SUÇUARANA Clerisvaldo B. Chagas, 30 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3352   Suçuarana é também ch...

 

SUÇUARANA

Clerisvaldo B. Chagas, 30 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3352

 



Suçuarana é também chamada onça-parda, sendo menor do que a onça-pintada, mais tímida e de hábitos noturnos. É o segundo felino maior das Américas e, em alguns lugares é chamada Puma.  A onça parda ou Suçuarana, possui histórias sem fim nos sertões do Nordeste brasileiro, tanto de narrativas orais quanto da literatura romancista da região, inclusive do cordel tão apreciado, como disse o poeta em referência ao banho de mar:

 

A negra levanta a perna

A gente vê a caverna

Da Onça Suçuarana...

 

No meu romance PAPO-AMARELO, existe uma cena na caatinga em que surge uma onça parda, rapidamente, mas decidindo episódio bruto relativo a uma emboscada.

A Suçuarana se alimenta de pequenos animais, não é valente, não costuma atacar humanos e sempre foge deles. Assim como a raposa, vendo-se faminta pode atacar a criação doméstica de galináceos. No Sertão nordestino, pode ser ainda chamada de onça -de-bode. A sua sobrevivência depende das condições do seu habitat. Com a proibição da caça e os rigores da Lei, passo importante foi dado sobre a fauna, porém, já havia muito ambiente degradado e ainda existem pessoas que procuram driblarem a Lei, desmatando. O animal, notadamente, o de porte, fica acuado pela falta de alimento e procura refúgio em lugares cada vez mais longe como os cimos das serras que às vezes conseguem escapar da devastação.

A pele da suçuarana tem uma variação entre o cinza e o avermelhado e o felino habita desde o Canadá às terras semiáridas do Sertão nordestino. Quando fazíamos a nossa caminhada pelo leito do rio Ipanema, das nascente a foz, tivemos que percorrer trecho, solitário, esquisito e perigoso pela aba da serra das Porteiras, entre Batalha e Belo Monte, pois o rio não dava passagem. Fomos advertidos que ainda havia onças na serra das Porteiras. Isso deu origem ao livro IPANEMA, UM RIO MACHO, entretanto, não nos deparamos com qualquer espécie de felino. O governo faz muito bem em homenagear o nosso dinheiro com a imagem da onça.

ONÇA PARDA (FOTO: DIVULGAÇÃO).

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  FEIRAS E FEIRAS Clerisvaldo B. Chagas, 26 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3351   As feiras tiver...

 

FEIRAS E FEIRAS

Clerisvaldo B. Chagas, 26 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3351

 



As feiras tiveram início há cerca de 500 anos antes de Cristo. Dizem que primeiramente as feiras começaram com simples trocas locais em torno dos castelos medievais e foram evoluindo até chegar nas condições de hoje. Em Santana do Ipanema, um dos seus fundadores, o padre Francisco Correia, já indicava, em determinado momento que a feira semanal deveria ser aos sábados e não aos domingos, como havia alguns esboços. Com êxito da feira em dia de sábado, criou-se, então, outra feira semanal no meio da semana, passando a funcionar às quartas. Até o presente momento é assim que funciona. Porém, a feira da quarta-feira, sempre é mais fraca, uma espécie de complemento. A feira da quarta supera a feira do sábado somente uma vez por ano que é no dia de Semana Santa.

Pois, no dia de ontem iria haver uma feira que no caso seria a 4O Feira Familiar da CARSIL, Cooperativa de Santana do Ipanema. O evento aconteceria no estacionamento da própria CARSIL, no Bairro do Monumento. Ótima oportunidade para que os seus cooperados ganhassem mais um pouco de dinheiro e a clientela adquirisse produtos frescos e de boa qualidade. Recebi o convite na noite anterior e tudo indicava que seria um sucesso aquela festa rural. Já houve feira camponesa defronte a EMATER, perto da Caixa Econômica, onde também houve apresentações dos “Profetas das Chuvas”.,

Feira é sinônimo de festa e é de fato uma grande festa, ponto de encontro entre a população rural e urbana e vendas de produtos, boas palestras, história curtas e compridas, namoros, “bicada” e glosa no balcão da bodega de esquina, História, Geografia, Economia, Sociologia. E sobre a feira de Santana, disse um embolador:

 

Viva a feira de Santana

Viva todo pessoá

Viva a feira de Santana

Tu quer peito pra mamar?

 

 FEIRA DE SANTANA (FOTO: B. CHAGAS).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  O TERRENÃO Clerisvaldo B. Chagas, 26/27 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3350   Foi muito bom que...

 

O TERRENÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 26/27 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3350

 



Foi muito bom que a prefeitura de Santana do Ipanema tenha começado a fazer alguma coisa no imenso terreno baldio e abandonado durantes muito tempo, no Bairro Camoxinga, defronte a Escola Municipal, São Cristóvão. Era um terreno federal utilizado pelo DNOCS em passada ocasião. Até uma floresta espontânea estava se desenvolvendo naquele espaço. Sendo o terreno abandonado tão grande assim, poderia ter sido aproveitado de inúmera maneiras, entre elas: Construções para todas as secretarias, feira de gado, instalações de indústrias. A prefeitura, na sua escolha, segundo site local, iniciou um Centro Esportivo que congrega vários espaços de atividades que beneficiarão os habitantes da cidade, notadamente do Complexo Educacional e de Saúde mais as regiões circunvizinhas.

D fato a região do Colégio Estadual e de outras escolas é um terreno insalubre que, além de ficar permanentemente sujeito às cheias periódicas do riacho Camoxinga, recebe direto águas que escoam da parte mais alta de bairro vizinho, a escorrer nas ruas em busca do leito do riacho. O terreno abandonado deve ter sido totalmente saneado para receber os benefícios esportivos, inclusive, segundo ainda um site local, pista de caminhada. E como pista de caminhada as pessoas só possuem a opção perigosa da pista na BR-316, trecho urbano e de tráfego intenso. Avanço significativo para o bem-estar coletivo e para os habitantes, com ênfase, da zona do extremo Leste do Bairro Camoxinga.

A verdade é que vários terrenos assim, embora menores, não sendo utilizados antes para coisas excelente do poder público, terminaram sendo habitados ou preenchidos por coisas irrelevantes. Mesmo assim, aqui, acolá, ainda encontramos espaços vazios que poderiam funcionar como pontos estratégicos da administração pública. A cidade se expande ao todo dos Pontos Cardeais e a olhos vistos, porém, um mistério continua porque o número de habitantes, nunca atinge 50.000, segundo a contagem do IBGE. Não é mesmo um mistério?!

CENTRO DO BAIRRO CAMOXINGA. (FOTO: B. CHAGAS).

 

  ESTIAGEM OU SECA Clerisvaldo B. Chagas, 23 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3349   Estamos vivend...

 

ESTIAGEM OU SECA

Clerisvaldo B. Chagas, 23 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3349

 



Estamos vivendo, segundo a tradição, uma época de estiagem, típica dos últimos e dos primeiros meses do ano. Mas como essa estiagem está muita braba, ficamos sem saber se podemos chamá-la de verão, de estiagem ou seca, mesmo. Mas o que chama atenção é que não se ouve falar nos famosos caminhões-pipa, nesse período e que as prefeituras de Sertão e Agreste costumavam alarmar. O que é que estar havendo, então. Por que não estamos contemplando uma campanha orquestrada para fazer rodar o caminhão, considerado antes, o salvador da pátria? Será o efeito do Canal do Sertão? Ora, o Canal do Sertão que deverá atingir o Agreste,  ainda não conseguiu completar toda a região sertaneja. Talvez seja a maravilha da sua presença onde já conseguiu romper, que esteja fazendo este milagre do não carro-pipa.

Não tem como não classificarmos a obra do Canal do Sertão como uma das maiores do mundo com louvor à capacidade da engenharia brasileira. Água do São Francisco jorrando entre túneis, pontes, pontilhões, planuras e serrotes nas terras abençoadas do semiárido, de Delmiro Gouveia a Jaramataia, quando por ali chegar. É certo o Canal anda com lentidão, mas estamos chegando, segundo notícia, as últimas cidades sertaneja para a sua penetração no Agreste. Portanto em breve estará em Monteirópolis, Jacaré dos Homens, Batalha e Jaramataia, cumprindo assim o compromisso do projeto na área mais necessitada. Apesar dos inúmeros benefícios, não vamos tendo notícias do seu andamento sempre, sempre. Quando tudo estar esquecido, surge uma notícia que não mata toda a curiosidade.

Voltamos a falar do caminhão-pipa, que prestaram relevantes serviços à causa sertaneja, mas se diga também que muitos donos de caminhão ganharam bastante dinheiro, pois, tanto víamos a ansiedade do produtor rural pela assistência do governo, quanto víamos também a inquietação daqueles motoristas pela liberação dos caminhões pelo exército. E muitos carros velhos se transformaram em carros novos, mas aqui não vai uma crítica a nada, pois, com trabalho, seja como for, tem que haver prosperidade coletiva e individual.

CANAL DO SERTÃO (DIVULGAÇÃO).

 

  SÃO SEBASTIÃO Clerisvaldo B. Chagas, 21 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3348   A igrejinha de Sã...

 

SÃO SEBASTIÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 21 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3348

 



A igrejinha de São Gonçalo, em Maceió, fica no Mirante de São Gonçalo e é histórica. Seu atrativo é a sua própria solidão, indiferente às pessoas que passam por ali e não a conhecem. Quase sempre estar fechada. Assim é a igrejinha de São Sebastião, em Santana do Ipanema e que quase sempre se encontra também de portas cerradas. Mas, esta não fica em área afastada, estar localizada em pleno comércio santanense e quase com a mesma indiferença dos transeuntes. Já falamos inúmeras vezes sobre a igrejinha de São Sebastião porque ela é a história e uma das relíquias de Santana. depois de longo período sem passarmos por ali, no deparamos ontem à tardinha com as portas abertas. Como foi uma surpresa a novidade, nós nos apressamos para bater uma foto do cenário, pegando parcialmente a praça defronte.

Céu cinzento diferente, esquisito, como se tivesse havido longe uma grade queimada. Devido a hora da tardinha a foto talvez não tivesse ficado ideal, mas quanta história tem embutida na fotografia! Não tem como olharmos para a igreja de São Sebastião e não lembrarmos dos Domingos de Ramos, quando sempre ali era realizada parte das solenidades. Igrejinha no Centro Comercial da cidade, construída por volta do ano 1915, pertencente à família Rocha, do coronel Manoel Rodrigues da Rocha. Igrejinha que ainda causou problema com descendente daquela família que a queria tomá-la da paróquia.

E o Beco São Sebastião ao lado da igrejinha, liga o Comércio a Rua mais abaixo, Prof. Enéas. Com acentuado declive, e continua irregular, desta rua ao rio Ipanema. Sempre foi o lugar de soltar foguetes no novenário de Senhora Santana. O beco abrigou o último dos grandes alfaiates de Santana do Ipanema, Gilson Saraiva, que talvez ainda tenha ali a sua alfaiataria. Mesmo sendo ladeada pelo beco, a igrejinha de São Sebastião sempre foi respeitada até os presentes dias.

IGREJA DE SÃO SEBASTIÃO, AMARELA E AO FUNDO (FOTO: B. CHAGAS).

 

 

  MULHER-BESTA – HOMEM-CAVALO Clerisvaldo B. Chagas, 20 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3347   Já ...

 

MULHER-BESTA – HOMEM-CAVALO

Clerisvaldo B. Chagas, 20 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3347

 



Já falei sobre o assunto há muito. Mas, novamente ao abrir a porta da rua me deparo com a catadora idosa carregando carroça no lugar do cavalo, repleta de material reciclável. E por honesto que seja o trabalho, é degradante e deixa o ser humano num lugar de dignidade na escala, quase invisível. É a mulher-besta é o homem-cavalo, carregando carroças de burros. Ora se existe uma cooperativa e muito apoio do governo federal para os catadores, por que as próprias cooperativas não procuram resolver esse tipo de vergonhoso problema? Arranjar financiamento para motores e distribuir esse motores entre os seus membros, que poderá ser moto com caçamba ou outro tipo de veículo disponível no mercado. Já ouvi muita reclamações de catadores sobre cooperativa e diante de explorações, preferem atuações particulares, solitárias.

As prefeituras de todas as cidades do Brasil, aonde catadores trabalham, deveriam dá completa assistência às cooperativas, entre os catadores e as cooperativa, entre as cooperativas e as fontes de recepção do material reciclável vendido. Não se pode deixar que    aqueles que deixam sua cidade limpa virem zumbis. Ora, o que a sociedade enxerga é abandono, egoísmo, cinismo e falta de humanidade. Dificilmente uma pessoa equilibrada e atenta não figa indignada com cenas degradantes e chocantes no dia a dia daqueles que limpam sua cidade.

Fomos, então, pedir ao poeta repentista Zé Coxó que ilustrasse nossa crônica com sua sábia opinião. Ele despachou na hora:

 

Se o catador catasse

Dinheiro pra prefeitura

Era vestido de ouro

Da prata mais fina e pura

Na ingratidão dos homens

Navega na amargura.

 

(FOTO: HOMEM-CAVALO).

  NO CAVALO DO TEMPO Clerisvaldo B. Chagas, 19 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3346   Montado ness...

 

NO CAVALO DO TEMPO

Clerisvaldo B. Chagas, 19 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3346

 



Montado nesse verãozão em que ora cavalgamos, vamos lembrar antigo ditado sertanejo: “Mês meou, mês findou”. Ditado verdadeiro, vamos chegando aos últimos dias do mês com a rapidez do jargão. Tivemos até ouvindo alguns “profetas da chuva”, que asseguram que as chuvadas só começarão no primeiro dia de abril com inverno curto. Mas aqueles foram profetas da chuva do sertão da Paraíba. Por um lado, temos no Nordeste dois períodos chuvosos diferentes. Alagoas, Pernambuco e Sergipe é um. Da Paraíba para cima é outro, mas não deixa de ter observações sábias para o Nordeste inteiro, notadamente para a área sertaneja.   E como está muito quente por aqui, vou lembrando de um janeiro de décadas passadas quando descemos a pé, das cabeceiras à foz do rio Ipanema, pelo seu leito seco, Verãozão de arrepiar.

Foi assim que surgiu o livro documentário da nossa autoria: IPANEMA, UM RIO MACHO. E como já estamos cavalgando para o final de janeiro, sem chuva, sem toró, sem trovoada, tudo leva a crer na experiência dos homens através de sinais dados pelos bichos, pelas plantas, pelos astros e outras ainda. No momento, um dos cenários mais conhecidos do sertão, se repete: vegetação crestada, calor intenso e a rolinha cantando saudosa nas folhagens do juazeiro. Som forte, agradável e consagrado do semiárido.

Mas, estamos retornando depois de passarmos alguns dias cuidando apenas do nosso novo personagem Zé Coxó. Provavelmente nesta mesma semana o livro ZÉ COXÓ, O POETA DO FANTÁSTICO, terá nascido completamente. Estamos com 86% na agulha e Zé Coxó continua dizendo lorotas em todos os lugares em que chega e em todas as ocasiões que provocam uma estrofe engraçada, romântica, debochada, apaixonante, sensual, penosa e assim por diante. E como já foi dito na crônica anterior, o estilo do livro é inédito no Brasil e talvez no mundo. São 100 anedotas em que o leitor será transportado para o mundo da fantasia, do incrível, do FANTÁSTICO.

Precisamos de parceria, topas?

ROLINHA SERTANEJA (DIVULGAÇÃO).

 

  RECESSO – RETORNAREMOS EM BREVE.

 

RECESSO – RETORNAREMOS EM BREVE.

  ZÉ COXÓ, O POETA DO FANTÁSTICO Clerisvaldo b. Chagas, 8 de janeiro de 2026 Escritor símbolo do sertão Alagoano Crônica: 3445   T...

 

ZÉ COXÓ, O POETA DO FANTÁSTICO

Clerisvaldo b. Chagas, 8 de janeiro de 2026

Escritor símbolo do sertão Alagoano

Crônica: 3445

 



Trata-se do mais recente livro em formação. Zé Coxó é o personagem central do livro, uma pessoa humilde que mora numa vila no sertão de Alagoas, só fala rimando. Versos irônicos, picantes, esclarecedores e ingênuos. São 100 pequenas histórias, tipo anedotas, em torno de 10 linhas cada história que sempre termina   com uma sextilha do repentista sertanejo. Será um livro para você se deitar na rede e se acabar de rir com cada uma das 100 anedotas. Inédito no BRASIL, uma apresentação assim de um repentista natural, sem viola, sem pandeiro, sem nada, só a voz quieta, clara do poeta solteiro que nunca deixa de rimar dando sua opinião FANTÁSTÍCA, INACREDITÁVEL. É O RENASCIMENTO DE UM POETA PORNOGRÁFICO de direitos autorais vendidos e retorna regenerado ao teatro sertanejo e irá conquistar Brasil e parte do mundo.

Ora, tudo que você quiser saber, é só perguntar a Zé Coxó e ele lhe responderá sempre em estrofes de 6 versos. Até um jovem cineasta já se prontificou a prefaciar o livro que irá fazer a sociedade cair em gargalhadas. E das 100 historietas prometidas pelo autor, mais de 30% já estão em plena atividade, após sair do forno.  Ora, toda sociedade contracena com Zé Coxó: juiz, padre, papagaio, jumento, médico, açougueiro, estudante, mulher feia, mulher bonita, afeminado, prostitutas, tarados... porque Zé Coxó, personagem fictício, vive na Vila Bela Rosa, conhece todos os habitantes e responde sobre tudo que lhes perguntam ou que nem precisa perguntar.

Portanto, não quebre a cabeça antecipadamente tentando saber o que significa a palavra Coxó. Não está associada a nada, mas Coxó é uma família também fictícia de um dos meus romance do ciclo do cangaço, DEUSES DE MANDACARU. Na imaginação do autor, o nome se encaixa bem para os seus objetivos: conquistar o leitor pelo nome, conquistar a todos pelas narrativas e criatividade. Zé Coxó é fantástico! Outra coisa: não brinque com ele não que Zé Coxó lhe dá uma resposta danada!

 

 

 

 

  É DUREZA Clerisvaldo B. Chagas, 6 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3444   Domingo passado até que...

 

É DUREZA

Clerisvaldo B. Chagas, 6 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3444



 

Domingo passado até que tive vontade de fazer uma visita, mas o tempo estava muito quente, abafado, com o Sol queimando instantaneamente. Quase 40 graus, quando abri o portão da rua e a atmosfera agiu como fogo no braço, Recolhi-me. “Quem for doido que vá fazer a visita a pé”. Naquele momento passou um motoqueiro, mangas compridas, capacete e a coragem de ganhar o pão desafiando o tempo. Com essa temperatura, para qualquer pessoa ter um “troço” é ligeiro se não se cuidar. A vegetação faz pena. A caatinga pelada vista nos montes circundantes, desanima qualquer um. Os céus ameaçaram trovoada e ainda arrotaram com alguns   trovões, mas eu disse após examinar o espaço: “Poderá acontecer uma trovoada daqui para às 17 horas, mas se vier, o grosso não será em Santana”. E assim aconteceu. Alguns trovões longe, uns respingos no telhado e a trovoada, em outro município.

E seja La Ninã, El Ninõ, ou seja, lá o que for, que esteja acontecendo, temos que levar os costumes sertanejos adiante, sem pestanejar. Ô tempo bom para quem vende picolé, sorvete, ventilador, ar-condicionado e mais coisas que refrescam. O que é ruim para uns, é bom para outros. Duvido que o vendedor de água de coco esteja reclamando do calor. Em compensação vi o toró assustador que deu em Pão de Açúcar, através de vídeo postado na Internet. É ou não é a Lei da Compensação? E digo como o escritor Oscar Silva diante dos brutos do Batalhão: Só me resta adaptar-me. Ê, “rapadura é doce, mas não é mole não!

E com o tempo seco assim, faz nos lembrar das aulas de ciências, como aluno do Ginásio Santana, em que o livro nos ensinava a medir a quantidade de chuva caída numa região, caseiramente. E procurei fazer um pluviômetro doméstico com o que fora ensinado. E já trabalhando no IBGE, também ia pegar nos correios todos os dias, o resultado da quantidade de chuvas diárias, pois ali estava instalado um pluviômetro do governo. Mas, levando-se em consideração que um clima se consolida com 30 anos, está havendo uma mudança climática geral e nós deveremos ficar atentos, para tentar entender o negócio.

São coisa do Mestre, amigo.

São coisa do Mestre, minha amiga.

VEGETAÇÃO NOS MONTES (FOTO: B. CHAGAS).

 

 

                                                

  O LEITE DA JUMENTA Clerisvaldo B. Chagas, 5 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3343   Depois de ser...

 

O LEITE DA JUMENTA

Clerisvaldo B. Chagas, 5 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3343



 

Depois de servir o Brasil durante séculos, o jumento nordestino acha-se em fase de extinção. A substituição do animal por motores populares, fez decrescer o uso do carro de boi e jumento como meio de transportes cargueiros. Soltos pelas estradas nordestinas o jumento passou a ser motivo de transtorno. Foi aí que aproveitadores imaginaram capturá-los e transformá-los em carne de charque, tanto no Brasil quanto no exterior. E se existe, não conhecemos nenhum estudo técnico para salvaguardar a espécie brasileira. Quanto ao seu leite, sempre foi desvalorizado porque o leite da vaca – criada em todo território brasileiro sempre foi a prioridade. Quando muito se recomendava leite da cabra para os alérgicos ao leite bovino. Em Alagoas mesmo existe no Agreste, aprisco para fornecimento de leite a hospitais.

Mas se com esse despertar para o leite da jumenta com valor em que um litro pode chegar a 280,00 e o abastecimento para a saúde aos pacientes necessitados para esse tipo de leite, então, praticamente estaria solucionado o problema do jegue nordestino. Muitos criadores iriam formar rebanhos especiais de jumentas, inclusive selecionadas para aumentar a renda, salvando assim o bicho da extinção. Levando-se em conta que uma jumenta produz de 200 ml de leite/dia. Até 2.500 l. vê-se que o produto é raro e consequentemente caro. Inclusive, boa parte do leite produzido vai para o jumentinho. Ao comparar com o caprino, a cabra pode produzir   2 litros a 8 litros de leite/dia.

Como bom sertanejo nordestino, torcemos para que tudo de bom aconteça com jumentos, burros e éguas, animais cargueiros que juntos ao bois de carro carregaram por séculos esse Brasil nas costas. E prosseguem as curiosidades, principalmente pelas novas gerações que talvez não saiba da história do Brasil. Muita coisa do passado ressurgem com força para resolver alguns problemas do presente. O leite da jumenta, então seria um deles, mas quantas pessoas ainda procuram nas plantas medicinais, a cura para os seus males, exatamente com faziam bisavós, avós e pais do interior! E se é para ficar bom dos seus problemas que somente são curados com leite de jumenta, prepare o dinheiro e vamos a ele.

JUMENTA (DIVULGAÇÃO).

 

 

  MACEIÓ GIGANTE Clerisvaldo B. Chagas, 2 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3442   Em nossa opinião,...

 

MACEIÓ GIGANTE

Clerisvaldo B. Chagas, 2 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3442

 



Em nossa opinião, quem conheceu o antigo riacho Salgadinho, há décadas jamais poderia imaginar que houvesse um trabalho ali de grande magnitude, como está acontecendo. Um riacho urbano que corta Maceió pelo meio e vai despejar suas águas pretas, fétidas e temerárias, na praia da Avenida da Paz, era uma vergonha diária para moradores e turistas. Certa vez ouvi, bem perto do Shopping, um visitante do interior dizer: Meu Deus! Que cidade fedorenta! Era o mau cheiro exalado do riacho Salgadinho que ali passava. Portanto, quando se pensava que essa doença crônica de Maceió, nunca seria curada, somos surpreendidos com as obras gigantesca que estão acontecendo no seu percurso, como se fossem em cidades enormes e riquíssima da Europa.

Dizem que todas as cidades têm o seu cheiro característicos. O cheiro típico de Maceió era de mangas. Uma infinidade de mangas em quase todos os quintais. Esperamos que volte esse aroma para o espaço da capital, após o total saneamento do riacho Salgadinho, que, em tempos de chuvas é um verdadeiro rio no seu trecho final. Em uma fotografia tirada por mim quando pesquisava sobre REPENSANDO A GEOGRAFIA DE ALAGOAS, sobre o riacho Salgadinho, conseguiu me envaidecer da obra-de-arte em que ficou o riacho. Riacho cheio, e aquela carreira de árvores marginais com o contraste do céu na tarde em que foi elaborada, valeu a pena. E como se diz, quando receber um limão de presente, faça uma limonada, essa limonada poderá ser o resultado da obras do riacho.

E diante do vídeo em que assisti pacientemente, vi coisas que não sabia sobre o vale do Reginaldo. Um mundo completamente à parte em Maceió. Um mundo invisível. Mas, como é habitado! Como é grande o seu trajeto cheio de um sistema péssimo de vida! Porém também pude apreciar o trabalho imenso e duro que poderá transformar radicalmente o vale e se tornar até um trajeto turístico onde a engenharia séria deu um novo alento a milhares de vida. Aguardamos o resultado da esperança, baseada na ciência, no conhecimento humano capaz de realizar grandes transformações em qualquer parte de mundo.

TRECHO FINAL DO RIACHO SALGADINHO (FOTO DIVULGAÇÃO)