FOI REALIZADA Clerisvaldo B. Chagas, 16 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3379   Foi realizada sim, ...

 

FOI REALIZADA

Clerisvaldo B. Chagas, 16 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3379



 

Foi realizada sim, com êxito total a nossa missão do sábado passado. Estivemos em terras de Dois Riachos, procuramos chegar até a “Pedra do padre Cícero”, onde existe a maior romaria do estado de Alagoas. Entre o oratório da pedra, com sua escadaria, a igreja bem arrumada e a BR-316, pagamos promessa familiar ao padre Cícero do Juazeiro. Não conhecia ainda o túmulo dentro da igreja, do fundador da igrejinha no topo da rocha. A sua esposa Maria, também já havia falecido, porém descobrimos um filho de José Antônio Lima e sua esposa Maria, que se recuperava em casa ali pertinho, de um AVC. Deixamos, então, o livro PADRE CÍCERO 100 MILAGRES NORDESTINOS, INÉDITOS, e que um dos milagres tinha sido motivo de construção do hoje, ponto de romaria.

Interessante é que neste dia de sábado comum. Parou um caminhoneiro da Bahia, ali na BR-316 e foi sem demora orar no topo da escadaria, no oratório sob um Sol abrasador, demorando bastante tempo. Em baixo, nós soltávamos foguetes, mas ninguém teve a ousadia de indagar ao caminhoneiro sobre seu ato de fé. Desceu, ligou o caminhão e partiu acenando para nós, alegremente. Que maravilha! Então, fomos ao retorno a casa. Ao passarmos em Areia Branca, povoado quase cidade, matei à vontade em conhecer familiar dos fundadores Manoel Joaquim e Rosa. Ao invés de encontrar a neta, encontramos a filha, muito animada numa rua central ao lado da Igreja que era tudo do fundador. Pense numa palestra agradável de pesquisador.

Por fim, vamos junto tentar erguer um obelisco à fundação de Areias Branca. Aproveitando o ensejo, fomos conhecer o núcleo habitacional feito nas faldas do serrote do Cruzeiro para os abrigados da última grande cheia do rio Ipanema e ao mesmo tempo, apreciarmos o roteiro da estrada AL-120 que será interligada a BR-316, passando pelo sopé da serra Aguda. Esse novo trecho passa exatamente pelo centro do núcleo habitacional. Paisagens espetaculares, principalmente agora que tudo está verde por aqui.

PEDRA DO PADRE CÍCERO, IRMÃ JEANE DESCENDO ESCADARIA (FOTO: IVAN CHAGAS).

 

 

    VISITANDO Clerisvaldo B. Chagas, 13 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3378   Estamos reservando ...

 

 

VISITANDO

Clerisvaldo B. Chagas, 13 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3378

 



Estamos reservando esta sexta-feira para fazermos uma visita ao povoado Areias Brancas (Santana do Ipanema) e a Pedra do Padre Cícero, em Dois Riachos. Em Areias, iremos visitar familiares dos fundadores do povoado que hoje parece uma cidade e cujos iniciantes não moram mais ali. E nós, que escrevemos a história do povoado (ver: o BOI, A BOTA E A BATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO IPANEMA) queremos pelo menos conhecer a neta dos fundadores, Manoel Joaquim e Rosa. Inclusive, o casal fundador do povoado está em nosso livro PADRE CÍCERO, 100 MILAGRES NORDESTINOS, INÉDITOS. Assim vamos também confirmar o recebimento do livro pela neta do casal. Areias Brancas fica no limite dos município de Santana com Dois Riachos, cortado pela BR-316.

Assim iremos dar um esticadinha até a pedra do Padre Cícero, no município vizinho de Dois Riachos. Sim, uma visita de fé e pagamento de promessa programada. Não, não é dia de romaria na Pedra, romaria maior de Alagoas realizada no dia 20 de julho, mas um dia comum, um dia calmo nas imediações da Pedra. Mas também iremos ter a honra de conhecer familiares do homem que construiu o oratório no topo da rocha. Aliás, também fazer a entrega do livro do padre Cícero, em cujas páginas estar registrada a ação de agradecimento do milagre alcançado no Juazeiro de quem construiu o oratório. Portanto, uma viagem curta com dois motivos de honra e alegria. Amanhã, sábado, continuação desse mister de outro maneira. Na padre estarei com Ivan e Jeane, irmão e irmã. No sábado, com o escritor Marcello Fausto, distribuindo livros remanescentes a quem faltou o lançamento.

Pois, enquanto determinado país, semeia guerras, terror, mortes e assassinato frios, vamos semeando livros em nosso pedaço de chão. Infelizmente tem o que mata em briga comum, o que mata para roubar, o que mata por vingança e o que mata estando no poder se reafirmando como o assassino do mundo. Para onde irão esses tipos de almas sebosas? Enquanto isso, os livros continuam divulgando a arte, o belo, o conhecimento, acalentando a alma do seu leitor.

Ah! Mundo véi sem porteiras!

Que achas, tu?

PEDRA DO PADRE CÍCERO, EM DOIS RIACHOS (FOTO: B. CHAGAS).

 

 

  OS ENCONTROS NO LANÇAMENTO Clerisvaldo B. Chagas, 12 março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3377   Foi uma f...

 

OS ENCONTROS NO LANÇAMENTO

Clerisvaldo B. Chagas, 12 março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3377



 

Foi uma felicidade, no comparecimento á Câmara de Vereadores Tácio Chagas Duarte. Era o lançamento do livro LEMBRANÇAS DO PASSADO, do saudoso Ialdo Falcão e sua esposa Marina Falcão. Ali pude rever pessoas que até pensava não mais rever, devido às ausências prolongadas por esse Brasil de meu Deus. Remi Bastos, Joaquim (primo), Socorro Chagas (prima), Edvan, filho do saudoso senhor Miron, os filhos das estrela da noite, Marina Falcão, Ialdo e Charles e, várias outras pessoas que mesmo vivendo na mesma comunidade, não víamos de perto há muito. Conversei bastante com o compositor e cantor Remi Bastos, no seus 80 e eu nos meus 79. Botei quase em dia a palestra com a prima Socorro Chagas que às vezes substituía sua mãe Helena Oliveira, como nossa professora ocasional, que maravilha!

A solenidade aconteceu quando chegou a escritora Marina Falcão. Conduzido pelo escritor e editor José Malto Neto, foi composta à mesa e em seguida a apresentação de José Malta que também fazia o papel de mestre de cerimônias e o falatório dos componentes da mesa, sob os aplausos da plateia. Ao encerrar essa parte com o pronunciamento da escritora, fomos nós para a famosa fila dos autógrafos com o final daquele encontro com várias palestras de grupos no reencontro. Retornei a casa às 23 horas, mas ainda deixei as conversas no salão bastante animadas. Não deixei de lembrar que aquela casa legislativa fora o salão onde funcionara a Empresa de Luz desde a elevação da vila à cidade de Santana do Ipanema.

Pois, o lançamento do livro SAUDADES DO PASSADO, além de prestar à comunidade santanense pedaços da história pessoal de Firmino Falcão Filho, o Seu Nozinho (ô), exibiu as entranhas da sua administração de 1947-1948, como prefeito/interventor, nomeado pelo, então, polêmico governante estadual, Silvestre Péricles. E como não deixaria de ser, o livro traz o sentimentalismo da família do autor, passagens engraçadas que comoveram os que ali estavam presentes ouvindo com atenção e respeito as narrativas de quem conviveu com o autor, Ialdo Nemésio Falcão Filho.

Paz e bênção no reino sertanejo de Santana do Ipanema.