quinta-feira, 7 de outubro de 2010

PEGAR O BONDE

PEGAR O BONDE
(Clerisvaldo B. Chagas, 7 de outubro de 2010)
     Os apelos das eleições continuam segurando as pessoas que parecem sonolentas, mas ainda curiosas pelo que ainda vem por aí. As alianças são formadas às claras ou nos bastidores, com o perdedor querendo pelo menos uma raspinha do todo que não conseguiu. O leitor já conhece aquela história do macaco que se deparou com um cacho de bananas pendurado em lugar difícil. O símio fez carreira, pulou, mas não conseguiu atingir a penca. Depois de tentar várias vezes, o máximo foi passar as pontas dos dedos nas deliciosas bananas madurinhas. E como já estava cansado, vendo que não conseguiria realizar a façanha, foi obrigado a desistir. E para enganar a si próprio afirmou: “para que tanto esforço por uma coisa que nem gosto!” Ê companheiro, tem muita gente que apostou alto demais e agora se encontra na posição do macaco. Os que antes se acusavam, não somente mostrando a cara de ferro velho de adversários, inclusive com desafios coronelescos, hoje se afagam, se apertam, se beijam em nome de salutar união democrática. Os cálculos dos que perderam talvez sejam mais em cima do que iriam levar mensalmente do que mesmo o que desembolsaram. Uma união agora apaga todas as mágoas das acusações anteriores. A mesma cara conhecida que enfrentou a censura dos eleitores, mostra a mesma madeira para fazer alianças e nem perder de vista o cacho todo de bananas.
     Ontem mesmo um cidadão famoso no mundo do rádio, desabafava sua derrota nas urnas, acusando o povo nos mais diferentes aspectos. Muita coisa que o jornalista falou representa a verdade da compra de voto que não fica restrita ao interior. Mas não adianta falar do povo agora aquele que não conseguiu se reeleger. Ninguém é inocente sobre as manobras que existem no mundo complicado da política. Quem entrou e perdeu deveria ter ficado sem nada falar, porque fez parte do jogo sujo e lutou o quanto podia. Quanto vale agora uma eleição para prefeito em pequenas e médias cidades do interior? O cidadão mesmo dizia custar em torno de cinco milhões. Talvez não seja isso tudo, mas a última aqui na região foi falada e decantada em quatro. Já dizia outro político, há bastante tempo, que a eleição mais cara do estado era a de Santana do Ipanema. Inflação causada por eles mesmos na base dos cenzinhos. Hoje, segundo gente do ramo, para ser prefeito em Santana, ninguém gastará menos de quatro milhões. Menos do que isso é gastar e perder, ainda segundo a fonte.
     Por mais que não quiséssemos falar em política, não conseguimos comentar uma seleção brasileira de futebol tão misteriosa que foge ao pensamento dos mais apaixonados. Uma mistura grande, jogando no desconhecido e com pouca divulgação dos seus bastidores, tenta em vão nos tirar do segundo turno. O Brasil vai adiando as grandes decisões, agora nem Dilma, nem Serra, nem o treinador Mano. Coloque a mochila às costas e vamos PEGAR O BONDE.


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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

FAZENDO UM ARTE

FAZENDO UM ARTE
(Clerisvaldo B. Chagas, 6 de outubro de 2010)
     Fez muito bem a equipe do portal MALTANET em estampar a figura do grande artista plástico Roninho. Para muitos, o artista dispensa comentários, pois o seu trabalho já bastante conhecido vai deixando as barreiras do município, do estado, ganhando outra dimensão muito mais confortável, merecidamente. A princípio, com suas pinceladas sendo apenas motivos de riso, Roninho se foi firmando em território alagoano fazendo valer o seu estilo interessante e peculiar. Antes, o seu irmão Roberval Ribeiro, com óleo sobre tela, caricaturas e produção de gibis como o do personagem Zé das Cruzes, fez muito sucesso por onde andou. Depois o famoso artista trabalhou conosco como diagramador e caricaturista do Jornal do Sertão, alegrando as páginas daquele matutino para o leitor de Alagoas e de várias capitais do Nordeste. Atualmente Roberval trabalha apenas na sua empresa localizada em Santana do Ipanema, onde serve o Sertão inteiro e é ponto de referência. Por sinal, é ele o autor da capa do livro que pretendemos lançar ainda este ano (estamos articulando) o paradidático “Ipanema um Rio Macho”. Portanto, Roninho já traz nas veias o poderio do seu trabalho. O artista santanense caracteriza suas obras representando cenas do cotidiano sertanejo. Roninho focaliza os aspectos sociais, chamando atenção como uma espécie de denúncia, das mais diferentes situações difíceis do homem do campo. Suas obras em forma de caricatura, além do exagero de cenas, carregam na tintas vivas como um grito forte por socorro do lugar onde reside. O apreciador do seu trabalho logo encontra o riso fácil, mas também a gravidade da denúncia que está claramente mostrada em suas telas pitorescas. Esse grande artista do Bairro Camoxinga, mora vizinho à Praça das Artes que se transformou no aleijão abandonado de Santana.
     Certa feita ouvimos da secretária de Cultura de Arapiraca (outra gestão) sobre o incentivo aos artistas daquele município. Dizia ela que a Secretaria havia feito um trabalho muito bonito e bem feito que seria motivo de orgulho. Entretanto a coisa não estava dando certo e havia muitas reclamações. Foi feito, então, um trabalho investigativo e detectada a causa. É que o projeto era bonito, mas veio de cima para baixo, os artesãos não haviam sido consultados. Usando novas estratégias, aí sim, pois foram os próprios artistas que disseram como queriam a associação ou coisa parecida. Em Santana do Ipanema estar acontecendo o primeiro caso, pois temos ouvidos inúmeras reclamações de artistas, muitos ainda no anonimato. Um exemplo gritante de insatisfação é com o logradouro representativo da classe que hoje virou local de tudo que não presta, a Praça das Artes. E ao invés de Santana do Ipanema de fato representar a arte, vai apenas remendando, pelejando e FAZENDO UM ARTE.


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