CLEODON TEODÓSIO – ESCOLA Clerisvaldo B. Chagas, 10 de setembro de 2026 Escritor   Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3472   Ch...

 

CLEODON TEODÓSIO – ESCOLA

Clerisvaldo B. Chagas, 10 de setembro de 2026

Escritor  Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3472

 



Chegou o dia de deixarmos a cidade e seguirmos para a zona rural trabalhar com alunos sobre o livro documentário, SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA. Fomos para a região serrana do município, onde existem vários sítios interligados, mas chamamos a região da Camoxinga dos Teodósio. O trabalho com o alunado foi na Escola Cleodon Teodósio, amplamente reformada e aspecto de escola de primeiro mundo.  A região Serrana, em Geografia, faz parte  do Maciço de Santana do Ipanema e suas montanhas fazem parte dos últimos contrafortes do Planalto da Borborema. Estávamos em um lugar cuja estrada marcava a divisão de municípios entre Santana do Ipanema e Poço das Trincheiras.   Aos fundos da escola, o famoso riacho Camoxinga, a frente, a estrada divisória e as faldas da serra dos Bois, do segundo município.

Ótima recepção a este Autor e ao editor José Malta Neto, responsável por esse trabalho exercido em todos os anos com variados escritores. Entre perguntas, respostas e questionamentos,  passamos uma tarde literária, rica, preciosa  e bela entre alunos, professores, editor e autor do livro SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA. Muito exaltado foi o antigo Bairro Maniçoba/Bebedouro, epicentro do documentário acima. Como a paisagem da região serrana é bastante agradável, recheada de verde, dos jardins de árvores frondosas, como a craibeira e de gado pastando pelo vale, a    inspiração chegava com força através das janelas e dos demais espaços que nos traziam a Natureza.

Quando regressamos era quase 17 horas, momentos em que o  Astro-Rei, assim como nós, procurava encerrar a sua missão de final de inverno. Ficaram lá, lá atrás, no sopé  verdejante da serra dos  Bois, a novidade  santanense adormecida antes, vivificante agora com semeadura de homens de boa-vontade. E no regresso ao lar, já pensávamos na próxima escola da quinta-feira no antigo Bairro da Floresta. Sim, levar o conhecimento adiante é a nossa grande missão na terra.

Semear, semear, semear...

COM A DIRETORA NA ESCOLA CARROSSEL.

 

 

  SOBRE AS ONDAS Clerisvaldo B. Chagas, 8 de setembro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3471 HISTÓRICA   O li...

 

SOBRE AS ONDAS

Clerisvaldo B. Chagas, 8 de setembro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3471

HISTÓRICA

 



O livro O BOI, A BOTA E A BATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO IPANEMA,  fala dos cinemas da cidade, no século XX, porém, apesar de muitos detalhes, não conta sobre o nome da melodia que era o prefixo do cine-Glória. Cerca de um minuto antes do filme começar, era tocada uma valsa, sempre ela e, as cores da tela e da ribalta iam mudando para iniciar a projeção. A música inconfundível do cine-Glória, embalou por anos a fio os ouvidos do povo santanense. E pela não lembrança do seu título, não ficou registrada na história do município. Mesmo assim, agora a saudade bateu e nós sentimos que a nossa história dos grandes espetáculos da nossa terra estava faltando um pedaço. Fiz, agora, o que qualquer pesquisador honesto faria e corri atrás do prejuízo.

Então, a experiência me mandou procurar os mis antigos. Fui ao escritor João Neto Félix, não lembrava. Fui ao escritor João Francisco Chagas, não lembrava. Dirigi-me ao escritor mais longevo, Luís Antônio, o Capiá, não lembrava. Eu tinha certeza de que todos lembravam da melodia, mas não do título da canção. Ora, com intercâmbio entre nós, o detalhe do cinema foi salvo pelo gongo, pelo músico, compositor, cantor e agora escritor Remi Bastos, cabra girando em torno das nossas idades e que “salvou a lavoura”. Era valsa SOBRE AS ONDAS, música do compositor mexicano Juventino Rosas, publicada em 1888 e uma das mais belas do mundo.  Entretanto, o vídeo enviado por Remi Bastos, era de uma orquestra Filarmônica UniCesumar, com o maestro Davi Oliveira.

Acontece que existem outras canções mais modernas cujos títulos confundem os desavisados. Para pesquisar  a melodia, (só conhecemos a versão musicada como o desta crônica) tem que ser com o título correto e o nome do autor. O que conseguimos pesquisar foi o suficiente para este registro saudosista, o que se encontra no segundo parágrafo deste trabalho. Isso mostra mais um vez  porque uma pesquisa deve ser honesta, para não frustrar possíveis pesquisadores sobre essa fonte que é sua. Quanto ao prefixo do segundo cinema de luxo, o “cine-Alvorada”, nem lembro se havia  prefixo. Porém posso deixar registrado que após a construção do prédio, o seu proprietário  fez consulta à sociedade de como deveria ser chamado o novo cinema. O ganhador se saiu com o belo título CINE-ALVORADA, mas nunca consegui saber quem foi o vencedor e se ele ou ela ganhou alguma coisa.

SOBRE AS ONDAS.

  CARROSSEL Clerisvaldo B. Chagas,   7 de setembro de 226. Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3470   Finalmente iniciamo...

 

CARROSSEL

Clerisvaldo B. Chagas,  7 de setembro de 226.

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3470

 



Finalmente iniciamos a nossa maratona cultural – como disse o jornalista, editor e escritor  josé Malta Neto – na verdade, oito entrevistas nos primeiros 20 dias de setembro em escolas, é mesmo maratona cultural, porém onde existe muito amor e boa-vontade no coração, a citada maratona passa a ser motivo de satisfação e felicidade pelo cumprimento do dever. Iniciamos essa jornada histórica na história de Santana do Ipanema, pela escola particular de tradição do Bairro Camoxinga, Carrossel. Uma recepção agradabilíssima, por parte da direção e dos docentes e aquela perspectiva da juventude para ouvir e fazer perguntas ao escritor da terceira idade. Na verdade, um encontro entre gerações tendo como ponte o livro documentário SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA. Livro que será relançado após a maratona das escolas, no  próximo dia 26 no Bairro Maniçoba/Bebedouro.

Houve muita emoção na Escola Carrossel e a certeza de que os alunos presentes e participantes ativos, perpetuarão o amor pela pesquisa e a história do povo sertanejo de Senhora Santa Ana. As perguntas e respostas do livro analisado fez o autor se convencer que não foi em vão uma luta constante por vários meses seguidos, para mostrar no papel, como foi tão importante para a nossa região, os curtumes,  as fábricas de calçados, o trabalho dos artesãos do couro criando emprego e fazendo circular o dinheiro vivificante da nossa sociedade.  Vários alunos não perguntavam, mas comentavam trechos do livro que mais chamaram  a atenção, respectivamente.

E este conjunto de forças com o editor presente e incentivando a juventude, o autor  dividindo o pão, a escola abrindo sua portas para novos horizontes, o resultado não poderia ser diferente porque já estava escrito que assim seria. E surgiu, então o elo forte, fortíssimo, profundo e abençoado entre a geração passada e a geração atual, unindo o século XX e o século XXI com anúncio de porvir feliz. E assim nasceu a ideia de uma crônica por escola (8). Hoje  foi da escola Carrossel, logo será a vez da Cleodon, isto é, da escola Cleodon Teodósio, na zona rural serrana da Camoxinga dos Teodósio. Aguardemos a terça para lermos na quarta.

AUTOR NA CARROSSEL.