RUA ESQUECIDA Clerisvaldo B. Chagas, 29 de maio de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3422     Nunca mais havia t...

 

RUA ESQUECIDA

Clerisvaldo B. Chagas, 29 de maio de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3422



 

 Nunca mais havia transitado naquele trecho de rua onde passei inúmeras vezes na infância. Tudo modificado e com residências modernas, sem nenhum beco dos mais antigos que desse para o Poço dos Homens, no rio Ipanema. Ali era a casa de Regina e Zé Cambão, acolá era a residência dos pais de Gorila e  Nicinha e, mais adiante, a casa de Pedro “deixe que eu chuto”, o famoso “mão de aço”, pandeireiro. Estamos nos referindo,  à Rua Prof. Enéas, trecho  d os fundos de parte do Comércio e o rio Ipanema. Antes sem denominação alguma, passou a fazer parte do prolongamento da Rua de Zé Quirino que teve início na outra extremidade mais distante dos fundos do Comércio. A  Rua de Zé Quirino ( fundada pelo próprio) passou a se chamar depois, Rua Prof. Enéas.  

Os personagens citados acima, históricos e populares, estavam profundamente  encravados nos anais do rio e do famigerado poço. É uma rua estreita, mas ganhou asfalto e muitas vezes desafoga o  trânsito ou serve de estacionamento no trânsito tresloucado do Comércio. O início da Rua de Zé Quirino, está assegurado no romance a ser lançado em julho, AREIA GROSSA. Patrocinado, será distribuído gratuitamente aos descendentes de personagens reais e terceirizados citados na trama do romance. Não haverá venda do livro, mas anotaremos possíveis encomendas, para breve entrega remunerada. São 82 moradores da região do início da rua, citados no livro, entretanto, esses acima falados, não constam no AREIA GROSA. A areia grossa do rio Ipanema, dá nome ao livro.

Por falar em resgate,  o melhor resgate do Poço dos Homens, encontra-se no livro documentário, IPANEMA, UM RIO MACHO, na nossa autoria. E se você quer saber se o Poço dos Homens ainda existe, existe sim. Os casarios de ambas as margens e mais a ponte construída na década de 60, sufocaram-no. As cheias periódicas, aterram e desaterram o poço. Muitos vegetais baixos no entorno e a poluição contínua, tornaram o lazer inviável para banhistas, além da ponte que quebrou a sua intimidade.

RIO IPANEMA

  

  NOVA EDIÇÃO Clerisvaldo B. Chagas, 27 de maio de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3421   Enquanto se descansa s...

 

NOVA EDIÇÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 27 de maio de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3421



 

Enquanto se descansa se carrega pedras. Recebo notificações do editor José Malta para corrigir a “Boneca” para nova edição do livro SANTANA, REINO DO COURO E DA SOLA. O citado livro é um documentário de cerca de 60 página que irá ser trabalhado nas escolas do município de Santana do Ipanema. Trata-se de um resgate de parte da história santanense que não havia sido registrada, assim como OS CANOEIROS DO IPANEMA e a IGREJINHA DAS TOCAIAS. Todos os três episódios resgatados por mim e, graças a iluminação do companheiro MALTA, são trabalhados esses documentários com a juventude escolar para o reforço de todas as gerações em ser santanense. SANTANA, REINO DO COURO E DA SOLA, representa o retrato do Sertão inteiro do século XX.

Com o trabalho nas escolas municipais, presença do autor em debates e entrevistas, fica então, consolidado o objetivo  da inclusão daqueles episódios, definitivamente no âmago santanense de qualquer faixa etária. O livro fala da época em que o município e o Sertão Inteiro progrediam com o uso do couro do boi, abundante na região. As fábricas artesanais de curtumes onde o couro era curtido e transformado em sola, alimentando as vária fábricas de calçados que havia na cidade e os diversos tipos de artesãos do couro do semiárido. A circulação do dinheiro, o emprego, as diversões, o modo de fabricar a sola, seus ingredientes, suas fontes, seus transportes, suas vendas, seus preços. Inclusive, o registro de governador santanense, sua visita à cidade com dezenas de cavaleiros.

Além da especificidade do setor coureiro, é o livro SANTANA, REINO DO COURO E DA SOLA, documentário histórico, social, econômico e geográfico da nossa região completa. Vai ficando assim, uma deliciosa fonte de pesquisa nordestina, principalmente, para quem procura voar mais alto com solidez de base. Santana do Ipanema  agradece pela divulgação da sua história tronco e de suas periferias que muitas vezes ficam esquecidas e, emergem através do editor, jornalista e escritor José Malta Neto. Sim,  amigo MALTA, vou encerrar esta crônica e colocar a mão na massa da correção  da ‘boneca”, formosa BONECA.

CAPA, BURROS CARGUEIROS AO ANOITECER.

  MATANDO À VONTADE Clerisvaldo B. Chagas, 25 de maio de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3420   Vai finalizando...

 

MATANDO À VONTADE

Clerisvaldo B. Chagas, 25 de maio de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3420

 



Vai finalizando o mês e sendo anunciadas a produção  de milho que está prevista na região de Arapiraca. São muitas toneladas, amigas e amigos. Vamos anexar mais e mais toneladas de milho do Sertão e da Mata porque o tempo em Alagoas nos favorece.  E a gente bota o pensamento no milho assado, cozinhado,  e no delicioso bolo de milho. E a imaginação vai para roça: Imensa extenção verde e bela, bonecas pendoando, homens e mulheres colhendo espigas, quebrando o milharal após colheita. Foguinho no meio do roçado, para experimento das primeiras ofertas da terra.  Ali, adiante, o jegue, de caçuás lotados, força nos sacos cheios, carroceria por cima e aquele despejar nas praças públicas das feiras do mês de junho. Fartura no campo, fartura na “rua”. E comprido.

Então, isso me faz lembrar a irmã holandesa Letícia, no, então, Instituto Sagrada Família, onde eu lecionava Geografia. Bebendo café sem açúcar, a irmã dizia que na Holanda o milho vai para a ração animal. Eita, como os animais da Europa se divertem com o milho como nós. E a medida em que o mês de junho se aproxima, mais a  boca do nordestino se enche d’água pelas delícias imaginárias do milho. A delícia antecipada é cuscuz com leite que, se não tiver cuidado até o prato será engolido.  E as estações das águas continuam neste outono com o tempero desejado pela Agricultura: Chuvas moderadas se intercalando com o calor do Sol. Agora mesmo chegam sons de forró da vizinhança.  Isso representa o bom  estado de espírito sertanejo.

E para animar o mês de maio do Nordeste, foi lançado ao mercado, o livro MARIA BONITA, A DEUSA DAS CAATINGAS, um documentário clássico que, mesmo com tiragem pequena, já está  percorrendo Alagoas, Rio Grande do Norte e Ceará, aonde as críticas que chegam até nós fazem nos orgulhar do dever cumprido e comprido. E para animar também o mês de junho literário, vamos lançar na Associação da margem esquerda do Ipanema, o romance AREIA GROSSA, que se baseia naquela região da cidade dos anos 60 e seus entornos. Romance de cunho social e histórico com 82 personagens reais e terceirizados na trama que resgata àquela periferia. Distribuição gratuita aos descendentes dos personagens reais.

ROÇA DE MILHO (DIVULGAÇÃO).