SAGRADA FAMÍLIA – AREIA GROSSA Clerisvaldo B. Chagas, 12 de junho de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3429   Em...

 

SAGRADA FAMÍLIA – AREIA GROSSA

Clerisvaldo B. Chagas, 12 de junho de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3429

 



Em torno do ano do e 1959, o comerciante e fazendeiro José Quirino, por motivo que até hoje não sabemos, iniciou uma campanha para a construção de uma igreja no Bairro Monumento, em Santana do Ipanema. O templo católico seria construído em parte de um terreno que fora o primeiro cemitério de Santana, final do século XIX, demolido nos anos 40 do século XX. O senhor José Quirino negociava na no andar de baixo da esquina do Hotel Central, em pleno comércio. Conhecido como homem altamente sovina, talvez tenha encontrado algumas dificuldades, mas conseguiu o seu intento. Também não sabemos dizer se o título da igreja já estava ou não programado. Recebeu a denominação de Igreja Sagrada Família. O senhor José Quirino também foi o fundador da rua partícula “Rua de Zé Quirino” e que hoje é chamada oficialmente de Rua Prof. Enéas.

A Rua de Zé  Quirino teve início com a primeira casa vizinha a sua cerca do curral do gado. nessa época este escritor tinha apenas treze anos. Acompanhava a evolução da rua, a extinção futura do curral, mas nada sabia dos movimentos para a Igreja Sagrada Família. Acontece que aquelas observações de criança e de adolescente, emergiram com o autor já aos setenta e nove anos,  com o  romance que em breve será  lançado naquele mesmo lugar na Associação Comunitária Nossa Senhora de Fátima, cujo prédio de primeira andar era a famosíssima Perfuratriz. Hoje, encontra-se à frente da Associação, o serigrafista Cajueiro, filho do Cajueiro que foi o proprietário da ‘Tipografia Nordeste”, em Santana do Ipanema. 

        Neste resgate romanesco entre ficção e realidade, esperamos contar com a presença dos escritores contemporâneos, João Neto Chagas, O PRIMO VÉI E Luís Antônio, O CAPIÀ, também financiadores da obra. Assim, nós, os três escritores, estaremos juntos lançando a história, a geografia, o social daquela periferia com lugares e personagens reais apontados como terciários na trama ficcionista por excelência que o romance do Ipanema. Estaremos distribuindo cerca de trinta e cinco exemplares grátis, os descendentes daqueles que bem ilustram o obra. Todos os nossos contatos serão convidados para essa noite de emoção. E quanto livros à venda, aceitaremos encomendas, caso ultrapasse dez exemplares no geral. Compromisso fiel e firme com os possíveis adquirentes.  

IGREJA DA SAGRADA FAMÍLIA EM 2013. CITADA NO ROMANCE (FOTO:  B. CHAGAS/ LIVRO ICONOGRÁFICO 230).

 

 

  PÃO DE AÇÚCAR – PALESTINA Clerisvaldo B. Chagas, 11 de junho de 2026 Escritor Símbolo   do Sertão Alagoano Crônica: 3425   Tenho...

 

PÃO DE AÇÚCAR – PALESTINA

Clerisvaldo B. Chagas, 11 de junho de 2026

Escritor Símbolo  do Sertão Alagoano

Crônica: 3425

 



Tenho atração e sempre tive, pelas cidades sertanejas alagoanas. Entretanto  as cidades de Pão de Açúcar - mais antiga de que Santana do Ipanema – e Palestina, relativamente nova, exercem  um fascínio presente e oculto que não consigo nomear de fato o que seria. Não é somente a beleza do seu tradicional casario, seu imponente trecho do rio São Francisco, sua quietude repleta de história, sua culinária e nem seu artesanato. Sobe a antiga Jaciobá é algo muito mais profundo que paira acima dos outros núcleos sertanejos. No caso da Palestina, estive ali cerca de três vezes, ficando encantado com sua simplicidade e algo que ainda hoje não consigo esclarecer a mim mesmo. Estive também na comunidade quilombola Passagem de Pedras, de onde saí completamente impressionado.

        Aquelas terras planas do povoado, planas como uma tábua, sua quietude, me penetraram na alma e na admiração com tal intensidade que nunca mais saíram. O açude por trás do casario entrou na visita apenas como coisa normal, diferente das duas anteriores observações. Faz bastante tempo que fui a Pão de Açúcar e a Palestina, mas continuo com essas localidades como pontos mais altos das minhas interiores indagações. Ainda na Palestina conheci o famoso “riacho do Farias”, que tem evidência na Geografia do Sertão, assim como o rio ou riacho “Desumano”, que banha Olivença.

Mas é preciso uma liberação total da alma para sentir a sensibilidade diferenciada sobre a Mãe Natureza. Nem estou falando sobre inverno ou verão por que o âmago supera as estações.

Percorrer as cidades sertanejas, faz um bem danado! E agora, com Alagoas completamente interligada pelo asfalto, o turista, o pesquisador, o curioso, ou, seja lá quem for, não perde mais tempo com estradas de terra, com buracos, poeira e lama. E ainda com vantagem das pequenas distâncias entre um cidade e outra. E por mais perto que sejam as urbes, cada qual tem sua alma própria, seu DNA, seu modo de ser.  E você vai percorrer retas e planuras, sem abrir mão da região serrana  de Mata Grande, Pariconha, Água Branca, Inhapi... Beliscando, comendo  petiscos, observando, copiando, relaxando e sacudindo fora o comodismo da poltrona.

Então!

Vai ou não vai?

ASPECTO PARCIAL DA PALESTINA (CRÉDITO: JORNAL EXTRA).

  DEVAGAR COM   O ANDOR QUE O SANTO É DE BARRO Clerisvaldo B. Chagas, 9 de junho de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: ...

 

DEVAGAR COM  O ANDOR QUE O SANTO É DE BARRO

Clerisvaldo B. Chagas, 9 de junho de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3428

 




Continuamos aguardando da gráfica, o romance AREIA  GROSSA, para lançamento entre junho e julho, na associação do rio Ipanema. É que estamos neste momento vendo algumas poucas ilustrações do romance, como Igrejinha de São Pedro, a escola do Bacurau, O Fomento Agrícola, o prédio da Perfuratriz, o botador d’água em cacimba do rio e o croqui do epicentro do romance, do artista plástico e cantor Dênis Marques. O livro MARIA BONITA, A DEUSA DAS CAATINGAS, está, praticamente, esgotado na sua primeira edição. Disponibilizamos apenas quatro exemplares. Encerrada esta etapa, as novidades do autor serão os próximos livros para  o segundo semestre: ZÉ COXÓ, O POETA DO FANTÁSTICO (repentes), BARRA DO PANEMA, UM POVOADO ALAGOANO (documentário) e AS TRÊS FILHAS DO CORONEL (romance do ciclo do cangaço).

Tem razão a sabedoria sertaneja que diz: “Devagar com o andor que o santo é de barro”. Mas,  é o Divino Espírito Santo fomentando a produção e o Mestre dos mestres semeando as palavras. E por falar nisso, o leitor fiel deve estar atento em todas as capas de trás Pois bem, dos nossos livros que sempre informa sobre as obras publicadas, as inéditas e as em preparo. Pois bem, em muitas delas vem o anúncio sobre poesia com o título de “Colibris do Camoxinga” e que não  vai existir, sendo substituído pelos repentes do poeta do fantástico, Zé  Coxó. O porquê dos bastidores vai ficar apenas com o autor, pois a poesia contundente, demolidora de protestos já não tinha mais sentidos para o alvo que já se foi.

Quanto ao livro MARIA BONITA, A DEUSA DAS CAATINGAS, não houve aquele lançamento formal. A voracidade do leitor exigente foi tanta que nem sobrou livro para lançamento oficial. Já se encontra de mão em mão nas rodas intelectuais de todo o Nordeste. AREIA GROSSA, não. Esse terá todas as formalidades de lançamento no epicentro da sua trama. É de interesse particular do santanense, pelo menos na primeira edição. São oitenta e dois personagem reais apontados como coadjuvantes da trama. Os seus descendente deverão receber gratuitamente cada exemplar, que foram patrocinados pelos escritores, amigos e contemporâneos; João Chagas Neto e Luís Antônio, o Capiá. Será uma noite de resgate, gratidão, reconhecimento, muitas saudades e emoções. Em breve, todos serão convidados.