A   FESTA E A CAVALARIA Clerisvaldo B. Chagas, 13 de outubro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3487   E para ...

 


A  FESTA E A CAVALARIA

Clerisvaldo B. Chagas, 13 de outubro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3487

 

E para a felicidade da comunidade católica de Santana do Ipanema Alagoas, está acontecendo  a mais nova edição da tão aguardada “Festa de São Cristóvão. Até parece que existe um armazenamento de esperanças, acumulado durante um ano inteiro. É certo que existe a mais tradicional “Festa de Senhora Santa Ana”. Afinal são duas festas católicas na mesma cidade, uma no Centro e outra no bairro, onde poderia parecer tudo igual.  Acontece que existe alguma coisa não palpável que faz a diferença, embora não se possa explicar com precisão. São diferentes, sim, mas só se percebe no invisível, no psicológico e que não é com certeza, um clima de disputa. Mas, traduzir uma coisa de clima se torna difícil para um frequentador anual assíduo.

Desde há algumas edições que os festejos utilizaram vaqueiros montados para abrir a festa com cavalgada pelas ruas de Santana e aboios relativos a São Cristóvão.  E, embora não que era uma abertura muito bonita, mas depois vinha a reclamação do povo da sujeira que os cavalos deixavam nas ruas. Mesmo assim, com o tempo, outros cavaleiros, não vaqueiros e até mesmo mulheres da zona rural  montadas tal os homens (antigamente mulher montava de um lado só do cavalo) e embora também não cantem seus aboios como os homens, estão ali com eles animando  a cavalgada. Aboio, foguetes e cascos de cavalos no asfalto, carro de som bradando no meio, a cavalgada desperta toda a cidade e a vibração se torna geral. Quem não tem cavalo para a cavalgada ou quem não tem carro para a procissão, festeja a seu modo, mas festeja.

E quando  chega à noite com as missas e a parte profana que engloba várias ruas cheias de barracas, vendendo as mais variadas mercadorias e um intenso movimento de pessoas por todos os lugares como formigas assanhadas, surgem por todas as partes estampas de São Cristóvão nas barracas, no automóveis, nos arreios dos animais,  nas carroças e no Estandarte da Festa. É festa sim, como a de Senhora Santa Ana, mas adquiriu sua identidade própria, um clima diferente que se sente e não se explica.

 

  PADRE BULHÕES Clerisvaldo B. Chagas, 12 de outubro de 2026. Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3486   Estamos voltando...

 


PADRE BULHÕES

Clerisvaldo B. Chagas, 12 de outubro de 2026.

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3486

 

Estamos voltando às nossas crônicas, após ocupação gratificante e de energia densa, escrevendo a vida do padre Bulhões. Aguardando há muito tempo por alguém que o fizesse, resolvi eu mesmo escrever a sua passagem pela nossa terra de Santa Ana. Foi preciso, então, me ausentar de outras atividades  porque a tarefa me impregnou positivamente e eu não pude largar o trabalho que havia iniciado. Em apenas nove dias, concluí o livro sobre o sacerdote, cujo título veio primeiro do que a obra: BATINA PRETA EM SERTÃO SELVAGEM, entretanto, ainda não sei como publicar e se poderemos fazer uma pré-venda entre amigos e seguidores internautas.

O padre Bulhões foi o maior líder religioso e social de Alagoas, entre 1919 e 1952, atuando no município de Santana do Ipanema, na época, com a maior extensão territorial do   estado. Recebeu o filho de Corisco e Dadá para criar e educar   esse bebê o qual ele mesmo deu o nome  de Sílvio Hermano de  Bulhões. O livro é baseado em documentos e em histórias que o povo conta com fonte nos “mais velhos”. O livro documentário BATINA PRETA EM SERTÃO SELVAGEM, procura ser detalhista  e fazer parte da historiografia de Alagoas. E, de Santana do Ipanema, da história dentro da história faltam apenas, dos grandes feito, a do DNOCS e do DNER e que ninguém ainda se propôs a contar.

Pode ser que agora com  o alívio da missão histórica cumprida, os sentidos se voltem para as atividades das crônicas, embora com vontade de desistir. Mas voltando ao livro sobre a trajetória do padre Bulhões, no contexto entra o matador do pai de Lampião e de um irmão Porcino, e que depois passou a ser sacristão do padre Bulhões. Portanto o livro interessa  a vários segmentos da literatura.

  MATANDO A CURIOSIDADE Clerisvaldo B. Chagas, 29 de setembro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3486   Matando ...

 

MATANDO A CURIOSIDADE

Clerisvaldo B. Chagas, 29 de setembro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3486

 



Matando a curiosidade dos turistas em Maceió, vamos mostrar a origem dos nomes das praias da capital, seis:

Praia do Sobral  - O nome é proveniente de dono de terras naquela área, no século XIX, Comendador Sobral.

Praia da Avenida – O nome completo é Avenida da Paz. Praia da Avenida da Paz, por estar situada naquela avenida assim denominada  como fim do conflito da Primeira Grande Guerra Mundial.

Praia da Pajuçara -  Deriva de um tipo de palmeira, cujo nome tem origem tupi “juçara” evoluindo para Pajuçara.

Praia da Ponta Verde -  Vem  do relevo que avança pelo mar de forma pontiaguda (Geografia)  chamado “ponta”. Verde, pela coloração da água do mar naquela região.

Praia da Jatiúca – Vem de origem tupi que significa “carrapato” ou “carrapateira”, vegetal também chamado de “mamona” que  produz o famoso “óleo de mamona” ou “óleo de carrapato”. Em farmácias: óleo de rícino.

Praia de Cruz das Almas – Vem do Bairro do mesmo nome, onde existe uma cruz em via pública em homenagem as almas.

A evolução administrativa contada em décadas, transformou as praias mais famosas de Maceió, do passado, em quase completamente esquecidas com o surgimento de outras intensamente urbanizadas. Mudou-se, então, o centro praieiro da capital; porém, isso é um fenômeno comum na Geografia urbana do mundo inteiro.

De qualquer maneira, como diziam nossos avós:  “uma coisa puxa outra”, chega a ideia de registrar em livro específico a etimologia de todas as praias do Brasil. Ah! Eu não. Mas a sugestão está lançada para os pesquisadores mais jovens  que querem mostrar serviço.

PRAIA DA JATÚCA.