DIA DO SANTO Clerisvaldo B. Chagas, 16 de junho de 2026. Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3431     Foi assim que ama...

 

DIA DO SANTO

Clerisvaldo B. Chagas, 16 de junho de 2026.

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3431



 

  Foi assim que amanheceu neste sábado de Santo Antônio. Nublado, escuro e frio. Galos cantando longe no quintais da beira do rio e o arrulhar forte da rolinha branca nas folhagens urbanas da acácias. Um foguete ou dois, espoucaram distante e o sol com sua força hercúlea, foi afastando as nuvens, para respirar. Entretanto, lá para as dez horas da manhã, o próprio tempo reverteu a situação e voltou a cobrir o sertão de branco, o branco chuvoso por excelência. E com a exceção daqueles dois foguetes, nada mais sobre o dia do santo casamenteiro, se ouviu, pelo menos na parte da manhã. Por outro lado, nem sabemos de onde partiram os parcos foguetes, que devem ter sido do atual Bairro Paulo Ferreira, cuja igreja é do padroeiro Santo Antônio.

É certo que no Sertão, as comemorações a São João e a São Pedro, sempre foram fortes, com prioridade a São João, Santo Antônio sempre foi o mais fraco dos festejos pela iniciativa popular. Mas, quase no final do império das fogueiras juninas, houve em Santana do Ipanema –  que reflete o miolo da região sertaneja – um aumento significativo de festejos em São Pedro e santo Antônio. Veio a proibição das fogueiras, pelo asfaltamento das ruas, pelas novas leis sobre poluição, assim como tinha vindo a de soltura de balões Ficaram apenas as reuniões em torno da mesa para degustarem guloseimas do milho, entre famílias.    Grandes centros como Caruaru e Campina Grande, conseguiram perpetuar as festas juninas com planejamentos, dinheiro e interesses comerciais fantásticos. Nem Maceió conseguiu chegar ao nível das cidades acima.

O que sobrou de tudo isso foi apenas para nós, das festas juninas,  o aconchego familiar rodeando uma mesa repleta de guloseimas à base do milho. Sem quentão, sem fogueira, sem comadres, sem adivinhações, sem forrós por todas as bibocas. Quadrilhas? Só de às bandidos que ainda continuam m moda. Tudo isso parece levar as pessoas ao desânimo. Desânimo da falta da tradição. É assim que a cachaça, a cerveja ou o vinho, tentam animar de outra forma  os festejos juninos que escapam dos lares e terminam em messas de bar.

Ê, meu amigo, minha amiga, “rapadura é doce, mas não é mole não”. 

  O BOI DE SANTANA Clerisvaldo B. Chagas, 15 de junho de 2026 Escritor símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3430   Santana do Ipane...

 

O BOI DE SANTANA

Clerisvaldo B. Chagas, 15 de junho de 2026

Escritor símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3430

 



Santana do Ipanema era o , então, o município mais extenso de Alagoa. Praticamente, todo o Médio Sertão, era  Santana do Ipanema e que no futuro foi sendo fatiado com desmembrações. Portanto, o nosso livro O BOI, A BOTA E A BATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO IPANEMA, conta a história do Sertão de Alagoas, no geral. Entretanto, claros que as nuances das autonomias e suas considerações restritas, ampliam a historiografia regionalista do estado. Além das próprias narrativas de independências, reinam o específico DNA de cidades e municípios. Nenhuma cidade é igual a outra na Geografia, na História, na Culinária e sobretudo nos Usos e Costumes que são o âmago de cada uma.

Quer percorrê-las  e senti-las? Percorra Olho d’Agua das Flores, Carneiros, Olivença, Senador Rui Palmeira, Poço das Trincheiras, Maravilha, Ouro Branco e Dois Riachos. E se a história não fascina, monte na Geografia dos lugares. O prolongamento  da rodagem palmeira dos Índios – Delmiro Gouveia, BR-316, década de 50, foi e continua sendo a Espinha Dorsal do Sertão, ramal que contempla Santana do Ipanema. Quem está na capital, Maceió, pode atingir o extremo oeste do estado pelo ramal, Palmeira – Santana – Delmiro. Mas também, hoje, se quiser, seguir para o extremo oeste pela segunda Dorsal que compreende Arapiraca, Entroncamento em Olho d’ Água da Flores, São José da Tapera, Olho d’Água do casado, Delmiro Gouveia. Nas imediações de Delmiro Gouveia, pode-se chegar à região serrana de Mata Grande, Pariconha, Inhapi e Água Branca.

Este segundo ramal estar sendo duplicado, o que se espera que o mesmo benefício possa acontecer com o ramal um, da BR-316. Assim, fica o livro O BOI, A BOTA, E A BATINA, HIISTÓRIA COMPLETA DE Santana do Ipanema, a gigantesca dorsal para as novas e velhas gerações e fonte de fôlego para a curiosidade dos pesquisadores.

  SAGRADA FAMÍLIA – AREIA GROSSA Clerisvaldo B. Chagas, 12 de junho de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3429   Em...

 

SAGRADA FAMÍLIA – AREIA GROSSA

Clerisvaldo B. Chagas, 12 de junho de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3429

 



Em torno do ano do e 1959, o comerciante e fazendeiro José Quirino, por motivo que até hoje não sabemos, iniciou uma campanha para a construção de uma igreja no Bairro Monumento, em Santana do Ipanema. O templo católico seria construído em parte de um terreno que fora o primeiro cemitério de Santana, final do século XIX, demolido nos anos 40 do século XX. O senhor José Quirino negociava na no andar de baixo da esquina do Hotel Central, em pleno comércio. Conhecido como homem altamente sovina, talvez tenha encontrado algumas dificuldades, mas conseguiu o seu intento. Também não sabemos dizer se o título da igreja já estava ou não programado. Recebeu a denominação de Igreja Sagrada Família. O senhor José Quirino também foi o fundador da rua partícula “Rua de Zé Quirino” e que hoje é chamada oficialmente de Rua Prof. Enéas.

A Rua de Zé  Quirino teve início com a primeira casa vizinha a sua cerca do curral do gado. nessa época este escritor tinha apenas treze anos. Acompanhava a evolução da rua, a extinção futura do curral, mas nada sabia dos movimentos para a Igreja Sagrada Família. Acontece que aquelas observações de criança e de adolescente, emergiram com o autor já aos setenta e nove anos,  com o  romance que em breve será  lançado naquele mesmo lugar na Associação Comunitária Nossa Senhora de Fátima, cujo prédio de primeira andar era a famosíssima Perfuratriz. Hoje, encontra-se à frente da Associação, o serigrafista Cajueiro, filho do Cajueiro que foi o proprietário da ‘Tipografia Nordeste”, em Santana do Ipanema. 

        Neste resgate romanesco entre ficção e realidade, esperamos contar com a presença dos escritores contemporâneos, João Neto Chagas, O PRIMO VÉI E Luís Antônio, O CAPIÀ, também financiadores da obra. Assim, nós, os três escritores, estaremos juntos lançando a história, a geografia, o social daquela periferia com lugares e personagens reais apontados como terciários na trama ficcionista por excelência que o romance do Ipanema. Estaremos distribuindo cerca de trinta e cinco exemplares grátis, os descendentes daqueles que bem ilustram o obra. Todos os nossos contatos serão convidados para essa noite de emoção. E quanto livros à venda, aceitaremos encomendas, caso ultrapasse dez exemplares no geral. Compromisso fiel e firme com os possíveis adquirentes.  

IGREJA DA SAGRADA FAMÍLIA EM 2013. CITADA NO ROMANCE (FOTO:  B. CHAGAS/ LIVRO ICONOGRÁFICO 230).