OS BARREIROS Clerisvaldo B. Chagas, 9 de abril de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3397 Os barreiros são a forma ma...

 

OS BARREIROS

Clerisvaldo B. Chagas, 9 de abril de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3397



Os barreiros são a forma mais primitiva de armazenar água no Sertão nordestino. Consiste em um buraco largo, profundo e, geralmente arredondado. O barreiro pode também possuir outra forma, retangular, quadrado... Porém, o modelo padrão é o arredondado. Eram escavados com ferramentas simples e removido o barro, com carroças de mão, jumentos ou carro de boi. Ultimamente tudo é realizado a trator. Os barreiros representam a primeira opção de armazenagem d’água nas propriedades rurais, para o consumo doméstico. O seu tamanho e a profundidade, variam conforme vários fatores, mas em geral ficam em torno de 20 metros de diâmetro. É aproveitado um declive do terreno sujeito às enxurradas a que os agricultores chamam “bacia”.

De vez em quando é preciso fazer uma limpeza no barreiro para que, principalmente, não fique assoreado, perdendo espaço na sua armazenagem. Quase sempre isso se faz nas proximidades do  inverno, notadamente, quando o barreiro está seco. As águas das chuvas ali acumuladas, abastecem a casa do proprietário, nas tarefas domésticas e na própria bebida dos humanos e da criação. A limpeza, atualmente é feita através de trator particular que cobra por hora trabalhada. É também realizado pelas máquinas de prefeituras  naquela troca de favores que o leitor conhece bem. Dificilmente sabemos de alguma cooperativa agrícola que faça esse serviço para seus cooperados. Falta de união para o fim da dependência política.

O barreiro doméstico que vem desde os primórdios, talvez tenha inspirado a construção de reservatórios muito maiores que só os grandes proprietários podem ou ações do governo. São os Açudes ou barragens, represas, o mesmo objetivos com denominações diferentes. A limpeza dos barreiros do Sertão, representam não  tão somente o ato físico de armazenar água, mas também um misticismo inexplicável com fé, esperança e uma extrema alegria abafada que não pula,  não aparece, mas que existe numa cumplicidade invisível com os céus. É a terra respirando e recebendo por antecipação as bênçãos das chuvas  que querem beijar a terra de volta.

Sertão e seus mistérios.

BARREIRO (

  O CAFÉ NO BRASIL Clerisvaldo B. Chagas, 8 de abril de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3396   Sua introdução no...

 

O CAFÉ NO BRASIL

Clerisvaldo B. Chagas, 8 de abril de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3396

 



Sua introdução no Brasil, data, aproximadamente de 1727. Oriundo da Guiana Francesa, suas primeiras sementes foram distribuídas entre lavradores do Belém do Pará, onde a rubiácea não se adaptou ao clima e ao solo.

Em 1770, vindas do Pará, foram plantadas algumas mudas próximo ao Rio de Janeiro.

Entretanto, o café só iria realmente se expandir nas terras fluminenses em meados do século XIX. Seu aparecimento de forma mais acentuada, se deu no Estado do Rio de Janeiro, para posteriormente atingir São Paulo, onde, tendo se firmado em Campinas, irradiou-se para oeste e atingiu a área da Mogiana em 1866.

Em 1911, essa cultura chegou ao norte do Paraná, onde sua influência teve início em 1940. Logo esse estado atingiu  a quantia (Sic) de 1 bilhão e 300 milhões de pés de café, sendo atualmente um dos principais produtores brasileiros.

A história do café no Brasil, tem como principal característica a instabilidade da sua produção,  decorrente ora dos problemas de ordem climático, ora da política de preços mínimos, e ou ainda das oscilações e restrições do mercado exterior.

O  café, neste seu desenrolar histórico pela economia brasileira, conheceu dois períodos de superprodutividade: em 1929-1940, com a plantação a curto prazo de 900 milhões de pés, e em 1950 com a plantação de 1 bilhão e 300 milhões de pés, a maior parte no Paraná.

No primeiro caso ocorreu a queima de 108 milhões de sacas. O segundo solucionado excesso foi solucionado com a retirada de 65 milhões de sacas do mercado, pagas com confisco sobre as taxas de câmbio. Essa medida foi facilitada a partir de 1962 com Acordo Internacional do Café.

... Além do  Brasil, outros grandes produtores mundiais do produto são: a  Colômbia  e a  Costa do Marfim, na África.

Extraído do livro: LUCCI, Elian Alabi. Geografia Geral. Saraiva, São Paulo, 1962. Pag.147.

CAFÉ  (GETTY).

 

  PALESTINA ANTIGA Clerisvaldo   B. Chagas, 7 de abril de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3395   A palestina dos...

 

PALESTINA ANTIGA

Clerisvaldo  B. Chagas, 7 de abril de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3395

 



A palestina dos tempos de Jesus, era um território vertical formado por três espécies de estados: Judeia, Samaria e Galiléia.  Quem era da judéia, era judeu. Quem era da Samaria, era samaritano e quem era da Galiléia era galileu. A palestina estava sobre o domínio do Império Romano e era sujeita às Leis do Império. Quando a passagem bíblica fala do bom samaritano, claro que estar se referindo a um homem nascido na Samaria. Quando fala de Jesus, o galileu, claro que estar dizendo que Jesus era da Galiléia. Belém era uma cidade da Galiléia. Mas o que  eu queria saber mesmo era como teria sido a culinária da Palestina, a culinária da Galiléia, a culinária de Belém. Descobri no vídeo sobre a Galiléia, mês não consegui identificar a fonte.

Consegui saber com segurança sobre as refeições de Jesus e os costumes culinários da época, nem tudo, porém, foi incluído  como alimentos de origem animal a  não ser o mel silvestre. O Peixe , o leite, os caprinos, os ovinos, as aves e o leite, ficaram de fora. Mas foi uma bela aula sobre o dia a dia do lugar. O uso do trigo, da cevada, do azeite de oliva, das lentilhas, das tâmaras, da cebola, do alho, do tempero... Do  modo de fazer, do modo de comer. E o surpreendente é que as pessoas trituravam o trigo e a cevada em pedra-mó, da mesma maneira como os nossos avós nordestinos trituravam o milho para fazer o xerém e o mungunzá. (temos uma pedra-mó no museu de Santana do Ipanema apenas faltando o veio de fazer rodar a pedra superior sobre a parte inferior.

O resgate da alimentação da Palestina antiga, bem como as outras diversas informações , representam uma verdadeira relíquia que não tem dinheiro que pague. Galiléia, cujo Mar da Galiléia, Mar de Tiberíades ou Mar de  Genesaré, estar localizado a mais de 200 metros abaixo do nível do Mar Mediterrâneo. É alimentado pelo rio Jordão e cercado por montanhas. Possui mais de 20 km de extensão e 13 de largura. O lago e seu entorno estão em algumas passagens bíblicas, cujo arredores é de terras férteis e de plantações como as oliveiras. O estudo também mostra o valor nutritivo  dos alimentos da época.  Resumindo o documentário, cujo básico era a alimentação de Jesus, produzida por Maria, Jesus cresceu muito bem alimentado e Maria uma ótima dona de casa e mãe.

MAR DA GALILÉIA (INSTAGRAN).