mais abaixo, outro conjunto habitacional vive o drama dos dois primeiros. Chamado Santa Quitéria, ainda é o menos sofredor, mas a falta d’água constante e a ausência de benefícios do poder público, não recomendam a morada por ali. O final da Rua da Floresta que se liga com as Tocaias, afora uma organizada creche que existe, o restante apenas oferece medo a quem transita por ali, principalmente durante a noite. Entre toda a rede periférica de Santana do Ipanema, “Rainha e Capital do Sertão”, esses três conjuntos representam atualmente o miolo do descaso, do abandono, da miséria e do receio dos transeuntes.
          Quer esquecer essa face? Procure o luxo da praça principal do bairro Monumento, denominada pelo povo de “praça dos ricos”, única escovada e paparicada de todos os dias, vizinha de onde desabou a mais tradicional escola da cidade “Padre Francisco Correia”, que assim continua a pedir socorro em vão ao poder público. Santana do Ipanema, minha terra que ainda não encontrou quem a administrasse corretamente, perdeu mais uma esperança de desenvolvimento: a faculdade de medicina que vai para Arapiraca. O epitáfio é claro: “SANTANA, SAUDADES ETERNAS”.

ÓI A PESTE! Clerisvaldo B. Chagas, 5 de junho de 2012.   E naquele mixuruca lazer no “bar do Bacurau”, torna-se possível o famiger...

ÓI A PESTE!


ÓI A PESTE!
Clerisvaldo B. Chagas, 5 de junho de 2012.

 E naquele mixuruca lazer no “bar do Bacurau”, torna-se possível o famigerado miolo de pote, o jogo da conversa fora, a morte do tempo entre goles da geladinha. O assunto vai sendo molhado no banal do dia a dia, na malandragem santanense dos arredores, nos estepes expostos da vida alheia. O bebão conhecido está ali perto. Vai perturbando a conversa dos equilibrados. Posto num canto com delicadeza, entre um pedido e outro da branquinha, excluído pela roda, vai dando sua opinião curta na conversa alheia. Limita-se a uma frase simples e insistente, a cada conclusão da mesa: “É verdade!”. A roda esgota todos os temas possíveis e fatalmente entra na política. Mas o candidato X não é de Santana, é apenas um forasteiro, testa de ferro da situação. E o bêbedo: “É verdade!”. E Fulano de tal, deixou a vez dele passar, lascou-se. Não vai ser prefeito de Santana nunca. Estou certo ou estou errado? Não, está certo. E o bebão: “É verdade!”. Do ex-prefeito Beltrano o povo não quer ver nem a fala do sobrinho metido a candidato. Ninguém quer mais esse povo. É uma rejeição danada. “É verdade!”. Em minha opinião tem que aparecer um nome novo e que seja de Santana. “É verdade”, confirmava o cricri, doido para tomar outra à base do “pague uma”.  
              O artista plástico e caricaturista Roninho, vez em quando defendia o seu possível candidato a vereador. Ficava na corda bamba entre a efervescência política e o tira-gosto de bode por via aérea. Olhem! Um negócio danado! Nem os quadros de famintos personagens da seca e cangaceiros das paredes, faziam calar os animados amigos do Bairro São José. Foi chegando mais gente: escritores, professores, advogados, agrônomos, palpiteiros em geral. Tudo representava fonte de rejeição do ébrio encostado e esperança de uma reforçada moça branca. Naquele momento perguntaram a um domingueiro quem era o seu candidato a prefeito. O homem nem titubeou. Disse quase gritando que o seu candidato a prefeito era aquele que estava ali na parede. E apontou a pintura mais nova de Roninho, um cangaceiro aleijado e do olho troncho. Os outros aplaudiram imediatamente e, o pinguço mais uma vez aprovou: “É verdade!”.
             Chegou um momento em que todos pareciam meditativos. Houve um silêncio supimpa no bar do Bacurau. Foi quando alguém, iniciando nova conversa, indagou se os demais tinham lido matéria sobre a posição de Vênus, o planeta que iria se aproximar da Terra. Um deles rebateu meio tristonho: “É para isso que existe camisa-de-vênus”. Descambando para o outro lado da história a roda de intelectuais, o bebão não teve dúvidas, mudou o tom. Ao invés de repetir a enjoativa frase: ”É verdade”, adaptou-se aos novos tempos. Engoliu a branquinha de uma só vez, temperou a goela e disse com desconfiança, encerrando a rodada do fim da manhã: “ÓI A PESTE!”.

CACETE NELES! Clerisvaldo B. Chagas, 5 de junho de 2012. Esses espanhóis estão muito folgados. Depois de assassinarem milhares e ...

CACETE NELES!


CACETE NELES!
Clerisvaldo B. Chagas, 5 de junho de 2012.

Esses espanhóis estão muito folgados. Depois de assassinarem milhares e milhares de nativos do continente americano, de fome, de trabalho forçado, a fio de espada e canhões, ainda pensam que são os tais do século XXI. Vêm perseguindo os imigrantes ou simples turistas que chegam ao território, com a arrogância e procedimentos que lembram bem as boas peças que eram nos tempos das conquistas. Uns cocôs! Entrando na União Europeia como primos pobres, juntamente com Portugal e Grécia, agora se metem a Maria Machadão. Estamos cansados de relatos de brasileiros barrados e maltratados nos aeroportos daquele país. O Brasil até demorou demais para o troco e um troco até diplomático, por sinal. De qualquer maneira, pode-se matar um indivíduo, sorrindo e cheio de boas maneiras, educadamente, como vemos em filmes por aí. Mas para atitudes espanholas, as reações deveriam ser curtas e grossas como as palavras do ex-presidente Figueiredo. Os grandes investimentos que a Espanha fez no Brasil nada têm a ver para uma diplomacia sedosa. Estão faturando muito nesse país onde existem brechas nas leis para todos os tipos de enroladas possíveis. A telefonia mesmo é uma peste! Não tem PROCON no mundo que dê jeito a tantas reclamações diárias. O que os espanhóis estão querendo do mundo? Querem sangrar os outros como sangram os seus touros de arena!
“Autoridades brasileiras e espanholas se reúnem nesta segunda-feira, em Madri (Espanha), para tentar negociar um acordo que encerre o impasse envolvendo imigrantes e turistas dos dois países. Nos últimos dois meses, as tensões cresceram depois que o governo do Brasil adotou as chamadas medidas de reciprocidade, aumentando o rigor para o ingresso de espanhóis em território brasileiro. A iniciativa só ocorreu porque brasileiros reclamam de discriminação na Espanha”. (Folha).
Essa reunião deveria ter sido no Brasil e não em solo espanhol. Mas vamos confiar na dureza da ministra Maria Luíza Lopes da Silva. O negócio é “não dá moleza a esses gringos, meter o dedo diante do nariz e esmurrar a mesa” no modo de dizer das ruas. Brasil não pode crescer baixando o cangote para os metidos à besta que cada vez mais caem do pedestal. A diplomacia exterior é complicada sim, todos sabem disso, contudo, os antigos já diziam: “Quem for besta, beba gás”. Brasil: CACETE NELES!


VÊM AÍ Clerisvaldo B. Chagas, 4 de junho de 2012                        Em nossa viagem curta pelos campos, saímos furando as caatin...

VÊM AÍ

VÊM AÍ

Clerisvaldo B. Chagas, 4 de junho de 2012

         
           Em nossa viagem curta pelos campos, saímos furando as caatingas do Sertão. Íamos em busca de belas fotos, para o próximo livro que sairá junto com “Lampião em Alagoas”, dentro de, aproximadamente, dois meses. Visitando os povoados Tapera do Jorge, Alto do Tamanduá e os sítios Mocambo e Laje dos Frades, fomos vendo o sertão esverdeado com a chamada seca verde. Clerisvaldo B. Chagas, Marcello Fausto e Pedro Pacífico Vieira Neto, autores parceiros, de mais uma obra que será lançada à apreciação dos santanenses e alagoanos, não deixamos de anotar o social da atualidade sertaneja com as paisagens naturais que inebriam os olhos dos visitantes. Ali, o movimento dos povoados em fim de semana. O descanso, o lazer da população no seu cotidiano. Crianças nas ruas, pequenas sinucas em atividades, grupos de vizinhos jogando conversa fora, música brega enchendo o espaço dos botecos, cerveja gelada estourando por cima dos balcões de madeira suja. Pelas sombras das calçadas, a desconfiança dos olhares, a negação do corpo das morenas brejeiras, o clique formal das máquinas trabalhando.
          No seio natural, barreiros com água, animais pastando, bucólica paisagem entre o verde mortiço dos arbustos e os esbranquiçados lombos dos lajeiros repletos de coroas-de-frade, de urtiga da folha grande, de antigos e cansados mandacarus. Cabras marchando pelas veredas dos serrotes redondos, jumento apreciando de cima as novidades do sopé da colina. Carcarás famintos nos rodeios geométricos dos ares. Cenários que aguardam um inverno tardio, refletindo duramente na economia da região, no bolso raso do sertanejo pobre. O soluço do campo nas catingueiras desbotadas, nos espinhos dos alastrados, no lodo negro dos matacões, desanima o homem, mas o convida à resistência. Ovelhas peladas expõem os ossos sob a pele negra, enganadas pelo tempo. A árvore morta bem perto do lajeado dá torre ao carcará faminto que perscruta os arredores. Casas em ruínas vão tombando aos poucos numa lembrança misteriosa dos seus antigos donos. Cancelas quebradas, aramados de ferrugem, acenos de algodão seda. Compridos calangos espreitam os passantes pelas frestas dos pedregulhos. Sobe a poeira no sertão sem fim.
          Tudo pronto, tudo terminado para cair nas mãos do povo santanense e alagoano duas obras que muito contribuirão para a história do município, de Alagoas e dos pesquisadores do Brasil inteiro. Ambas lançadas no mesmo dia. Clerisvaldo B. Chagas, agora em parceria, enriquecendo cada vez mais a Literatura, a História, a Geografia, a Sociologia da região sertaneja, a exemplo de “Ipanema, um rio macho”, “Sebo nas canelas, Lampião vem aí” e “Conhecimentos gerais de Santana do Ipanema”, lançados há pouco; temos certeza de que essas duas próximas obras vão agradar em cheio: “Lampião em Alagoas” (mais de 450 páginas ilustradas) em forma acadêmica e “Negros em Santana”, livro de cerca de 50 páginas, baseado em TCC dos autores, rico estudo sobre a origem dos negros no município, contribuições e muito mais. Não esquecer que após esses dois livros em parceria, virá de Clerisvaldo B. Chagas mais três de uma vez só: dois romances do ciclo do cangaço (“Deuses de mandacaru” e “Fazenda Lajeado” e “Colibris do Camoxinga; poesia selvagem) que estão faltando apenas às capas entregues ao trabalho de um grande artista da terra. E por fim: “O boi, a bota e a batina, história completa de Santana do Ipanema”, que está sendo engordado. Foram três publicações mais seis em seguida. Aguardem. VÊM AÍ!

ALFHA CRUCIS Clerisvaldo B. Chagas, 31 de maio de 2012.   Não tem para onde correr, o estudo, atualmente, é à base de tudo. Ai daquel...

ALFHA CRUCIS

ALFHA CRUCIS
Clerisvaldo B. Chagas, 31 de maio de 2012.

 Não tem para onde correr, o estudo, atualmente, é à base de tudo. Ai daquele que ficar sem estudar. Dentro dos estudos a palavra chave é “pesquisa” em todas as áreas do conhecimento humano. Estamos marchando para a extinção do professor simples, com já foi previsto há muitos anos. A sobrevivência triunfal, atualmente, está em saber pesquisar e, quase sempre o pesquisador é um animal solitário mergulhado noite e dia no seu mister. O navio de pesquisa oceanográfica comprado pelas ações da USP e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) diz bem da necessidade urgente de investigações no oceano. O preço de um navio desse porte, por mais caro que seja, não é nada diante dos benefícios que virão para o país. O Brasil tem que estar afinado com todas as fontes de pesquisa, no mar, no espaço, na terra, para não viver a reboque de outros países, sempre dependente de tudo e importado tudo. Esse navio, que poderia ter sido construído em nossos estaleiros, tem muitos anos de uso, comprado aos “estranjas”, mesmo sendo bem conservado e com reformas.
          As pesquisas permitem construções de navios, aviões, veículos terrestres para guerra, submarinos, remédios, cosméticos, desenvolvimento na medicina e em outras inúmeras áreas em que estamos apenas engatinhando. Triste para o aluno ainda é a grande realidade brasileira de se estudar numa universidade, onde apenas o velho giz e o quadro-negro são peças do século XXI. Veja o que se fala do navio Alfha Crucis: “O Alpha Crucis já soma 39 anos em operação. Antes de chegar ao Brasil, ele pertenceu à Noaa (agência nacional de oceanos dos EUA) e à Universidade do Havaí”. "Mas o navio está em excelentes condições. Além de ter sido extremamente bem cuidado, ele sofreu uma grande reforma antes de chegar até nós”. Quando se fala do complemento de pesquisa, veja como muda o cenário para melhor, no usufruto do nosso próprio produto: “Além do novo navio, um barco de porte menor, novinho em folha, também entrará em operação em breve. Com 27 metros, o Alpha Delphini está sendo construído em um estaleiro do Ceará e deve ficar pronto em setembro. Primeira embarcação do gênero totalmente construída no Brasil, ela custou R$ 4,75 milhões. Os recursos são da Fapesp e da USP”. (Fonte: Folha.com).
          Dizem que “quem não tem cão caça com gato”. Acontece que almejamos promoção. Chega de gato! Precisamos de centros de pesquisas para tudo e verbas para esses objetivos como prioridade. Vamos transformar o gato “Alfha Crucis” em cão Alfha Crucis, pelo menos é o imenso desejo da juventude estudiosa do Brasil e seus talentosos cientistas e pesquisadores. Brasil sem o segundo e o terceiro pum. O Brasil do seu próprio novinho, novinho, ALFHA CRUCIS.














  AS BARBAS DE LULA Clerisvaldo B. Chagas, 31 de maio de 2012.   Entre pecados, virtudes e tolices, o Lula, que saiu de uma situação...

AS BARBAS DE LULA


 AS BARBAS DE LULA
Clerisvaldo B. Chagas, 31 de maio de 2012.

 Entre pecados, virtudes e tolices, o Lula, que saiu de uma situação de seca nordestina para os píncaros da política brasileira, aqui, acolá vai decepcionando. Como cada qual tem sua própria opinião, tenho comigo que o barbudo  foi o melhor presidente do meu alcance. Entretanto, como agora não é a sua vez, Inácio deveria estar em situação mais discreta possível, até mesmo para não se desgastar tanto para pretensões futuras. Conquistou o voto do povo e particularmente o meu que, decepcionado com os nomes antigos, apelei de última hora para o desconhecido e me dei bem. Suas ações voltadas para o social derrubou o próprio sociólogo mauricinho que não soube conquistar as massas. Lula entrou nos braços do povo e saiu nos braços do povo. Além de fazer um governo diferente de tudo o que já foi visto, a falta de uma nova liderança pesou muito e continua pesando na decisão popular. Não existe de fato nenhum líder no momento com capacidade de conquistar a nação. Mas, se o Lula foi o melhor governo, cometeu pecados cabeludos que foi o de passar a mão nas cabeças corruptas de muitos cabras de peia.
          O novo governo, que não possuía antes do poder carisma nenhum, foi uma nova aposta do meu precioso voto. Dilma tem se revelado digna da confiança dos brasileiros, principalmente em não alisar os safados, nem do Brasil, nem do estrangeiro, pústulas geradas pela falta de fibra dos sem força donos dos poderes anteriores. Foi preciso subir à presidência uma fêmea de sangue no olho, porque macho nenhum foi capaz de dá conta do recado. Já não quero mais o Lula de volta, perdeu meu voto para Dilma, porque não sabe ser discreto e valoroso quando a fama subiu para cabeça. Acha-se ainda o dono de tudo, continua agindo como se ainda protegesse os sacanas e pressionando à justiça como se estivesse acima do bem e do mal. O ministro Gilmar Mendes, pelo menos em Alagoas, pelo cochicho dos políticos nos julgamentos de causas políticas, ai, ai! Mesmo assim o Lula, ao invés de estar cuidando da saúde, vai se tornando cada vez mais ridículo. Mete-se em tudo e começa a enjoar muito mais do que doce repetido.
          Lula vai perdendo a simpatia pouco a pouco com as besteiras que diz e que faz. Seu tempo já passou, mas o pior é que não surge um macho sequer trazendo carisma, honestidade e confiança que possa inspirar o cidadão brasileiro para a etapa seguinte. E se o ex-presidente ainda pensa que está abafando, perde feio para a mulher que está no poder. Prefiro, no momento o topete da Dilma de que a volta das BARBAS DE LULA.