terça-feira, 31 de outubro de 2017

OS GRITOS DE SOCORRO DO SANTO



OS GRITOS DE SOCORRO DO SANTO
Clerisvaldo B. Chagas, 1 de novembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.771

RIO SÃO FRANCISCO. Foto: (Cultura Mix).
Não é de agora que os rios brasileiros vêm pedindo socorro desesperadamente. Alguns devidos aos problemas globais que afetam os climas do Globo, outros nacionais provocados pelo próprio homem e ainda os regionais que vão se revelando da nascente à foz. E quando o socorro chega em forma de dinheiro para saneamento de cidades, quase sempre se perde no meio da corrupção enraizada e fulminante esfaqueadora do País. Continuamos sofrendo uma goleada de derrotas em tentar salvar a Natureza, cujos resultados estão à mostra em todas as Cinco Grandes Regiões Brasileiras. Os que tentam abrandar os castigos humanos se defrontam com dois perigosos e implacáveis inimigos: a ignorância e a corrupção que jamais erguem para a verdade a bandeira branca do Tá Bom.
Está aí o exemplo com o rio Ipanema recebendo outro rio de fezes todos os dias, todas as horas, sem o mínimo do olhar de cima. O resultado é a situação caótica em que se encontra o seu grande coletor, o rio São Francisco, recebendo as imundícies próprias e de afluentes poderosos, além da coleira imposta pela baixa vazão. É assim que o mar invade o rio penetrando pela sua desembocadura, outrora  cheia de abundância para a população ribeirinha. A água salgada vai penetrando cada vez mais forte rio acima causando prejuízo na economia local, arrasando povoados, destruindo plantações, salgando a corrente e contaminando o subsolo com as cacimbas da sobrevivência.
Agora mais essa denúncia sobre o povoado Potengy, no município de Piaçabuçu, onde os médicos dizem que uma população de cerca de 900 habitantes, vai ficando hipertensa devido ao sal da água consumida. Enquanto a salinidade tem um limite tolerável de meio grama por litro, a água contaminada pelo mar se apresenta com 27.
E quando o povo diz que “o cão está solto” é de se ficar imaginando se é o cão cachorro, o cão dos infernos ou o cão filho de Adão e Eva.








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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

SURGE EM SANTANA EMPRESA DE PALESTRAS

SURGE EM SANTANA EMPRESA DE PALESTRAS
Clerisvaldo B. Chagas, 31 de outubro de 2017
Escritor Símbolo de Santana do Ipanema
Crônica 1.770

MONTES DE SANTANA. Foto: (Clerisvaldo B. Chagas).
Surgiu em Santana do Ipanema à empresa Focus Binarius Palestras para atender o Sertão, o estado de Alagoas e em outro qualquer estado da União. Focus Binarius Palestras é formada por uma equipe idônea, tendo à frente o professor Clerisvaldo Braga das Chagas, escritor e especialista em Geo-História, o professor Marcello Fausto, a professora Maria Vilma Lima e Maria Inês Lima Carvalho com igual formação. Inicialmente a Focus Binarius estar oferecendo palestras sobre a Geografia e a História de Santana do Ipanema para multiplicadores da nossa Geo-História e para outros interessados. No primeiro momento, estamos nos dirigindo a professores dos cursos Fundamental, Médio e Superior e a alunos, notadamente, do Nono Ano em diante. Estamos abertos também para outros segmentos como o Comércio a Indústria, Serviços e órgãos culturais.
Em breve, a Focus Binarius (Fogo Duplo) estará divulgando lista de palestras com temas variados como: Padre Cícero, Frei Damião, O Mundo Encantado do Repente Nordestino, Cordel, Lampião em Alagoas, Negros em Santana, O Romance e Sua Urdidura, A Crônica, juntamente com as citadas A Gênese de Santana do Ipanema, a Geo-História de Santana do Ipanema, a História Iconográfica de Santana e O Rio Ipanema. Neste presente momento, para os dois últimos temas, a Focus Binarius oferece ao contratante, três opções: Palestra de uma hora e meia com perguntas e respostas; seminário de 12 horas (três turnos); e aula viva com turnê pelo centro da cidade e periferia (20 horas - cinco turnos).
A Focus Binarius Palestras estreou a sua fase profissional no sábado passado na União Sertaneja de Escritores, com o tema “A Gênese de Santana do Ipanema”, com a presença de escritores de três estados nordestinos. Logo, logo teremos uma palestra sobre o Padre Cícero, provavelmente no Bairro Camoxinga ou Lajeiro Grande. Cachês e outros assuntos virão após os primeiros contatos com os clientes, cuja agenda para as palestras terá um espaço mínimo de 15 dias e pela ordem.




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domingo, 29 de outubro de 2017

ACONTECEU NA AVENIDA

ACONTECEU NA AVENIDA
Clerisvaldo B. Chagas, 30 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.769

Perto do Centro Comercial de Santana do Ipanema, foi aberta há muito, a Avenida Nossa Senhora de Fátima e inaugurada (ninguém sabe disso), pelo cidadão chamado Luís Fumeiro, o mesmo que fundou o time do Ipiranga, o bloco dos cangaceiros e a Avenida Pancrácio Rocha. Quando falamos em inauguração, queremos dizer que foi ele o construtor das primeiras casas de ambas as avenidas. A Nossa Senhora de Fátima, recebeu de Luís Fumeiro (entrevista no “Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do Ipanema”) as cinco primeiras casas da sua formação. E nesta mesma via foi construído um prédio especial com três compartimentos para receber a Empresa de Força e Luz, com força motriz. Depois que o prédio ficou ocioso, foi ocupado pelo Tribunal do Júri e depois pela atual Câmara de Vereadores.
Pois foi, então, no espaço da Câmara de Vereadores Tácio Chagas Duarte – cujo nome não consta na fachada do edifício – que aconteceu no sábado passado o lançamento do livro Antologia, pelas organizadoras Kélvia Vital e Lícia Maciel, através da União Sertaneja de Escritores. Com a elite de escritores dos sertões, alagoano, sergipano e baiano, presentes, o evento teve início às nove horas e se prolongou durante toda o tarde, cheio de atrações tão coruscantes tal qual o Astro Rei que brilhava nos céus da terra de Senhora Santa Ana. Foi um prazer enorme em estar representando o nosso torrão com a palestra “A Gênese de Santana do Ipanema”, no que se refere ao aspecto habitacional e sua expansão.
Em vista de compromissos assumidos anteriormente, não tive o prazer de conviver com tantos intelectuais durante o turno vespertino, mas bastou à manhã para constatar a organização, a grandeza dentro da simplicidade, o encontro da nata literária de dezenas de escritores e convidados ilustres que até as próprias letras foram ofuscadas. O que dizer diante de tão magnífica efeméride, se não parabenizar, encorajar e esquentar as mãos de tantos aplausos às duas jovens Kélvia Vital e Lícia Maciel? Agradecemos em público pela oportunidade da apresentação na orelha do livro “Antologia”, pelo espaço da crônica no compêndio: O Carro de Zé Limeira e pela palestra ministrada no início dos trabalhos.
Vida longa às fruteiras e aos frutos.



                                                        

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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

AMANHÃ NA CÂMARA

AMANHÃ NA CÂMARA
Clerisvaldo B. Chagas, 27 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.767

União Sertaneja de Escritores
Grande expectativa aguarda o lançamento da Antologia, livro produzido pelas bravas defensoras da Literatura em terras santanenses, Kélvia Vital e Lícia Maciel. O gesto de grandeza e amor às letras em caçar talentos e lançá-los no mercado, seria mais para o papel de Instituições especializadas. Está aí o mérito das duas protagonistas em não aguardar o que não vem. Elas mesmas resolveram fazer acontecer, iniciando com êxito esse movimento que por certo faz mais forte a União Sertaneja de Escritores. Depois do primeiro encontro “poesia na mesa”, ficou evidente o sucesso e o caminho dessa nova fase que estar acontecendo em terras de Senhora Santa Ana.
Fico por demais agradecido em participar desse movimento a convite da cepa componente. Fazendo parte da Antologia, tanto com uma página literária: O Carro de Zé Limeira – crônica considerada peça histórica – quanto pela apresentação na orelha do livro, ainda continuo grato pela oportunidade de apresentar a minha terra amanhã (sábado 28) na Câmara de Vereadores Tácio Chagas Duarte, em palestra  matutina. É sangue novo que tenta revolver a terra fértil com esse movimento da prosa e da poesia.
Amanhã estaremos também experimentando algo novo, um dia completo dedicado à Cultura, coisa que não estamos habituados. É uma jornada longa para testar o fôlego literário dos presentes, mas salutar e festivo para o nosso sertão alagoano. E, compartimentando o evento, iremos falar de uma fração da longa história santanense (1771-2017) no que se refere à formação física da nossa cidade com seus blocos habitacionais e suas expansões. É um capítulo inédito do livro “O Boi, a Bota e Batina, História Completa de Santana do Ipanema”.

Aguardamos a todos para esse encontro com as Letras na Rua Nossa Senhora de Fátima.

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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O SOBRADO DO MEIO DA RUA

O SOBRADO DO MEIO DA RUA
Clerisvaldo B. Chagas, 26 de outubro de 2017
                                     Escritor Símbolo do Sertão Alagoano                                    
Crônica 1.767

O chamado pelo povo, “sobrado do meio da rua”, em Santana do Ipanema, Alagoas, era muito elegante na sua arquitetura. Construído no tempo de vila para fins comerciais, funcionava com três lojas no térreo e um salão total que ocupava o primeiro andar. Nos anos sessenta, as três lojas eram ocupadas da seguinte maneira: Na cabeça mais baixa, o comerciante José Constantino e depois Manoel Constantino, negociando com armarinho. No meio, Arquimedes, com vendas de autopeças e, na cabeça mais alta, Abílio Pereira de Melo negociando com armarinho. A casa de José Constantino era chamada “A Triunfante”. A de Abílio Pereira, “Casa Atrativa”. As três lojas do sobrado tinham as portas voltadas para a Praça Manoel Rodrigues da Rocha, como fundos, estando sempre fechadas. Nos fundos do “sobrado do meio da rua”, acontecia nas festas da padroeira à soltura de balões e as armações da onda e do curre. O curre era o carrossel, a onda, mais rústica, era uma tábua grande e redonda segura por vergalhões num mastro central e que rodava perigosamente com dezenas de pessoas sentadas. Um sanfoneiro tocava perto do mastro central à luz de um candeeiro. Os foguetes eram soltos no Beco São Sebastião.
No primeiro andar do sobrado, funcionou de acordo com a época, colégio, teatro, cinema e até o Tribunal do Júri. Era grande atração os debates que aconteciam entre advogados e promotores durante os julgamentos. Ninguém queria perder a contenda entre o advogado Aderval Tenório e o promotor Dr. Fernando. Combates de estremecer o prédio.
Entre a parte considerada da frente e o prédio vizinho denominado “prédio do meio da rua”, formava-se o espaço onde funcionava a feira do fumo, aos sábados. As tardes carnavalescas também eram realizadas neste mesmo espaço quando uma orquestra tocava para todos. Ao mesmo tempo em que estava havendo a folia entre os dois casarões, estava também havendo Carnaval para jovens e crianças no salão do Tênis Clube Santanense. A Casa “Rainha do Norte”, loja de tecidos do empresário Tibúrcio Soares, ficava ao fundo e vendia tudo para Carnaval: confete, máscaras, lança-perfume e tudo o mais.
Primeiro foi demolido o prédio do meio da rua, depois o sobrado do meio da rua teve o mesmo destino. O vazio, antes ocupado pelos dois edifícios, fez um amplo silêncio de perda e de morte na tradição santanense.




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terça-feira, 24 de outubro de 2017

OS SEGREDOS DE SANTANA DO IPANEMA


OS SEGREDOS DE SANTANA DO IPANEMA
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.766

RAVINA NO JOÃO GOMES.  Foto: (Clerisvaldo B. Chagas).
Vez em quando vamos revelando os segredos da Geografia e da História de Santana do Ipanema. Eles estão no CPF do município, “Ipanema um Rio Macho”; na identidade municipal, “230, Monumento Iconográfico aos 230 anos de Santana do Ipanema”; e no seu DNA, “O Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do Ipanema”. Vamos revelar hoje um acidente geográfico que os professores não conhecem e nunca foram lá. Trata-se da “ravina” do riacho João Gomes, localizada a três km do centro da cidade, na Al-130. A ravina muitas vezes confunde-se com os nomes: canyon ou cânion ou canhão, vala, ribanceira, riba, voçoroca, desfiladeiro, abismo.
A ravina é formada pelo fluxo de água doce em rios intermitentes, sobre determinado tipo de terreno. O riacho João Gomes, tem percurso pequeno, nasce, escorre e tem a sua foz ou barra no rio Ipanema, tudo dentro do próprio município. Ao cortar a AL-130, forma sua ravina pequena, profunda e bela, escondida dos passantes. Contemplar a ravina de cima da ponte estreita é um perigo, iminente e real devido ao tráfego intenso da AL. Por outro lado, a vegetação exuberante das margens, impede a visão. Existem árvores com mais de vinte metros margeando.  A ravina está situada em área de reserva e o riacho deve ter levado milhares de anos para escavá-la na rocha viva e deixá-la como hoje é vista com cerca de 15 ou 20 metros de altura por 10 a 12 de largura. Caminhar pelo fundo do canhão dá um prazer imenso para os pesquisadores. Infelizmente os nossos professores da área, não são estimulados para as pesquisas de campo.

O riacho Camoxinga também forma uma ravina perto da foz, no local denominado Ponte do Urubu. Entretanto, é uma ravina escavada em terreno plano e arenoso, inclusive nas próprias areias trazidas através de milhares de anos pelo riacho e acumuladas em toda a área da Ponte do Urubu. Já está em nosso livro “Repensando a Geografia de Alagoas”. Esta semana estaremos oferecendo palestra, seminário e aulas vivas, sobre a nossa história e geografia para escolas, empresas e a quem se interessar, em termos profissionais. Trata-se da equipe FOCUS BINARIUS. Caso haja interesse, enviar email: (clerisvaldodaschagas@gmail.com).

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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

TEATROS GREGOS E SANTANENSES

TEATROS GREGOS E SANTANENSES
Clerisvaldo B. Chagas, 24 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.765

Sobrado do meio da rua. Santana do Ipanema.
“O teatro grego nasceu de uma festa religiosa e cívica em homenagem ao seu deus Dionísio, o mais jovem deles. O ponto alto dessa festa era o concurso de teatro. As peças eram representadas ao ar livre, em um mesmo dia. Eram encenadas várias peças. Os espetáculos começavam pela manhã e reuniam milhares de pessoas. Todos eram incentivados a comparecer aos espetáculos teatrais. Os pobres podiam assistir gratuitamente. Em Atenas, todas as atividades eram interrompidas em dia de espetáculo. Os autores teatrais gregos escreveram peças que continuam sendo montadas hoje no mundo inteiro. Os gregos foram os inventores de dois gêneros teatrais consagrados: a Comédia e a Tragédia. A tragédia grega tinha como tema a mudança drástica do destino das pessoas. Já a comédia recorria aos costumes e aos políticos”.
·         JÚNIOR, Alfredo Boulos. História, Sociedade e Cidadania. FTD, São Paulo, 2015. Págs. 236-237.

Em Santana do Ipanema, cidade polo do sertão alagoano, tivemos três teatros em sua história. O primeiro foi fundado pelo coletor federal e maestro, Manoel Vieira de Queirós, ainda nos tempos de vila. Recebeu o nome de “Sociedade Musical Dramática Santanense” e funcionou no primeiro andar do “sobrado do meio da rua”. O segundo teatro de Santana, no início da década de vinte, foi fundado por Valdemar Lima, José Limeira Filho e João Fialho. Funcionava no mesmo local do primeiro. O terceiro teatro da cidade foi fundado em 1952, pelo, então, universitário, Aderval Wanderley Tenório, denominado “Teatro de Amadores de Santana”. O “quarto teatro e último de Santana do Ipanema foi fundado por Clerisvaldo Braga das Chagas e Albertina Agra com o nome de “Teatro de Amadores Augusto Almeida”. Funcionava no auditório do Ginásio Santana com a cortina vinho do terceiro teatro. O vestígio encontra-se em foto com o nome na fachada (livro: “230 Monumento Iconográfico aos 230 anos de Santana do Ipanema” que será lançado em breve); e também no gradeado – visto por quem passa e presta atenção – nas duas janelas do auditório, feito pelo marceneiro Antônio d’Arca e pintado por Clerisvaldo Braga das Chagas.

Infelizmente todos tiveram vida efêmera. Os detalhes estão no livro “O Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do Ipanema” cujo autor procura fontes alternativas para publicação do maior documentário jamais produzido no interior alagoano. (1771-2006).

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domingo, 22 de outubro de 2017

MEMORIAL RIO IPANEMA

MEMORIAL RIO IPANEMA
Clerisvaldo B. Chagas, 23 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.764

Rio Ipanema em agosto de 2017. Foto: (Clerisvaldo B. Chagas).
Mais uma vez vamos batendo na tecla referente ao rio Ipanema que conquistou o seu dia no calendário anual do município. Precisamos preservar a história do Panema desde a descoberta da sua foz no Século XVII. Nada mais justo, portanto, do que a construção do seu memorial Geo-Histórico e de Artes no prédio do antigo Matadouro Otacílio Bezerra, no Bairro Barragem. Levando-se em conta que o local está condenado para continuar matadouro, a dimensão do prédio, o curral e seus arredores, podem ser transformados em museu com uma boa reforma arquitetônica, moderna e avançada. Honra-se assim a história do rio e do povo ribeirinho desde as nascentes, em Pesqueira (Pernambuco) a Belo Monte (Alagoas).
Ali conservaríamos para estas e as gerações futuras, todo o material de tradição do rio. Utensílios de pesca (tarrafa, litro, anzol, covos); restos das antigas canoas; artesanato (chapéu de palha e couro, ex-votos, caçuás, cangalhas, ancoretas, casa de taipa, cerâmica indígena, objetos usados na construção das pontes, da barragem...) E inúmeros outros objetos que as técnicas avançadas conseguem fazer com os museus dinâmicos. O rio que fez nascerem em Alagoas importantes cidades como Santana do Ipanema, Poço das Trincheiras, Batalha e inúmeros povoados, precisa ser reconhecido, além do seu dia, com um Memorial à altura que seja um grandioso marco na cultura de Santana para toda a juventude estudiosa, turistas e pesquisadores.
E por falar em Museu, o antigo deveria ser reconstruído como casarão histórico (réplica) em outro local para desobstruir o centro, que não suporta mais a falta de espaço com o museu em lugar, hoje, impróprio. O casarão é histórico, mas nem tão histórico assim.

Voltando ao Memorial Rio Ipanema, O prefeito anterior prometeu, como resposta aos projetos da AGRIPA, mas não chegou junto com a transformação do matadouro em memorial, com a Estação Meteorológica, vizinha e, com uma estação de mudas para reflorestar nossas matas. Acreditar mais em quem? É... Talvez o Guimarães (Facebook) esteja mesmo certo: “melhor é olhar estrelas”, aprender sobre Astronomia, Física e Poesia é menos complicado de que entender autoridades perras.

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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A BÍBLIA SAGRADA (II)

        A BÍBLIA SAGRADA (II)
(Série de duas crônicas)
Clerisvaldo B. Chagas, 19 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.762
 
Bíblia é uma coletânea de 73 livros, dividida em duas partes gerais: Antigo Testamento e Novo Testamento.
O Antigo Testamento vai desde o Século XV a.C. até o nascimento do Cristo.
O Novo Testamento vai desde o nascimento do Cristo até o Século I d.C.
O Antigo Testamento tem 46 livros. O Novo Testamento possui 27 livros.

O Antigo Testamento é subdivido em quatro partes:
1.    Livros da Lei ou Pentateuco. Fala sobre a criação de Deus e a formação do povo eleito.
2.    Livros Históricos: Descrevem as guerras de Israel e história dos seus reinos.
3.    Livros Didáticos: Descrevem a sabedoria e a poesia dos hebreus.
4.    Livros Proféticos: Escritos por profetas que pregavam o arrependimento e preparavam o povo para a chegada do Messias Salvador.

O Novo Testamento é subdivido em quatro partes:
1.    Livros do Evangelho: Descrevem a vida e obras de Jesus.
2.    Livro Histórico: Apresenta a Instituição e expansão da Igreja na Palestina e no mundo, então, conhecido.
3.    Epístolas: Mostra doutrinas e exortações escritas por alguns apóstolos do Cristo e encaminhadas a comunidades ou fiéis cristãos.
4.    Livro Profético: Traz a vitória do Cristo e sua Igreja sobre a força do mal e Juízo Final.

Vendo os 73 livros que fazem parte da Bíblia, no geral, temos: Os 46 do Antigo Testamento:
Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, Samuel Livro I, Samuel Livro II, Reis Livro I, Reis Livro II, Crônicas Livro I, Crônica Livro II, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, Macabeus Livro I, Macabeus Livro II, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico, Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu,
E os 27 do Novo Testamento:
Evangelho de Mateus, Evangelho de Marcos, Evangelho de Lucas, Evangelho de João, Atos dos Apóstolos, Epístola aos Romanos, Primeira Epístola aos Coríntios, Segunda Epístola aos Coríntios, Epístola aos Gálatas, Epístola aos Efésios, Epístola aos Filipenses, Epístola aos Colossenses, Primeira Epístola aos Tessalonicenses, Segunda Epístola aos Tessalonicenses, Primeira Epístola a Timóteo, Segunda Epístola a Timóteo, Epístola a Tito, Epístola a Filemon, Epístola aos Hebreus, Epístola de Tiago, Primeira Epístola de Pedro, Segunda Epístola de Pedro, Primeira Epístola de João, Segunda Epístola de João, Terceira Epístola de João, Epístola de Judas, Apocalipse de João.
·         Adaptado da fonte: Agnus Dei.



  



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terça-feira, 17 de outubro de 2017

A BÍBLIA SAGRADA

A BÍBLIA SAGRADA (I)
(Série de duas crônicas)
Clerisvaldo B. Chagas, 18 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.761

IMAGEM (GOOGLE PLAY).
Certa feita, ainda rapazinho, ouvimos um depoimento rápido de um dos maiores advogados do Nordeste, o senhor Aderval Tenório Wanderley. Em uma roda de pessoas que falavam sobre a Bíblia, foi chegando o brilhante advogado e dizendo: “Já li todas as qualidades de histórias do mundo e pensava que sabia tudo. Quando li a Bíblia, vi que não sabia nada”. Isto aconteceu na loja de tecidos de meu pai. E neste momento em que a minha mente mandou-me escrever sobre o Livro Sagrado, chegaram às lembranças daquela afirmação longínqua do doutor Aderval Tenório. A Bíblia é uma coletânea grossa e quase sempre com letras pequenas, fato que desencoraja de imediato sua leitura.
Devo ter lido a Bíblia capa a capa, cerca de duas a três vezes. De fato é o livro da vida, aquele que ensina como se deve viver. Com seus 73 livros divididos em vários temas, têm alguns empolgantes e outros chatos. Partes cansativa, monótonas e outras que emocionam. Achamos sim, que cada cristão deveria ler a Bíblia completa pelo menos uma vez na vida. Depois, alimentar a alma lendo de vez em quando as passagens da sabedoria. O Velho Testamento é bom para uma visão geral. O Novo Testamento, principalmente, os livros dos Evangelhos, deve ser consulta permanente que são os ensinamentos de Jesus e que anula muitos costumes do Antigo Testamento. Porém, também no Velho Testamento têm livros que ajudam muito na sabedoria, reforço na caminhada da vida. Como exemplos os livros Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Sabedoria e Eclesiástico.
Estudar a Bíblia sem se tornar fanático iguais aos doidos do futebol; aos insanos que adoram cangaceiros e vivem desenterrando bandidos; aos malucos do terrorismo. Não ficar “enchendo o saco” das pessoas em todos os lugares sem falar em outra coisa; tornar-se insuportável. Pelo contrário, adquirir a sabedoria bíblica é em tudo ser moderado e saber agir em todas as ações da existência. Ser amigo, companheiro, conselheiro, sem ser cabuloso, insistente e intragável.
Na próxima crônica dividiremos didaticamente a Bíblia, para facilitar àqueles que não têm ideia mínima do que seja o Livro Sagrado. Depois é só folhear de início ao fim, leitura devagar, coisa que leva aproximadamente duas semanas. A segunda tentativa melhora o entendimento e assim sucessivamente. Seja um sábio e não um chato.








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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

ESPETACULAR E LOUVÁVEL

ESPETACULAR E LOUVÁVEL
Clerisvaldo B. Chagas, 17 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.760

FOTO: (NEXUS).
Mais um maravilhoso feito humano que se esconde por trás de tantos noticiários negativos do mundo. O Continente Africano está construindo uma barreira de árvores contra os rigores do clima, numa vasta região. É uma imensa barreira também chamada Grande Muralha Verde que vai de Leste a Oeste, num extensão de 8.000 km e 15 km de largura. Passa a Grande Muralha por 11 países, tentando evitar a desertificação. Entre esses países, o Senegal foi o que mais avançou com o plantio de 11 milhões de árvores. O projeto estar conseguindo reverter à desertificação. Diz um dos moradores do local que antes o vento escavava e desgastava o solo. Agora a sombra e a compostagem das folhas deixam o solo mais úmido.
Antes dominava por ali a fome e a migração. Após o plantio das árvores formam-se também jardins de plantio agrícola feitos pelas mulheres. Outro resultado é que seus habitantes deixaram de migrar e seguem a linha da Grande Muralha Verde, em busca de empregos. Esse parece ser um dos projetos de recuperação contra a fome numa África conturbada por guerras regionais, ambição de poder, devastação dos campos agrícolas e esquecimento pelas nações adiantadas. Falta muito ainda para a conclusão do projeto que tem custo estimado em 25 bilhões de reais. Existe uma busca por fundos pelo Banco Mundial, ONU, União Africana e os Jardins Botânicos do Reino Unido para continuar o plantio. A fonte é da BBC Brasil, 2017.
É pena não ter saído mais informações como os técnicos envolvidos diretamente no Projeto e nem os nomes dos onze países participantes da Barreira de Árvores. Mas se vê que as ações ocorrem na parte mais larga do Continente, logo abaixo do deserto de Saara. O Senegal, ponto de referência, é o país que mais avança em direção oeste, sendo banhado pelo Oceano Atlântico. Não sabemos se a barreira até o outro lado é em linha reta para apontarmos os outros países, mas na ponta leste, em linha reta está a Eritreia e Djibuti no golfo de Áden, Oceano Índico, bem perto do chamado Chifre da África.
 Louvemos aos construtores que beneficiam a humanidade!

 



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domingo, 15 de outubro de 2017

GÊNESE DE SANTANA DO IPANEMA

GÊNESE DE SANTANA DO IPANEMA
Clerisvaldo B. Chagas, 16 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.759

MATA VERDE, EXPANSÃO DO BAIRRO BARRAGEM. Foto (Clerisvaldo B. Chagas).
No livro “O Boi, a Bota e a Batina; História Completa de Santana do Ipanema” encerramos a história com um capítulo à parte da Geografia: Gênese de Santana. Trata-se de uma explicação cristalina, lógica e bela de como a cidade cresceu e se expandiu com seus principais pontos de referência. O maior documentário jamais produzido no interior, diz que a cidade de Santana do Ipanema, foi a princípio, dividida em seis grandes blocos. São eles: Centro Comercial, Bairro Maniçoba/Bebedouro, Bairro Camoxinga, Bairro Domingos Acácio, Bairro Floresta e Conjunto Eduardo Rita. O autor descreve a origem de cada um dos seis blocos, a expansão de cada e os novos lugares seus originários.
Como se nasce e cresce em uma cidade sem conhecer a sua história? A expansão de Santana do Ipanema, no “O Boi, a Bota e a Batina; História Completa de Santana do Ipanema” é minuciosa e única. Exemplo: O núcleo geral, atualmente chamado Rua da Baraúna, é fruto da expansão do Bairro Camoxinga, isto é, seu filho. E a região onde se situa o Colégio Estadual, para os desavisados, também é expansão do Bairro Camoxinga, mas não é. A região do Estadual surgiu muito antes, como estrada dos que vinham da serra do Poço e Camoxinga dos Teodósios e outros lugares. Iniciou sua expansão após a venda da sede da fazenda do Intendente/Interventor Frederico Rocha  para ali ser construído um quartel do Exército. O quartel foi construído, o prédio ocupado por certo tempo, mas depois abandonado por falha na estratégia do lugar escolhido. Então o prédio foi transformado em colégio, até hoje.
Esta “palhinha” dada agora estará sendo apresentada em nossa palestra no próximo dia 28, no lançamento da Coletânea das professoras Lícia Maciel e Kélvia Vital, no local Câmara de Vereadores. Enquanto aguardamos da gráfica o término da nossa impressão do livro/enciclopédia “230, Um Monumento Iconográfico aos 230 Anos de Santana do Ipanema”, vamos caçando patrocinador para o Boi e a Batina, uma vez que sua participação em concurso para publicação pela Gráfica Graciliano Ramos teve a surpresa do concurso anulado por falha no Edital, assim repassado para nós. Esperamos a sua presença, embora a nossa parte tenha espaço limitado diante do evento que se estenderá pela manhã e à tarde. Por outro lado, ministramos palestras sobre a História e Geografia de Santana e Lampião em Alagoas, em qualquer lugar, mediante entendimento profissional.







                                                                       

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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

HOTÉIS NO SERTÃO DE ALAGOAS

  HOTÉIS NO SERTÃO DE ALAGOAS
Clerisvaldo B. Chagas, 13 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.758

HOTEL CENTRAL. Foto: (Clerisvaldo B. Chagas).
O sistema de hospedagem é bastante antigo na história universal. Representa a maneira pensada e agradável de receber pessoas de outros lugares com eficiência, respeito e agrado. É navegando pelas fotos antigas, dialogando, rindo e chorando pelo pretérito que a lembrança medra. Assim revemos o nosso sertão velho de guerra que mesmo em passado de mais de uma centena de anos, já era versado na arte de hospedar. Claro que o conforto era de acordo com a época e do desdobramento do hospedeiro. Em todas as cidades do Sertão alagoano, sempre havia pelo menos um pequeno hotel ou a chamada “pensão” que representava uma espécie de segunda classe do hotel.
Em Santana do Ipanema, representando todo o semiárido, alcançamos ainda alguns hotéis nos moldes tradicionais. O mais antigo às nossas lembranças é o hotel, cujo nome não lembramos. Funcionava no casario da Rua Barão do Rio Branco, perto ou talvez no lugar onde foi construído o prédio do Cine Alvorada.  Pertencia a Maria Sabão. Posteriormente, Maria Sabão mudou-se para o até hoje denominado “Casarão da Esquina” com o Hotel Central (talvez com o mesmo nome do anterior) e que atravessou décadas, como o mais procurado da cidade.
Depois, funcionando pela ordem, veio primeiro o “Hotel Santanense”, no Bairro Monumento, apontado também como o hotel de Dona Beatriz. Mais à frente mudou de dono, até fechar. Ainda no Bairro Monumento, defronte os Correios, foi instalado o “Hotel Avenida”, cujo proprietário era o senhor Leuzinger Melo. Como era uma pessoa excêntrica, várias anedotas verdadeiras foram contadas sobre o dia a dia de Leuzinger e seus hóspedes. Ainda no Bairro Monumento, por trás do banco do Brasil, funcionava o hotel de Maria Valério e, no Bairro Camoxinga, uma hospedaria no edifício da Churrascaria Maracanã, pertencente ao chamado “Seu Neguinho”. Havia ainda nas imediações do quadro da feira, a pensão de Dona Rosa. Falar nisso, um  caixeiro-viajante que sempre se hospedava ali, gostava de expor à pensão:

“Seu Mané
Como é que pode
Seu Mané
Como é que pode
Na pensão de Dona Rosa
Só tem bode
Só tem bode”.

Na penúltima fase, para substituição de todos os hotéis que fecharam, surgiram em Santana as pousadas espalhadas por diversos lugares. Finalmente volta à moda dos hotéis, desta feita com um quatro estrelas representando o que há de mais moderno em hospedagem, no Bairro São Vicente.
Até o sono chegou, vamos guardar o amontoado de fotos.




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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

FESTAS DE SANTO

FESTAS DE SANTO
Clerisvaldo B. Chagas, 12 de outubro
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.757

FESTA DE SÃO CRISTóVÃO. Foto: (AlagoasNanet).
A cidade de Santana do Ipanema ficou muito movimentada na noite do último domingo. Com o encerramento dos festejos dedicados a São Cristóvão, o espocar de foguetes e cânticos de louvores povoaram os ares do Bairro Camoxinga. O evento faz parte da programação anual da paróquia e do santo padroeiro dos motoristas. A paróquia de Senhora Santana e de São Cristóvão promovem essas festas sacras nos meses de julho e de outubro, respectivamente. São acontecimentos tradicionais e bastantes significativos que atestam e fortalecem a fé dos seguidores de Jesus. Trazidos pelos portugueses os tradicionais festejos arraigaram-se no Nordeste onde cada lugar, por pequeno que seja, apresenta com grande sucesso as suas devoções coletivas.
Alguns santos são mais conhecidos na região e tornaram-se quase nordestinos de nascimento, tal a procura do povo para a cura dos seus males. Entre eles estão os chamados santos da época junina que formam o trio Santo Antônio, São João e São Pedro. E esse tripé sozinho movimenta o maior festejo do Nordeste deslocando milhões de pessoas na época, fazendo a economia ficar viva e dinâmica à base da fé. Mas é o profano que aproveita a ocasião para seguir lucrando com os mais variados eventos e um mundo de vendas que dão suporte às gigantescas programações, notadamente, em cidades agrestinas.  Todavia, o amor aos santos estica-se mais um pouco no Nordeste, embora, os três do período junino, talvez, sejam os mais solicitados nas orações.
São Cristóvão, aquele homem que atravessava gente às costas em um riacho, teve o grande privilégio de também atravessar o Menino Jesus. Esse fato é sempre lembrando quando acontecem suas comemorações. Logo cedo se tornou padroeiro da, então, nova paróquia que se formava em Santana do Ipanema, cuja Matriz foi edificada na parte baixa, plana e agradável do Bairro Camoxinga. Ultimamente reformada, sua igreja passou a receber com mais conforto os seus fiéis, fortemente dedicados ao Bairro e ao seu padroeiro, traduzido no capricho das suas inúmeras solenidades.
Viva São Cristóvão, o nosso protetor ao volante!



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terça-feira, 10 de outubro de 2017

OS HOMENS DA MATEMÁTICA EM SANTANA


OS HOMENS DA MATEMÁTICA EM SANTANA
Clerisvaldo B. Chagas, 11 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.756
 
Detesto essa tal Matemática, mas tenho comigo que os versados na Matéria são cabras inteligentes. Fui consorciando com alguns colegas quando a danada aparecia, para conseguir chegar às aprovações. Tome Geografia, História, Redação... Dê-me Matemática. Foi assim com Renato Cavalcante, com José Ialdo Aquino e com José Maria Amorim, respectivamente, colegas em diferentes etapas de estudos. Mas quanto aos professores, lembro-me da fase de Admissão ao Ginásio e do próprio Curso Ginasial. O professor Aloísio Ernande Brandão, estava sempre presente lecionando História, Geografia e Matemática. E às vezes eu ficava pensando como cabia tanta inteligência naquela cabeça pequena.
Por isso ou por aquilo, no deparamos com outro professor de matemática, cujo nome era Genival. Parece-me que o homem trabalhava no IBGE. Mas o Ginásio Santana funcionava à base de colaboração de pessoas como comerciantes, bancários, comerciários e outros com algum saber. (Aliás, fui professor ali de Ciências, Biologia, História e Geografia. Minha esposa tomou conta de turmas durante anos, mas nunca fomos reconhecidos). Voltando ao Genival, era um senhor de meia idade, magro e calado. Gostava de beber umas e outras e vezes sem conta chegou embriagado no estabelecimento. Nessas ocasiões, tremia muito e derrubava o giz constantemente. Era uma situação de constrangimento, mas meus colegas afirmavam que quanto mais bêbado, mais eficiência havia nas aulas de Genival Copinho. Uma excelente pessoa.
Depois chegou da cidade de Capela, o professor Eli. Trazia Matemática suficiente para o Curso Médio e tornou-se fonte de consultas dos demais. Ernande, após a sua passagem, foi homenageado merecidamente com nome  de Colégio no Bairro Camoxinga. O anexo do Colégio Estadual, apelidado Cepinha, foi desmembrado e ganhou o nome de Escola Estadual Prof. Aloísio Ernande Brandão. (Fui professor em todas elas). Sempre com tendência apenas para as Ciências Sociais, não posso deixar de admirar os amantes da Matemática, da Química, da Física e dos seus desdobramentos modernos das grandes invenções e descobertas. 
Matemática não mudou, continua sendo a mesma MATAMATA do passado.
·         Problema técnico estar impedindo enviar ilustrações.
 
 
 
 
 
 

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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

OS VÂNDALOS


OS VÂNDALOS

Clerisvaldo B. Chagas, 10 de outubro de 2017

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica 1.755

 
Foto de Mauro Wedekin

Vândalos era um povo germânico que invadiu e devastou a antiga Hispânia e o Norte da África, onde fundou um reino. De certo tempo para cá, a palavra vândalo passou a ser utilizada no Brasil, como indivíduo destruidor dos bens públicos. Chamávamos por aqui a esse tipo de gente de maloqueiros, desocupados, vadios. Eles, os vândalos, quebram estátuas, bancos de praças, chafarizes, picham o patrimônio histórico e até incendeiam ônibus lotados de passageiros. Como não encontraram um nome mais forte para o sem-vergonha, ficou em vândalo, mesmo.

Semana passada, três adolescentes numa moto agiram pela madrugada na cidade de Porto Real de Colégio. Colocaram abaixo uma estátua de ferro e concreto em homenagem ao índio. Feito o serviço, partiram para a cidade sergipana de Propriá. Nessas alturas, chovem as opiniões domésticas sobre o vandalismo em cima de uma representação já estigmatizada. As destruições do patrimônio público acontecem nas cinco Grandes Regiões brasileiras, em algumas, é verdade, de forma mais intensa. Entre todas as causa das maldades está à básica falta de educação. Um povo educado não faz essas coisas diariamente por aí pelo simples prazer e ignorância dos danos.

Alcançamos ainda o tempo de vigias nos logradouros públicos. No interior sertanejo alagoano, não só em Santana do Ipanema, mas também em outras cidades, eles estavam ali noite e dia protegendo canteiros, bancos, estátuas e seus usuários. Recordamos, talvez do último deles, o soldado reformado Gonçalo. Uma doçura de pessoa que estava sempre no seu posto de trabalho e merecia a atenção e o respeito de todos. Até os comerciantes do entorno da Praça Manoel Rodrigues da Rocha (Praça da Matriz) cooperavam financeiramente com o ex-militar. Em Maceió não conhecemos monumentos que não tenham sido pichados, mutilados ou ambas as coisas. Mas se muita gente não enxerga o mal que está praticando, as autoridades tem obrigação de colocar vigias, como antes. Não estamos falando sobre a tal guarda municipal, polêmica e pior.

Semana passada, derrubaram o índio; qual será o alvo desta semana?

 

 

 

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BANHO DE CUIA

BANHO DE CUIA
Clerisvaldo B. Chagas, 9 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.754

O regionalismo impera em todos os países do mundo, pequenos ou grandes. Além dos cardápios específicos, reinam ainda palavras e frases antigas e modernas, notadas apenas quando chegam visitantes de outras regiões. O futebol é um esporte que apresenta muitos termos locais, regionais e nacionais, uma grande riqueza de palavreado do mundo da bola. Na minha região sertaneja, passar a bola entre as pernas do adversário é “passar por debaixo da saia”. Mandar a pelota por um lado do adversário e alcançá-la do outro é “arrodeio”. Demonstrar cansaço no jogo é “abrir o bico” e puxar a bola por cima da cabeça do oponente é chamada “banho de cuia”. A maior desmoralização de todas é levar um “banho de cuia”.
A meditação geográfica dos termos futebolísticos veio com o jogo Brasil X Bolívia, realizado na quinta-feira passada em La Paz. Os narradores falaram mais de mil vezes na altitude, causando até enjoo de tanta repetição. Mas é verdade que La Paz vive nas alturas. Está localizada exatamente a 3.660 de altitude, entre um vale profundo rodeado de altas montanhas. Apresenta-se como a terceira cidade mais populosa da Bolívia e abriga a sede do governo. Foi fundada em 1548. Seu clima é tropical de altitude e sua temperatura fica em torno de 8 graus. Muitas atrações culturais atraem turistas de todas as partes do mundo, tendo a sua altura na Cordilheira dos Andes como atração maior.
Visto isso, voltemos ao futebol da quinta-feira. Creio que nenhum brasileiro jamais viu o Brasil jogar daquele jeito em nenhum lugar da Terra. Foi uma maneira inédita, inovadora e atraente como se o Tite estivesse inventando a roda. Muito mais de que uma belíssima partida – embora sem gol – o Brasil participava na prática de uma teoria científica que valeu muito mais de que uma vitória. Contribuía com a Ciência diante de um mundo perplexo em observar aquilo pela primeira vez. E se era espetáculos de três jogadores brasileiros que os bolivianos aguardavam ansiosos, foram brindados com um time inteiro na maneira de jogar que eles e o mundo jamais viram naquela altitude. Entusiasmado também com o que testemunhei, volto ao meu Sertão com suas expressões arretadas: FOI UM VERDADEIRO BANHO DE CUIA.



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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

OS CASARÕES DE SANTANA

OS CASARÕES DE SANTANA
Clerisvaldo B. Chagas, 6 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.753

FOTO: (Domínio Público).
Houve um impacto entontecedor quando saiu à súbita notícia de iminente demolição dos grandes casarões de Santana do Ipanema. O chamado popularmente “prédio do meio da rua” e o “sobrado do meio rua”, estavam definitivamente na ideia fixa do, então, prefeito Ulisses Silva. Derrubá-los a cacete como se derruba um bode, estirá-los de cabeça para baixo e tirar o couro. Assim a cidade se dividiu entre saudosistas e futuristas em comentários em todos os pontos bem frequentados da urbe. A surpresa do redemoinho foi tanta que nem deu tempo de muito remoer. Aconteceu como a demolição do primeiro cemitério da cidade, pela noite e na base do cacete, às escondidas para que não houvesse nenhuma polêmica. Pelo menos o espetáculo dos casarões foi às claras com a populaça boquiaberta e tonta.
Os dois casarões haviam sido construídos nos tempos de vila no centro do amplo quadro comercial. A impressão que se tem é que todos os quadrantes do comércio já estavam preenchidos com prédios de negócios e residências, tendo ficado o enorme vazio no meio. Foi, então, que alguém muito poderoso conseguiu o espaço público para a construção dos dois enormes casarões repartidos para fins comerciais. O “prédio do meio da rua” abrigava farmácia, armazém de secos e molhados, lojas de tecidos, barbearia e outros ramos substituídos pelo tempo. O prefeito demolidor morava no único primeiro andar do prédio, um pequeno cômodo de esquina. O “sobrado do meio da rua” era muito mais elegante com cerca de três casas comerciais no térreo e um primeiro andar em salão único que ocupava toda a estrutura. Ali funcionaram os primeiros cinemas, teatros e o Tribunal do Júri, entre outras coisas.
Muito se poderia ainda dizer sobre os dois casarões, mas deixamos a cargo do “O Boi, a Bota e a Batina; História Completa de Santana do Ipanema”, inclusive, com o mapa de todas as casas comerciais de Santana, títulos de fachadas e proprietários: relíquia única para o santanense. Acompanhei a demolição e tenho detalhes no papel. Com a demolição do “prédio do meio da rua”, se foi o meu primeiro barbeiro, Nésio e sua máquina manual torturante.
Quem irá financiar O BOI, A BOTA E BATINA? O maior documentário jamais produzido no interior.









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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

ARTESÃOS SERTANEJOS

ARTESÃOS SERTANEJOS
Clerisvaldo B. Chagas, 5 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.752

FOTO DIVULGAÇÃO
Temos visto coisas incríveis dos nossos artesãos alagoanos. Alguns se tornaram famosos e são os que mais ocupam o espaço de noticiários oficiais. Muitos ainda continuam no anonimato, embora as diversas organizações tenham melhorado em muito a visibilidade dos nossos artistas. A maioria trabalha especificamente com apenas uma matéria dominante e outros são versáteis. A estátua do jumento em Santana do Ipanema e a sereia na praia de Pajuçara atestaram competência e criatividade dos nossos escultores com obras maiores. Devido aos diversos tipos de produtos encontrados atualmente no mercado, fica mais fácil enxertar o sonho à realidade. O Sertão precisa reconhecer em monumentos os heróis anônimos no progresso regional.
Assim Santana do Ipanema tem condições de produzir estátuas através dos seus artesãos, representando os tipos regionais que ergueram à cidade. Entre eles está o vaqueiro, o almocreve, o carreiro, o tirador de leite, o canoeiro, o oleiro e até o banhista representando todos os santanenses quando do Poço dos Homens, do Juá e da Barragem. Foram eles heróis que ergueram a minha terra: O vaqueiro e o tirador de leite representam os sustentáculos das fazendas; o almocreve e o carreiro exportavam e importavam as mercadorias garantindo o abastecimento, encurtando e alargando estradas; o canoeiro serviu à cidade nos momentos mais difíceis das cheias do Ipanema; o oleiro foi quem ergueu a cidade fabricando telhas e tijolos no Minuíno (três olarias grandes e várias pequenas); e o banhista como homenagem a todos que viveram à época dos banhos e das praias do rio.
Se gritarem pelos artesãos locais, eles atenderão o chamado. E um conjunto de sete estátuas erguidas todas em um só lugar, digno e protegido, com boa iluminação e ajardinado, identificadas e com breves históricos, tornar-se-ia ponto turístico de alto valor. Essa ideia não é de agora. Mas agora pode ser o momento de realização para ornar e valorizar a história do município. Uma parceria entre empresários e poder público seria uma solução e oportunidade para os artistas regionais. Quanto ao tipo de material utilizado nas estátuas, os próprios artesãos estudariam o melhor para a resistência às intempéries.

Estão lembrados da ideia que demos da construção de uma Senhora Santa Ana com 30 metros de altura em jardim especial no serrote do Cruzeiro? Pense na homenagem, atração turística e a circulação de dinheiro no município! Infelizmente em todos os lugares tem também os que somente puxam para baixo.

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terça-feira, 3 de outubro de 2017

O BACURAU

O BACURAU
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.751

ANTIGA ESCOLA BACURAU. Foto: (Clerisvaldo B. Chagas).
Nós santanenses estamos dentro dos 79 anos em que foi construído o prédio  do Bacurau, na Rua e Bairro São Pedro. Numa situação política difícil em que o País estava passando, ainda vivíamos na série infindável de interventores. Nessa época funcionava a escola particular Colégio Santanense, na Rua Nova, quando em 1938 foi inaugurado o Grupo Escolar Padre Francisco Correia no Bairro Monumento. Essa foi a primeira escola pública grande em Santana para funcionar com o Curso Primário. Mesmo assim escolinhas particulares funcionando em residências continuaram atuando. Entre 1937-38 surgiu, então, o prédio na Rua e Bairro São Pedro, com o nome “Escola Batista Accioly” com a finalidade de matricular adultos trabalhadores para o estudo noturno.
Ainda no mesmo ano de 1938, no dia 28 de julho, tomava posse como interventor/prefeito o senhor Pedro Gaia, vindo de Palmeira dos Índios. Durante a comemoração de posse chegou a notícia, através de telegrama vindo de Piranhas, da morte de Lampião, Marias Bonita e mais nove sequazes. No dia 30 de julho, à tarde, as cabeças dos cangaceiros mortos chegaram a Santana quando houve desfile de tropas do batalhão, feriado e exposição das cabeças dos bandidos nos degraus da igrejinha do Monumento. O prefeito e interventor Pedro Gaia foi o mesmo que reformou a prefeitura e abriu a estrada Santana – Águas Belas. Como o prefeito anterior governou até a metade de 1938, não se sabe quem construiu o prédio da Rua São Pedro, ou Joaquim Ferreira da Silva ou Pedro Rodrigues Gaia.
Finalmente a Escola Batista Accioly funcionou com o apelido de “Bacurau” apenas porque funcionava à noite. Claro que o apelido tornou-se pejorativo, mas escrevemos com orgulho os lugares batizados pelo povo. O Bacurau passou muito tempo ocioso e outros com atividades passageiras até que foi transformado em biblioteca pública de bairro e que leva o nome da professora Adercina Limeira. Trata-se de apenas um salão. A última vez em que ali estive foi para ministrar uma palestra sobre a História de Santana e do Bairro São Pedro. Impressionou-me a luminosidade natural que entra por todos os lados. Foi muita emoção falar sobre o Bairro São Pedro, a professora Adercina Limeira, muito amiga da minha mãe, professora Helena Braga, rever a riqueza cultural do Bairro hoje esquecido e repassar a nossa história para as gerações dos pequenos.

Já fui aluno ali em curso particular preparatório para o Ginásio Santana.

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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

MAMONA, REBANHO DE PESTE

MAMONA, REBANHO DE PESTE!
Clerisvaldo B. Chagas, 3 de outubro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.750

MAMONA. Foto: (remédiodaterra).
Houve época em que o sertanejo de Alagoas plantava feijão e milho como cereais básicos e tradicionais. O algodão, estimulado desde a década de 20, assegurava uma quantia extra de final de ano. Era esta renda extra que vestia e calçava a família campesina. O produto era dirigido à indústria e havia várias algodoeiras receptando, beneficiando, enfardando e exportando o capulho para as grandes indústrias brasileiras. Além das bolandeiras distribuídas por altos fazendeiros, a cidade de Santana do Ipanema tinha várias algodoeiras que geravam emprego e renda na área do semiárido. Um grande sertanejo dizia que “era preciso pelo menos UM produto industrial nas roças sertanejas” para fazer o papel do algodão.
Pois bem, as “farras” das grandes produções sertanejas de milho e feijão acabaram. As terras cansadas por vários fatores empobreceram o povo. Até a chamada Festa Regional do Feijão que em Santana do Ipanema foi apontada como a segunda festa agrícola do Brasil, há muito deixou de existir. Todas as algodoeiras fecharam com a política mesquinha do algodão.
Dois bons produtos hoje desafiam os mandantes que não estão nem aí para ideias progressistas: a goiaba e a mamona. A primeira está presente em todos os quintais sertanejos em cidades, vilas e povoados. Mas cadê pelo menos uma só fábrica de doce para estimular o cultivo e o cooperativismo? A outra é a mamona que prolifera em todos os quintais da pobreza, em margens e leitos secos de riachos e rio Ipanema, trecho urbano. Tem tanta carrapateira, camarada, que antes e ainda hoje o vegetal serve de privada das casas sem banheiro. Com algumas desculpas esfarrapadas, não foi à frente qualquer projeto de se cultivar para a indústria. Mas algumas regiões do Brasil estão produzindo e colhendo para a indústria do biodiesel.

Enquanto isso as nossas terras sertanejas exauridas e abandonadas pela boa vontade do poder público, vão produzindo apenas urtigas e rasga-beiço pelas veredas que as cercam. Foi por isso que em um bar famoso de Santana do Ipanema, entre outros, esse tema foi tocado.  Levantou-se da mesa um ex-bancário, agricultor e, erguendo os dois braços, falou quase gritando: “Mamona, rebanho de pestes!”.

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