domingo, 5 de fevereiro de 2017

QUEM SABE, SABE



QUEM SABE, SABE
Clerisvaldo B. Chagas, 6 de fevereiro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.631
Foto: (Reprodução G1).
Felizmente existem estudiosos em todos os quadrantes do mundo. O leque de ciências que se mostra sobre a Terra distribui oportunidades para todos, permitindo surpresas e mais surpresas das invenções e descobertas.
Lembram-se das nossas aulas de Geografia e Ciências? Recorda a palavra Pangeia? Pangeia era o único continente que teria existido na Terra há 200 milhões de anos, outros falam em 350 milhões de anos atrás. Era cercado por um único oceano denominado Pantalassa. Quando o Pangeia se fragmentou deu origem aos continentes atuais, com dois enormes pedaços chamados: Gondwana e Laurásia. A América do Sul, África, Austrália e Índia faziam parte do Gondwana. A América do Norte, Europa, Ásia e o Ártico, faziam parte da Laurásia.
Pois bem, teorias e teorias, estudos e mais estudos, muitas frustrações e ironias depois, cientistas descobrem fragmento do continente perdido. Pedaços que datam desde três bilhões de anos atrás foram encontrados nas Ilhas Maurício, Oceano Índico.
Resumindo as descobertas para não entrar em tanto palavreado não comum ao leitor, tudo resulta em riqueza. Riqueza de conhecimento, valorização das pesquisas, ouro nas ciências afins como Geologia, Geografia, Geodésia, História e tantas outras que irão encontrar novos e vibrantes motivos para os seguidores.
As notícias sobre o espaço têm acontecido com maior frequência nos últimos anos. Mas as ciências que estudam o interior da Terra e todas as áreas do conhecimento humano evoluem, algumas com mais rapidez, dependendo das finanças e das condições de trabalho.
Infelizmente as mais diversas, significativas e surpreendentes notícias das invenções e descobertas humanas, não são repassadas para as escolas. Nos jornais, uma pequena ilha cercada de mediocridade por todos os lados.
E assim vamos ruminando couro velho (da canseira dos informativos): sexo, prisão, droga, roubo, cantor e o interminável rosário da Lava Jato que se um dia encerrar será com grande festa de buchada e cachaça nordestina.



 

 

 

 





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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

CAMBITEIRO É PRINCÍPIO DE ROMANCE BOM



CAMBITEIRO É PRENÚNCIO DE ROMANCE BOM
Clerisvaldo B. Chagas, 04 de fevereiro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.630

Ilustração: Percy Lau
O grande da Matemática, professor Eli, chegado de Capela, prestou relevantes serviços às escolas de Santana do Ipanema, aonde veio a falecer. Interessados pelos hábitos canavieiros, indagamos ao colega o que significavam as palavras cambiteiro e mirigongo, comumente citadas na Zona da Mata.
Aprendemos na época, que o cambiteiro é empregado que trabalha cambitando, isto é, transportando cana-de-açúcar, capim, madeira de construção, varas e lenha em lombo de animais com quatro cambitos. Cambito é uma forquilha onde se coloca a mercadoria de forma horizontal em burros, éguas e cavalos.
Estudioso do assunto Batista Caetano, diz que a expressão “cambito”, é uma corruptela do termo tupi: acambi que se traduz por “forquilha, correia de duas pernas, compasso, forcado”.
Mesmo com o progresso dos transportes nas zonas canavieiras, ainda podemos observar a movimentação de cambiteiros nas estradas. Os curiosos gostam das particularidades desse tipo regional no trato com seus quadrúpedes. O nome dos animais, a indicação dos pontos de parada, o modo de encostar para o descarrego, a forma de tanger e a autoridade que exercem sobre esses bichos domésticos, fascinam pesquisadores atentos.
“Outro aspecto curioso oferecido pelo cambiteiro é o constituído pelas trovas, quadras e emboladas com que procura amenizar a rudeza do trabalho” (...).
E quando não se colhe a quadra, inventa-se:

Cambiteiro, cambiteiro
Hoje tu vai cambitá?
Vou passar lá em Capela
Mode os zói de Sinhá!...

Aonde vai o cambiteiro
Aonde vai Mané Fulô?
Vou tirar mé de abeia
Pra levar pro meu amor!...

Isso não dá um romance bom? Mirigongo? Bem, esse aí é outra história.





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