AS FACADAS DAS FARC Clerisvaldo B. Chagas, 28 de agosto de 2012. Crônica nº 851 HOMENS DAS FARC. (fonte: CarlosVillalon/Karl/AFP....

AS FACADAS DAS FARC


AS FACADAS DAS FARC
Clerisvaldo B. Chagas, 28 de agosto de 2012.
Crônica nº 851
HOMENS DAS FARC. (fonte: CarlosVillalon/Karl/AFP.).

É bom que seja verdade o acordo noticiado, entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias – FARC. Apesar do desmentido do governo, o velho ditado popular continua firme: “Onde há fumaça há fogo”. Já falamos outras vezes neste espaço, das mentes de vários dirigentes latinos onde a palavra presente parece não existir. Vivem de sonhos de um passado truculento e aventureiro que não cabem mais na realidade do milênio. Achamos que seja a incapacidade de bem governar que vai levando a mente para a fantasia dos heróis. Os que estão no poder, não querem só o poder, mas a ânsia de serem notados, mesmo nas suas imbecilidades renitentes. Governar a própria casa já é complicado, imaginemos uma aldeia, uma cidade... Uma nação. Sem condições de aparecer pela seriedade dos seus atos, o boneco vai inventando coisas absurdas dentro e fora do seu país para que a mídia publique alguma coisa das suas baboseiras. A coisa não fica restrita a dirigentes, mas a outros cérebros que imaginam grandezas de heróis, assim como os comandantes radicais das FARC.
Os conflitos que duram mais de 50 anos, nada trouxeram de bom para a Colômbia, um país que procura crescer dentro do cenário mundial, buscando com esforço o seu desenvolvimento. Enquanto isso a Floresta Amazônica daquele país, suas serras, seus vales, seus campos vão sendo semeados de sangue irmão, por causa da euforia dos sem destinos. No máximo, depois disso tudo, vai aparecer um alquebrado das guerrilhas e escrever um livro sobre os que hoje estão no “mato matando”. Tudo que tem começo tem fim e, com as FARC não seria diferente. Quando a luta vai sendo desvalorizada, vai chegando o desgaste e se entra na fase da decadência. No caso do cangaceirismo lampiônico, durou apenas enquanto não rolou a cabeça do maioral. Depois foi uma derrocada só. A diferença é que não havia idealismo nenhum no Nordeste, apenas o gosto pela fama de ser temido. Assim vai rolando cabeças nas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. E pelo jeito os seus seguidores já cansaram do espetáculo.
Se for mesmo verdade que o governo colombiano está negociando o fim da guerrilha com os próprios guerrilheiros, parabéns ao povo da Colômbia. O país poderá sarar suas feridas e partir com os filhos unidos para um futuro promissor. Chega de tanto sofrimento com AS FACADAS DAS FARC. 
 

MACEIÓ E NOSSA SENHORA Clerisvaldo B. Chagas, 27 de agosto de 2012. Crônica Nº 850 CATEDRAL DE MACEIÓ (governo estadual) Mai...

MACEIÓ E NOSSA SENHORA


MACEIÓ E NOSSA SENHORA
Clerisvaldo B. Chagas, 27 de agosto de 2012.
Crônica Nº 850
CATEDRAL DE MACEIÓ (governo estadual)

Mais uma vez a capital de Alagoas se engalana para homenagear sua Excelsa Padroeira, Nossa Senhora dos Prazeres. Um dia santo no início da semana é uma oportunidade de aliviar a fadiga do cotidiano, a orar, assistir missa e participar com amor a procissão. Os festejos relativos à Padroeira sempre foi um sucesso extraordinário, cuja tradição perdura levando multidões às ruas e avenidas de Maceió. Essa devoção à Virgem Maria, com o título de Nossa Senhora dos Prazeres é bastante antiga e teve sua origem em Portugal. A mãe de Jesus foi assim chamada para recordar as suas sete alegrias nesse mundo. Diz à tradição que essas alegrias foram reveladas pela própria Nossa Senhora a certo frade que sempre lhe presenteava com flores. As suas alegrias reveladas foram: a anunciação do anjo, visita à sua prima Isabel, nascimento de Jesus, vinda do Espírito Santo e sua Assunção e coroação como Rainha do céu. Em Alagoas, várias cidades e povoados trazem a Virgem Maria com essa denominação como padroeira. Em todos os lugares Nossa Senhora é homenageada em grande estilo.
A devoção à mãe de Jesus se expandiu e foi ficando cada vez mais forte, principalmente após a famosa aparição em Lisboa, no século XVI. Naquela época acontecia uma terrível peste que dizimava a população de Lisboa, Portugal. Maria apareceu em uma fonte e deu a graça à água para curar os doentes. Dizem que a aparição de Nossa Senhora foi à manifestação da bondade de Deus. Foi assim que teria nascido o costume de pedir a bênção para a água com a intercessão de Nossa Senhora dos Prazeres e levá-la aos enfermos. Foi nesse tempo que a mãe de Jesus, a Rainha do Céu, apareceu a uma menina pedindo a construção de uma igreja, para ser venerada com o título de Nossa Senhora dos Prazeres. Levando em conta o que o cristão prega que Deus não quer os seus filhos tristes, Nossa Senhora indicava o sentimento da Alegria. Quando os pedidos começaram a ser feitos, logo as graças começaram a acontecer. Essa tradição de fidelidade à mãe de Jesus enraizou-se em seu povo, espalhando-se por todos os lugares. Portanto, é com muita alegria que o maceioense para o seu trabalho no dia de hoje para venerar e exaltar sua Padroeira. Queremos cooperar um pouquinho com a capital alagoana, com a alegria dos Prazeres, com MACEIÓ E NOSSA SENHORA.

AS PEGADINHAS Clerisvaldo B. Chagas, 24 de agosto de 2012. Crônica Nº 849 Visitando pessoas amigas, ficamos diante da televisão...

AS PEGADINHAS


AS PEGADINHAS
Clerisvaldo B. Chagas, 24 de agosto de 2012.
Crônica Nº 849

Visitando pessoas amigas, ficamos diante da televisão, quando o pessoal da casa procurava assistir as pegadinhas. Confesso que não sou chegado a essa programação. Acho um absurdo deixar as pessoas em situações vexatórias para deleite do senhor apresentador e sua turma. Foi aí que uma pessoa daquela família disse que havia umas pegadinhas muito melhores. Quem quisesse se divertir seria bastante ligar no Guia Eleitoral e pronto. E assim foi feito. Até o menino da casa correu para mudar o canal e também participar da brincadeira. E não deu outra. Um desfile de figuras bizarras apresentando-se e pedindo votos. A cada uma das que se apresentava, a plateia apontava os defeitos, rindo escandalosamente. Até candidatos vestidos de palhaços havia, dizendo chavões, gargalhando e desmoralizando mais ainda o nosso sistema eleitoral. Dava a impressão de que pouquíssimos daqueles elementos teriam condições de fazer alguma coisa que preste, no cargo em que iriam exercer.
Enquanto o povo reclama dos maus políticos e se movimentou para o caso do ficha limpa, continuam as brincadeiras. Atraídos pelo salário de um vereador, a mistura social de tipos interessantes vai tentando chegar ao paraíso do dinheiro fácil. Não se fala mais em trabalhar, o negócio é ser político de qualquer jeito. Os que têm algumas economias vão gastando por conta, na certeza que tem dinheiro de sobra nos caixas das Câmaras Municipais. Nas ruas também, muitas músicas péssimas atormentam a população, desde as oito horas da manhã, numa latomia sem fim. É um desfile insuportável de sons de toda altura, sem regras nenhuma. Às portas dos candidatos, pelo menos no interior, famílias inteiras tiram plantões aguardando o dono da propaganda para as famosas explorações de campanha. Alguns candidatos de primeira viagem, vendo tanto gente a pedir e suas músicas a bradar, apostam que estão eleitos e vão distribuindo seus recursos na campanha. Muitos não sabem nem ler corretamente, mas querem ser grandes representantes e fazedores de leis.
Sem encontrar no momento, nada melhor para fazer, o povo continuará com esses representantes bizarros que ora proporcionam AS PEGADINHAS

CHOCOLATE É DEZ Clerisvaldo B. Chagas, 23 de agosto de 2012. Crônica Nº 848 FESTA DO CHOCOLATE (Fonte: Radar64.com). Todo mu...

CHOCOLATE É DEZ


CHOCOLATE É DEZ
Clerisvaldo B. Chagas, 23 de agosto de 2012.
Crônica Nº 848

FESTA DO CHOCOLATE (Fonte: Radar64.com).
Todo mundo sabe que chocolate é bom. Delícia! Nem sei se pode falar essa palavra “delícia”, pois, por causa dela um funcionário de empresa está pagando quinze mil reais por chamar a colega de “delícia” e “gostosona”.  Mas quanto ao chocolate, já deram muitos títulos ao filho do cacau. Imaginem os amigos como também esse produto é caro no mercado. Qualquer barrinha tem o poder de furar o bolso do consumidor. Pense então naquela barra grandona que faz a felicidade do viciado em chocolate! Mas nem todos são arriados por essa guloseima, deixando suas mordidinhas apenas para o tempo de páscoa ou para a festa de Natal onde se misturam as coisas. Cacau, mais um produto utilizado pelos antigos indígenas da América Central, presente para o branco do momento a preço de ouro e prestígio no mercado do mundo. No Brasil, o chocolate passou a fazer parte de famosos festivais de inverno, onde se misturam palavras portuguesas juntas ao inglês. Para muitos que gostam de festa, frio, vinho, queijo e chocolate, estão ali os paraísos da vida, baseados no dinheiro farto ou nas dificultosas economias.
O pobre também gosta de chocolate. Dá uma mordida no bicho, nem que seja coisa alhei, bem que deve compensar. Mas pessoas bem de vida também aproveitam a desgraça dos outros para o ato nada aconselhável de saquear lojas e caminhões tombados. Essa mania que pegou no Brasil, além de incentivar o roubo, afasta o sentimento de solidariedade como socorro às vítimas de acidentes. “A população saqueou a carga de chocolate transportada pelo caminhão que tombou na manhã desta quarta-feira (22), no Km 704, da BR-101, próximo ao município de Eunápolis, região sul da Bahia, informou a Polícia Rodoviária Federal (PRF)”. Vejam que situação. As vítimas lá gemendo, e os populares saqueando a carga, sem dor alguma na consciência, pois a vida passou a não valer nada mesmo, principalmente se for alheia. O saque acima poderia ter sido de qualquer tipo de carga, pois isto passou a ser rotina em nosso país. Mas acontece que essa era de chocolate, carga cheirosa e fácil de transportar que deve ter atraído muitos adolescentes para o ato que parecia uma festa.
Pelas fotos mostradas na Imprensa, o chocolate baixou bruscamente no sul da Bahia. Quando o produto não vai ao povo o povo vai ao produto. Afinal de contas, ao soar o alarme, alguém deve ter gritado: “Vamos a ele, não importa a marca, CHOCOLATE É DEZ”.

ARAPIRACA DÁ SOMBRA Clerisvaldo B. Chagas, 22 de agosto de 2012. Crônica Nº 847 ARAPIRACA. (Fonte: Wikipédia). Mesmo não send...


ARAPIRACA DÁ SOMBRA
Clerisvaldo B. Chagas, 22 de agosto de 2012.
Crônica Nº 847

ARAPIRACA. (Fonte: Wikipédia).
Mesmo não sendo arapiraquenses, os outros alagoanos comemoram a notícia sobre sua capacidade financeira. Foi demais o resultado publicado na revista Exame que mostra a cidade alagoana em 7º lugar em poder de consumo. Pesquisa feita entre cem cidades brasileiras apontou Arapiraca numa posição altamente favorável, principalmente por está situada no Nordeste. As cidades nordestinas que se situam na faixa estreita, filé de fertilidade, Agreste, cresceram e se tornaram importantíssimos pontos de convergências. É assim que cada estado nordestino possui sua cidade atrativa do interior e quase sempre na faixa Agrestina onde as terras são férteis e a pluviosidade ajuda. Destacam-se na região Arapiraca em Alagoas, Caruaru em Pernambuco, Campina Grande na Paraíba, Feira de Santana na Bahia e outras que ficaram famosas por seus eventos e progresso. Depois do anúncio de dois estaleiros no estado e a ampliação da fábrica da Braskem, nada melhor de que uma sobremesa para semear mais esperanças. Quem conhece Arapiraca sabe muito bem das suas potencialidades econômicas.
Com uma população de 214 mil habitantes e um PIB de quase dois bilhões, a “Capital do Fumo” demonstra a continuidade da sua expansão, nunca antes estagnada. O centro comercial e sua periferia estão sempre se modernizando, causando surpresas aos seus visitantes habituais. Arapiraca não só arrasta para si os municípios inteiros do Agreste Alagoano, mas também atrai parte do Sertão e do Baixo São Francisco, consolidando-se como excepcional polo do interior. Sua posição geográfica une várias regiões e, depois de Maceió, ninguém lhe faz sombra no desenvolvimento urbano e rural. Após a feira de Caruaru tinha a sua como a mais decantada. O seu movimento administrativo modernista, transferiu a feira para dar melhores condições e mais qualidade para servir a seu povo. Sua condição urbana vai se enchendo de cursos superiores que facilitam aos estudantes mais longe da capital. Atraindo cada vez mais, fábricas e outros empreendimentos importantes, a cidade alagoana não poderia deixar de bater o seu carimbo na pesquisa que circula nos sites do estado.
Arapiraca é uma árvore frondosa. E se é frondosa e grande está exercendo seu papel em Alagoas, no Nordeste e no Brasil, é a revista quem mostra: ARAPIRACA DÁ SOMBRA.

BOIS, BOIADEIROS E BARRETOS Clerisvaldo B. Chagas, 21 de agosto de 2012. Crônica Nº 846 BARRETOS. (Fonte: Edson Silva.Folha Pre...

BOIS, BOIADEIROS E BARRETOS



BOIS, BOIADEIROS E BARRETOS
Clerisvaldo B. Chagas, 21 de agosto de 2012.
Crônica Nº 846

BARRETOS. (Fonte: Edson Silva.Folha Press.).
Desembarcado no Brasil como esperança, discriminado pelo rei de Portugal na Zona da Mata Nordestina, o boi reverteu o quadro e o Sertão o abraçou. Atualmente sua agradável presença ocupa todas as cinco Grandes Regiões Brasileiras, levando alimento, história, diversão e folclore. Poucos animais domésticos são tão estimados quanto esse mamífero quadrúpede. Dizem que do boi não se perde nem o berro, pois o som é usado como modelo de buzina de automóvel. Foi ele quem desbravou o Sertão do Nordeste e abasteceu também outras regiões com os produtos do seu corpo, inclusive em épocas difíceis de guerras internas. O homem de vez em quando vai reconhecendo a importância dos animais domésticos, como criaturas de Deus a lhes servir e fazer companhia. Não é à toa que em Santana do Ipanema, Alagoas, encontramos uma estátua em homenagem ao jumento, animal que tanto fez pelo engrandecimento regional. Em Petrolina, Pernambuco, encontramos a estátua do bode, pois só o Sertão sabe quanto o caprino foi e é importante por aquelas bandas.
Em se tratando de festas que envolvem o boi, temos na Região Norte (reduto do peixe) a festa de Parintins ─ uma das maiores do Brasil ─ com os partidários dos bois Caprichoso e Garantido. No Nordeste, brilha a velha tradição da Vaquejada, acontecendo em inúmeras cidades da região. No Sul, destacam-se os torneios que encantam aos seus visitantes. No Sudeste, Barretos tornou-se internacional, sendo ponto de referência de rodeio, no mundo. No Centro-Oeste, as modas de viola não param de exaltar a figura do animal que predomina por ali. Voltando para Barretos que reúne vaqueiros, boiadeiros, domadores, “peões”, touros famosos, cantores, apresentadores e muitos outros profissionais, tem conseguido um espaço formidável na mídia nacional que reflete direto para o estrangeiro. A cidade virou desfile de moda, centro de espetáculos, ponto de encontros e lugar de investimento pesado. É certo que chega o turista sadio para despejar dinheiro na cidade, mas o que aparece para dar trabalho não está escrito.
Mesmo sem conhecer a cidade dos rodeios mais famosos do Brasil, vamos também nos empolgando com os sucessos dos seus empreendimentos. Afinal eles sempre estão de parabéns: BOIS, BOAIDEIROS E BARRETOS.

ASSIM A COISA VAI Clerisvaldo B. Chagas, 20 de agosto de 2012. Crônica Nº 845 MACEIÓ. (Fonte: viajeaqui.abril.com.br). A prese...

ASSIM A COISA VAI


ASSIM A COISA VAI
Clerisvaldo B. Chagas, 20 de agosto de 2012.
Crônica Nº 845
MACEIÓ. (Fonte: viajeaqui.abril.com.br).

A presença da presidenta Dilma Rousseff ao evento da Braskem, em Maceió, sem dúvidas, carimbou a importância daquele ato para Alagoas, Brasil e mundo. Vivendo em tempos passados os fechamentos ou transferências de várias indústrias por culpa das desastradas administrações estaduais, o alagoano havia perdido a sua autoestima. Tendo a indústria agro canavieira como suporte número um da economia, o estado se batia com uma série de desatinos que não vale a pena nem falar, porque chega a doer na alma, principalmente dos funcionários públicos. Nessa época até um leigo sabia que Alagoas não poderia continuar como nos tempos coloniais, sentado apenas na monocultura da cana-de-açúcar e suas crises. Nos últimos tempos, quando o Nordeste passou a se desenvolver, houve quem visse os grandes empreendimentos do Recife como benéficos para o seu vizinho do sul, porque indiretamente atingiria Alagoas. Mesmo sabendo que isso era verdade, ninguém por aqui se conformou, querendo o desenvolvimento também para o nosso pequeno território. Os polos se agigantavam no Recife, Salvador e Fortaleza, deixando os estados menores do Nordeste, com as possíveis sobras dos maiores.
Verdade seja dita, o atual governo (devendo muito ao Sertão, ainda) procurou novas alternativas para o estado e as indústrias foram chegando para consolidar a fase em que vivemos. Assim, a nova fábrica de PVC da Braskem, em Marechal Deodoro, tornando-se a maior fornecedora de PVC da América Latina, dá o salto esperado há muito, pelo alagoano. Muitas outras fábricas se instalarão em Alagoas tendo a Braskem como fábrica mãe, partindo como grande polo da química e do plástico, a exemplos de outras já instaladas. Anuncia-se para já, a construção de novo estaleiro em Maceió para fabrico de plataformas marinhas e futuramente de navios, com uma bela projeção para empregos e status de quem é grande. Outros dão como quase resolvida a questão do outro estaleiro, EISA, no município litorâneo de Coruripe, enorme para mão de obra, gigante para o progresso que ajudará na independência econômica da “Terra dos Marechais”. O investimento da Braskem, de R$ 1,1 bilhão, diz bem sobre a importância do empreendimento para um estado que passa a ser internacional no ramo do plástico.
Temos certeza de que muitas outras indústrias virão para Alagoas, não somente no ramo da química, do plástico, mas também em outros setores, aproveitando a situação geográfica e os incentivos atuais. Foi anunciado mais de 70 bons empreendimentos já implantados. Alagoas parece seguir finalmente o seu destino de pequeno grande estado que desperta para a seriedade. Vamos recuperar o tempo perdido, pois ASSIM A COISA VAI.

EXCURSÃO ARRETADA Clerisvaldo B. Chagas, 17 de agosto de 2012. Crônica Nº 844   Praia de Iracema. (Fonte: fabiobatera) Antes d...

EXCURSÃO ARRETADA


EXCURSÃO ARRETADA
Clerisvaldo B. Chagas, 17 de agosto de 2012.
Crônica Nº 844

  Praia de Iracema. (Fonte: fabiobatera)
Antes de amanhecer o dia, nós, concluintes da 8º Série, estávamos num ônibus alugado, defronte ao lugar chamado “Toca do Pato”. A Toca, sorveteria antes chamada “Pinguim”, ficava no Bairro Monumento, defronte a igrejinha de Nossa Senhora da Assunção, onde foram expostas as cabeças dos cangaceiros mortos em Angicos. Havíamos trabalhado o ano inteiro, fazendo diversas promoções para arrecadar o necessário ao passeio estudantil. O destino era Fortaleza, onde deveríamos passar três dias conhecendo a terra de Alencar. No comando estava o professor de Português, bancário Antônio Dias, o que nos assegurava boa recomendação dos pais. La fora caía uma garoa e as meninas iniciaram logo uma cantiga em voga que dizia: “cai, cai, sereno, devagar, meu amor está dormindo...”. Fomos pelo litoral e voltamos pelo interior. Pernoitamos no centro do Recife, tomamos banho em João Pessoa, na praia de Tambaú e dormimos em Natal. Pela madrugada fizemos uma seresta em lugar de alvas areias e lajeiros, aguardando o amanhecer em Fortaleza. Ficamos hospedados à Rua Senador Pompeu, num hotel de gente alagoana, radicada por ali há muito.
Nos três dias na capital cearense, conhecemos tudo que foi possível, sempre levados pelo motorista do ônibus, um galego, que a princípio nos pareceu muito chato. Depois da amizade feita, uma beleza! Acostumados com as belezas naturais de Alagoas, fazíamos sempre comparações. Dois lugares visitados foram o mercado modelo e a praia de Iracema. O que mais me impressionou foi à limpeza da cidade, que mostrava muito bem o cuidado dos seus habitantes. Dali, viajamos rumo a Mossoró, atravessamos um trecho enorme completamente desabitado, cuja vegetação não passava de garranchos em torno de dez ou quinze centímetros de altura. Finalmente adentramos ao Juazeiro, com uma bela vista do Vale do Cariri. Conhecemos todos os lugares visitados pelos romeiros, depois fomos dar uma volta pelo Crato, cidade onde almoçamos. Não me lembro de termos visitados outros lugares interessantes. Quando retornamos a Santana do Ipanema, bem que havia sobrado dinheiro da excursão. Escolhemos um destino para aplicar o resto da verba e ficamos eufóricos com o passeio, ainda por muitos dias, fazendo inveja às outras turmas do Ginásio Santana. 
Após o passeio a Fortaleza, cada um seguiu seu rumo na vida, procurando um 2º Grau em centros como Maceió, Recife e outros. Hoje, sexagenário, vamos recordando vez em quando essa EXCURSÃO ARRETADA.

UM SANTO DE RESPEITO Clerisvaldo B. Chagas, 16 de agosto de 2012. Crônica Nº 843 PIRANHAS - AL. (Fonte: UOL. EcoViagem). Quand...

UM SANTO DE RESPEITO


UM SANTO DE RESPEITO
Clerisvaldo B. Chagas, 16 de agosto de 2012.
Crônica Nº 843

PIRANHAS - AL. (Fonte: UOL. EcoViagem).
Quando o poderoso rio São Francisco penetra em Alagoas, vai formando canhões, vales e barrancos, desenhando um oásis por dentro das caatingas. Em sua belíssima jornada em terras alagoanas, elegantemente banha cidades que engradeceram a história do povoamento interiorano. Pela margem esquerda encontra Piranhas, cumprimenta Pão de Açúcar, acena para Traipu, beija São Brás, alarga-se em Penedo e se despede em Piaçabuçu, quando se abraça com o mar. Chamado carinhosamente de “Velho Chico”, o rio ajudou nas conquistas desde a época das sesmarias, aos compradores de terras, desbravadores, fazendeiros que enfrentaram todos os perigos na ocupação que teve início em Penedo, primeiro povoamento de Alagoas. As histórias da expulsão holandesa de Penedo, sua cultura, o folclore e as lendas do rio, a visita de D. Pedro II e as investidas de Lampião, moldaram o quadro espetacular do Baixo São Francisco. Já aconteceu por ali a culminância das grandes navegações e parceria com a via férrea que orgulhava Piranhas. As estradas de rodagem, o asfalto, os transportes rodoviários, deram um golpe tão forte na região que ainda hoje a dor continua no marasmo ribeirinho.
Um sonho antigo, alimentado por governos estaduais anteriores, procurava interligar todos os municípios ─ de Penedo a Piranhas ─ margeando o rio. Infelizmente a proposta sonhadora e demagógica nunca foi realizada. Ontem, os jornais alagoanos mostraram o governador dialogando com representantes do governo central, tentando garantir recursos e entrar como parceiro para a realização da obra. É bem possível que o governador tenha conseguido o seu objetivo para que o velho sonho torne-se uma realidade. Uma estrada turística e de integração, trará, sem dúvida, sangue novo para todas as cidades e povoados que vivem de recordações. Recentemente descoberto pela rede Globo e suas novelas, o município de Piranhas, por exemplo, foi mostrado ao mundo inteiro em toda a sua magnificência. Por ali as histórias cangaceiras se arrastam também até Pão de Açúcar e São Brás, deleitando os aficionados. Os olhos estão atentos, mas a boca não para com os deliciosos cardápios do rio e da caatinga. Para quem perambula por aquele misto de paraíso e de passado, vai ter muitas alegrias dentro do coração quando iniciarem as obras rodoviárias.
Por ali já existe uma rodovia que leva o nome do saudoso cantor Altemar Dutra. Uma sugestão, uma vez realizado o sonho, não seria bom colocar nome de encarnado. Ficaria muito bem a referência Rodovia São Francisco, UM SANTO DE RESPEITO.

SERPENTES COMEM SERPENTES Clerisvaldo B. Chagas, 15 de agosto de 2012 Crônica Nº 842 Em nosso livro, “Floro Novais, herói ou bandi...

SERPENTES COMEM SERPENTES


SERPENTES COMEM SERPENTES
Clerisvaldo B. Chagas, 15 de agosto de 2012
Crônica Nº 842

Em nosso livro, “Floro Novais, herói ou bandido?”, publicado em 1985, diz à página 67, sobre os apelidos que o famoso vingador alagoano dava às suas armas. “Floro Gomes Novais não se apartava de um revólver calibre 38 de marca “Smith & Wesson” que fazia peso na cintura e cujo apelido dera a essa arma de “Salamanta”. A tiracolo, em um dos bornais, levava o seu famoso “Colt 45” a quem chamava de “Cobra Preta”, justificando o apelido por dizer que “cobra preta não mordia, mas engolia as outras”.  As demais armas de Floro também possuíam apelidos, como o eficiente mosquetão modelo 1922, chamado por ele de “Alecrim”. Olhando pelo perigoso ângulo ofídio da Pseudoboa cloelia, ofiófaga, isto é,  comedora de outras serpentes, bem que Floro Novais conhecia as espécies sertanejas em cuja caatinga nascera e com elas convivia. A Cobra Preta também é conhecida como Muçurana, por ser parecida com o muçum, mas também recebe outras denominações. De fato, a Cobra Preta é imune ao veneno das outras cobras (menos o da Coral) e faz a limpeza da área devorando cascavéis, jararacas e outras terríveis e temidas dos sertões.
À medida que o país vai se transformando, a área política não poderia ficar imune. Com os apertos da Imprensa, Igreja, ONGs, escritores e povo, a pressão aumenta nas faltas cometidas pelos políticos em geral, principalmente em cima da corrupção e da mordomia com o dinheiro das diversas classes sociais. Nesses aspectos ainda estamos distantes de países mais sérios e mais sólidos. Agora salta a surpresa de que alguns senadores querem cortar os salários dos vereadores em municípios de até cinquenta mil habitantes. O apoio está sendo grande e a proposta poderá se tornar realidade, embora creiamos que haverá uma boa briga entre eles. Não tenham dúvidas de que o povo apoiará a iniciativa dos senadores, mas isso revela o ditado popular que diz: “Vão-se os anéis e ficam os dedos”. Os senhores lá de cima querem entregar os vereadores como “bois de piranhas”, para salvarem a pele do Senado sob pressão social do Brasil que não aguenta mais tanta safadeza dos parlamentares das três esferas.
Nós, o povo, temos obrigação de apertar o cerco contra todos eles, até que o cargo de um senador, deputado ou vereador esteja completamente limpo, sem nenhum anzol contra o dinheiro suado dos trabalhadores. Queremos entrar na lista dos países sérios também na área dos seus representantes. Mas, logo chegará à vez de todos. Por enquanto, acompanhemos de perto a manobra dos senadores imitando a arma “Colt 45” do vingador Floro Novais: Serpente sem veneno, mas engole as outras. Depois será a vez da serpente maior (povo) engolir a cobra preta. SERPENTES COMEM SERPENTES.

AGORA SIM Clerisvaldo B. Chagas, 14 de agosto de 2012. Crônica Nº 841 Matriz de Senhora Santana. Cartão Postal. Batemos muit...


AGORA SIM
Clerisvaldo B. Chagas, 14 de agosto de 2012.
Crônica Nº 841

Matriz de Senhora Santana. Cartão Postal.
Batemos muito em nossos trabalhos sobre a expansão travada de Santana do Ipanema. Gente da prefeitura chegou até a declarar que a cidade não possuía terrenos  para vender, na tentativa de ludibriar o povo e não trazer para a cidade empresas e repartições públicas. Como não possuir terreno? Santana não é nenhuma cidade fantasma que não ocupa terreno algum. A omissão das autoridades é por conta do egoísmo desastrado de não querer Santana desenvolvida, não aceitando a instalação aqui de indústrias de renomes internacionais e repartições de Ensino que poderiam acabar com o voto ignorância. Mas os que ocupam a prefeitura continuam nessa política mesquinha de 1920 em travar o progresso para dominar “legiões” de burros. Claro que encontrar um lugar para um prédio comercial no centro de Santana não é coisa fácil, mas não se pode instalar de tudo somente no centro. Estão aí os exemplos da UNEAL, construída na periferia, O Batalhão de Polícia, O Fórum, a Receita Estadual, uma fábrica de artigos de mármore, postos de gasolina e prédios enormes para depósitos de mercadorias, Igreja, escola municipal modelo, Hospital Geral, fábrica de gesso e, recentemente, construções para cursos da UFAL e IFAL. Tudo foi construído em terrenos e não no ar, no espaço dos aviões.
Sempre falamos que a expansão comercial de Santana nada deve a prefeitura, mas sim, a capacidade de seus empreendedores. O município nunca teve coragem ou interesse em adquirir um palmo de terras para incentivar nada em nossa cidade, sequer um cemitério. Ultimamente, porém, os próprios donos de terrenos nas cercanias, estão destravando a expansão urbana que estava metida em camisa de força. Tudo teve início quando um particular resolveu comprar um terreno desprezado no bairro Barragem, loteando-o e provando que era um bom negócio. O local está completamente habitado e muito bonito. Agora outro proprietário está loteando sua fazenda que terminou cercada pelo casario no Bairro Lajeiro Grande. Digno de louvor, o trabalho do senhor Valdir Rego, que rapidamente está beneficiando os lotes e vendendo muito. No bairro São Vicente, em breve, terá início mais outro loteamento importante, logo na saída para o povoado São Félix, com investimento também de cidadãos dos Estados Unidos. O sítio Lagoa do Mato, saída para a outra cidade, Olho d’Água das Flores, uma antiga granja vai ser toda loteada formando condomínio de luxo, com empreendedores portugueses e espanhóis que descobriram que Santana é cidade polo e tem futuro para o capital empregado.
Acabei de provar, portanto, que meus gritos nessas crônicas, serviram para alguma coisa. Os proprietários dessas terras loteadas por eles ou vendidas com o mesmo fim, estão de parabéns pela nova mentalidade. É sempre bom alertar que o sítio Lagoa da Mato, tem um amplo pedaço de caatinga, que bem poderia ser uma reserva verde para Santana e melhor estudada. O que o poder público deixa de fazer, o povo faz, AGORA SIM!