MARCO DO SÉCULO Clerisvaldo B. Chagas.18 de agosto de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3463   Em Santana do Ipa...

 

MARCO DO SÉCULO

Clerisvaldo B. Chagas.18 de agosto de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3463

 



Em Santana do Ipanema, no final do século XIX, foi erguido um cruzeiro de madeira em um dos montes circundantes da cidade, como marco de passagem de século. Ainda hoje o marco está no mesmo lugar, que talvez seja o  segundo. O marco de fim e início de século, tornou-se símbolo religioso e turístico do serrote do Cruzeiro, lugar de onde se avista a mais bela paisagem panorâmica da “Rainha do Sertão”. Posteriormente foi erguida uma capela em homenagem a Santa Terezinha, como motivo particular de promessa. A igrejinha ruiu duas vezes e foi substituída por uma terceira mais resistente. Quem quiser conhecer a paisagem, a capela e o cruzeiro, é somente ter vontade e disposição de subir o monte, ao atravessar o rio Ipanema e pronto.  

Mas também no final do século XX, novamente como marco de final e início de século, foi erguido outro marco, não nos montes circundantes, mas sim, em um dos bairros humildes da cidade; o Bairro São Vicente que fica situado na saída da urbe para a capital.  Trata-se do Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e, que ficou quase defronte  do Abrigo de Idosos do mesmo nome do bairro. O santuário foi erguido pela comunidade sob o comando do, então, padre Delorizano Marques. É um estilo diferente dos prédios da região, sendo arredondado e cúpula em vidros  coloridos  que mostram efeitos especiais quando o sol da manhã ou da tardinha lhes atingem.

Não sabemos se, oficialmente, é ponto turístico, mas que esse papel já, vem sendo exercido há muito. Como ainda está muito longe, nem sabemos ainda se haverá outro marco no início do século XXII, pelo menos não estarei mais encarnado para conhecer, porém, esperamos que boas ideias continuem enriquecendo a nossa história. Afinal, não conheço outra cidade que tenha marcadores de séculos diferentes. Então, essas duas referências deixariam qualquer turista, qualquer católico, qualquer historiador satisfeito.

Vamos conhecer?

SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DE GUADALUPE (LIVRO: 230).

 

  SEGUNDA EDIÇÃO Clerisvaldo B. Chagas, 17 de agosto de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3462   Acabo de receber ...

 

SEGUNDA EDIÇÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 17 de agosto de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3462



 

Acabo de receber da Editora, “Instituto SWA”, de Santana do  Ipanema, a segunda edição do livro documentário, SANTANA:  O REINO DO COURO E DA SOLA.  O citado livro cita parte importante da história do Sertão  alagoano, focando os município de Delmiro Gouveia e Santana, especificando as ações coureira do antigo lugar (hoje bairro) Maniçoba/Bebedouro. Essa atividade coureira proporcionou a indústria calçadeira de Santana do Ipanema e alimentou por décadas,  redes urbana e rural de artífices do couro com variedades impressionantes. Esse livro de atos jamais registrados antes, é fartamente ilustrado e detalhista que se encontra  já nos anais da história de Alagoas, à disposição. O livro tem 63 páginas e, para adquiri-lo a preço de custo (ZAP) basta entrar em contato com o autor.

O Instituto SWA, programou com oito escolas do município, trabalhos de leitura, pesquisa, discussões e  entrevistas entre os respectivos alunos e o  autor  do livro esmiunçado. O cronograma aponta para os primeiros 18 dias do mês de setembro. E se Deus quiser, enfrentaremos essa maratona de cultura variando entre as  zonas urbana e rural. Estamos honrados com a participação da escolas: Carrossel, Cleodon Teodósio, José Francisco de Andrade, São Cristóvão (por duas vezes), Professora Sônia Pereira da Silva,  Durvalina Cardoso Pontes e Senhora Santana. Após a primeira fase, virá a Culminância com mais de duzentos alunos juntos. Apresentações finais sobre olhares do Autor. É um intercâmbio que precisa muita  organização e incentivo, não restam dúvidas. Mas a competência docente se encarrega da sua eficiência.

Além dessas ações que serão desenvolvidas nas 8 escolas, o livro também será lançado no Bairro Maniçoba/Bebedouro, como homenagem à família Félix que também movimentava curtumes e a todos que pertenciam a essa atividade econômica e progressista. Provavelmente no mês de outubro, após a maratona cultural nas escolas. Os acontecimentos sob o comando do Editor, Escritor e Jornalista José Malta Neto,  tende a ganhar corpo devido a sua  capacidade de mobilização, dinâmica e convencimento. Isso trará  dividendos impagáveis para a nossa sociedade sertaneja, cujas histórias verdadeiras serão repassadas através do séculos. E não perder a história é não perder a conexão entre gerações.

 

BURROS CARQUEIROS AO ANOITECER. CAPA.

 

 

 

 

 

 

 

 

SOLIDÃO Clerisvaldo B. Chagas, 14 de agosto de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3460   Sem   nunca encontrar algu...

SOLIDÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 14 de agosto de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3460



 

Sem  nunca encontrar alguém disposto à caminhadas, saí margeando a antiga barragem  de Santana do Ipanema.  Eu tinha uma curiosidade sobre as cercas de pedras que cercavam terras nas imediações da barragem. E fui  subindo por aquela estrada de terra  marginal ao rio Ipanema. Estrada boa que parecia rumar para a serra do Poço ou para a cidade de Poço das Trincheiras. Um deserto só. Nem um pé de pessoa aparecia no trajeto. O sol batia na terra piçarrada e de vermelho claro. Quanto mais eu caminhava para o norte, mais solitária a estrada ia ficando. Nem sequer um passarinho cantava ou aparecia nas imediações. Fui encontrando uma cerca de pedra que se prolongava pela margem direita da estrada.  Quando resolvi voltar, já sentindo medo daquele silêncio e solidão onde nunca pisara antes, avistei uma residência.

Era uma casa de alpendre com galinha no terreiro, na margem esquerda da estrada e na margem esquerda do rio. Não encontrei coragem para me aproximar da residência e nem prosseguir a caminhada. Para mim estava vivendo um momento mágico que eu não queria quebrar com informações alguma. Calculei que aquela estrada deveria ter sido trilha dos primeiros habitantes da região serrana de dois ou três séculos atrás. Retornei com certa apreensão pensando em possíveis perigos naqueles esquisitos. A vegetação à direita da ida, ressecada, pelada e que se mostrava por trás da cerca de pedra. A da margem do rio, verde, devido a umidade do leito próximo. A cerca de pedra estava perfeita como ficara no original. havia partes caídas e fui fazendo comparações com cercas de pedras de outros sítios como a das Tocaias, que estavam se desmanchando.

Era uma caminhada muito mais solitária do que a velha estrada.  da esquecimento, porém, havia visto parte da história do Sertão naquele museu  a céu aberto das cercas de pedras feitas por mestres escravos. Naturalmente se pensa que os donos daquelas terras teriam sido pessoas abastadas, pioneiras na habitação do lugar. Mesmo assim, não resisti a um suspiro de alívio ao retornar a BR-316. As surpresas do mundo estão por todas as partes, tanto as boas quanto as péssimas. É bom ter com quem dividir as emoções. 

CAMINHANTE (DEAMSTIME).