EMPREITADA Clerisvaldo B. Chagas, 20 de outubro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3492   Pensei que não iria ...

 


EMPREITADA

Clerisvaldo B. Chagas, 20 de outubro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3492

 

Pensei que não iria mais escrever mais livros, até porque tenho 4 mais antigos ainda inédito, porém, a gente nunca sabe com certeza como será o dia de amanhã. Portanto, de repente peguei firme na  determinação que chegou e em nove dias, fiz um livro que esperava que os outros fizessem há muito. Estar entre os cinco agora esperando a oportunidade de publicação. Trata-se do livro que interessa a todo o estado de Alagoas: BATINA PRETA, EM SERTÃO SELVAGEM, TRAJETÓRIA DO PADRE em livro documentário que conta a trajetória de duas grandes repartições públicas federais pelo nosso sertão BULHÕES. E para enriquecer mais o  livro, pude contar com o prefácio do escritor parceiro literário, Marcello Fausto.

Ora, sem esperar, novamente fui convocado para escrever sobre outro livro de altíssima relevância para Santana do Ipanema e  todo o semiárido. Pus a mão no fogo para forjar a obra e os primeiros resultados já estão bem longe do início. São os escritos que estão se transformando  Na obra DNER – DNOCS, DOIS GIGANTES DO BRASIL GIGANTE, NA TERRA DE SANTA ANA. Posso afirmar aos meus amigos e amigas que não é uma tarefa fácil porque, praticamente todos que fizeram parte direta dessas repartições já partiram. Mesmo assim, não podemos colocar no lixo o que já foi resgatado para os que vieram após o século XX.

Vamos, então, rastejando nas pesquisas, seguindo pegadas misteriosas como fazem os rastejadores do Sertão Brabo.  Uma visita aqui, uma observação ali e a presença de um tal Google que não sabe todo mais coopera com um bocado de coisa. Aguardemos, pois.

 

    FRUTA DE PAMA Clerisvaldo B. Chagas,   20 de outubro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3491   No cenário ...

 

 

FRUTA DE PAMA

Clerisvaldo B. Chagas,  20 de outubro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3491

 



No cenário novo do Bairro Bebedouro/Maniçoba, houve alguns depoimentos de moradores locais no lançamento do livro SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA, inclusive, o mais velho cidadão da localidade, foi convidado à mesa e sentou-se conosco.  Era mais uma quebra da tradição de lançar livro em salão de Câmara de Vereadores. Foi assim que fugimos da regra de lançamento no centro da cidade e fizemos a inovação. Lançamos o livro A IGREJINHA DAS TOCAIAS, na própria igreja em zona rural. Lançamos o livro: PADRE CÍCERO, 100 MILAGRES NORDESTINOS, na igrejinha do padre Cícero no Bairro Lajeiro Grande, região norte de Santana do Ipanema e SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA, No Bairro Bebedouro/Maniçoba, zona leste da cidade, defronte a  tradicionalíssima igrejinha de Zé Rosa. É ou não é uma inovação em Alagoas e no Brasil?

Foi lembrado na ocasião do lançamento na Maniçoba, do livro de crônicas, do saudoso escritor Oscar Silva, “Fruta de Palma “ . É que ali pertinho havia um sítio descrito pelo escritor da minha rua, naquele livro publicado como segunda edição, em 1990. E com outros depoimentos da comunidade – fonte dos curtumes do couro e da sola – foram lembradas outras passagens que oralmente enriqueceram o livro em lançamento. Foi muito prazerosa a interação com os moradores do local. Uma noite muito iluminada, cheia de emoções dos intelectuais ao mais simples dos presentes. Ali estavam pelo menos quatro escritores e o citado acima cantor nota 10, Dênis Marques, conduzindo nossa trilha  sonora.

O saudoso escritor Tadeu Rocha é quem fala do primeiro documentos de terra de Santana do Ipanema, com assinatura e data da Maniçoba. O saudoso escritor Oscar Silva é quem fala do sítio acima  e de cena ali acontecida com recepção ao governador e mais cem cavaleiros, O livro SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA, descreve o episódio narrado por Oscar, de 1921. E para quem não sabia que a palma forrageira do sertão dá a Fruta de Palma, mostramos abaixo suas feições. É rica em nutrientes, sobretudo a Vitamina C. Tem o gosto ligeiramente adocicado.

 

 

  O ABANDONO Clerisvaldo B. Chagas, 16 de Outubro de 2016 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3489     Em novo giro pelo ...

 

O ABANDONO

Clerisvaldo B. Chagas, 16 de Outubro de 2016

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3489

 


  Em novo giro pelo Bairro São José, vimos que ainda está ali. Um compartimento de piso baixo e escuro, feito da pior forma possível para ser uma escola no tempo do governador João Batista Tubino. Serviu para muitas coisas na Cohab Velha, tudo efêmero e lúgubre. Continua lá no seu recanto, por trás do Posto de Saúde, igual a uma criança traumatizada e encolhida com um  medo triste de quem se aproxima. Sucessiva administrações públicas municipais, fizeram vista grossa a sua  existência. E quem veio acompanhando o desenvolvimento do bairro, fica várias vezes mais traumatizados do que o próprio prédio rejeitado. Encostado a ele, ainda por trás do Posto de Saúde, um enorme prédio se encontra em ruínas, abrigo ideal da marginalidade, assim com foi o Posto de saúde que passou vários anos na mesma situação até que foi concluído.

Das janelas do fundo do Posto – encostada nas ruínas – dá para se vê  inúmeros pés de mamona por dentro das paredes internas caídas. que parece uma floresta tropical. E se o primeiro  é do governo estadual, o segundo é de cunho particular, dizem. E foi em uma visita a minha fonte de histórias  santanenses  que me disseram que o  antigo grupo iria passar por reforma e ali seria um órgão público da prefeitura. Os que planejaram a antiga Conhab, fizeram-na nos fundos como se fosse o depósito de lixo. Na certa, somente para aproveitar alguns metros quadrado que  sobrou no mapa. A Educação encolheu-se e ficou igual ao “patinho feio” da Literatura. E o pior, invisível, até porque o invisível pode ficar esquecido por tempo indeterminado.

A informação recebida estar disparada em vários meses. Tudo continua “como antes no Quartel de Abrantes”. Ê, meu “fio”, rapadura é doce, mas não é mole, não.