AGRADECIMENTOS E HONRA Clerisvaldo B. Chagas, 23 de julho de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3448     É motivo...

 

AGRADECIMENTOS E HONRA

Clerisvaldo B. Chagas, 23 de julho de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3448

 



 É motivo de muita honra, fazer parte da gigante Enciclopédia/Dicionário  “ABC das Alagoas” (Gisela Pfau – José Ysnaldo) bem como ter sido entrevistado pelo insigne Paulo Poeta, da TV Assembleia. Foram dias seguidos de excelentes efemérides como o lançamento do romance AREIA GROSSA na Associação Comunitária Nossa Senhora de Fátima, em Santana do Ipanema. Tudo isso dentro dos festejos da padroeira do município, Senhora Santana. Aliás, os festejos  a avó de Jesus prosseguem com muita fé e animação dentro daquelas ações seculares. É bom descobrir as bênçãos da mãe de Maria que  fazem chegar ao santanense mais e mais amor  para bombear o coração.

De todos os nossos livros escritos, faltam apenas quatro para as novas publicações, quando deverá encerrar o estoque acumulado e depois, e depois... Ele, o nosso Mestre já sabe. Portanto, pelo menos dois deverão mostrar os seus rostos nas Alagoas: BARRA DO IPANEMA, UM POVOADO ALAGOANO : e ZÉ COXÓ, O POETA DO FANTÁSTICO. Pelo “andar da carruagem”,  ficarão para o primeiro semestre de 2027, os livros seguintes: AS TRÊS FILHAS DO CORONEL e REPENSANDO A GEOGRAFIA DE ALAGOAS. Mesmo assim a inquietação literária deverá azeitar novamente a máquina da criatividade e nascer novos filhos para o reconhecimento das suas faces. O certo mesmo é que o Divino Espírito Santo, Espírito Vivo de Deus Vivo, não para de fabricar livros e enviar para a nossa cabeça, fazer o quê?

Bem, e como o mês de julho não é só chuva e frieza, o ponteiro marca festas por todos os lugares com as esperanças e euforia dos campos que fazem girar a Economia em sítios, povoados e cidades da região sertaneja em tempo de colheita. Vez em quando o espocar de foguetes preenche os ares gelados do céu de Santana e os fiéis acorrem a Matriz. Ninguém quer perder o encontro com a fé e a oportunidade de rever os amigos e amigas na festa da padroeira. Festa da Juventude, Festa de Senhora Santana, Festa de São  Cristóvão, fazem do Sertão um festejo contínuo que parece não acabar nunca.

Viva a padroeira! Viva nós!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  MISSÃO CUMPRIDA Clerisvaldo B. Chagas, 20 de julho de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3448   Foi na sexta-feir...

 

MISSÃO CUMPRIDA

Clerisvaldo B. Chagas, 20 de julho de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3448

 



Foi na sexta-feira 17,  início da festa da padroeira  Senhora Santana. A boquinha da noite –  como se diz no Sertão –  festa da santa em andamento quando o trânsito virou um caos, um trânsito completamente enlouquecido que nada ficava devendo ao da capital da Índia. Após os percalços antes e em cima da hora, conseguimos chegar à Associação Comunitária Nossa Senhora de Fátima, na extremidade da Rua São Paulo, margem direita do rio Ipanema. O clima de festa estava por toda a cidade, inclusive, na periferia onde havia muitas comemorações, cujos bares e bodegas nunca venderam tanta bebida. Estiveram conosco nessa empreitada, presentes na Associação, os escritores Marcello Fausto o editor e escritor, jornalista José Malta Neto, o vereador Robson França e sua esposa,  a minha primeira-dama, professora Irene Ferreiras das Chagas, o professor Walter Filho  e vários membros da Associação, tendo no comando o presidente Cajueiro.

Todos os citados acima, usaram a palavra com muitos elogios pelo resgate em livro/romance, daquela comunidade e suas imediações. Finalmente estava sendo lançado um livro que contava   história dos antecedentes daquela periferia dos idos de 1960, dentro da maior fidelidade possível. Romance feito, corrigido e sagrado, teve o impulso final dos escritores contemporâneos João Neto das Chagas e Luís Antônio, o Capiá, que serviram de Banco Central para a completa realização gráfica da obra. Esse foi um final de lançamento de livro em que saí feliz e aliviado pela tremenda incumbência da alma em resgatar parte da infância com AREIA GROSA.

Interessante é que entre algumas ilustrações  do romance, consta um prédio que parecia um sobrado e que o povo o chamava “perfuratriz”. A única foto que se conhece daquele prédio histórico. Pois, a perfuratriz foi demolida  no final do século passado e em seu lugar funciona hoje um prédio de primeiro andar, justamente onde foi lançado o livro AREIA GROSSA. A história dentro da história. Arrepiante!  Não me lembro quem me disse que meus escritos são uma catequese. No início não entendi. Mas, se catequizar é coisa boa, continuemos a catequizar.

 

  E O CÉU... Clerisvaldo B. Chagas, 16 de julho de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3447   Aconteceu novamente. O...

 

E O CÉU...

Clerisvaldo B. Chagas, 16 de julho de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3447

 


Aconteceu novamente. O mês chegou ao meio. E se o mês meiou (miou, como diz o sertanejo) é sinal que o mês findou, continua o ditado popular. Estamos falando da rapidez que a segunda metade do mês chega ao fim, após os primeiros quinze dias. As chuvas fracas que caíram em maio, deixaram a vegetação sertaneja verde-
escuro. Acontece que este mês é sempre o mais esperado em pluviosidade e frieza, mas há vários dias que não chove e os vegetais que circundam a nossa cidade, já começaram a perder fôlego, empalidecendo devagar. Vai sentido a falta de chuvas, antes abundantes  nessa ocasião. Mas fazer o quê? O retrato das colinas circundantes é o mesmo do quadro rural. Quem pode com esse menino travesso e essa menina sapeca, El Niño e El Niña?

Com chuva ou sem chuva, vai ter início a grande festa da padroeira local,  Senhora Santana. Festa da padroeira que é vista em toda  sua pujança durante procissão quando toma a extensa parte da BR-316, denominada pelo povo de “Aterro”.  É naquela passagem de cerca de dois quilômetros que foi de fato aterrada para a altear a rodagem que estava sendo construída que a procissão se estira. Pois, do Largo do Maracanã, Bairro da Camoxinga, a pessoa descobre a verdadeira extensão do cortejo porque o Largo é mais alto e oferece uma vista impressionante do Aterro. Mas, de fato, nessas ocasiões, os céus costumam dar uma trégua nas chuvas do mês. Essa tradição da trégua das chuvas ou é milagre ou parece milagre.

Porém, não sei se foi para comemorar a vitória da Argentina sobre a Inglaterra, que o céu esqueceu tudo que eu disse acima  e mandou uma chuva fina com frieza brusca já no cair da noite. A escuridão foi se estendendo e o  tamborilar da chuva no telhado também foi se elastecendo. Larguei as cartas de Zoomancia, criada por mim, fui dar uma lida no tarô cigano e calcular o valor sem ambição de uma  consulta popular. E sempre com o acompanhado do tamborilar já mencionado, senti a hora avançar e o cursor do book sair constantemente do lugar, atrasando o envio da crônica.  Como vai ser o resto da noite, não sei, pode continuar na mesma pisada ou dá um suspiro grande para estiar.

E na segunda quinzena, quem ousa provocar o tempo?

CÉU DE SANTANA, DIA 15 DE JULHO.