O LÚDICO Clerisvaldo B. Chagas,   14 de julho de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3445   Para quem gosta de ler...

 

O LÚDICO

Clerisvaldo B. Chagas,  14 de julho de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3445

 



Para quem gosta de ler, talvez tenha se deleitado com um dos romances brasileiros que mais me impressionaram: CURRAL NOVO,  do saudoso filho de Palmeira do Índios, escritor Adalberon Cavalcante Lins.  O romance Curral Novo é seguido em continuação da trama por dois outros romances: SIDRÔNIO E CAMINHOS INCERTOS. Em um deles, o autor descreve as brincadeiras dos meninos da fazenda, levando os mais velhos para as lembranças da meninice na zona rural. Lembro-me que também tenho cenas de brincadeiras lúdicas e femininas do meu tempo no romance DEUSES DE MANDACARU. Porém, virei criança novamente diante do portão da rua, na minha casa.

É que pela primeira vez em cerca de trintas anos, vi novamente a brincadeira de quando era criança. Passaram duas meninas puxando carrinhos de brinquedos, pelo cordão. Tive que falar com elas e dizer que era assim que eu fazia na idade delas. Puxava os carrinhos feitos de madeira ou de lata que artesãos vendiam na feira. Depois foram surgindo carrinhos elaborados pelas indústrias e que eram novidades para nós. Contudo, as brincadeiras de puxar carrinhos com barbantes, era coisa dos meninos, e no caso da minha calçada aconteceu com meninas e carrinhos de fábricas.

Assim como eu não sabia como eram as brincadeiras de crianças na zona rural e aprendi no romance CURRAL NOVO, outros leitores que também não sabiam como brincávamos nos anos 60, ficaram sabendo em DEUSES DE MANDACARU na diversão “boca de forno”, fizesse o que eu fiz... Fiz. Seu rei mandou dizer....  Porém, me  lembro ainda que no livro dos irmãos escritores Darci e Floro de Araújo Melo, existe página a respeito das brincadeiras de meninos e meninas do tempo deles, pedaço de Santana Vila, pedaço de  Santana cidade. Muito importante para os pesquisadores na sequência até o celular, brincadeira de hoje de adultos e crianças.

Abençoadas sejam as criaturinhas que me fizeram menino de novo.

 

  EXPECTIVA Clerisvaldo B. Chagas, 13   de julho de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3444 Antes do início do século...

 

EXPECTIVA

Clerisvaldo B. Chagas, 13  de julho de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3444




Antes do início do século XXI, o charmoso edifício em forma de sobrado, bem perto do rio Ipanema foi demolido. Era ali onde havia o maquinário da chamada “perfuratriz”, que enviava água para o prédio do “Fomento Agrícola”, quatrocentos ou quinhentos metros acima, na Rua de São Pedro, onde se beneficiava o algodão em motor a diesel, lembra o escritor João Neto Chagas, este detalhe. Chamado simplesmente de Perfuratriz, o prédio era  quadrado, cercado de janelas, calçada alta e inclinada. Recebia a sombra da   tarde onde  vários homens da localidade, costumavam descansar e dormitar, aproveitando a sombra. O telhado formoso tinha a cumeeira em forma de sobrado. Daí aquelas particularidades  que chamavam atenção. 

A sede do sistema, década de 20, prédio do Fomento Agrícola, encontra-se ainda nos últimos estertores. Ali estava o primeiro tanque de Corpo de Bombeiros de Alagoas. Mas, voltemos à Perfuratriz. Em seu lugar foi erguida a  Associação Comunitária Nossa Senhora de Fátima, prédio com primeiro andar e que congrega os habitantes das proximidades do rio, na Rua São Paulo (trecho da antiga rodagem para Olho d’Água das  Flores) e suas imediações. Do prédio da Perfuratriz, em Santana do Ipanema só existe uma foto tirada da torre de igreja. Onde ela está ao fundo da foto, longínqua e só quem a conheceu distingue. A última grande cheia do rio Ipanema, destruiu rua e muitas casas, chegando pela primeira vez na história, até aquele local. Ninguém morreu, mas os prejuízos faram enormes.

É dentro dessas lembranças em que lançaremos no próximo dia 17, às 19 horas, o romance AREIA GROSSA, cuja parte real estar registrada no livro, misturada à parte ficção. Prédios  são lembrados,  famosos lugares e 82 personagens reais apontados na mistura real e fictícia da trama. E como já foi dito antes, o romance AREIA GROSSA (título referente a  um tipo de areia do leito do rio Ipanema) é uma formidável fonte de pesquisa para estudantes e pesquisadores da história santanense. O romance escrito por Clerisvaldo B. Chagas e financiado pelos escritores contemporâneos do epicentro da trama, João Neto Chagas e Luís Antônio, o Capiá, espera corresponder a todas as expectativas. Não haverá venda de livro. Os exemplares serão distribuídos gratuitamente entre os descendentes dos personagens reais.