SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
ARTESANATO Clerisvaldo B. Chagas, 4 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3371 O subúrbio de Santana d...
ARTESANATO
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de março de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3371
O
subúrbio de Santana do Ipanema, Bebedouro/Maniçoba, era rico na sua variedade
artesanal. A pobreza dominava por ali na década de 60. E uma das fontes de
renda, fora o emprego nos curtumes que havia, a agricultura ou o pequeno
criatório, o artesanato dominava: Tínhamos fabrico de chapéus, abanos,
esteiras. Maioria feita de palha; Chapéus de couro de bode; fogos de
artifícios; peças de madeira, motivos de promessas; tamancos; sandálias de
couro e muito mais, além da curtição do couro e transformação em sola. Tudo era
vendido de encomenda ou aos montes nas feiras dos sábados, no Centro. Muitos
desse artesãos, migraram para o bairro mais próximo, São Pedro e continuaram
com a mesma atividade.
Antes,
a estrada Delmiro Gouveia – Palmeira dos Índios, passava por ali. Quando foi
construída a rodagem da BR-316, Palmeira dos Índios – Delmiro Gouveia, o
subúrbio Maniçoba/Bebedouro, ficou isolado e assim permaneceu até o final do
século XX. Os benefícios foram chegando devagar, com lentidão de cágado.
Calçamento, água, luz... Somente há pouco ganhou ligação asfáltica ao Bairro
São Pedro. Foi muto beneficiado pela expansão do Bairro Lagoa do Junco que
começou a se encostar na Maniçoba pelo Norte. Atualmente pessoas de bom poder
aquisitivo, construíram ali suas mansões. Era lugar de grandes festas
folclóricas e religiosas. Na década de vinte do século passado, recepcionou o
governador santanense que chegava de Maceió, através de Viçosa com inúmeros
cavaleiros. Muito foguetes, muitas bombas.
No
final do Bebedouro, estar localizada a foz do riacho do Bode, que forma o açude
artificial do “riacho do Bode”, ao norte, hoje no Bairro Lagoa do Junco que
também se expandiu em direção ao açude. Ali perto da foz tem um lugar
paradisíaco chamado “cachoeiras”. Foi daquele núcleo habitacional que saiu o
primeiro documento de Santana do Ipanema, que se conhece a venda de uma
fazenda, em prestações. As casas da rua principal com fundos para o rio
Ipanema, têm quintais rochosos e árvores de porte. É um lugar bastante
ajardinado. Foi ali construída a Igreja de São João, pelo artesão João Lourenço
em 1917, contra a gripe influenza que matou milhões na Primeira Grande Guerra.
RUÍNAS DA IGREJA DE SÃO JOÃO, EM 1998 (FOTO:
B. CHAGAS).
A RESERVA TOCAIA Clerisvaldo B Chagas, 3 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3370 Em Santana do ...
A
RESERVA TOCAIA
Clerisvaldo B Chagas, 3 de março de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3370
Em
Santana do Ipanema, Alagoas, a “Reserva Tocaia”, foi a primeira do estado no
Bioma Caatinga. Foi oferecida ao governo estadual sob condições pelo
proprietário, professor, comerciante, fazendeiro e ex-pracinha, Alberto
Nepomuceno Agra. Hoje, sob os cuidados do seu filho, Alberto Nepomuceno Agra
Filho, conhecido por Albertinho.
A
Reserva Tocaia, foi criada pela Portaria N 0 018/2008 com meta de
preservação integral. Sua área /corresponde a 21.7 há entre baixios e serrotes,
em direção ao riacho João Gomes, não tão distante dali. Na Reserva encontram-se
aroeira, angico, Juazeiro, imbuzeiro, cedro, catingueira, baraúna e outras
espécies de grande e médio porte. Em sua fauna, registram-se a presença de
gato-do-mato, pequenos roedores, aves típicas, serpentes e saguins. Escolares,
pesquisadores e curiosos, sempre visitam a Reserva em simbiose com seu
guardião, Albertinho.
Extraído
do livro: CHAGAS, Clerisvaldo B. & MENDES, João Neto Félix. A igrejinha
das tocaias, sua história. SWA, Santana do Ipanema, 2023.
A
propósito, a Reserva Tocaia, estar localizada a oitocentos metros do final da
rua Joel Marques, no Bairro Paulo Ferreira, limite da zona urbana com a zona
rural. O trecho desta estrada bissecular é de terra variando entre bom e
péssimo de acordo com as épocas de chuvas.
O
município de Santana do Ipanema, ainda possui mais duas reservas,
uma maior e outra menor do que a Tocaia. A maior fica nas imediações do povoado
Pedra d’Água dos Alexandre, a menor estar localizada às margens da AL-120,
imediações do da ponte do riacho João Gomes. Vale salientar que estive algumas
vezes na Reserva Tocaia, mas nunca visitei as outras duas, portanto não posso
passar informações outras, porém, todas as três, prestam relevantes benefícios
ao bioma e são grandes exemplos de desapego e amor à Natureza. Meio ambiente
preservado. Visitem.
AGUARDEM Clerisvaldo B. Chagas, 2 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3369 Aguardem para breve, os l...
AGUARDEM
Clerisvaldo
B. Chagas, 2 de março de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3369
Aguardem
para breve, os lançamentos da terceira edição do livro a IGREJINHA DAS TOCAIAS,
SUA HISTÓRIA; a segunda edição do livro SANTANA:REINO DO COURO E DA SOLA, inclusive,
este com possível filmagem do documentário e a edição inédita do livro ZÉ COXÓ,
O POETA DO FANTÁSTICO, estilo inédito no Brasil. Olha amigos, tem gente da
região Sudeste que confirmou presença quando for o lançamento. Estímulo extra
para o autor. O primeiro livro terá sua nova edição ampliada com pesquisas
recentes. E o segundo livro terá homenagem à família Félix do subúrbio
Maniçoba/Bebedouro. Será trabalhado nas escolas municipais de Santana à
semelhança do primeiro. Quanto a ZÉ COXÓ, terá Coxó normal e Coxó para adultos.
Fica, portanto, ainda inéditos: os romances: AS
TRÊS FILHAS DO CORONEL E AREIA GROSSA; mais os livros documentários: BARRA DO
IPANEMA, UM POVOADO ALAGOANO E MARIA BONITA, AS DEUSA DAS CAATINGAS. Qual deles
o amigo pode patrocinar em parceria? Sobre o livro ZÉ COXÒ, O POETA DE
FANTÁSTICO, recebi do jovem cineasta Samuel Cabral, o prefácio do livro, tão
fantástico quanto as nuances do próprio ZÉ COXÓ. Um prefácio que por si só,
dispensa qualquer outra crítica literária mais profunda e que deixou o autor
completamente empolgado pela aceitação de ZÉ COXÓ que em breve estará no
mercado livreiro de Alagoas, do Nordeste e do Brasil. Passei o prefácio do jovem para mais três
amigos da literatura e eles concordaram com a rara inteligência do menino.
É pena, a cachoeira dos mais diferentes temas
literários que despeja em nossa cabeça e que proporciona o belo, causar
indiferença de publicações das autoridades, como se tivessem medo da
concorrência preferencial humana no mesmo espaço. Infelizmente, só encontramos
dois caminhos confortáveis para os escritores: ou o escriba é rico para custear
suas produções ou é compadre, puxa-saco, ou parente do mandatário. Quase
parodiando o escritor Oscar Silva da década de 30, no assunto acima e em outro
caso de encaixamento em um batalhão de polícia, repito sua frase: Não sendo
rico nem puxa-saco, “só me resta adaptar-me. É a terceira via.
CAPA: SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA. BURROS
CARGUEIROS AO ANOITECER, ARTISTICAMENTE EM TOQUE DE COMPUTADOR (B. CHAGAS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.