SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
FINALMENTE O BOI VAI BERRAR Clerisvaldo B. Chagas, 7 de julho de 2021 Escritor Símbolo do Sert]ao Alagoano Crônica: 2.570 Por fa...
FINALMENTE
O BOI VAI BERRAR
Clerisvaldo
B. Chagas, 7 de julho de 2021
Escritor
Símbolo do Sert]ao Alagoano
Crônica: 2.570
Por falta de condições,
inúmeros abatedouros de bovinos foram fechados em cidades alagoanas. Isso já
faz bastante tempo. Estamos mandando abater as nossas reses em Arapiraca com o
nosso antigo e obsoleto matadouro localizado às margens do Ipanema sem
atividade. O governo estadual elaborou um plano de construir matadouros
regionais para atender com presteza cada uma das regiões de forma mais moderna
possível. Pois bem, tudo indica que chegou a vez de Santana do Ipanema que tem
mais de 200 homens na atividade de marchante. Foi divulgado que o governo
estadual e municipal, estão entrando em parceria e que logo o novo terreno do
matadouro será visitado pelo IMA e ADEAL para avaliação do projeto.
Santana do Ipanema
ganhará assim um presente dos céus. Além da companhia que irá administrar o
órgão, a sociedade terá um lucro extraordinário em relação a Saúde, deixando de
consumir carne desclassificada. Pensem quando tudo tiver pronto (essas coisas
são demoradas) os milhões e milhões que circularão todas as semanas em nossa
cidade! Criadores, boiadeiros, marchantes, transporte de gado e tantos e tantos
empregos que serão assistidos no entorno da atividade. Dizem que a capacidade é
para se abater até 200 reses/dia. É o comércio da carne, do couro, dos ossos...
Até porque “do boi não se perde nem o berro”. O seu regionalismo abrange as
cidades do Médio Sertão e a Bacia Leiteira, o que se vislumbra como “negócio da
China”.
Valeu o período de
sacrifício para os que vivem do gado e para a população que procura consumir
produtos frescos e seguros para a firmeza da saúde do município. Enquanto o
território de Dois Riachos continuará dando seus espetáculos de feiras de
bovinos, nós trilharemos pela senda do abatedouro, do frigorífico, do movimento
sertanejo que não para nunca. Outra oportunidade dessa para alavancar mais
ainda o município, somente quando a prefeita resolver trazer uma faculdade de
Medicina para Santana, pública ou particular.
Estamos atentos às
coisas que dão futuro à “Terra de Senhora Santana”.
E o melhor é que todos
nos acompanharão nesse futuro.
UM DOS ASPECTOS DO
CENTRO COMERCIAL DE SANTANA DO IPANEMA. (FOTO: B. CHAGAS).
NOSTALGIA Clerisvaldo B. Chagas, 6 de julho de 2021 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.569 Além da frieza do mês de ...
NOSTALGIA
Clerisvaldo B. Chagas, 6 de julho de 2021
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.569
Além da frieza do mês
de julho, a pandemia vai deixando tudo diferente em algumas ruas. Enquanto na
Pedro Brandão, o trânsito virou uma loucura, a nossa Rua José Soares Campos,
parece nem existir no mapa do mundo, ou existir sozinha, tal a sua quietude. Madrugada
ainda, pássaros cortam os ares fazendo alarido, a exemplos de espanta-boiadas e
marrecas. Vão em busca de açudes, lagoas e riachos louvando a escuridão que
precede o amanhecer. As quatro e quinze, ainda no escuro, as lideranças dos
pardais vão acordando seus companheiros num chilrear compassado e irritante. As
luzes diurnas ainda não saíram quando se ouve o canto da rolinha branca. Nem sabemos
se a ave é de cativeiro! Mas esse canto mais saudoso que se conhece chama a
atenção.
Uuuu.Uuuu... Arrulha a
rola branca em algum lugar dos arredores. Ainda não apareceu por aqui, a
rolinha fogo-pagou, a rolinha azul e caldo de feijão. Mas a rolinha branca
estará na fiação da rua mais tarde, visitando as pedras do calçamento. E quando
a luz diurna chega à rua, trata de dissipar a neblina que botam os gatos para
correr. Fon-fon-fon, a buzina do pãozeiro vai cortando a manhã. Sim, ainda
temos pãozeiro itinerante, vida inteligente tentando assegurar o café. As sete
e meia passa o que virou tradição de um ano para cá, o carro do ovo, gritando
30 ovos por 15 reais e, às oito e meia, buzina a moto do leiteiro com o som
estridente de Mercedes Benz. Após a obrigação cotidiana da rua, tudo vira
silêncio e raro ruído se ouve como o longínquo martelar em alguma coisa.
É a rua do Posto São
José, cujo movimento acontece dentro da unidade, talvez pela frieza do tempo
complicado com a COVIDID. Passa das dez horas e, ao se abrir o portão, nem um
pé de pessoa na via, nem um sapo na sarjeta, nem um gato no calçamento, nas
árvores, nas portas. O parecer por essas bandas, é um convite às orações de que
tem fé, para tentar uma melhoria no mundo. Às vezes, nem sempre, um nosso amigo
professor e cantor ensaia em casa deixando as melodias engancharem-se nas
árvores da rua. Isso faz a Natureza caprichar mais ainda no saudosismo que não
perde tempo.
Melancolia!
Fim de mundo, gente!
RUA JOSÉ SOARES CAMPOS
(FOTO B. CHAGAS).
O QUE É UMA OBRA DE ARTE? Clerisvaldo B. Chagas, 5 de julho de 2021 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.568 A Rua Ant...
O
QUE É UMA OBRA DE ARTE?
Clerisvaldo
B. Chagas, 5 de julho de 2021
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.568
A Rua Antônio Tavares,
em Santana do Ipanema, sendo a primeira rua após o quadro comercial da cidade,
já passou por várias fazes e transformações. E quando se falava que a terra de
Senhora Santana poderia chegar às dimensões de Garanhuns e de uma Campina
Grande, dava até para se duvidar. Mas o então, prefeito, Joel Marques, afirmava
isso naquele tempo. Campina progrediu muito, mas chegar a Garanhuns pode ser
possível em inúmeros aspectos. Estamos falando da Educação, da Economia, da
Saúde e mesmo do estiramento urbano. Mas aqui, acolá, podemos imitar a sua
Natureza, nem que seja por um certo período. Estamos rodeando para chegar à
obra-de-arte, proporcionada pela sensibilidade de Jeane Chagas, que mais uma
vez nos envia uma foto da Rua Antônio Tavares em plena neblina.
Qual é o pintor que
você conhece capaz de pintar um quadro em tela com todo o esplendor como este
acima? Obra-de-arte é aquela que me seduz. Por mais que os “revolucionários”
botem um pedaço de lata na praça e queiram convencer que aquilo é arte, ficamos
com pena dele e passamos ao largo. Pois Santana do Ipanema virou Garanhuns, com
a neblina que chegou à Rua Antônio Tavares. Claro que chegou também em outras
vias, mas o registro partiu dali. E se houvesse um prêmio fotográfico?
As pessoas estão assim
tão preocupadas com as coisas mais superficiais da vida e deixam escaparem aa
belezas na simplicidade cotidiana. Hoje em dia, todos podem registrar uma cena
diária que de repente entra para a história daquela comunidade. Apenas um
celular com boa resolução, pode ajudar para uma obra-de-arte, mas também para
um elo histórico que aquela pessoa teve o privilégio de registrar e que vai
refletir, repercutir, ser lembrado, muitos e muitos anos à frente. Temos como
exemplos fotos antigas que publicamos representando Santana. Reproduzimos desde
as fotos dos anos 40 em diante, inclusive fotografia de 1787, 1900, 1915 e
1920/30.
Como é bom amar a terra
em que a gente nasceu.
É até um grande tributo
ao nosso Criador.
Bom mesmo é fazer dos
nossos corações verdadeiras obras naturais de artes.
RUA ANTONIO TAVARES EM
JULHO DE 2021 (JEANE CHAGAS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.