MATANDO À VONTADE Clerisvaldo B. Chagas, 25 de maio de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3420   Vai finalizando...

 

MATANDO À VONTADE

Clerisvaldo B. Chagas, 25 de maio de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3420

 



Vai finalizando o mês e sendo anunciadas a produção  de milho que está prevista na região de Arapiraca. São muitas toneladas, amigas e amigos. Vamos anexar mais e mais toneladas de milho do Sertão e da Mata porque o tempo em Alagoas nos favorece.  E a gente bota o pensamento no milho assado, cozinhado,  e no delicioso bolo de milho. E a imaginação vai para roça: Imensa extenção verde e bela, bonecas pendoando, homens e mulheres colhendo espigas, quebrando o milharal após colheita. Foguinho no meio do roçado, para experimento das primeiras ofertas da terra.  Ali, adiante, o jegue, de caçuás lotados, força nos sacos cheios, carroceria por cima e aquele despejar nas praças públicas das feiras do mês de junho. Fartura no campo, fartura na “rua”. E comprido.

Então, isso me faz lembrar a irmã holandesa Letícia, no, então, Instituto Sagrada Família, onde eu lecionava Geografia. Bebendo café sem açúcar, a irmã dizia que na Holanda o milho vai para a ração animal. Eita, como os animais da Europa se divertem com o milho como nós. E a medida em que o mês de junho se aproxima, mais a  boca do nordestino se enche d’água pelas delícias imaginárias do milho. A delícia antecipada é cuscuz com leite que, se não tiver cuidado até o prato será engolido.  E as estações das águas continuam neste outono com o tempero desejado pela Agricultura: Chuvas moderadas se intercalando com o calor do Sol. Agora mesmo chegam sons de forró da vizinhança.  Isso representa o bom  estado de espírito sertanejo.

E para animar o mês de maio do Nordeste, foi lançado ao mercado, o livro MARIA BONITA, A DEUSA DAS CAATINGAS, um documentário clássico que, mesmo com tiragem pequena, já está  percorrendo Alagoas, Rio Grande do Norte e Ceará, aonde as críticas que chegam até nós fazem nos orgulhar do dever cumprido e comprido. E para animar também o mês de junho literário, vamos lançar na Associação da margem esquerda do Ipanema, o romance AREIA GROSSA, que se baseia naquela região da cidade dos anos 60 e seus entornos. Romance de cunho social e histórico com 82 personagens reais e terceirizados na trama que resgata àquela periferia. Distribuição gratuita aos descendentes dos personagens reais.

ROÇA DE MILHO (DIVULGAÇÃO).

 

 ÚLTIMAS UNIDADES. FAÇA PIX E RECEBA EM CASA. 80,00  PIX: 134.272.374.00 Ivan Braga Chagas. BB

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  A PRAÇA DE RONINHO Clerisvaldo B. Chagas, 22 de maio de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3419   Não. Eu não que...

 

A PRAÇA DE RONINHO

Clerisvaldo B. Chagas, 22 de maio de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3419



 

Não. Eu não quero dizer que a praça pertence ao famoso escultor do ferro. Mas, que a praça chique do Bairro São José estar situada como vizinha à oficina do santanense artesão. Recentemente pintada e sob vigilância, vai mantendo a sua originalidade dividida em três andares que obedecem ao ladeiroso local.  Pois fui  ontem fazer uma visita de cortesia ao artista e fui encontrá-lo em meio à sua especialidade, isto é, figuras e mais figuras de cangaceiros e coisas semelhantes. Entretanto, a boa conservação da praça me chamou atenção,  no topo da ladeira, cujo sítio divide as partes alta e baixa do nosso bairro. Isso deu à praça, condições naturais de mirante. Um mirante voltado para  as barreiras da margem direita do rio Ipanema, para o parcial casario do Bairro Paulo Ferreira e para o pedestal de Santa Ana, na serra Aguda.

 Propus ao festejado artesão a possibilidade  de um São José na entrada do bairro de igual nome. Vi o artista Roninho “morder na corda” por não ser a verdadeira especialidade dele. Mesmo assim deixou uma esperança longínqua, admitindo sem admitir, “Na praça”, disse ele rapidamente. Aí joguei a “panela fervendo” e disse-lhe. “Não sei quanto tempo vai levar, mas quando for a inauguração eu quero estar presente”. E tirei o time  de campo. Meu amigo e minha amiga, ninguém é obrigado a gostar de cangaceiros, porém, não se pode negar o talento e a originalidade do seu estilo. E agora em que o artesão se encontra entre os melhores do Brasil, reformou a sua oficina, dividida entre  parte de trabalho e parte de exposição/venda. As peças, devidamente organizadas realmente oferece um novo visual ao comprador exigente.

Notei, então, que o grande mestre Roninho, tem oficina e   moradia em lugar privilegiado do Bairro São José: Avenida principal com o novo nome, Professora Helena Braga das Chagas, vizinho da praça bonita e mirante parcial  para a margem direita do rio. Ora! Sendo assim o artista do ferro e da solda, ao se notar tristonho, basta dá um passo para a calçada e o cenário do alto logo lhe devolverá qualquer inspiração perdida, para os seus bonecos. Dei alguns passos para baixo e fui apreciar as obras-de-arte do artista plástico e cantor Dênis Aguiar. Obras de inspirações divinas. Desço mais alguns passos e retorno à minha casa para reflexão da manhã.

A PRAÇA DE RONINHO (FOTO DE B. CHAGAS).