SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
É DUREZA Clerisvaldo B. Chagas, 6 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3444 Domingo passado até que...
É
DUREZA
Clerisvaldo B. Chagas, 6 de janeiro de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3444
Domingo
passado até que tive vontade de fazer uma visita, mas o tempo estava muito
quente, abafado, com o Sol queimando instantaneamente. Quase 40 graus, quando
abri o portão da rua e a atmosfera agiu como fogo no braço, Recolhi-me. “Quem
for doido que vá fazer a visita a pé”. Naquele momento passou um motoqueiro,
mangas compridas, capacete e a coragem de ganhar o pão desafiando o tempo. Com
essa temperatura, para qualquer pessoa ter um “troço” é ligeiro se não se
cuidar. A vegetação faz pena. A caatinga pelada vista nos montes circundantes,
desanima qualquer um. Os céus ameaçaram trovoada e ainda arrotaram com
alguns trovões, mas eu disse após
examinar o espaço: “Poderá acontecer uma trovoada daqui para às 17 horas, mas
se vier, o grosso não será em Santana”. E assim aconteceu. Alguns trovões
longe, uns respingos no telhado e a trovoada, em outro município.
E
seja La Ninã, El Ninõ, ou seja, lá o que for, que esteja acontecendo, temos que
levar os costumes sertanejos adiante, sem pestanejar. Ô tempo bom para quem
vende picolé, sorvete, ventilador, ar-condicionado e mais coisas que refrescam.
O que é ruim para uns, é bom para outros. Duvido que o vendedor de água de coco
esteja reclamando do calor. Em compensação vi o toró assustador que deu em Pão
de Açúcar, através de vídeo postado na Internet. É ou não é a Lei da
Compensação? E digo como o escritor Oscar Silva diante dos brutos do Batalhão:
Só me resta adaptar-me. Ê, “rapadura é doce, mas não é mole não!
E
com o tempo seco assim, faz nos lembrar das aulas de ciências, como aluno do
Ginásio Santana, em que o livro nos ensinava a medir a quantidade de chuva
caída numa região, caseiramente. E procurei fazer um pluviômetro doméstico com
o que fora ensinado. E já trabalhando no IBGE, também ia pegar nos correios
todos os dias, o resultado da quantidade de chuvas diárias, pois ali estava instalado
um pluviômetro do governo. Mas, levando-se em consideração que um clima se
consolida com 30 anos, está havendo uma mudança climática geral e nós deveremos
ficar atentos, para tentar entender o negócio.
São
coisa do Mestre, amigo.
São
coisa do Mestre, minha amiga.
VEGETAÇÃO
NOS MONTES (FOTO: B. CHAGAS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.