SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
BELEZA PURA Clerisvaldo B. Chagas, 4 de maio de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3410 Início de maio e, com...
BELEZA
PURA
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de
maio de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3410
Início
de maio e, como os profetas das chuvas anunciaram, já chegamos a quadra chuvosa no Sertão. O
chamado inverno por aqui, normalmente é de outono/inverno, oficialmente. E
agora vamos notando que o ritmo das estações da água, vai na mesma batida do ano
passado. Início de chuvas em Maio,
variando entre chuvadas pequenas, Sol, e céu branco. Pois foi assim o ano
passado, ótimo inverno, que está sendo repetido. Todos esperam que o ritmo
atual continue e se intensifique mais um pouco no mês de São João. Nestes
tempos é bom ser fazendeiro no semiárido, quando cai a chuva, engorda o rebanho,
enche os barreiros. Os vegetais plantados no tempo certo vão dando o ar da
graça animando a todos os que habitam na
zona rural. Na cidade, o Comércio aguarda a chegada do dinheiro do campo. Festas animadas e foguetório.
Nem
precisa sair a caminhar sentindo o aroma inebriante da vegetação viçosa, do
gostoso cheiro de terra molhada, os berros satisfeitos do gado nos capinzais.
Basta, para mim, olhar para o outro lado do rio Ipanema, nas colinas onde a vista alcança, de baixo para cima,
para contemplar o verde dos vegetais por sobre os telhados. Lá por trás do
“palácio de Herodes”, com verde intenso e fechamento da mata que antes deixava
espaço, já responde pelo campo. É a época em que o Sertão se transforma em
paraíso pela segunda vez. Ô terra abençoada de resistência e formação de
caráter! É quando o homem se junta ao mandacaru, ao facheiro, ao alastrado, à
faveleira, na resignação e na fé. Sertão forja caráter.
E
essa friezinha de início de maio, poderá evoluir para a condição máxima
sertaneja a partir do mês de junho com ápice entre 15 de julho e 15 de agosto,
conforme tradição. Mas, como o mundo está de cabeça para baixo, é gozar a
situação atual e cultivar a esperança sempre por dias melhores. Mas, que está
bom, está. “Beleza pura”, como dizia o saudoso comerciante Benedito Pacífico
(Biu). Pena não termos mais invernos com as andorinhas, com as cigarras
cantadeiras e com a caatinga em pé. Vamos vivendo e aprendendo, pois quem nada
aprende estar inutilizado. O Ipanema já veio com água várias vezes, na mansidão
da sua calha não obstruída. E nós ficamos aguardando com certa ansiedade, as
pamonhas, canjicas e milho assado do mês de junho.
O
VERDE POR CIMA DOS QUINTAIS. (FOTO: B. CHAGAS).
MARIA BONITA A DEUSA DA CAATINGAS Clerisvaldo B. Chagas, 1 de maio de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3409 ??...
MARIA BONITA A DEUSA DA
CAATINGAS
Clerisvaldo
B. Chagas, 1 de maio de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3409 ??
É necessário, sim, mas pense como é de perder a
paciência, Estamos falando sobre corrigir a prova de um livro na gráfica, antes da impressão. Além disso, consome muito
tempo e outras tarefas vão se amontoando. Mas, sendo os “ossos do ofício”,
vamos dando sequência aos rituais de novos nascimento. Ao corrigir um
livro da gráfica, prova final para
imprimir, apelidado popularmente de “boneca”, vem a ordem de impressão. Estamos
quase no fim de correção da boneca do novo livro MARIA BONITA, A DEUSA DAS CAATINGAS. É um
livro clássico sobre o grande amor de Lampião e ,que não existe similar no
mercado. O lançamento poderá acontecer em Maceió ou em Santana do Ipanema entre
maio e junho. O estilo é o mesmo do
livro completamente esgotado, LAMPIÃO EM ALAGOAS.
A
Primeira tiragem será pequena, mas o nosso amigo, a nossa amiga pode entrar em
contato conosco, ou com o próprio autor ou com o editor, meu irmão Ivan Braga
(Ivan Caju) em Maceió. Estamos produzindo o belo para ornar a sua alma, o seu
bem-estar, com um livro profundamente esclarecedor e que vai lhe deixar c e
excluir o seu cheios de conhecimentos, embalar os seus sonhos e excluir o seu
estresse. Você jamais leu um livro assim sobre Maria Bonita. Um clássico raríssimo do mundo cangaceiro. Que
fascina e seduz.
BARLAVENTO E SOTA-VENTO Clerisvaldo B. Chagas, 29 de abril de 202 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica; 3409 Os termos ...
BARLAVENTO
E SOTA-VENTO
Clerisvaldo B. Chagas, 29 de abril de
202
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica;
3409
Os termos acima estão em diversos seguimentos
humanos. Entretanto, deixemos de lado os
termos em outras áreas e vamos para a Geografa. Barlavento é o lado de um monte
que recebe o vento. Muitas vezes é vento úmido e que ao bater no monte, sobe e
se precipita em forma de chuva. Sotavento, é o lado oposto do monte, sempre
mais seco do que o do barlavento. Exemplo claro desta dinâmica, acontece em
Santana do Ipanema no monte que circunda a cidade denominado serrote do Gonçalinho, depois, serrote do Cristo, depois,
serrote da Micro-ondas. O seu Barlavento
é úmido e verde, o seu Sotavento é seco. Atualmente, a barlavento, formou-se um
bairro a seus pés que teve início com algumas casas pobres e virou o Bairro
Santo Antônio. O Sotavento, além de íngreme, nada tem.
No caso das chuvas normais, ambos os lados são
contemplados equitativamente, a não ser com chuvas de ventos. O sistema a
Barlavento permite uma cultura, no caso do serrote, feijão, milho, frutas e
legumes. No Sotavento é quase sempre a vegetação nativa, lutando contra a
secura. Entretanto, pode ser cultivada a palma forrageira e, nunca falta
plantas nativas medicinais, tanto como arbustos quanto em formas de ervas.
Afinal de contas, não existem terrenos imprestáveis para tudo, nem na montanha,
nem no deserto nem na planície. E muitas e muitas vezes no mundo, quando nada
se pode cultivar em cima, a riqueza mineral está no subsolo. Você já pesquisou
sobre o uso geral da terra?
Quando
eu ainda era rapazinho, nas andanças que eu fazia pelo sítio Cipó (hoje urbanizado) notava o
fenômeno mais não sabia explicar. Até já tentei, com amigos maiores, quando
criança escalar a parte do Sotavento do serrote. Era uma face muito seca e
repleta de alastrados nos lajeiros verticais que havia. Os grandões conseguiam
subir, eu chorava diante da altura, da dificuldade em prosseguir e de rolar
serrote abaixo. Os companheiros ajudaram e eu consegui chegar ao topo. Aquilo
não era para crianças, mas bem diz o povo: “Quem anda com morcego dorme de
cabeça para baixo” Por duas vezes cai na armadilha ao acompanhar morcego.
Barlavento e Sotavento.
Deu para entender?

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.