AREIA GROSA Clerisvaldo B. Chagas, 30 de junho de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3438 Finalmente chegou as noss...

 

AREIA GROSA

Clerisvaldo B. Chagas, 30 de junho de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3438



Finalmente chegou as nossas mãos os livros ainda quentinhos da gráfica e, logo procuramos elaborar o seu tão esperado lançamento. Trata-se do romance urbano  - diferentes de todos os outros do ciclo do cangaço – AREIA GROSSA. A denominação do romance, é originária das areias grossas do rio Ipanema, seco. Uma trama de ficção, mas com oitenta e dois personagens reais que viveram  às margens do rio Ipanema em torno dos anos 60. São personagens terceirizados, não são protagonistas fictícios que dão vida e movimentam a trama. O lançamento do livro, dar-se-á na Associação Comunitária Nossa Senhora de Fátima, epicentro da história que, além dos 82 personagens reais do século passado, registra episódios históricos, edifícios e lugares. Um romance social  histórico e geográfico, sem dúvida alguma. Grande fonte de pesquisa.

O outro livro,  MARIA BONTA, A DEUSA DAS CAATINGAS, esgotou-se em apenas quinze dias. Mandamos imprimir mais um pouco. E agora só nos restam dez exemplares. Estão disponíveis pelo mesmo preço de lançamento, isto é, 80,00. Quer adquirir, entre em contato rápido para não perder a oportunidade. É um clássico como “Lampião em Alagoas” e não existe similar no mercado livreiro. Após acertos, divulgaremos dia e hora de lançamento do AREIA GROSSA. Todos poderão comparecer, porém, não haverá livro à venda, serão distribuídos aos remanescentes dos personagens reais, gratuitamente.

A propósito, o ápice do romance AREIA GROSA são as imediações da sede da Associação Nossa Senhora de Fátima, construída hoje sobre o terreno do antigo edifício da Perfuratriz, do romance. Esta associação foi invadida pela cheia do rio Ipanema e rua inteira virou escombros, como a chamada Rua da Praia. Financiado pelos escritores, João Neto Chagas, e Luís Antônio, o Capiá, O romance AREIA GROSSA, resgata a história do lugar com esses três escritores mais idosos de Santana do Ipanema que muito perambularam por aquele epicentro. Vamos proporcionar uma  noite de saudade, alegria e dignidade ao povo da beira do rio.

  PUERICULTURA Clerisvaldo B. Chagas,29 de junho de 2026 Escritor Símbolo do sertão Alagoano Crônica: 3437     Talvez o nome inc...

 

PUERICULTURA

Clerisvaldo B. Chagas,29 de junho de 2026

Escritor Símbolo do sertão Alagoano

Crônica: 3437

 


 

Talvez o nome incomum seja mesmo para não se saber o que o se representa. Entretanto, havia em Santana do Ipanema,   lugar muito agradável, prédio comprido que ia de uma rua a outra. O referido prédio é ainda localizado no Bairro Monumento, na Rua Dr. Otávio Cabral, quase vizinho a Caixa econômica. Tinha na fachada com letras antigas de argamassa, escrito: “Posto de Puericultura”. Como o edifício estava localizado em parte de um antigo cemitério, era comum se dizer que o lugar era mal-assombrado. Uns viam coisas outros nada viam. Irmãs holandesas trabalhavam  no citado prédio contribuindo com a saúde da cidade. Tempos depois o prédio ficou fechado e nunca o vi reabrir. Mas me chamou muita atenção quando eu tirava foto e fazia a história iconográfica de Santana do Ipanema, em 2012.

A antiga beleza  da fachada continuava perfeita. Um pequeno jardim na frente e o prédio fechado me fez respirar fundo . E a Puericultura que é o acompanhamento médico periódico e   preventivo da criança e do adolescente, foi para o espaço. Pelo que ouvi,  ali também se ajudava às pessoas pobres com roupas  e calçados.  Ambiente calmo, bom movimento e várias pessoas conhecidas trabalhando naquela nobre missão. E rondando por ali na tarefa a que eu tinha proposto, fui  ao AABB, à Escola Padre Francisco Correia, ao Tênis Club Santanense, à Igreja Sagrada Família, à Emater, a Caixa Econômica, ao Banco do Brasil... Porém, nenhum sentimento doeu mais do que contemplar aquele edifício de tanta relevância, descartado como esmoler desconhecido.

          Fiz minha foto, coloquei legenda histórica e desci do bairro com toda a tristeza do mundo. Quanta falta de sensibilidade aos lugares que foram tão sagrados! A propósito, o prédio foi construído para ser Posto de Puericultura em terreno cedido entre os anos 1947-1948, durante a gestão municipal de Firmino Falcão Filho, Na foto, do outro lado da rua, um pé de algum tipo de flor, parece fazer uma homenagem  póstuma ao edifício desativado.

POSTO DE PUERICULTURA EM 2012. (FOTO: B. CHAGAS) LIVRO 230.

  O MONTE Clerisvaldo B. Chagas, 25 de junho de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3436   Vemos na foto deste traba...

 

O MONTE

Clerisvaldo B. Chagas, 25 de junho de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3436

 



Vemos na foto deste trabalho, uma rua em área nobre do Bairro Monumento. O asfalto que domina toda a cidade de Santana do Ipanema, porém, ainda não chegou por aqui, onde estar situada a sede do INSS. Entretanto, dar para se perceber a limpeza da rua ainda com paralelepípedos. Veja que a paisagem urbana que parece bem “penteada”, como um cenário após a chuva. Ao fundo da foto, vemos o verdume do monte, começando a bela cor pelas árvores da rua, podadas e belas. O monte, ao fundo, tem Geografia, tem histórias, tem o social e a literatura que a ele se refere.  Ali tem crônicas, tem  conto real, tem turismo , têm fotos, têm filmagens e tem encanto. Estamos falando do serrote do Gonçalinho, depois, serrote do Cristo e depois serrote das Micro-ondas.

Vemos a face voltada para grande parte da cidade; a outra face é  voltada para a AL-220, que liga Santana do Ipanema a olho  d’Água das Flores. A face apresentada abaixo, é íngreme e sem  habitações, repleta de arbustos, cactáceas e viva na fauna com teiús, cobras, formigas, raposas e gatos-do-mato.  A face não  vista na foto tem as faldas habitáveis e com bairro formado recentemente com nome Santo Antônio. Como já foi dito em outras vezes, a face apresentada é o sota-vento. A outra face é o barlavento. Geralmente os serrotes do Sertão são prolixos, em forma de lagartas, se bem que encontramos outras formas de relevo. Os melhores ângulos para se fotografar o Gonçalinho é de onde esta foto foi batida e das proximidades, especificamente, do hipermercado Nobre.

O lugar é excelente para um convescote, porém, a ideia não é muito boa para esse tempo de chuvas e frieza. De qualquer maneira a foto abaixo serve para dá rosto ao monte e para apreciar a beleza do verde sertanejo. Foi aproveitando a ida ao INSS que senti a foto e não pude evitá-la. Continuam em cima da crista, as compridas antenas de comunicações que deram nome ao serrote pela terceira vez: serra da Micro-ondas e que vai mudando de geração em geração conforme o que for chegando no seu topo como novidade.  Pela face que dá para a AL-120, pode ser usado o automóvel até o topo, muito embora vez em quando o calçamento de pedras precise de concertos.

Registrado o que vi.

(FOTO  DE B. CHAGAS).