NA DUVALINA – ESCOLA Clerisvaldo B. Chagas, 16 de setembro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3477   O nosso t...

 

NA DUVALINA – ESCOLA

Clerisvaldo B. Chagas, 16 de setembro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3477

 



O nosso trabalho literário pelas escolas, desaguou,   ontem, terça-feira, nas escola Durvalina Pontes, o citado   estabelecimento está localizado no Bairro São José e se  chamava ESCOLA ESTADUAL PROF. HELENA BRAGA DAS CHAGAS.  A escola, antes do estado, passou para o município, com  o título de Durvalina Pontes. Então, o nome Helena Braga passou a ser a rua principal do Bairro São José,  a mesma rua da escola. Foi aí que prosseguimos o nosso trabalho sobre o livro SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA, em companhia do editor  do Instituto SWA, José Malta Neto. Fomos recebidos com júbilos e tanto carinho que viramos timidamente menino.

E naquela escola cuja vizinhança lateral  fazia parte  da antiga rodagem construída por Delmiro Gouveia, esclarecemos  sobre todas as curiosidades dos presentes  sobre o livro acima e o  autor.  Foi a penúltima escola onde trabalhei como professor e na época, deixei uma biblioteca arrumada  e com secções especiais para autores santanenses e alagoanos. Revi na ocasião, algumas ex-alunas que se tornaram professoras e, os  elogios recebidos ao professor de Geografia, deixaram profundamente o professor feliz por ter cumprido corretamente aquela trajetória na vida. Pois foi assim que o tempo que estava nublado lá fora, deixou brilhar naquele momento o Sol sorridente repleto de esperanças.

Ao sair, ainda contemplei a antiga craibeira de tronco robusto e altura de princesa das caatingas. Árvore que está completamente preparada para o novo natal com sua bela florada amarela. A mudança de mãos da escola interrompeu o meu plano de fixar-lhe uma placa de metal indicativa para alunos e visitantes: nome, nome científico, idade e o homem que a plantou que ainda continua vivo. Lembrando tudo isso agora, vou incentivar a direção da escola a fazer o que não fiz. Pelo menos   a ação ecológica poderá retribuir um pouco daquele carinho de rei o qual fui recebido. Gratidão! Gratidão! Gratidão!...

NA ESCOLA RURAL CLEODON TEODÓSIO.

 

 

                                                    

  SÃO CRISTÓVÃO   I Clerisvaldo B. Chagas, 15 de setembro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3476   Só alegria e...

 

SÃO CRISTÓVÃO  I

Clerisvaldo B. Chagas, 15 de setembro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3476

 



Só alegria e progresso literário e humano na Escola Particular São Cristóvão, situada à Rua Siloé Tavares, no Bairro Camoxinga. Terceira escola trabalhada por nós, escritor Clerisvaldo B. Chagas e editor Malta Neto. Era grande a roda de alunos que nos entrevistava sobre o livro em evidência, SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA. Surpresa imensa e interessante quando o Autor indagava de volta, quem gostaria de ser escritor. A resposta positiva generalizada, deixou felizes escritor, editor, professores e a própria dirigente da Escola São Cristóvão. As perguntas sobre a época dos curtumes  e das fábricas de calçados no município, foram além da dinâmica economia da época e entraram fundo na própria história do bairro isolado MANOÇOBA/BEBEDOURO que produzia couro curtido, sola e uma infinidade de artesanatos.

Mas foi surpresa também para o escritor e professor de Geografia Clerisvaldo, o fato de que três professores presentes, foram seus alunos em escolas diversas. Além disso, uma das professoras  se tornara escritora de literatura para crianças e nos dedicava o seu simpático trabalho com o título de CLARINHA E NINO EM: CONHECENDO ALAGOAS, Maria Verônica Maciel. Porém havia mais surpresa naquela radiosa manhã de entrevistas. A própria filha da escritora, Lícia Maciel, estava presente para registrar o encontro em fotografias que muito agitaram a plêiade, era escritora também. Inclusive, tem livro de poesia com prefácio meu. Ora, formou-se então, uma miríade de estrelas com quatro escritores presentes e a adolescência quase completa querendo ser escritor, escritora.

Ficamos cientes de que essa juventude não deixará o tempo esquecer da história da nossa cidade com suas repletas nuances municipais. Por fim, uma aguinha de coco para aliviar a garganta e ativar o paladar. Deixamos à escola São Cristóvão, ainda com outra  satisfação de novamente ter feito uma visita a um ponto da cidade o qual nunca mais tínhamos ido, a parte, alta do Bairro Camoxinga onde está situado o Estádio Arnon de Melo. Levaremos o êxito total da Escola São  Cristóvão para a Escola Durvalina Pontes, amanhã, com o mesmo entusiasmo em servir.

 

  A PEDRA DO SAPO Clerisvaldo B. Chagas,14   de setembro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3475     A Pedra do ...

 

A PEDRA DO SAPO

Clerisvaldo B. Chagas,14  de setembro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3475



 

 A Pedra do Sapo não poderia ter ficado fora do   romance histórico  e urbano AREIA GROSSA. Até  porque a pedra faz parte de periferia  do centro da história. Seu título é secular e escorregou pelo tempo até chegar aos habitantes da orla.Com cerca de três metros de altura, em forma claríssima  de sapo sentado, estava sempre ali à margem direita  e imediata do rio Ipanema. A duzentos metros   abaixo da travessia do rio seco, definia para nós a intensidade das cheias periódicas do  Ipanema. As águas poderiam chegar até aos seus pés, subirem até o meio ou cobri-la completamente. Quando as águas baixavam a pedra do sapo revestia-se de um limo que a deixava definitivamente negra. Nós, os meninos, subíamos para o seu cocuruto como lagartixas.

A pedra não foi contemplada com a pintura de sapo do artista plástico e funcionário público Luís Dantas. Mas ele assim o fez em outra pedra semelhante e menor que havia na sua chácara à margem da AL-120, no sítio Barriguda. Todos os passantes param diante da cerca para fotografar o sapo de pedra. As sucessivas gestões municipais, não têm olhos para o potencial turístico existente. E a Pedra do Sapo do rio Ipanema, no final do século XX, ganhou oratório  no topo e escadaria de concreto como promessa do cidadão  Zé Preto Manganheiro, morador da Rua São Paulo. Tudo à semelhança da Pedra do Padre Cícero, em Dois Riachos. Entretanto, não demorou muito, o oratório foi saqueado e o santo da promessa desapareceu. Ficou no local somente a estrutura.

Foi por tudo isso que Júlia Rainha, a protagonista fictícia do  romance AREIA GROSSA,  foi queimar suas panelas de artesã na Pedra do Sapo. Ali ficava seu forno de queimar panelas às sexta- por feira. Na subida do Minuino, travessia do rio, mais acima, os oleiros queimavam tijolos e telhas  nas suas caieiras belas no ventre das noites mais escuras. E a pedra do sapo, que ainda não foi cobiçada pelos quebradores e comerciantes de rochas, vai sobrevivendo aos séculos, às eras, aos tempos, mesmo que carregue agora no seu topo um oratório vazio e uma escadaria de concreto. Já está imortalizada  no romance AREIA GROSSA.