NA ESCOLA DA FLORESTA Clerisvaldo B. Chagas, 22 de setembro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3482   Este pri...

 

NA ESCOLA DA FLORESTA

Clerisvaldo B. Chagas, 22 de setembro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3482




 

Este primeiro dia de primavera, amanheceu com frieza agradável em Santana do Ipanema e um dia risonho, ensolarado e limpo. Este era a renovação do convite para irmos a sétima entrevista  e, agora no Bairro Floresta, região Sul de Santana do Ipanema, formado inicialmente por pessoas  migrantes da região rural. Situado à margem direita do rio Ipanema que não possuía pontes, as terras do futuro bairro ainda eram muito baratas com seus lotes vendidos para construção. Hoje o bairro que se tornou imenso tem como carro-chefe o Hospital Regional Dr. Clodolfo Rodrigues de Melo. É ali, perto da Igrejinha das Tocaias e da Reserva Ecológica Tocaia, onde se encontra a escola José  Francisco de Andrade, o nosso destino de hoje (terça 22).

E como sempre, ótima recepção e encontros com ex-alunas, hoje professoras daquela unidade. E com estabelecimento com mais de 600 alunos, estávamos nós, logo, logo, diante dos selecionados para a entrevista. A turma escolhida mexeu mesmo no roseiral do livro  SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA e as perguntas mergulharam fundo para as reflexões do momento com armazenagem suficiente para o depois. Falamos juntos da história e da Geografia do bairro. Na profunda economia do REINO e no progresso  extraordinário do lugar, repleto de colinas. Repassei para aquelas estrelas alguns conhecimentos do século passado e fui agraciado com o saber moderno do século XXI.

Sem puxar os cabelos uns dos outros, saímos todos empanturrados de cultura com direito  a autógrafos, fotos e mais fotos para a galeria do futuro. Foi para o escritor um dia  maravilhoso para honrar o primeiro dia da primavera. E   entre cafezinhos e bolo, brindes de artesanato e muita arte enriquecendo a biblioteca da escola, deixamos o REINO DO SABER DA RUA JOEL MARQUES. E numa incursão por nova rota  na vinda, disse o editor, jornalista e escritor José Malta Netos sobre uma pergunta de B. Chagas: tudo foi nota 10. Amém, amém, amém...

  Ô QUE RUA BOA! Clerisvaldo B. Chagas, 22 de setembro de 2026. Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3481   Já falei tanta...

 

Ô QUE RUA BOA!

Clerisvaldo B. Chagas, 22 de setembro de 2026.

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3481



 

Já falei tantas vezes da Rua Antônio Tavares, que parece não ter mais o que dizer. A primeira Rua de Santana do Ipanema, que se formou vizinha ao Centro Comercial. O terreno quase plano vizinho  ao Comércio, facilitou a construção das primeiras e reduzidas casas de negócios, continuação do Centro. Mas, muito importante para a consolidação da rua, foi a construção ali da chamada depois, Cadeia Velha, fundada nos finais do século XIX. A rua se desenvolveu compridona até  a outra extremidade, onde teve início a Rua e Bairro São Pedro. Além de ser a rua dos artesãos (alfaiates, flandreleiros, seleiros, sapateiros, barbeiros...) possuía cinco  fábricas: de vinagre,  de calçados, de colchões, de malas e de carne-de-sol, cujos proprietários eram, respectivamente: Antônio,  Oscar, Júlio, Zé Limeira e Otávio “magro”.

Já no Bairro São Pedro, ligado à Rua Nova e à Rua Antônio Tavares, havia duas fábricas: a de calçados, pertencente ao senhor Elias e, a de mosaicos de piso, do proprietário Zezito Tenório. Nos anos 60/70, a moda da construção, era substituir o piso de cimento das residências, por peças de mosaicos, com   estampas variadas. O piso de porcelanato de hoje, era  o mosaico de antes. Todas as fabriquetas citadas acima e os artesãos diversos, dinamizavam a economia de Santana do Ipanema, a partir daquela rua ainda poeirenta e pioneira da cidade. O calçamento em paralelepípedos, só aconteceu na década de 70, mesmo assim de duas vezes, entre prefeitos, duas gestões uma não ligada a outra.

Fora a Cadeia Pública que foi construída antes do fim da Abolição dos Escravos, a Rua Antônio Tavares, nunca possuiu outra repartição pública, escolas, farmácias, armazéns...  Em épocas de procissão, todas passavam por ela. Por ali transitava muita gentes vinda da zona rural do leste em dias de feira, carros de boi, cavalos, jumentos, burros  e boiadas. De um ponto da rua dava-se para se avistar as horas no grande relógio da Igreja Matriz de Senhora Santa Ana.  A altura da rua em relação ao rio Ipanema permitia se contemplar cenário belíssimos pela sua parte sul.

PARCIAL DA RUA ANTÕNIO TAVARES EM 2013. (FOTO DO AUTOR/LIVRO 230).

SÃO BRÁS Clerisvaldo B. Chagas, 21 de setembro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3480   São   Brás, bispo e már...

SÃO BRÁS

Clerisvaldo B. Chagas, 21 de setembro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3480

 



São  Brás, bispo e mártir cristão,  viveu na Armênia nos séculos III e IV. No início foi médico em Sebaste. Buscou  o retiro e vida religiosa, abrigando-se numa  gruta no monte Egeu. Foi depois, padre e bispo, devido a sua fama de santidade.  Foi  capturado pelo  império romano e, conduzido ao martírio, por não renunciar a sua fé. A caminho do martírio salvou uma criança engasgada com uma espinha de peixe. Foi  torturado e decapitado pelo império romano  e ficou conhecido como o santo protetor da garganta. Sua festa acontece  no dia 3 de fevereiro com a solenidade da Bênção das Gargantas. Ness ocasião, duas velas são cruzadas  sobre a  garganta viando afastar engasgos e doenças. Vale salientar que São Brás é o padroeiro dos otorrinolaringologistas, dos pedreiros e dos animais.

Como os tempos vão mudando, até as tradições religiosas não são repassadas como antes, embora continuem existindo . Lembro-me muito bem quando as pessoas falavam sobre São Brás e São Bento, curadores respectivos da garganta e da defesa de mordeduras de cobras.  Tanto é que estou neste momento agradecendo a São Brás, por uma intervenção na garganta por problema de secreção permanente e especialista disse que não se curava com remédio de farmácia, dando os nomes de quatro ervas poderosas. Antes das ervas, porém, lembrei-me de São Brás.  Graças ao bom Deus, só foi preciso pedir a São Brás, uma vez. Após o pedido, nunca mais senti o incômodo e agora estou dando o meu testemunho.

Ah! Conheci quatro pessoas com nome de Brás. Um motorista, um farinheiro, um cabo e um bom enxadrista. Nunca conheci, porém, a cidade ribeirinha do São Francisco alagoano. Conheci vizinhas de cima, vizinhas de baixo, mas nunca a  de São Brás. Mesmo assim contei um pouco do início da sua história no  livro  a ser lançado: BARRA DO IPANEMA, UM POVOADO ALAGOANO. Eu nem sei como  pessoas não ligam para a religiosidade, vivem como “Deus criou batata” (jargão sertanejo). Pois, nosso santo, amigo São Brás, continua nos prodigalizando os seus benefícios. Vamos tentar lembrar das Bênçãos da Garganta na data aprazada do ano que vem. Muita honra, muita honra, muita honra....

SÃO BRÁS (DIVULGAÇÃO).