MARIA BONITA Clerisvaldo B. Chagas, 20 de abril de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 3402   Brevemente no mercado...

 

MARIA BONITA

Clerisvaldo B. Chagas, 20 de abril de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica 3402

 



Brevemente no mercado, o livro MARIA BONITA, A DEUSA DAS CAATINGAS. Um livro tipo clássico, como LAMPIÃO EM ALAGOAS, completamente diferente do que você já viu até hoje. Já na gráfica, ainda negociando termos de editoração e finanças, estar atrelado ao  ao romance urbano AREIA GROSSA, que resgata parte da periferia de Santana do Ipanema, dos anos 60 – 70. Ambos os compêndios deverão ser lançados no mesmo período, porém em situações inusitadas, como foi lançado o livro A IGREJINHA DAS TOCAIAS, SUA HISTÓRIA. Vale salientar, que ainda não temos prazos de lançamentos, nem preço definido, entretanto, quem estiver interessado, principalmente os seguidores de histórias do cangaço, poderão entrar em contato com o autor e adquirir antecipadamente, tanto o AREIA GROSSA quanto O MARIA BONITA. (contato abaixo).

Para o segundo semestre e início de 2027, estão na fila e deverão tomar corpo o documentário: BARRA DO IPANEMA, UM POVOADO ALAGOANO, ZÉ COXÓ, O POETA DO FANTÁSTICO e o romance do ciclo do cangaço AS TRÊS FILHAS DO CORONEL, nome sugerido pelos leitores. Enquanto a fábrica de sonhos estiver funcionando e o Divino Espírito Santo, na guia, estaremos produzindo documentários e ficções, para preencher e embalar as almas inquietas deste mundo conturbado. Contar realidades e  fazer sonhar nos romances,  faz transportar o ser humano para uma dimensão onde a poltrona, a rede, a mesa do leitor funcionam como camarote para o espetáculo circense que se descortina para o início.

Antecipadamente quero agradecer, ao meu irmão, sempre editor Ivan Braga (Ivan Caju) e aos escritores João Chagas Neto, o “Capitão do Mato” e Luís Antônio, o “Capiá”, pela presença do “bolso” na gráfica maceioense. Por certo estaremos os quatro, marcando território no lançamento  de MARIA BONITA, A DEUSA DAS  CAATINGAS E AREIA GROSSA, seja à margem esquerda do rio Ipanema, seja aonde for nas terras gloriosas de Senhora Santa Ana.

Meu Sertão, meu Sertãozinho.

AUTOR AOS 79 ANOS.

  O maior romancista do Nordeste Escolha 1 ou mais ou o Kit FALE DIRETO COM O AUTOR Contato: (82) 99606 - 9742

 


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  ANGICO Clerisvaldo B. Chagas, 16 de abril de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3401   A casca do Angico vem da á...

 

ANGICO

Clerisvaldo B. Chagas, 16 de abril de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3401



 

A casca do Angico vem da árvore (Anadenanthera colubrina), o popular Angico que prolifera na caatinga e que pode chegar aos 30 metros de altura. Seu tronco e galhos são nodosos, arredondados ou pontiagudos, chamados de espinhos. Gosta de lugares pedregosos e mais altos, racha as pedras com sua poderosa raiz profunda e goza da frieza dessas pedras. É madeira dura e de lei, resistente à seca. Suas folhas são em forma de penas e murcham  durante à tarde para economizar água. Sua resina é medicinal e alimenta os saguis (soins) da região. Possui na casca uma substância chamada “tanino” que faz parte da sua defesa, utilizada pelo homem na curtição de couro. Suas vargens parecem com as do  feijão.

.A aquisição da casca de angico, comumente acontecia nas fazendas em que os proprietários de terras queriam fazer estacas para vender. Acontece que a madeira pelada se torna mais resistente às  pragas. Então, o fazendeiro achava bom que seus angicos ficassem pelados e em troca  não cobrava pela cascas. Porém, quando não queria fazer estacas, cobrava dos compradores de casca por arroba. A arroba correspondia a quinze quilos. Entretanto, aparecia carro de boi na cidade, vendendo arrobas de cascas de angico. O preço da casca de angico custava 10 tostões (destões) a arroba. Quanto a árvore de Angico que fornecia casca para os tanques (curtumes), era encontrada em todos os lugares da caatinga, antes do desmatamento. Bastante usada como estaca de qualidade, mas também era transformada em carvão para os fogões da época.

A preferência dos compradores da casca do vegetal, estava mais nas concentrações dessas árvores, no lugares mais elevados como os serrotes. O angico se dava bem com a altitude e os pedregulhos.

... A madeira estava presente no cotidiano sertanejo: “cabra! Se você se meter à besta, vou te dar uma pisa de cacete de angico!

Texto extraído do livro: CHAGAS, Clerisvaldo B. Santana, Reino do Couro e da Sola. CBA, Maceió, 2024.

 

ÁRVORE ANGICO.

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