SÃO CRISTÓVÃO   I Clerisvaldo B. Chagas, 15 de setembro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3476   Só alegria e...

 

SÃO CRISTÓVÃO  I

Clerisvaldo B. Chagas, 15 de setembro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3476

 



Só alegria e progresso literário e humano na Escola Particular São Cristóvão, situada à Rua Siloé Tavares, no Bairro Camoxinga. Terceira escola trabalhada por nós, escritor Clerisvaldo B. Chagas e editor Malta Neto. Era grande a roda de alunos que nos entrevistava sobre o livro em evidência, SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA. Surpresa imensa e interessante quando o Autor indagava de volta, quem gostaria de ser escritor. A resposta positiva generalizada, deixou felizes escritor, editor, professores e a própria dirigente da Escola São Cristóvão. As perguntas sobre a época dos curtumes  e das fábricas de calçados no município, foram além da dinâmica economia da época e entraram fundo na própria história do bairro isolado MANOÇOBA/BEBEDOURO que produzia couro curtido, sola e uma infinidade de artesanatos.

Mas foi surpresa também para o escritor e professor de Geografia Clerisvaldo, o fato de que três professores presentes, foram seus alunos em escolas diversas. Além disso, uma das professoras  se tornara escritora de literatura para crianças e nos dedicava o seu simpático trabalho com o título de CLARINHA E NINO EM: CONHECENDO ALAGOAS, Maria Verônica Maciel. Porém havia mais surpresa naquela radiosa manhã de entrevistas. A própria filha da escritora, Lícia Maciel, estava presente para registrar o encontro em fotografias que muito agitaram a plêiade, era escritora também. Inclusive, tem livro de poesia com prefácio meu. Ora, formou-se então, uma miríade de estrelas com quatro escritores presentes e a adolescência quase completa querendo ser escritor, escritora.

Ficamos cientes de que essa juventude não deixará o tempo esquecer da história da nossa cidade com suas repletas nuances municipais. Por fim, uma aguinha de coco para aliviar a garganta e ativar o paladar. Deixamos à escola São Cristóvão, ainda com outra  satisfação de novamente ter feito uma visita a um ponto da cidade o qual nunca mais tínhamos ido, a parte, alta do Bairro Camoxinga onde está situado o Estádio Arnon de Melo. Levaremos o êxito total da Escola São  Cristóvão para a Escola Durvalina Pontes, amanhã, com o mesmo entusiasmo em servir.

 

  A PEDRA DO SAPO Clerisvaldo B. Chagas,14   de setembro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3475     A Pedra do ...

 

A PEDRA DO SAPO

Clerisvaldo B. Chagas,14  de setembro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3475



 

 A Pedra do Sapo não poderia ter ficado fora do   romance histórico  e urbano AREIA GROSSA. Até  porque a pedra faz parte de periferia  do centro da história. Seu título é secular e escorregou pelo tempo até chegar aos habitantes da orla.Com cerca de três metros de altura, em forma claríssima  de sapo sentado, estava sempre ali à margem direita  e imediata do rio Ipanema. A duzentos metros   abaixo da travessia do rio seco, definia para nós a intensidade das cheias periódicas do  Ipanema. As águas poderiam chegar até aos seus pés, subirem até o meio ou cobri-la completamente. Quando as águas baixavam a pedra do sapo revestia-se de um limo que a deixava definitivamente negra. Nós, os meninos, subíamos para o seu cocuruto como lagartixas.

A pedra não foi contemplada com a pintura de sapo do artista plástico e funcionário público Luís Dantas. Mas ele assim o fez em outra pedra semelhante e menor que havia na sua chácara à margem da AL-120, no sítio Barriguda. Todos os passantes param diante da cerca para fotografar o sapo de pedra. As sucessivas gestões municipais, não têm olhos para o potencial turístico existente. E a Pedra do Sapo do rio Ipanema, no final do século XX, ganhou oratório  no topo e escadaria de concreto como promessa do cidadão  Zé Preto Manganheiro, morador da Rua São Paulo. Tudo à semelhança da Pedra do Padre Cícero, em Dois Riachos. Entretanto, não demorou muito, o oratório foi saqueado e o santo da promessa desapareceu. Ficou no local somente a estrutura.

Foi por tudo isso que Júlia Rainha, a protagonista fictícia do  romance AREIA GROSSA,  foi queimar suas panelas de artesã na Pedra do Sapo. Ali ficava seu forno de queimar panelas às sexta- por feira. Na subida do Minuino, travessia do rio, mais acima, os oleiros queimavam tijolos e telhas  nas suas caieiras belas no ventre das noites mais escuras. E a pedra do sapo, que ainda não foi cobiçada pelos quebradores e comerciantes de rochas, vai sobrevivendo aos séculos, às eras, aos tempos, mesmo que carregue agora no seu topo um oratório vazio e uma escadaria de concreto. Já está imortalizada  no romance AREIA GROSSA.

 

  CONTANDO A HISTÓRIA Clerisvaldo B. Chagas, 11 de setembro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3474   Descobri, ...

 

CONTANDO A HISTÓRIA

Clerisvaldo B. Chagas, 11 de setembro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3474



 

Descobri, tornei-me seu admirador e, várias vezes passei ou visitei o lugar. Estou falando daquela igrejinha no mirante do Farol, em nossa capital. Descobri que aquela simpática e humilde igrejinha, antes de 1888, era um quartinho de armas que fortalecia a vigilância sobre o Porto de Jaraguá. O Bairro do Farol , antigamente era conhecido como o Morro do Jacutinga. E aquele local específico passou a ser denominado de “Morro do Paiol” ou “Morro da Pólvora” por causa do armazém de armas. A partir de 1888, o depósito de armas, foi transformado em Igreja.  Ganhou torre de sineira e outras modificações externas e internas de adaptação religiosa. Na capela simples, foi entronizado o santo São Gonçalo do Amarante.

Lembrei-me, então, daquele futuro escritor santanense que foi embora na década de 30 para não morrer de fome, Oscar Silva. Venceu na Literatura e como funcionário público no Sul do País. Mais tarde publicava no seu livro de crônicas da terra, FRUTA DE PALMA, texto e foto da casinha trepada onde fora criado por sua avó, flandreleira Josefina, “Finha”. E ao descreve sua casinha, Oscar dizia que ela poderia ter sido um antigo depósito de pólvora, pois fora encontrada vazia e abandonada. Duas grandiosas relíquias da história de Alagoas. Sobre a igrejinha do Alto do Jacutinga, quase sempre se encontra fechada, mas tem o seu dia de missa. E quanto   E antiga casa do escritor Oscar, foi anexada e demolida. Hoje   o terreno se encontra por dentro de um muro de quintal.

A propósito, a Jacutinga  (Aburria jacutinga) é uma ave grande e em extinção, da zona da Mata. O mirante de Maceió onde se localiza a  igrejinha, é chamado de “Mirante de São Gonçalo”.  E a casa antiga do escritor Oscar Silva, situava-se Na Rua Antônio Tavares, defronte a casa dos meus pais. As informações podem servir para outros pesquisadores que queiram abraçar o tema. Pelo menos, os caminhos de novas pesquisas estão sendo apontados. E desde que me entendi de gente só ouvi falar no nome Jacutinga, duas vezes: quando era criança, em Maceió, na referência de um primo adulto  mencionando o  lugar do farol, como no Alto do Jacutinga. E há alguns anos um cantor de cunho humorístico cantando que no Alto do Jacutinga, uma cerveja era 1 real.

IGREJINHA DE SÃO GOÇALO DO AMARANTE, MACEIÓ.