FAVELA MORRO/SERTÃO Clerisvaldo B. Chagas, 20 de agosto de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3464     Favela ou ...

 

FAVELA MORRO/SERTÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 20 de agosto de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3464  

 



Favela ou faveleira (Cnidoscolus quercifolius) é um arbusto ou pequena árvores da caatinga. Tem espinhos  nos galhos, possui folhas recortadas com pelos urticantes. É resistente a seca e protege o solo contra erosão. O nome favela vem das suas vargens de capsulas oleaginosas semelhante as vargens de fava. (feijão selvagem).  Suas folhas e ramos secos podem alimentar rebanhos de caprinos, ovinos e bovinos, nas secas. As semente podem ser aproveitadas em óleo comestível e farinha rica em nutrientes. A favela ainda é usada pela casca e o seu látex como remédios caseiros tal  cicatrizantes, anti-inflamatórios e no tratamento de feridas.  Convive e prolifera com inúmeras cactáceas como a coro-de-frade, o alastrado, o mandacaru, o facheiro... Jamais falta na literatura vaqueira.

Assim como a urtiga, a faveleira costuma surpreender dolorosamente, os braços desprotegidos dos que andam pelas trilhas ou veredas da caatinga distraídos. Representa um dos motivos de defesa da roupa de couro do vaqueiro. A sua referência está sempre no aboio cotidiano do homem rural. A faveleira com suas folhas rendadas e verdes é bonita no inverno e triste e invisível no verão quando fica quase totalmente pelada,  folhas emurchecidas e o todo cinzento. Quando da chamada Guerra de Canudos,havia muitas faveleiras pelos campos de batalhas. Após a guerra pessoas reconheceram em um morro do Rio de Janeiro, esse tipo de vegetação. Daí o temo ter se alastrado pelo Brasil como moradias  pobres, lugares de  morro e de gente humilde.

Que pena duas coisas: o estigma dos lugares de gente humilde com tanto trabalho, circulação de dinheiro e muito mais sendo chamados de favela como desprezo, como lugares condenados eternamente à zombarias e marginalidade e, do Sertão sair nome de vegetal tão nobre para preencher dicionários populares de não boa coisa. Mas, por outro lado,  a favela nas grandes capitais, como os mocambos, as palafitas, os mangues, formam força de resistência de luta renhida pela sobrevivência, por um lugar ao sol, igualmente a própria favela sertaneja que dá exemplos dignificantes.

Viva a faveleira!

FAVELEIRA (DIVULGAÇÃO).

 

  MARCO DO SÉCULO Clerisvaldo B. Chagas.18 de agosto de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3463   Em Santana do Ipa...

 

MARCO DO SÉCULO

Clerisvaldo B. Chagas.18 de agosto de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3463

 



Em Santana do Ipanema, no final do século XIX, foi erguido um cruzeiro de madeira em um dos montes circundantes da cidade, como marco de passagem de século. Ainda hoje o marco está no mesmo lugar, que talvez seja o  segundo. O marco de fim e início de século, tornou-se símbolo religioso e turístico do serrote do Cruzeiro, lugar de onde se avista a mais bela paisagem panorâmica da “Rainha do Sertão”. Posteriormente foi erguida uma capela em homenagem a Santa Terezinha, como motivo particular de promessa. A igrejinha ruiu duas vezes e foi substituída por uma terceira mais resistente. Quem quiser conhecer a paisagem, a capela e o cruzeiro, é somente ter vontade e disposição de subir o monte, ao atravessar o rio Ipanema e pronto.  

Mas também no final do século XX, novamente como marco de final e início de século, foi erguido outro marco, não nos montes circundantes, mas sim, em um dos bairros humildes da cidade; o Bairro São Vicente que fica situado na saída da urbe para a capital.  Trata-se do Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e, que ficou quase defronte  do Abrigo de Idosos do mesmo nome do bairro. O santuário foi erguido pela comunidade sob o comando do, então, padre Delorizano Marques. É um estilo diferente dos prédios da região, sendo arredondado e cúpula em vidros  coloridos  que mostram efeitos especiais quando o sol da manhã ou da tardinha lhes atingem.

Não sabemos se, oficialmente, é ponto turístico, mas que esse papel já, vem sendo exercido há muito. Como ainda está muito longe, nem sabemos ainda se haverá outro marco no início do século XXII, pelo menos não estarei mais encarnado para conhecer, porém, esperamos que boas ideias continuem enriquecendo a nossa história. Afinal, não conheço outra cidade que tenha marcadores de séculos diferentes. Então, essas duas referências deixariam qualquer turista, qualquer católico, qualquer historiador satisfeito.

Vamos conhecer?

SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DE GUADALUPE (LIVRO: 230).

 

  SEGUNDA EDIÇÃO Clerisvaldo B. Chagas, 17 de agosto de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3462   Acabo de receber ...

 

SEGUNDA EDIÇÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 17 de agosto de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3462



 

Acabo de receber da Editora, “Instituto SWA”, de Santana do  Ipanema, a segunda edição do livro documentário, SANTANA:  O REINO DO COURO E DA SOLA.  O citado livro cita parte importante da história do Sertão  alagoano, focando os município de Delmiro Gouveia e Santana, especificando as ações coureira do antigo lugar (hoje bairro) Maniçoba/Bebedouro. Essa atividade coureira proporcionou a indústria calçadeira de Santana do Ipanema e alimentou por décadas,  redes urbana e rural de artífices do couro com variedades impressionantes. Esse livro de atos jamais registrados antes, é fartamente ilustrado e detalhista que se encontra  já nos anais da história de Alagoas, à disposição. O livro tem 63 páginas e, para adquiri-lo a preço de custo (ZAP) basta entrar em contato com o autor.

O Instituto SWA, programou com oito escolas do município, trabalhos de leitura, pesquisa, discussões e  entrevistas entre os respectivos alunos e o  autor  do livro esmiunçado. O cronograma aponta para os primeiros 18 dias do mês de setembro. E se Deus quiser, enfrentaremos essa maratona de cultura variando entre as  zonas urbana e rural. Estamos honrados com a participação da escolas: Carrossel, Cleodon Teodósio, José Francisco de Andrade, São Cristóvão (por duas vezes), Professora Sônia Pereira da Silva,  Durvalina Cardoso Pontes e Senhora Santana. Após a primeira fase, virá a Culminância com mais de duzentos alunos juntos. Apresentações finais sobre olhares do Autor. É um intercâmbio que precisa muita  organização e incentivo, não restam dúvidas. Mas a competência docente se encarrega da sua eficiência.

Além dessas ações que serão desenvolvidas nas 8 escolas, o livro também será lançado no Bairro Maniçoba/Bebedouro, como homenagem à família Félix que também movimentava curtumes e a todos que pertenciam a essa atividade econômica e progressista. Provavelmente no mês de outubro, após a maratona cultural nas escolas. Os acontecimentos sob o comando do Editor, Escritor e Jornalista José Malta Neto,  tende a ganhar corpo devido a sua  capacidade de mobilização, dinâmica e convencimento. Isso trará  dividendos impagáveis para a nossa sociedade sertaneja, cujas histórias verdadeiras serão repassadas através do séculos. E não perder a história é não perder a conexão entre gerações.

 

BURROS CARQUEIROS AO ANOITECER. CAPA.