quarta-feira, 4 de outubro de 2023

 

FINALMENTE A PONTE

Clerisvaldo B. Chagas, 5 de outubro de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.973

Á memória do meu amigo,

 escritor penedense, Ernani O. Méro

 



“Atendendo à uma demanda histórica da população de Alagoas e de Sergipe, o Governo Federal, por meio do Ministério dos Transportes, lançou nesta terça-feira (3) o edital de licitação que permitirá a construção de uma nova ponte rodoviária entre os estados, ligando os municípios de Penedo (AL) e Neópolis (SE). Erguida na BR-349/AL/SE, sob o Rio São Francisco, a estrutura será fundamental para aumentar a segurança viária no deslocamento dos milhares de habitantes das duas regiões e, consequentemente, melhorar a integração no Nordeste”. Fonte: Tribuna de Alagoas 03.10.23.

A futura ponte no rio são Francisco, entre Penedo e Neópolis, será um resgate de respeito e dignidade, àquele primeiro núcleo de Alagoas. Mesmo que o estado indenizasse o município por tantos anos de progresso contido, de engano e de promessas vãs da ponte, ainda não pagaria o tanto que o Penedo fez por Alagoas. Nenhum município alagoano tem tanta história, tanta bravura e tanta paciência em eras e eras de tapeação. Pai de Alagoas, pai da civilização de Sertão, Alto Sertão e Sertão do São Francisco, cerne do turismo por excelência, Penedo é Terra de Escritores, de intelectuais, de brasilidade que sempre esteve à frente do mundo cultural das Alagoas. Convivendo com os transportes aquáticos, sofreu bastante após a ponte sobre o rio entre Porto Real de Colégio e Propriá, Muitos abalos na sua economia e movimentos de vanguardas, mas tudo indica que de fato agora sairá a ponte Penedo (AL) – Neópolis (SE).

Como é bom visitar Penedo. A cidade mais limpa de Alagoas, voltará, sem dúvida alguma, a liderar um movimento novo em todas as áreas e, desta feita em parceria com Neópolis, uma dobradinha Alagoas-Sergipe que elevará em todos os níveis a região do Baixo São Francisco. Esperamos, então, que a reportagem acima, não seja mais um propagando de quem não tem compromisso nem consigo próprio e um evento tão aguardado por década e décadas, seja concretizado. “Antes tarde do que nunca”, diz o ditado popular. Nem sei se ainda passarei por essa ponte, mas por certo, multidões dessa juventude sedenta de progresso, passarão.

ASPECTO PARCIAL DE PENEDO (FOTO: DIVULGAÇÃO TURÍSTICA).

 

 


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terça-feira, 3 de outubro de 2023

 

                SURPESA NA TRILHA

Clerisvaldo B. Chagas, 4 de outubro de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.972



 

É interessante o sentimento de religiosidade, notadamente nas pessoas mais simples, nos resultados das suas ideias. Inúmeras cidades do Brasil tiveram nomes atribuídos a fatos inéditos, assim como Pilar e São Braz, em Alagoas e, Aparecida, em São Paulo. Achados de santos e firmeza de forças invisíveis das narrativas históricas, impressionam fortemente e contribuem para o aumento da fé.  Nós, que costumávamos andar pelas trilhas sertanejas, de vez em quando víamos essas manifestações religiosas individualistas que nos preenchiam o dia a conjeturar. Certo que já contei há muito, os   casos abaixo, mas o Google sempre mostra suas lembranças de muitos anos atrás, umas gratas e outras amargas, mas nos incentiva à reflexão.

Certa feita eu descia uma estrada de terra carroçável em direção ao rio Ipanema, no sítio Água Fria. Não dá mais para lembrar o objetivo daquela caminhada, mas por certo, pesquisas. No meio da estrada havia uma bifurcação curta e que ambas saíam na mesma estrada alguns metros à frente. Entrei pelo caminho mais estreito. Havia muito mato ainda verde entre os dois caminhos, quando me deparei com uma pedra com cerca de metro e meio de altura no centro do capão de mato. Então, avistei ali, a imagem de uma santa colada ao meio da pedra solitária. Surpresa e arrepios. O impacto foi tão grande que não me aproximei e segui minha jornada bastante pensativo. E quando retornei (tudo a pé) não escolhi mais o caminho estreita do capão de mato.

Em outra ocasião, às margens do mesmo rio, porém, muito abaixo da Água Fria, eu me dirigia por uma trilha rumo ao poço do Boi. Mato verde, muita rama e olho no solo temendo cobra que a localidade favorecia. De repente o impacto. Uma casinha de alvenaria sobre uma pedra arredondada, mostrava no seu interior sob grade protetora a imagem em gesso do padre Cícero do Juazeiro. E como não se zomba da fé de ninguém nem se mexe com as coisas sagradas, levei o impacto comigo de ida ao poço do Boi. Na volta, até que tentei uma entrevista com o dono da chácara, mas a casa estava fechada.

Fazer o quê?

O Google rememorou a fotografia

(FOTO: B. CHAGAS).


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