CARROSSEL Clerisvaldo B. Chagas,   7 de setembro de 226. Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3470   Finalmente iniciamo...

 

CARROSSEL

Clerisvaldo B. Chagas,  7 de setembro de 226.

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3470

 



Finalmente iniciamos a nossa maratona cultural – como disse o jornalista, editor e escritor  josé Malta Neto – na verdade, oito entrevistas nos primeiros 20 dias de setembro em escolas, é mesmo maratona cultural, porém onde existe muito amor e boa-vontade no coração, a citada maratona passa a ser motivo de satisfação e felicidade pelo cumprimento do dever. Iniciamos essa jornada histórica na história de Santana do Ipanema, pela escola particular de tradição do Bairro Camoxinga, Carrossel. Uma recepção agradabilíssima, por parte da direção e dos docentes e aquela perspectiva da juventude para ouvir e fazer perguntas ao escritor da terceira idade. Na verdade, um encontro entre gerações tendo como ponte o livro documentário SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA. Livro que será relançado após a maratona das escolas, no  próximo dia 26 no Bairro Maniçoba/Bebedouro.

Houve muita emoção na Escola Carrossel e a certeza de que os alunos presentes e participantes ativos, perpetuarão o amor pela pesquisa e a história do povo sertanejo de Senhora Santa Ana. As perguntas e respostas do livro analisado fez o autor se convencer que não foi em vão uma luta constante por vários meses seguidos, para mostrar no papel, como foi tão importante para a nossa região, os curtumes,  as fábricas de calçados, o trabalho dos artesãos do couro criando emprego e fazendo circular o dinheiro vivificante da nossa sociedade.  Vários alunos não perguntavam, mas comentavam trechos do livro que mais chamaram  a atenção, respectivamente.

E este conjunto de forças com o editor presente e incentivando a juventude, o autor  dividindo o pão, a escola abrindo sua portas para novos horizontes, o resultado não poderia ser diferente porque já estava escrito que assim seria. E surgiu, então o elo forte, fortíssimo, profundo e abençoado entre a geração passada e a geração atual, unindo o século XX e o século XXI com anúncio de porvir feliz. E assim nasceu a ideia de uma crônica por escola (8). Hoje  foi da escola Carrossel, logo será a vez da Cleodon, isto é, da escola Cleodon Teodósio, na zona rural serrana da Camoxinga dos Teodósio. Aguardemos a terça para lermos na quarta.

AUTOR NA CARROSSEL.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  RECESSO DE UM SEMANA

 

RECESSO DE UM SEMANA

  O TUBARÃO DO POXIM Clerisvaldo B. Chagas, 28 de agosto   de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3469   O meu amigo...

 

O TUBARÃO DO POXIM

Clerisvaldo B. Chagas, 28 de agosto  de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3469

 



O meu amigo escritor,  João Francisco Neto, me manda  o   vídeo de um tubarão pescado no Poxim, Alagoas. Atravessado em carroça puxada a burro, sangue coagulado por todos os lugares, um pescador simples e de bermudas, rodeando o troféu. E ainda de quebra, vários companheiros em roda e um deles abrindo o peixe com uma pequena faca, expulsando para a areia da praia o almoço do   terror dos mares. Um flagrante forte, convincente e absoluto que atesta a indômita coragem de um pescador de água salgada. Como não se impressionar com a cena que traz várias coisas juntas e  convergentes para o nosso estado! Isso nos faz lembrar cena semelhante acontecida  na represa Isnaldo Bulhões quando foi exibido um pirarucu com o mesmo tamanho.

Inevitavelmente fazemos as comparação entre a imensidão dos oceanos com muitos “monstros” a fazer medo e, os de  abastecedores dos mares com peixes grandes ou pequenos, mas também matadores de fome ao invés de gente. Paramos os nossos pensamentos nas piabas que pegávamos com farinha em litros de fundos furados. Sobrevivências iguais em ambientes diferentes.  E muitas vezes contemplamos um tarrafeiro pegando carito, o  peixito mais vil do rio Ipanema, para matar a fome familiar com farinha de  mandioca. E os anzóis se enfileiravam ao longo do rio em busca do mandim, da piaba, da traíra. Como foi dito acima, formas de sobrevivência que desperta a coragem pela vida e fabrica heróis pela necessidade.

O jangadeiro, o pescador dos mares ou mesmo o vaqueiro do Sertão são titãs que desafiam os perigos constantes do meio em que vivem, porém trazem no peito um profundo respeito pela Natureza da qual tiram o sustento. E lá na fotografia ou vídeo enviados pelo  escritor João Francisco Neto, não existe nenhum indivíduo de terno, gravata, colete e sapatos lustrosos, mas sim, homens de bonés, bermudas e sandálias que não são mocinhos das novelas ridículas e romanescas, mas gigantes de carne e osso lutando vitoriosamente pelo pão de cada dia.