SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
DIA DA MENTIRA Clerisvaldo B. Chagas, 2 de abril de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3392 Danou-se! Com tan...
DIA DA
MENTIRA
Clerisvaldo B. Chagas, 2 de abril de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3392
Danou-se! Com tanta mentira no Brasil social e
político, finalmente chega o dia adotado pelo povo como o “Dia da Mentira”. E
dizem que o Dia da Mentira, 1 de abril, teve início no Brasil quando um jornal
mineiro dava a falsa notícia da morte de D. Pedro I. Que coisa, hem! Quer
dizer, então, se você estiver aniversariando nesse dia, é mentira, nem precisa
comemorar e nem fazer bolo. Abril vem de abrir, referindo-se ao desabrochar das
flores no Hemisfério Norte. É um mês
cheio de bons simbolismos, sendo o quarto mês do ano que muito tem a ver com a
primavera do Norte planetário. Portanto, esse mês tão cheio de bons simbolismos
não deveria se iniciar como Dia da Mentira, abominável até perante os céus. A
palavra do homem e da mulher deve ser
Sim, sim, Não, não.
Ê
amigos e amigas, mas não é mentira que hoje, Quarta-Feira Santa, invernou aqui
em Santana do Ipanema, médio sertão alagoano. Na parte da tarde o céu ficou
totalmente branco e a chuva fina, compassada e intercalada, imitou o inverno do
ano passado. O mesmo ritmo de chuvas mansas
e preguiçosas durante todos os meses de duas estações. Sem susto, sem aperreio,
sem ameaças. E este inverno que tem
início no outono, parece enviar mensagem
de como se comportará mais uma vez. Os profetas da chuva, em Santana, 10,
afirmaram o bom inverno, este ano. Já pensou se todos estivessem mentindo!
Ainda bem que afirmaram antes do Dia da Mentira. Mas estou escutando alguns
trovões, mansos, também um pouco distante.
Nós
sertanejos, temos imensa satisfação quando alguém da capital visita o nosso Sertão
e elogia continuadamente o verde intenso dos nossos campos. E, de fato, toda a
área dos arredores de Santana do Ipanema, nos oferece o cenário de paraíso
terrestre. Os espanta-boiadas revoam com
alarde mesmo antes do amanhecer em busca
de lagoas, barreiros, rios e açudes. E, por enquanto, a frieza é apenas
moderada, para o uso parcial dos lençóis. Enquanto isso, com chuva ou sem
chuva, rodam carros de lojas diversas, anunciando promoções e promoções. E o
povo prefere acreditar mais no Dia da Mentira e menos nos apelos insistente de
incríveis descontos.
“Ê,
meu ‘fio’, rapadura é doce mas não é mole, não”.
ESPANTA-BOIADAS
( DIVULGAÇÃO).
DIA DA MENTIRA Clerisvaldo B. Chagas, 2 de abril de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3392 Danou-se! Com tan...
DIA DA
MENTIRA
Clerisvaldo B. Chagas, 2 de abril de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3392
Danou-se! Com tanta mentira no Brasil social e
político, finalmente chega o dia adotado pelo povo como o “Dia da Mentira”. E
dizem que o Dia da Mentira, 1 de abril, teve início no Brasil quando um jornal
mineiro dava a falsa notícia da morte de D. Pedro I. Que coisa, hem! Quer
dizer, então, se você estiver aniversariando nesse dia, é mentira, nem precisa
comemorar e nem fazer bolo. Abril vem de abrir, referindo-se ao desabrochar das
flores no Hemisfério Norte. É um mês
cheio de bons simbolismos, sendo o quarto mês do ano que muito tem a ver com a
primavera do Norte planetário. Portanto, esse mês tão cheio de bons simbolismos
não deveria se iniciar como Dia da Mentira, abominável até perante os céus. A
palavra do homem e da mulher deve ser
Sim, sim, Não, não.
Ê
amigos e amigas, mas não é mentira que hoje, Quarta-Feira Santa, invernou aqui
em Santana do Ipanema, médio sertão alagoano. Na parte da tarde o céu ficou
totalmente branco e a chuva fina, compassada e intercalada, imitou o inverno do
ano passado. O mesmo ritmo de chuvas mansas
e preguiçosas durante todos os meses de duas estações. Sem susto, sem aperreio,
sem ameaças. E este inverno que tem
início no outono, parece enviar mensagem
de como se comportará mais uma vez. Os profetas da chuva, em Santana, 10,
afirmaram o bom inverno, este ano. Já pensou se todos estivessem mentindo!
Ainda bem que afirmaram antes do Dia da Mentira. Mas estou escutando alguns
trovões, mansos, também um pouco distante.
Nós
sertanejos, temos imensa satisfação quando alguém da capital visita o nosso Sertão
e elogia continuadamente o verde intenso dos nossos campos. E, de fato, toda a
área dos arredores de Santana do Ipanema, nos oferece o cenário de paraíso
terrestre. Os espanta-boiadas revoam com
alarde mesmo antes do amanhecer em busca
de lagoas, barreiros, rios e açudes. E, por enquanto, a frieza é apenas
moderada, para o uso parcial dos lençóis. Enquanto isso, com chuva ou sem
chuva, rodam carros de lojas diversas, anunciando promoções e promoções. E o
povo prefere acreditar mais no Dia da Mentira e menos nos apelos insistente de
incríveis descontos.
“Ê,
meu ‘fio’, rapadura é doce mas não é mole, não”.
ESPANTA-BOIADAS
( DIVULGAÇÃO).
RIACHO DO BODE Clerisvaldo B, Chagas, 1 de maio de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3382 O açude do Bode,...
RIACHO
DO BODE
Clerisvaldo B, Chagas, 1 de maio de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3382
O
açude do Bode, em Santana do Ipanema, foi construído pelo DNOCS em 1951,
aproveitando a corrente do riacho do Bode. Eu tinha apenas cinco anos de idade.
Lembro apenas de alguns anos depois, ter visto dezenas de carrocinha de mão,
encostadas externamente na parede de uma casa que imaginei ter sido à base do
acampamento. Todas já enferrujadas e na certa, sobre a guarda de algum
vigilante. De pequena dimensão o riacho do Bode deve ter suas nascente na serra
da Camonga, a três quilômetros do açude. Como os funcionários de Departamento
Nacional de Obras Contra a Seca, eram muitos caprichosos, devem ter pesquisado
e descoberto o local da nascente ou nascentes. Mas continuamos com apenas
informações inseguras sobre o seu lugar exato de nascimento.
O
açude, inúmeras vezes ficou cheio de
fazer gosto se ver, principalmente em invernos muitos chuvosos. Porém, podemos
afirmar que o seu potencial quase nunca foi utilizado. Construído com o intuito
de abastecer a cidade, ficou abandonado até o presente momento. Sobre o seu sangradouro, não sabemos se o volume de água já chegou até
ali. Nunca vi nem ouvi dizer. Após a interrupção do se curso com o açude, o
riacho do bode ali estacionou. Do sangradouro
à foz, somente o caminho seco. Sua foz estreita é semelhante a um
caminho, fica abaixo do Bairro Bebedouro, já coberta de mato. Parece aqueles
lugares onde se procura ninho de guiné. O riacho curto foi capaz de encher um
açude. malabarismos da Geografia, da História, da Biologia
Mas
a pergunta que fica é muito mais cultural. Estamos num tempo em que se procura recuperar mananciais, no
Brasil inteiro. E porque não sabemos
com exatidão onde nasce o riacho do bode que alimenta um açude federal, ambos
tão vizinhos a cidade. Deve ser atribuição dos que fazem o Agricultura, o Meio
Ambiente, os Recursos Hídricos. Autoridades não pesquisam, não divulgam ... E
como poderemos estar em dia com o dever de casa? O malabarismo da Geografia, da
História e da Biologia do nosso município... Ai, ai! O açude do Bode está
precisando apenas de conservação do paredão e um ponto e um toque para um belo
mirante seria um forte candidato a uma
fonte turística.
AÇUDE
DO BODE (FOTO: ÂNGELO RODRIGUES).
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Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.