terça-feira, 28 de maio de 2024

 

INSPEÇÃO VERDE

Clerisvaldo B. Chagas, 28 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.053

 



E lá vamos nós, resolver os pepinos que o governo do estado apronta aos seus servidores.  Mas nem vale à pena contar a peregrinação que ele sem necessidade nos faz passar de repartição em repartição. Dar um aumento mixuruca e antes de pagar toma com uma viagem forçada do servidor a Maceió, ignorando a representatividades da suas GERES. Uma vergonha! Porém, deixado isso de lado, vimos pela primeira vez um tapete verde contínuo da nossa vegetação nativa do Sertão ao Litoral. Um inverno antecipado com chuvas desde o mês de abril, O tempo se mostra diferenciado. E ainda com o Sol da manhã fomos pegando a claridade solar ou tempo ligeiramente nublado até as proximidades de Atalaia quando teve início um sereno de chuva por alguns minutos, mas que não evoluiu.

Mesmo assim, dia agradável com a Natureza em festa e um tempo excelente de barriga cheia no campo.  Verde no Sertão, verde no agreste, verde no litoral, sem divisória indicativa de região. Gado no pasto, dono assoviando e dinheiro no bolso. Nada de carcará pela BR-316 tocaiando animais tombados na pista. Constante cheiro de mato verde e cenários bucólicos, ricos, de boi no pasto. E novamente aqueles elogios ao comércio miúdo de Maribondo, dessa vez, porém com um agravante, preço miraculosamente nas nuvens. Exploração total com os passageiros que ali aportam para o lanche de viagem. Churrascarias, Lanchonetes, Conveniências com alto índice de imundície nos banheiros, preços quase impagáveis na alimentação. Vai ali se formando uma terra de ninguém, numa concorrência com a carestia indomável de Santana do Ipanema.

Indiferente à ambição humana, ou dando lições a seu modo, a Natura continua enriquecendo os montes, dando de graça o pão de cada dia, extraído da terra, mas o terráqueo não se conforma com o lucro normal, razoável da negociação, numa sanha maluca pelo pouco ou muito dinheiro do bolso do consumidor. Um assalto que se não é à mão armada, é de ambição armada à ingenuidade da fome. Entretanto, nada tira a beleza dos campos, dos montes que cortam o município repleto de gado nelore passeando pelas encostas.

Acúmulo de exploração para quê? Quem vai não leva.

Como é difícil o aprendizado humano!

FAZENDA DE GADO EM MARIBONDO (FOTO: ÃNGELO RODRIGUES)


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sexta-feira, 24 de maio de 2024

 

DETALHANDO AS VIAGENS SERTANEJAS

Clerisvaldo B. Chagas, 23 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.051

 



Atendendo a um amigo, aproveitamos e detalhamos o geral das viagens sertanejas a Maceió. Segundo ele é uma anotação histórica dos transportes rodoviários do estado. E sendo assim, vejamos:

Em Cacimbinhas, no início – estamos falando dos tempos dos ônibus da Progresso com o motor na frente – paravam apenas os automóveis que desciam do Alto Sertão e Sertão pela BR-316. Havia apenas um posto de gasolina, o do “Galego”. Parava-se o automóvel para abastecer e um lanche de quase nada com água de coco. Os ônibus ainda não paravam por ali. Tempos depois foi instalada a churrascaria do Josias perto do posto de gasolina. Em conchavo com o dono, os ônibus começaram a parar por ali. Em Palmeira dos Índios, era mais o café da manhã, água de coco em bares e cafés, mas se passasse na hora do almoço havia cerca de três churrascarias uma perto da outra, no mesmo lugar e, se a memória não falha uma delas se chamava Graciliano Ramos. Churrascos de excelente qualidade, assim como o do Josias, em Cacimbinhas.

A outra grande parada conhecida era no hoje povoado Cabeça d’Anta, município de Belém. À margem da BR-316, havia um pequeno coreto de alvenaria que recepcionava os passantes com frutas, água de coco e caldo de cana. Tudo do sítio do povoado. Ainda hoje, quem lembra e passa observando ver o chão de cimento sem o teto. É bem pertinho da chamada “Curva do S”. Mais adiante havia a parada do café da manhã na Churrascaria Corumbá, mesmo nome do local, bem pertinho de Atalaia. Ali era servida uma delícia de macaxeira chamada macaxeira ouro. Sabor de cor dourada. Foi a única dessa marca que comi na vida. O prédio ainda está de pé, porém parece abandonado. A próxima parada era a Churrascaria Brasília, em Maribondo, de um italiano. As paredes eram cobertas de pensamentos filosóficos. Um bom lugar. Nem sei se ainda existe, pois, a concorrência tomou conta ao logo da Avenida.

A última parada Alto Sertão/Sertão/Maceió, era ainda no município de Maribondo, além da cidade alguns quilômetros, no lugar rural Salgado, ali no sopé daquelas serras de criação de nelore. Água excelente e o café da manhã à margem da BR-316.

 

 A Partir do trevo Palmeira/Arapiraca, o fluxo de veículos vindo da terra do fumo, complementava a clientela da estrada na gastronomia de Maribondo. Salgado também desapareceu como lugar do café, mas continua com o prédio capenga à vista de quem passa.

Sim, sim, o roteiro faz parte da história viária Sertão/Maceió ou vice-versa.

SERRA DAS PIAS, PALMEIRA DOS ÍNDIOS, CUJO SOPÉ TAMBÉM REPRESENTA A GASTRONOMIA DA TERRA. (FOTO: B. CHAGAS).

 

 

 

 


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quarta-feira, 22 de maio de 2024

 

A FERROADA DO MARIBONDO

Clerisvaldo B. Chagas, 23 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão alagoano

Crônica: 3.051

 



Marimbondo ou Maribondo, sem o “M” como é registrada a cidade agrestina de Alagoas, representam essa variedade enorme da Língua Portuguesa. Além disso, o regionalismo em se tratando das Cinco Grande Regiões Geográfica do Brasil, tem cada uma dentro de si, uma grande variedade de palavras ou desconhecidas dentro do seu próprio bojo, estado a estado.  Maribondo ou Marimbondo é um tipo de vespa ou abelha/vespa, cujo ferrão muito maltrata o ser humano. Antigamente, os portugueses apelidavam os brasileiros com essa denominação principalmente durante os vários episódios de guerras de expulsão. Com “M” ou sem “M”, ambas as formas estão certas, que dizer, a cidade de Maribondo não tem que corrigir nada. Pelo contrário, vai continuar a ganhar dinheiro, muito dinheiro no seu comércio pequeno de passagem.

No trajeto antigo Sertão/Maceió, parávamos em alguns lugares da estrada com enorme frequência. Em Cacimbinhas, em Palmeira dos Índios, Cabeça Danta, Marimbondo e Salgado. Não se quer dizer que se parava em todos os lugares, mas os expostos acima eram os preferidos. O tempo, porém, foi encostando um a um, ficando apenas a cidade de Maribondo. Como é o interior da cidade não sabemos, mas o lugar de passagem, BR-316, faz movimentar um intenso comércio pequeno, e gigante com dinamismo. Esse comércio que se inicia ao amanhecer, prolonga-se a aproximadamente até às 20 horas. É à base, de lanchonetes, churrascarias, cafés e produtos soltos tal qual o milho assado, a tapioca e a água de coco.

Não conhecemos ninguém que calcule o quanto entra de dinheiro naquela cidade através desse movimento diário, contínuo e incansável. O lugar Maracanã, em Santana do Ipanema, não consegue chegar nem parte da dinâmica do comércio pequeno de Maribondo. Nada do que foi falado acima falta quando você procura. É como se ali tivesse uma máquina para produzir tapioca, milho assado e coco verde. E é no velho Maribondo sem ferrão ameaçador, que os clientes do sertão e parte do Agreste, se esparramam pelo trajeto citadino da BR-316, e saem de bucho cheio, retesado que só corda de viola.

Parabéns aos amigos maribondenses pela descoberta do dinheiro!

PRAÇA PADRE CÍCERO NA BR-316, MARIBONDO (FOTO: B. CHAGAS)


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segunda-feira, 20 de maio de 2024

 

LAMPIÃO – XÒ-BOI – ALAGOAS

Clerisvaldo B. Chagas, 21 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.050

 



Lampião e seus cabras, eu e meus colegas sertanejos, usávamos sim, o tipo de Alpercata da época denominada XÔ-BOI, mas daí a apontar sempre Lampião por tudo que parecia  fazer  há uma grande diferença.  Não existe uma pesquisa profunda falando sobre quem inventou a “percata” XÔ-BOI e se existe, desconhecemos. Não há no mundo quem conte a quantidade de artesãos sapateiros no Nordeste do tempo do cangaço. Também se produzia no Sertão vários tipos de calçados como sapatos, chinelos, sandália de dedo, de sola, tamanco de pau e a “percata” XÔ-BOI. Ela é fechada de couro nas laterais do pé, deixa os dedos a descobertos e possui uma reata na parte de trás para prender ao alto do calcanhar. Fazia-se a alpercata tipo XÔ-BOI principalmente, de sola e de couro de bode e de couro de veado. O couro de veado permitia mais maciez e cor agradável, sendo um pouco mais cara. O último artesão a fazer este tipo de alpercata de couro de veado, em Santana do Ipanema, foi o sapateiro Nô Marcolino, na Rua Pedro Brandão, Bairro da Camoxinga.

Pois a surpresa do sucesso de vendas em pleno Século XX de alpercatas XÔ-BOI em Alagoas é a nova moda calçadeira. É gratificante a exaltação à moda sertaneja geral e do cangaço das caatingas. A foto mostra os novos desenhos dos modernos calçados que antes era liso, sem cores e, no máximo, furos desenhados no couro. Vários parlamentares nos anos sessenta, frequentaram a Assembleia Legislativa Estadual de paletó e “percata” XÔ-BOI.

Portanto, os compradores do estado e turistas, que estão dando preferência a nossa alpercata cangaceira e caatingueira, estão de parabéns pela escolha autêntica nordestina. Lógico que essas coisas relevantes para nosso comércio, moda e economia, deixam de ganhar destaque nos jornais noticiosos que procuram preferência de tragédias e carnificinas. Mas, aqui, acolá vamos apurando a vista para as notícias menores e sem destaques. A citada alpercata, quando bem-feita para não fazer calo, protege bem os pés e dá firmeza ao usuário. Assim vamos apresentando mais uma curiosidade sertaneja do mundo encantado do interior.

Espero que tenha gostado.

Viva o Sertão alagoano!

ALPERCATAS XÓ-BOI NO MERCADO ARTESANAL DE MACEIÓ. (FOTO: TAUANE RODRIGUES).


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domingo, 19 de maio de 2024

 

A VERTENTE DA PREFEITA

Clerisvaldo B. Chagas, 20 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3. 049

 



Cada administrador já sabe antecipadamente as obras que terão prioridade na sua gestão. Mas também recebem influências de seus auxiliares ou de outras fontes. Queremos dizer com isso que um administrador pode ter diferentes tendência do anterior ou do próximo.  No caso, o asfaltamento da cidade de Santana do Ipanema, até a represa recentemente construída no riacho João Gomes, é de fato uma excelente jogada da prefeita Christiane Bulhões.  O trecho cidade/represa, representa um antigo atalho para atingir a cidade de Carneiros e Senador Rui Palmeira, se bem que da represa em diante, continuará estrada/atalho de terra. Além de beneficiar o trecho asfaltado, irá beneficiar também todos aqueles sítios rurais banhados pela represa e influenciados pelo riacho João Gomes.

 Além do exposto, os beneficiamentos sobre agricultura, pecuária, pesca, apicultura, transportes com escoamento rápido da produção e o encurtamento de distâncias, poderá germinar um turismo de resultado com altíssimo nível de planejamento sobre o quarteto irmanado: Reserva Ambiental, Igrejinha das Tocaias, Represa e Santuário com imagem sacra maior do mundo. Para isso precisa também que na saída do asfalto da cidade, seja bifurcado em mais oitocentos metros para interligar os dois primeiros aos outros dois destinos turísticos. Em nossa visão, prioridades seriam o asfaltamento para acesso aos povoados, São Félix e Pedra d’Água dos Alexandre. Porém, como diz o título dessa crônica, cada gestor tem sua vertente e, a prioridade de desenvolvimento Sul do município, é a vertente da prefeita Christiane Bulhões.

Consegui informações sobre as duas nascentes do riacho João Gomes, porém, não consegui os nomes de todos os sítios rurais banhados pela Represa e nem o percurso total do riacho sítio a sítio, das nascentes à foz, no rio Ipanema. As nascentes foram localizadas no sítio Serrote da Furna e em outro lugar do município vizinho, Carneiros. Por sinal, há mais de 20 anos notávamos as terras mais altas e a fertilidade do solo avermelhado de Carneiros. Quanto à foz do riacho, está localizada no sítio Barra do João Gomes. (Barra, foz, desaguadouro), não tão longe assim da AL-120, cortada pelo mesmo curso d’água acima. Na foto de B. Chagas, abaixo, Igrejinha das Tocaias, ponto turístico religioso.


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quinta-feira, 16 de maio de 2024

 

MUSEU THÉO BRANDÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 17 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.048

 



Situado na Avenida da Paz, o belíssimo casarão, hoje Museu Théo Brandão, em Maceió, nunca deixou de chamar atenção de quem passa por ali.

“O primeiro proprietário, Eduardo Ferreira Santos, construiu o imóvel, a década de 1930 e, em seguida vendeu a Artur Machado, que logo cuidou de reformá-lo.  Sua arquitetura eclética, teve a decoração acrescida por novos elementos por dois esmerados artesãos portugueses. Provavelmente foi dessa época o acréscimo das varandas encimadas por cúpula de inspiração mourisca que deram um nova e sofisticada feição ao prédio. Logo a residência passou a ser conhecida por Palacete dos Machado.

Depois de outras ocupações, o imóvel foi adquirido pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para servir de residência universitária feminina e, em seguida, sede do Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore, reunindo expressivo acervo da cultura popular nordestina.

A mais recente restauração, concluída em 2001, recuperou parte da decoração da fachada, da pintura original da entrada e as grades que contornavam o pátio, perdidas em reformas anteriores, foram recompostas fazendo alusão á tipologia do museu, com desenhos folclóricos concebidos pelo artista plástico Getúlio Mota.

Como a edificação, em suas diversas ocupações, perdera algumas divisórias e características ornamentais no interior, a montagem do circuito privilegiou principalmente as peças em exposição, com uma instalação atraente, rica em cores, fotografias e informações”.

(Fonte: Compilado de Alagoas Memorável, Patrimônio Arquitetônico).

Não se pode negar a beleza exposta de dezenas e dezenas de edifícios de Maceió, de época de cultura e fastígio. Infelizmente o fenômeno atinge todo o território brasileiro, quando as mudanças de épocas, por inúmeros motivos, deixaram os casarões a mercê do tempo. Muitos proprietários faleceram e, os familiares ou não tiveram interesse na manutenção ou não dispuseram mais de condições financeiras. A decadência, o saudosismo e as lamentações, reinam sobre os restos mortais daquela rica arquitetura.

MUSEU THÉO BRANDÃO.

 

 


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quarta-feira, 15 de maio de 2024

 

CASA DAS LETRAS

Clerisvaldo B. Chagas, 16 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.047

 



A maior homenagem que se poderia prestar à cultura santanense, seria a prefeitura adquirir o prédio de 10 andar mais bonito e elegante da cidade, após a Igreja Matriz de Senhora Santana, incorporá-lo ao seu patrimônio transformando-o definitivamente em Casa das Letras, isto é, em Biblioteca Pública Municipal, definitivamente. A idéia da Casa da Cultura onde se encontra atualmente abriga o Departamento de Cultura e a biblioteca, porém o espaço estreito não é ideal para o funcionamento de uma biblioteca. O “Casarão de Esquina”, no centro comercial de Santana, edificado no tempo de vila, pelo coronel Manoel Rodrigues da Rocha, já foi o “Hotel Central” de Santana e funcionava perfeitamente como o melhor da cidade.

Um salão único enorme, rodeados de janelas, bem arejado e iluminado naturalmente, é um dos melhores mirantes do comércio frontal e lateral do edifício e com visões além do quadro central. Também já funcionou acertadamente como biblioteca, mas sendo imóvel alugado, não abrigou os livros por muito tempo. Sua belíssima arquitetura estaria resguardada pelo poder público e ao mesmo tempo, ofereceria aos leitores ávidos por leituras, um ambiente inigualável, pois, atualmente não existe outro prédio em Santana que possa concorrer com ele para essa função acima. Também estamos falando em espaço unicamente para a biblioteca, sem nenhum outro tipo de atividade no mesmo espaço do 10 andar, pois assim o sufocaria assim com a Casa da Cultura parece sufocada.

O primeiro andar sobre a antiga loja de tecidos Casa Esperança, de Benedito V. Nepomuceno, já funcionou como biblioteca pública no seu auge, está desocupado hoje, porém, para as exigências modernas de bibliotecas públicas e museus,  o espaço é reduzido que não mais comporta o empreendimento neste Século XXI. Portanto, só existem duas opções para o espaço de uma biblioteca à altura: construir prédio novo com o que a modernidade exige ou incorporar o “Casarão de Esquina” ao patrimônio municipal. Uma belíssima placa luminosa no alto, já daria um charme especial ao antigo edifício do saudoso coronel Manoel Rodrigues da Rocha.

Entretanto, “qualquer roupa veste um nu...” E não me responda com a estrofe de Chico Nunes, por favor.

CASARÃO DE ESQUINA (FOTO LIVRO 230, B. CHAGAS).

 


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terça-feira, 14 de maio de 2024

 

O OURO DAS ABELHAS

Clerisvaldo B. Chagas, 15 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.046

 



O cenário do romance “O Ouro das Abelhas”, é o Sertão alagoano, mais concentrado no povoado fictício de São Bento. Um caso de morte de moça inocente, por três cabras de Lampião, faz trabalhar o curador e místico vidente “Seu Francelino”, no sonho dourado e misterioso de Angelim, vulgo Tenente. Além da espiritualidade acompanhando o romance, a ação de cangaceiros no povoado São Bento, causa comoção nos seus habitantes e no leitor. Mas a viagem de noivos do Ceará às Alagoas, furando a caatinga bruta e enfrentando malfazejos organizados, faz surgir heróis populares de coragem ímpar. Você vai conhecer Tenente, João Tetê, Mocinha, Dodô, Galo Preto, Zé Quilombo e o mundo paisagístico da caatinga outono/inverno.

Mas o povoado São Bento mostra seus folguedos, paixões, danças, missas, amor, invasões, assaltos e balaços mortais nas estradas arenosas. Invejas comerciais   procuram sustar o progresso lento e crescente do arruado, onde o carroceiro Cololô filho de cangaceiro preso é vítima de emboscada, revolta-se e faz vingança provocando sinistro na cidade. Mas, cena de pedofilia leva à morte violenta de Cololô, prolongando a saga de Tenente, Mocinha, Jove e João Tetê. E se o povoado São Bento é cerne dos acontecimentos, as fazendas Angelim, Araçá e Santa Fé, complementam muito bem a história que conta o segredo do Ouro das Abelhas

O romance se passa em torno do ano em que mataram Lampião, 1938, numa ficção tão real que às vezes se assemelha a autêntico documentário de época. Uma gana de informações paralelas, induz o leitor e leitora a pesquisar em outras fontes a história palpitante entre o bem e o mal. As ligações físicas entre fazendas, povoado e cidade, tempera em grandes proporções o romance histórico/regionalista que por certo irá encantar os apreciadores de romances, novelas filmes e seriados.

E como foi dito anteriormente, os quatro romances de Clerisvaldo B. Chagas, serão lançados todos de uma vez, vendidos em Kit ou individualmente. Não haverá lançamento em Maceió, (poderemos até mudar de ideia) mas haverá uma central de entrega aos que encomendarem os livros com responsabilidade. Avisaremos amplamente aos nossos leitores quando da proximidade do futuro evento em Santana do Ipanema. Agradecidos estamos.

 

 

 

 


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segunda-feira, 13 de maio de 2024

 

PAPO-AMARELO

Clerisvaldo B. Chagas, 14 maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.045

 



Romance/aventura/ações do início ao fim. Saga que se inicia no Sertão de Alagoas e penetra no Sertão baiano do São Francisco. Uma verdadeira epopeia acontece quando uma mulher casada sofre um suposto sequestro e um secretário de estado contrata um pequeno grupo civil para o resgate.  É assim que você vai conhecer Petrônio, Godói Arruda, Brasiliano, Aniceto, Maria Bela, Dorinha Pinto, Balinha, Bartira, Berenice... A paisagem do São Francisco, o vazio da caatinga baiana, as paixões exacerbadas de alguns personagens, participar de tiroteios de finais empolgantes e entrar em um mundo encantado dos sertões nordestinos. Além da narrativa paisagística, o diálogo rico e atrativo dos personagens, levam o leitor ao sonho de não querer acordar, isto é, de não querer largar o livro tão amigo da sua alma.

Papo-amarelo, tipo de rifle de repetição que tinha a culatra amarela, foi a grande sensação armada do tempo do cangaço. Usado pela população, por cangaceiros e coronéis, em algumas ocasiões também foi distribuído pelo governo em lugares do semiárido para defesa contra hordas de cangaceiros. É assim numa época de insegurança militar e ameaças constantes de secas prolongadas onde o grupo de resgate atua com esperança de êxito e inúmeros perigos na estrada que vai cativando o leitor exigente. Papo-amarelo é uma ficção tão forte que se assemelha a uma história verídica vivida pelo leitor ou leitora. Afora os personagens do grupo de resgate, surge grupo de capangas que equilibra o romance entre o bem e o mal.

O rastejador Zé Praxedes também é uma atração à parte numa perseguição prolongada na caatinga, onde vários segredos da profissão são mostrados. Mas você também pode gostar do modo de ser de Sabino, chefe da capangada, Vagareza, Passarinho ou Mané Sinhô, personagens que também sabem conquistar a sua simpatia. Tanto a paisagem do Sertão baiano do São Francisco quanto a paisagem do Sertão alagoano, vão se delineando na mente do leitor que ansioso aguarda o desfecho de cada página, cada secção, cada capítulo dinâmico de Papo-Amarelo. E no final do suposto sequestro, a surpreendente decisão de entrega da vítima ao coronel e secretário de estado, representa um dos ápices do romance de Clerisvaldo B. Chagas.

CHEIA DO SÃO FRANCISCO PRESENTE NO ROMANCE. (FOTO: AUTOR NÃO IDENTIFICADO).

 


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domingo, 12 de maio de 2024

 

FAZENDA LAJEADO

Clerisvaldo B. Chagas, 13 de maio de 2024

Escritor símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.044

 



Uma fazenda quase abandonada é vendida e o novo proprietário dedica-se a ela transformando-a em lugar de riqueza e destaque. O romance Fazenda Lajeado, aponta em detalhes como se administra uma propriedade rural, mostrando tarefas, nomes de vegetais, serventias e avanços administrativos. Ao lado disso surgem paixões, emboscadas, pistoleiros, retirantes da seca, amor, ódio, emboladores, cangaceiros, políticos e a cidade de Pão de Açúcar como grande porto de embarque e desembarque Sertão/Recife/Salvador. Além da trama primordial da saga (o autor diz que é o seu romance predileto) de Calixto, o protagonista, cada personagem secundário ou terciário, é escolhido a dedo dentro de características sertanejas que apaixonam enormemente o leitor.

O autor não é preciso, econômico e seco como Graciliano, não é clássico como Machado de Assis, não é paisagístico extremado tal José de Alencar, nem beira a sexualidade como Jorge Amado. Muito se parece com o seu antigo ídolo literário, Adalberon Cavalcanti Lins, mas é muito mais paisagístico prático, fiel a linguagem e modos sertanejos e nunca é cruel com seus personagens de primeira linha. O autor escreve colorido e com clareza, surpreendendo pesquisadores e leitores veteranos e atentos com suas frases de efeito, tanto diante da narrativa quanto na boca de seus personagens. Coisas que podem dar um abalo de riso e de surpresa inesquecível ao apaixonado leitor de romances.

Vai ser muito difícil você escolher o seu personagem predileto, mas terminará decidindo por quem torcer. Calixto, o dono da fazenda Lajeado, Lucila seu amor tardio, Neusa, seu amor bandido, Gonga a empregada sensual, Miguel Bala Verde, Filho adotivo vindo do cangaço, Bitonho, repentista embolador, Apolônio, capanga fiel de olhos azuis, Bibiana, chefe dos retirantes, seguranças Faustino e João Dedé e muitos outros que povoarão a sua mente assim como o rastejador Faro Fino.

Vamos apresentando aos nossos possíveis leitores, uma chamada para os quatro romances que serão publicados de uma só vez em quantidade mínima. Novamente o alerta: fique esperto para futuro acontecimento.


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quinta-feira, 9 de maio de 2024

 

DEUSES DE MANDACARU

Clerisvaldo B. Chagas, 10 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.043

 



Entre as cactáceas do semiárido, duas se destacam pela elegância e porte. Ambas caracterizam o interior nordestino e há muito já se tornaram símbolos do Nordeste. Muitas vezes uma espécie é confundida com a outra, principalmente se forem observadas de longe. São elas o mandacaru e o facheiro. Enquanto o mandacaru tem os gomos grossos e suculentos, o facheiro tem os braços finos e esguios. Mas temos outras espécies famosas e queridas do sertanejo como o alastrado, o xique-xique, a favela, a coroa-de-frade, o caroá, o rabo-de-raposa e outras mais. Pois foi baseado na resistência do mandacaru às secas, que escrevemos o romance “Deuses de Mandacaru” e que no momento está em fase de pré gráfica. Vai dar em torno de 500 páginas de muita aventura e emoções.

O romance é do Ciclo do Cangaço com o preâmbulo da expulsão dos holandeses de Penedo, Alagoas. A continuação de uma luta à parte, na defesa de uma arca recheada, chega até a época do cangaceirismo onde três cabras de Lampião disputam baú com arqueólogo, poeta, jogador de baralho e outros civis armados. Os ingredientes emocionam o leitor que se sentirá no meio da aventura com sexo, paixão, emboscada, tiroteios, ternura, amor, ódio e vingança. Os cenários do romance de aventura e ação acontecem na paisagem penedense, maceioense, do agreste e do Sertão, culminando com o desfecho à margem do rio São Francisco. Um surpreendente final também não esperado pelo leitor.

Acompanhando ”Deuses de Mandacaru”, mais três romances do Ciclo do Cangaço que deverão ser lançados ao mercado livreiro de uma só vez: “Fazenda Lajeado”, “Papo-Amarelo” e “O Ouro das Abelhas”. Você vai se apaixonar pelos seus personagens como Seu Calixto, negra Gonga, Apolônio, Tenente, João Tetê, Cololô, Mocinha, Bala Verde, Eliseu, João Dedé, Faustino, Balinha e muitos outros que não sairão tão cedo da sua mente. Portanto fique esperto porque mandaremos imprimir apenas uma pequena quantidade, devido ao alto custo e a falta de patrocínio.

O mandacaru (Cereus jamacaru) que significa espinhos agrupados, danosos, é excelente para o gado em tempo de seca e sua flor branca e viçosa é uma das mais bonitas do Brasil.

MANDACARU FLORANDO (AUTOR NÃO IDENTIFICADO).

 

 


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quarta-feira, 8 de maio de 2024

 

RESTO NÃO É RESTO

Clerisvaldo B. Chagas, 9 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.042



 

Muito importante para os estudos da Arqueologia, da História, da Sociologia, primordialmente, as recentes descobertas dos vestígios de nossos ancestrais, à margem do rio São Francisco na cidade de Traipu. Sítio arqueológico é coisa que encanta tanto os estudiosos quanto o leigo humilde e curioso. Parece, no entanto, que é muito mais fácil achar do que conservar um sítio. Não são muitos os que se dedicam a esses tipos de descobertas. Até mesmo pela falta de oportunidades fartas para o exercício desses conhecimentos, muitos cérebros são desviados para outras atividades. Não restam dúvidas de que as margens do “Velho Chico”, sempre surpreendem a Ciência, tanto pelas belezas naturais quanto pelas descobertas.  Com ocorrência mais raras, também são encontrados vestigios em lugares mais distante do rio e muitas vezes nem sequer são estudados.

Em Capelinha mesmo, povoado de Major Isidoro, apresentaram-me uma pedra polida, achada na região do rio Ipanema, por ali.  Peça pequena, pesada, de pedra lisa proveniente da correnteza. Tudo indica que era u’a mão-de-pilão de macerar grãos ou folhas, mas não sendo especialista no ramo preferi encaminhar a peça para os entendidos. Bem assim fomos conhecer as inscrições rupestres do Sítio Pedra Rica, município de Santana do Ipanema. Depois de enfrentarmos o exército de maribondos guardiões do tesouro, reproduzimos os vários desenhos encontrados na barriga de um enorme lajeiro. Infelizmente na época a cúpula do Jornal de Alagoas, com Encarte Jornal do Sertão, resolveu não publicar o nosso trabalho. Cultura sempre foi tratada em último lugar.

A nossa admiração por esses profissionais estudiosos, pesquisadores de alto gabarito, sempre esteve em evidência, muito embora a nossa área Geografia, seja interligada, sempre procuramos complementá-la com Geologia, coisa que continua impossível para nós até os presentes dias.

E aqui em nossa região, mais afastada do rio São Francisco, temos apenas uma peça de bicho pré-histórico no Museu Darras Noya em Santana do Ipanema e um museu na cidade de Maravilha dedicado às descobertas de fósseis de bichos do município.

Viva o Sol e viva a Lua, embora falte uma banda.

 

 

 

                                                             


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terça-feira, 7 de maio de 2024

 

DIA DE COMIDAS

Clerisvaldo B. Chagas, 8 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.041

 



Ontem, segunda-feira, uma chuva fina e educada não cessou durante à noite inteira, na cidade de Santana do Ipanema. Com tantos anúncios de desastres pelo Brasil e pelo mundo, o dia inteiro de ontem, com aspecto de inverno iniciado, assustou um pouco por causa dos alertas que se vem dando em Alagoas. Mas a serenada noturna foi excelente com direito a friezinha, muita umidade e tempo fechado. Nada de relâmpagos, nada de trovões, somente o céu branco aguando com paciências a flora sertaneja.  Mesmo assim, numa escapada não sei como, não deixou de aparecer a majestosa lua dando alguma esperança boa aos habitantes do Planeta. Na capital, não sabemos, mas aqui no interior sertanejo, não tem quem não note a esquisitice do tempo.

Com os céus ameaçando chuva mesmo, caminho quinhentos metros para chegar ao cabelereiro que me indica sem que eu peça, um novo restaurante no roteiro Olho d’Água das Flores/Pão de Açúcar, logo perto do trevo. “Uma deliciosa peixada, professor, lugar que ao meio dia fica completamente lotado. Todos querem comer pirão de peixe tilápia fisgada na hora nos tanques de criação que circundam o restaurante.  Todos os clientes fotografam os peixes nadando no tanque e que muitos deles estarão daqui a pouco no bucho dos apreciadores”. E referindo-se ao tempo, o cabeleireiro (não quer mais ser chamado barbeiro) afirma que a natureza está ideal para um passeio até o tanque das tilápias.

No meu retorno, sou abordado por um antigo dono de bar, com o mesmo assunto de comida, sem que eu puxasse esse tema. Desta feita apontando um novo bar, que entre outras coisas, serve buchada. E como buchada é uma coisa que você tanto pode correr duas láguas a sua procura, quanto pode correr mais duas horrorizado com ela, procurei mudar o assunto. Mas vi que o tempo estava favorável para comida, restaurante, bar e seus derivados. Arre! Parece que quanto mais o tempo fica chuvoso mais aumenta a vontade de comer, do povo. Nesse caso, vamos aproveitar o momento do computador e a frieza da tarde para tomar um cafezinho com bolo de mandioca, daquela condição rústica no fabrico e na venda na feira. Vamos!

(FOTO: B. CHAGAS).


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domingo, 5 de maio de 2024

 

ESTAR BONITO E ESTÁ RUSSO

Clerisvaldo B. Chagas, 6 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.040

 



Aproveitando a tarde fastidiosa do último sábado fui resolver negócio no centro do Bairro São José. A festa do humilde trabalhador esposo de Maria, já havia terminado e apenas várias peças de um parque de diversões permanecia interditando a Avenida principal – um erro que se repete sempre causando transtorno aos transeuntes – O foguetório que animava a festa também estava silencioso e pude apreciar com mais tranquilidade os montes da Zona Sul que circundam Santana. Vistos da chã do Bairro São José, fez gosto em apreciar o verdume das colinas, dos serrotes e das serras que na cidade representam a situação rural.  E no meio daquele bonito verde, consequências das últimas chuvas de verão e início de   outono, deu para enxergar parte superior das obras do santuário que está sendo construído no topo da serra Aguda.

A imagem à Senhora Santa Ana, será a maior imagem sacra do planeta e o santuário aos seus pés será obra de primeiro mundo. Ora, se da chã do Bairro São José será visível, imagine a imagem vista do entorno do hospital regional da Cajarana, um dos melhores mirantes artificiais da cidade e bem próximo à serra Aguda. Mas, por outro lado também fomos à Ponte do Padre, para uma olhada ao Largo do Juá, trecho mais largo do rio Ipanema onde prestavam serviços os antigos canoeiros. Água nova havia chegado, porém, não o suficiente para remover o tapete de plantas aquática que se formou por causa da poluição. E mais abaixo, o poço dos Homens se encontrava nas mesmas condições do poço do Juá.

Assim, amiga e amigo, o que passa de bom na serra, passa de ruim no rio Ipanema seco. O Dia do Rio Ipanema, oficialmente falando, ainda não conquistou o respeito e a seriedade dos escalões mandatários do estado. Quanto custa um mutirão de limpeza no trecho urbano do rio, Barragem/Bebedouro? Ingratidão ao pai do filho desnaturado! Ingratidão do santanense ao acidente geográfico que ajudou a povoar o Sertão e fez nascer com toda pujança o núcleo habitacional de senhora Santa Ana! Mas bem diz o ditado: “Pão dormido é esquecido”.

Mas quem sabe! Um dia aparecerá um filho da Natureza, um verdadeiro filho de Deus, cuja missão divina ganhará troféu aqui e de onde foi enviado!

IGREJA DE SÃO JOSÉ, FUNDADA 1993. (FOTO: B. CHAGAS/LIVRO 230)

 

 

 

 


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quinta-feira, 2 de maio de 2024

 

JARAMATAIA E O AÇUDÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 3 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3. 039

 



Não há dúvidas em que a maior atração da cidade de Jaramataia é o seu enorme açude. Aliás, o açude de Jaramataia é considerado o maior do Sertão Alagoano e se estende da cidade ao povoado São Pedro em cerca de cinco quilômetros. Foi construído pelo DNOCS – Departamento Nacional de Obras Contra a Seca – na década de 60. Esse cartão postal do povo jaramataiense, é formado pelo riacho do Sertão, afluente do famoso rio Traipu que é um dos grandes afluentes do rio São Francisco. Vale salientar que a cidade de Jaramataia é a porta de saída do sertão para quem vai para Arapiraca e a primeira retornando ao semiárido O açude foi construído para minorar os períodos de seca com abastecimento para humanos e animais daquela região.

Apesar do tempo construído, o açude continua prestando relevantes serviços à população da cidade e do seu entorno com irrigação, como bebedouro e lugar de criação de peixes, que até já possui uma colônia de pescadores. Ali se pesca corvina, piaba, xira, piau e tilápia, proteína animal que auxilia no cardápio cotidiano. A cidade também lucra nas visitas turísticas que procuram o açude como atração sertaneja. Afinal, são mais de 19 milhões de metros cúbicos de água. Mas têm razão as autoridades em inspecionar as condições de manutenção e segurança da obra seguindo o ditado do povo: “É melhor prevenir do que remediar”. Bastam as tragédias em reservatório de água que pipocam por esse Brasil inteiro, sobressaindo obras de mineração em Minas Gerias.

Enquanto isso, o Açude do Bode, formado pelo riacho do Bode em Santana do Ipanema, continua praticamente sem serventia. Também foi construído pelo DNOCS na década de 50 e nunca tivemos uma notícia de associação de pescadores, de limpeza, de manutenção. Apesar de ser um agradabilíssimo ponto turístico, é como se não existisse. Não é extenso como o de Jaramataia, indo em torno de 1 quilômetro. A última vez que estivemos por ali, a grama do paredão que evita as erosões, era quase uma floresta que deu trabalho encontrarmos alguma brecha para uma foto do espelho d’água. Após a construção pelo DNOCS, ali foram colocados alevinos do cará-zebu, mas hoje nem sabemos de nada, porque nem sequer notícias você tem do açude do Bode. Afastado da cidade em torno de 2 Km, o citado açude está ameaçado pela expansão do Bairro Lagoa do Junco. Dizem que “C. de bêbedo não tem dono.

 AÇUDE DO BODE (FOTO: B. CHAGAS – Livro 230).

 

 

 

 

 

 

 

 


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