BOM-NOME Clerisvaldo B. Chagas, 31 de julho de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3453                             ...

 

BOM-NOME

Clerisvaldo B. Chagas, 31 de julho de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3453

                                                              


                                                                     

Bom-nome é uma arvoreta do sertão e agreste que mede entre quatro e seis metros de altura (Monteverdia rigida). Árvore depequeno porte e que ocupa parte seca da caatinga. Conforme a região, também é chamada chapeú de couro e Pau-de-colher. Seu tronco é irregular formado por muito galhos, a  de  bota flor e é muito ,apreciada nos sertão do Nordeste. É muita utilizada pelo sertanejo por ser dura e densa, em peças que exigem resistência. Faz parte das particularidas de carro de boi e se apresenta como medicianal para diversasos incômodos dos humanos. O bom-nome possui flores pequenas, esverdeadas ou branca, sem muito perfume. Tem seus significados para o homem do campo, quando começa a florada. Amplamente popular no semiárido.

´´E muito usada pelos raizeiros, em garrafadas. Dizem que estimulam o sistema Nervoso Central, é antioxidante, antidiarréica, anti-inflamatória, antiulcerogênica e aintiespasmódica. Suas cascas ttem servido para furúnculos e pancadas. O Bom-nome, pode até não ser uma arvoreta formosa, mas sua utilidade nos meios sertanejos, é de grande valor conhecido por raizeiros, artesãos e agricultores que sempre estão em busca das suas serventias. Primeiro foram os indígenas que descobriram suas virtudes, repassadas para o homem branco. O Bom-nome sempre está na linha de frente com tantas outras árvores famosas do Sertão que preenchem a literatura, como o Juzeiro, o Angico, A Aroeira, o Imbuzeiro, a Quixabeira... Estar presente em todos os estados nordestinos.

BOM NOME (DIULGAÇÃO).

                                                                       

 

 

 

  ELE CHEGOU Clerisvaldo B. Chagas, 3 de agosto de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano                                           ...

 

ELE CHEGOU

Clerisvaldo B. Chagas, 3 de agosto de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

                                                      Crônica: 3452                                                     

 



Como foi o final de julho e o início de agosto no Sertão. Ora, na madrugada do último para o primeiro dia,  aproximadamente às quatro horas, encanou um frio de matar sapo que subiu pela calha do rio Ipanema, vindo nem sei de onde. Aquele tipo de frio em que você veste dois casacos, dois lençóis e não dispensa meias. Jesus! Mesmo assim, os pardais já se remexiam inquietos nos ninhos, com a aproximação da aurora. Nada de chuva, nada de sereno, céu nublado em gazes brancas. Naturalmente, guiado apenas pela tradição, agosto já traria a sentença pronta dos seus primeiros quinze dias. Mas, o dia amanheceu com branco marfim no céu imenso como se a sentença antiga fosse a mesma. Porém, o Rei dos Astros foi aos poucos furano o bloqueio  e ainda no meio da manhã deixou o céu azul profundo.

O tempo, então, virou primavera, Será que agosto virá com aquelas  pragas de lagartas e frieza que matava a lavoura? Agosto continuará o ritmo de chuvas finas e escassas como os meses anteriores?  Será que vai seguir a cartilha do cara preta do El Niño?  Ou vai mudar o rumo das coisas e trazer chuvas intensas e encorpadas nesse Sertão de meu Deus... O certo é que o mês do Dia dos Pais é sempre cheio de surpresas  incríveis no Brasil. Esperamos que essas surpresas sejam agradáveis para redimir a fama de cruel, acumulada. Enquanto isso, vamos nos articulando para relançar o livro SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA na comunidade da sua história, a região de antigos curtumes no  Bairro Maniçoba/Bebedouro.

Segundo o escritor, editor e jornalista, José Malta, o citado livro já estar sendo distribuído  nas escolas onde serão trabalhados pelos alunos, sobre esses importantes episódios desconhecidos pela juventude sobre a história de Santana dom Ipanema.  Na segunda fase dessas ações, ainda segundo o editor Malta, o autor do livro acima deverá se apresentar nas escolas quando os alunos poderão conhecê-lo e fazer indagações na própria fonte. Assim, escritor  e editor se unem em prol da causa cultural, especificamente da juventude, pela história da terra.

MÊS DO MEU PAI (FOTO: (ACERVO DE FAMÍLIA)

 

 

 

 

 

  OS CORONÉIS Clerisvaldo B. Chagas, 29 de julho de 2026 Escritor símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3452   Os chamados Coronéis ...

 

OS CORONÉIS

Clerisvaldo B. Chagas, 29 de julho de 2026

Escritor símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3452



 

Os chamados Coronéis do Sertão e que na zona canavieira eram denominados Senhores de Engenho, Já traziam em si, o  instinto bruto da escravidão, do mando, antes mesmo das patentes compradas ao governo central. Foi a Guarda Nacional, criada pelo padre Diogo Feijó, quem distribuiu aos civis as patentes militares aos   homens ricos, políticos, intelectuais e assim por diante. Desse modo além de muitos fazendeiros ricos terem essas patentes compradas, também, vários deles eram chamados coronéis pelo próprio povo pela sua riqueza e não pela patente comprada. Nem todos coronéis e majores do Sertão eram bandidos e matadores de gente, embora,  as imagens sobre o coronel sempre estejam ligadas a todas as perversidades conhecidas.

Em Santana do Ipanema, havia ainda no tempo de vila, o coronel Manoel Rodrigues da Rocha, enriquecido com couros e peles no São Francisco sergipano e sendo antigo sapateiro em Águas Belas, estabeleceu-se em nossa cidade. O coronel era avô do futuro escritor/contista, Breno Acioly. Era industrial, comerciante e fazendeiro e muito investia na vila. Tornou-se ponto de referência da época, a grande liderança da região, porém, um coronel pacato, social e amigos de todos. Tornou-se amigo de Delmiro Gouveia e com ele tinha planos de trazer a luz elétrica de Paulo Afonso para Santana    Ipanema. O domínio da sua liderança terminou com a sua morte em  1920, quando faltava bem pouco para Santana ser elevada à cidade.

 O coronel Manoel Rodrigues da Rocha, Importou muito material da França para uso nas suas construções como corrimão de escadaria, estátua de deusa grega  para fachadas de prédio, vidraças coloridas e objetos para o lar como piano, espelho e mais. Hospedava pessoas ilustres e abria as portas do seu casarão para o folclore de épocas com uma vida ativa na sociedade em que vivia. O primeiro juiz de Santana do Ipanema, era seu genro. No futuro, foi homenageado com seu nome na praça central da cidade e que permanece até os nossos dias. Três grandes casarões construídos por ele, ainda hoje fazem parte do Trio Arquitetônico do Comércio, patrimônio impagável de Santana do Ipanema.