O CAMPO Clerisvaldo B. Chagas, 20 de maio de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3417   Nem sei dizer, nem fui pes...

 

O CAMPO

Clerisvaldo B. Chagas, 20 de maio de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3417

 



Nem sei dizer, nem fui pesquisar quem construiu o campo de pouso de Santana do Ipanema. Uma pista larga, boa,  em barro vermelho a dois quilômetros da cidade.  O campo de poso teve tanta influência que passou a ser referido como um sítio rural comum. Foi formado, acho, para receber aviões tipo teco-teco. Quando eu ainda era criança, estive lá depois de um avião sobrevoar a cidade. Era meninada que percorria a pé os dois quilômetros para ver um avião de perto para contar de certo. Mas os adultos também corriam para o campo em busca da novidade. Geralmente os passageiros eram pessoas do governo tentando resolver alguma coisa na região. Ora, se quando eu era criança, o campo já existia, quem o teria construído?

Nem trem nem avião para Santana do Ipanema. Ultimamente dizem que o governador prometeu construir um aeroporto na cidade.  Com o nome desse último sítio. Ah! Houve muita mangação nas redes sociais. Como uma cidade está com uma rodoviária parcialmente destruída e inutilizada, esquecida por parte do estado e se anuncia um aeroporto. O santanense levou a frase como piada de mau gosto. A reação foi enorme. E mesmo que o governo quisesse fazer alguma coisa em relação ao transporte aéreo todo o povo acha que seria somente passar uma camada de asfalto no campo de pouso existente e bradar que foi inaugurado um aeroporto.

Nos últimos anos o campo de pouso passou a ser um lugar usado para competições de motores na Festa da Juventude. São os seis vizinhos, a AL-120, os sítios: Icó, Várzea da Ema e João Gomes, além da proximidade do riacho que tem a denominação desse último sítio. Sim, da fato, a sua localização para os fins desejados, é estratégica. Pero de Santana, de Olho d’Água das Flores e de Carneiros e com muitas outras vizinhanças. Entretanto, o que  estamos precisando mesmo é um VLT Sertão-capital, diariamente. Mas, enquanto isso esperemos o final da piada dita no Sertão.

CAMPO DE AVIAÇÃO EM SANTANA (DIVULGAÇÃO)

  OS CANGACEIROS Clerisvaldo B. Chagas, 18 de maio de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3416   Lembro-me perfeitam...

 

OS CANGACEIROS

Clerisvaldo B. Chagas, 18 de maio de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3416




 

Lembro-me perfeitamente de quando trabalhava de editor no Jornal do Sertão, encarte do Jornal de Alagoas, ali na Rua Nova, em Santana do Ipanema. O futuro escritor Marcello de Almeida e o artista plástico Roberval Ribeiro, inventaram história em quadrinhos (gibis), cujos personagens tinham o nossos rostos e as histórias eram de cangaceiros. Esses gibis fizeram sucesso e até foram lançados em país vizinho. A dupla se desfez, pois eram jovens em busca de melhores oportunidades de trabalho. Pois, décadas  e décadas após, eis que chega com toda força a IA. E o escritor Marcello Fausto, como diversão, começa a colorir fotos antigas e dá roupa nova as fotos de companheiros. Assim me fez  morrer de rir com suas presepadas em transformar minha foto de lançamento de livro e a do escritor Capiá, em cangaceiros.

Estar certo, o amigo quis apenas se divertir, contudo, pode sair de uma brincadeira, uma nova forma de ganhar dinheiro, sobretudo pela qualidade do trabalho apresentado. A IA estar fazendo desaparecer profissões, aperfeiçoando outras e estimulando novas. A evolução em todas as áreas do conhecimento humano, vai no levando para coisas boas e incríveis, mas também vai demolindo as tradições mesmo onde a resistência permanece viva. E isso me leva a refletir sobre o senhor Tô, o retelhador mais afamado em Santana do Ipanema no século passado. O homem que usava um chapéu típico e único, semelhante à polícia montada do Canadá. Não existe mais retelhador em Santana, muito embora ainda existam inúmeras casas com o teto de telhas de barro.

Com a aproximação mais pesada do inverno, é preciso verificar as casas que usam telha. Cadê seu Tô? Ah! A IA uma ora dessas não serve para nada. Não vai subir ao telhado e reparar as telhas. Ou vai? Bem, voltando às presepadas do parceiro escritor, Marcello Fausto, Pouco mais tem fanático do cangaço procurando pesquisar sobre os cangaceiros ainda desconhecidos. Não sei o que pensa o escritor Luís Antônio, o Capiá, mas, da minha parte é  risos e mais risos compartilhados com os amigos. Quer virar cangaceiro, cabra? É só  falar com Marcello.

(ESCRITORES CLERISVALDO B. CHAGAS E CAPIÁ, NA IA DAS PRESEPADAS  DE FAUSTO).

 

  AREIA GROSSA Clerisvaldo B. Chagas, 14 de maio de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3415             Acabo de re...

 

AREIA GROSSA

Clerisvaldo B. Chagas, 14 de maio de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3415

 



          Acabo de receber  da gráfica  a prova do livro AREIA GROSSA, para corrigir e enviar as ordens  de impressão. Como disse por aqui, é melhor escrever um romance  do que corrigi-lo depois. Entretanto vamos à missão que nos reserva e gemendo, chorando ou alegre, é puxar a fita e procurar os erros. Entretanto, a aproximação do nascimento de novo filho,  caímos na mesma emoção como se fosse o primeiro mesmo após um série de quase trinta livros publicados. E como o romance AREIA GROSSA é um romance ameno e social, com personagens reais e fictícios da beira do rio, vem a capa  dizendo claramente: “AREIA GROSSA – Romance do Ipanema” .  

Esta primeira edição do romance, será distribuída gratuitamente, na sede da comunidade, para os descendentes dos  personagens reais citados no livro. Entretanto, se após o lançamento alguém quiser comprar o romance, conforme a quantidade de interessados comprometidos, poderemos partir para uma segundo edição para atender a demanda. Inclusive, o presidente da comunidade do Ipanema, já  está ciente  e se comunicando com os seus associados, prevenindo-os sobre o futuro lançamento que ocorrerá dias depois da entrega da gráfica.

Vamos embalar o neném, AREIA GROSSA, ROMANCE DO IPANEMA, com a mesma emoção do MARIA BONITA, A DEUSA DAS CAATINGAS, ambos filhos do mesmo pai. Enviaremos convites, não só para a comunidade do rio, mas também para todos os nossos contatos. Quanto ao documentário clássico MARIA BONITA – antes DO AREIA GROSSA – poderá se esgotar com as encomendas e não haver condições para lançamento. Os livros estarão em nossas mãos a qualquer momento.

Encomende, portanto, rapidamente o seu.

RIO IPANEMA (DIVULGAÇÃO).