SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
AGUARDEM Clerisvaldo B. Chagas, 2 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3369 Aguardem para breve, os l...
AGUARDEM
Clerisvaldo
B. Chagas, 2 de março de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3369
Aguardem
para breve, os lançamentos da terceira edição do livro a IGREJINHA DAS TOCAIAS,
SUA HISTÓRIA; a segunda edição do livro SANTANA:REINO DO COURO E DA SOLA, inclusive,
este com possível filmagem do documentário e a edição inédita do livro ZÉ COXÓ,
O POETA DO FANTÁSTICO, estilo inédito no Brasil. Olha amigos, tem gente da
região Sudeste que confirmou presença quando for o lançamento. Estímulo extra
para o autor. O primeiro livro terá sua nova edição ampliada com pesquisas
recentes. E o segundo livro terá homenagem à família Félix do subúrbio
Maniçoba/Bebedouro. Será trabalhado nas escolas municipais de Santana à
semelhança do primeiro. Quanto a ZÉ COXÓ, terá Coxó normal e Coxó para adultos.
Fica, portanto, ainda inéditos: os romances: AS
TRÊS FILHAS DO CORONEL E AREIA GROSSA; mais os livros documentários: BARRA DO
IPANEMA, UM POVOADO ALAGOANO E MARIA BONITA, AS DEUSA DAS CAATINGAS. Qual deles
o amigo pode patrocinar em parceria? Sobre o livro ZÉ COXÒ, O POETA DE
FANTÁSTICO, recebi do jovem cineasta Samuel Cabral, o prefácio do livro, tão
fantástico quanto as nuances do próprio ZÉ COXÓ. Um prefácio que por si só,
dispensa qualquer outra crítica literária mais profunda e que deixou o autor
completamente empolgado pela aceitação de ZÉ COXÓ que em breve estará no
mercado livreiro de Alagoas, do Nordeste e do Brasil. Passei o prefácio do jovem para mais três
amigos da literatura e eles concordaram com a rara inteligência do menino.
É pena, a cachoeira dos mais diferentes temas
literários que despeja em nossa cabeça e que proporciona o belo, causar
indiferença de publicações das autoridades, como se tivessem medo da
concorrência preferencial humana no mesmo espaço. Infelizmente, só encontramos
dois caminhos confortáveis para os escritores: ou o escriba é rico para custear
suas produções ou é compadre, puxa-saco, ou parente do mandatário. Quase
parodiando o escritor Oscar Silva da década de 30, no assunto acima e em outro
caso de encaixamento em um batalhão de polícia, repito sua frase: Não sendo
rico nem puxa-saco, “só me resta adaptar-me. É a terceira via.
CAPA: SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA. BURROS
CARGUEIROS AO ANOITECER, ARTISTICAMENTE EM TOQUE DE COMPUTADOR (B. CHAGAS).
O COMÉRCIO SANTANENSE E O TEMPO Clerisvaldo B. Chagas, 25 de fevereiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3368 ...
O
COMÉRCIO SANTANENSE E O TEMPO
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de fevereiro
de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3368
Quando
o senhor Abílio Pereira, comerciante com Armarinhos no “sobrado do meio da rua”
teve o sobrado demolido pelo, então, prefeito, Ulisses Silva, procurou, como
outros comerciantes, encontrar novo lugar para negócios. Estabeleceu-se no
largo Prof. Enéas, ainda no Centro Comercial e, pelo que eu observava, mudou de
ramo e passou a negociar com ferragens. Modernizou sua casa comercial e nela
implantou um terceiro andar que na certa servia de depósito. Foi o primeiro
prédio do Comércio de Santana com segundo andar e primeiro. Fato histórico,
portanto. E, como o prefeito e seus seguidores previam, de fato novos e
modernos horizontes surgiram na paisagem do Centro, afastando definitivamente o
seu aspecto de vila.
Vale
salientar que pareceu que o Sertão inteiro acompanhava a transformação que
aconteceu na “Rainha do Sertão” e “Capital Sertaneja”. Muitos diziam que havia
duas Santana: a do passado e a do presente. Muito embora as opiniões se
dividissem, ninguém ousou desafiar o prefeito e, os contra as demolições do
“prédio do meio da rua”, inclusive, minha opinião de adolescente, também era em
favor dos edifícios que eram uma espécie de Shoping de Santana do Ipanema.
Entretanto, o tempo deu razão ao prefeito, muito embora a forma com foi feita
tivesse sido truculenta e rápida sem consulta pública e para não dá tempo ao
povo pensar. Isso também havia acontecido na década de 40 quando derrubaram o
antigo cemitério de Santana à marretadas e pauladas, durante uma noite.
Histórias
de empáfias e macabras se encobriram nas curvas do tempo e na força, na marra,
no cacete, o Comércio de Santana do Ipanema foi considerado por inúmeros
caixeiros-viajantes, como o mais bonito do interior de Alagoas. Imaginem agora
com as transformações naturais e profundas que sempre estão acontecendo! Agora,
como novo becos, viadutos, pontes e alargamentos de ruas estão completamente
desatualizados, cada dia que passa o trânsito vira terra de ninguém. E como o
número de motoqueiros só perde para Arapiraca, imagine o caos em que estamos
vivendo. Ninguém sabe dizer até quando vai continuar essa falta de estrutura
urbana para a segunda modernização. Enquanto isso viramos uma Índia no tráfego
doido da cidade.
PARCIAL
DO COMÉRCIO DE SANTANA (FOTO: B. CHAGAS).
O PAU-BRASIL DA RUA Clerisvaldo B. Chagas, 24 de fevereiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3337 Um dos pr...
O PAU-BRASIL
DA RUA
Clerisvaldo B. Chagas, 24 de fevereiro
de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3337
Um
dos primeiros ataques estrangeiros às nossas riquezas foi em nossa Floresta
Tropical, devastando as matas em busca do Pau-brasil. Levado à Europa para
servir de corante e ser usado como madeira de lei, esse tipo belo de árvore
quase foi extinto em nossa Costa. Mas a história da exploração estrangeira do
Pau-brasil, apesar de tudo, ainda deixou algumas brechas para contemplarmos a
espécie neste século XXI. E sem se aprofundar na sua história do tempo dos
machados, ainda podemos ver aqui no Sertão, pelo menos em Santana do Ipanema,
algumas dessa árvores históricas como arborização urbana. É certo que existe a
raridade nas ruas, que é uma aqui, outra acolá, bem longe, mas existem. E por
que venho novamente falar sobre o tema?
É
meu amigo, minha amiga, pela beleza da sua roupagem nessa época do ano. E
sempre que isso acontece, não resisto a essa beleza e fico de boca aberta a
contemplar aquele verde belíssimo repleto de cachos de flores amarelas e
rendadas. A minha rua, então, vai ficando ornada com o rei Pau-brasil em toda
sua pujança. É, na rua, somente uma árvore, mas que realmente encanta. Outra
que foi plantada não conseguiu se desenvolver, acho que por causa de subsolo
rochoso. Mas quando você vê o pau-brasil em toda sua plenitude, sabendo que
aquele é o nome da nossa pátria, dá um orgulho danado! Quando a espécie é
natural, na Mata Atlântica, é troncuda e muita alta, entre 10 e doze metros,
comum, mas pode atingir os 30 metros.
Foi
chamada pelos índios de “Ibirapitanga” (madeira vermelha). Pau-brasil vem da
cor vermelha de brasa. É a árvore símbolo do Brasil desde 1961. Em extinção, é
protegida por Lei e praticamente hoje só é usada para arco de violino de
excelente resultado. O seu nome científico é (Paubrasília echinata). Por
isso e por outras coisas mais, temos o dever de proteção, tanto a esse vegetal
histórico e de estimação quanto aos outros que não alcançaram essa grandeza.
Não tem como apreciar a belíssima árvore durante as floradas, sem não irmos
direto para as páginas da história, do escambo entre portugueses e indígenas.
Pau-brasil,
viva o ibirapitanga!
VIVA
A BRASA! VIVA O BRASIL!
PAU-BRASIL
(FOTO: B. CHAGAS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.