FILMAGEM NA IGREJINHA Clerisvaldo B. Chagas, 22 de abril de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.230   Como anunc...

 

FILMAGEM NA IGREJINHA

Clerisvaldo B. Chagas, 22 de abril de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.230




 

Como anunciado, fomos no Sábado de Aleluia para a Igrejinha das Tocaias. Era com a equipe do Projeto Thalya, Erick e Marcelo e lá chegamos sem nenhum empecilho naquela tardezinha quente querendo enquadrar o pôr-do-Sol no futuro trabalho onde a ermida seria totalmente descortinada. Tarde calma, estrada deserta e os últimos raios coruscando por trás das árvores maiores da Fazenda Coqueiro. A vizinha Reserva Tocaia já se mostrava com um verde mais pálido devido as condições do tempo, mas sem abrir mão da beleza do relevo e da vegetação com árvores de porte. Realmente um belíssimo lugar para ser entrevistado. A saudosa estrada de terra oferecia boas condições de rodagem até a porteira da capela. Só nós quatro e a Natureza vespertina.

Várias tomadas da filmagem foram realizadas até que chegou a nossa vez de contar para holofotes e câmeras, a história da Igrejinha das Tocaias, desde o início até a colocação de cruzes de beira de estrada e erguimento da primeira capela e suas reformas até o presente momento. Durante o trabalho dos cineastas, apenas um movimento fora os dos preás que insistiam aqui, acolá em atravessarem o caminho entre pedras e aramados. O de um trator arrastando estrada afora um boi morto, vítima de serpente da própria Reserva. Uma cena lamentável, em que um carcará já tentava abri-lo para os urubus. Interrompidas filmagem e entrevista, passou o trator penetrando mais adiante em outro lugar da Reserva para o descarte final. Voltamos a gravar.

E como o previsto, o Sol foi logo embora e a noite chegou suave e bastante escura. Continuamos o trabalho até, aproximadamente às 19 horas, encerramos essa primeira etapa e fomos entregar as chaves a zeladora, dona Maria José Lírio, na Rua Joel Marques, onde impera a famosa Pracinha do Amor. Com a consciência do dever cumprido em mais um capítulo de conhecimento, esperamos que a divulgação do trabalho que ali estar sendo realizado, seja mais uma alavanca para a Cultura Santanense, abraçada agora por uma juventude sequiosa das coisas da terra. E a Igrejinha das Tocaias, ficou lá, dentro de uma paz que impressiona a alma de qualquer visitante ainda desavisado.

EQUIPE DE FILMAGEM E ESCRITOR – BOI MORTO ARRASTADO (FOTOS: EQUIPE DE FILMAGEM).

  O VELHO CRUZEIRO Clerisvaldo B Chagas,.21 de abril de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.229     Quando pensáva...

 

O VELHO CRUZEIRO

Clerisvaldo B Chagas,.21 de abril de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.229 

 



Quando pensávamos que o serrote do Cruzeiro, alto de tradição religiosa, estava completamente abandonado, eis a surpresa. Aconteceu o que sempre ocorria nos primórdios, principalmente em épocas de Semana Santa. Muita gente subindo o serrote, rezando diante do Cruzeiro ali fincado ou dentro da ermida de Santa Terezinha, contemplando a cidade lá de cima, tirando foto e passeando no lajeiro em seu entorno. Além disso, os diálogos das lendas contadas pelos mais velhos que se perpetuaram a respeito do monte. Desde o amanhecer do dia que subia gente para a visita ao antigo Morro da Goiabeira, algumas pessoas com duas coisas que não podem faltar na subida, atualmente já com rudes degraus de cimento em determinado trecho: água para beber e máquina fotográfica.

Entre todos os mirantes de Santana do Ipanema, o serrote do Cruzeiro é o melhor deles para apreciar o frontal do Centro, o mais completo, mesmo sabendo que nenhum mirante mostra a cidade como um todo. É o Sol forte do Sertão que obriga a visita logo cedo e, quando chega as sete horas, já tem gente descendo. Coisa boa deste ano foi porque a região estava completamente verde com destaque para inúmeras árvores de porte. E por falar nisso, no romance AREIA GROSSA, tem um passeio encantador de seis moças ao serrote do Cruzeiro, mais este só deve vir a lume, após a publicação do livro sobre o padre Cícero que será distribuído gratuitamente na Pedra, em Dois Riachos.

Tudo começou quando foi erguido um cruzeiro de madeira no Alto da Goiabeira, para marcar o final do Século XIX e início do Século XX. Logo o lugar teve o nome transferido para Serrote do Cruzeiro. Em 1915, foi construída por trás do cruzeiro uma capelinha como motivo de promessa, dedicada a Santa Terezinha. Ruiu na década de 60, foi substituída por outra semelhante que também ruiu com as intempéries, sendo erguida a terceira capela nos anos 90, com estilo de castelo romano. Mirantes para turistas não faltam em Santana: Alto da Fé, Serrote do Cristo, Serrote do Cruzeiro, Serra Aguda, Alto da Lagoa do Junco, Alto do Hospital e tudo o mais.

Louvemos à Natureza.

SERROTE DO CRUZEIRO

  RIBEIRA DO PANEMA Clerisvaldo B. Chagas, 18 de abril de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.228   Governava Sant...

 

RIBEIRA DO PANEMA

Clerisvaldo B. Chagas, 18 de abril de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.228



 

Governava Santana do Ipanema, o bacharel Henaldo Bulhões. Era o ano de 1971, quando lancei o meu primeiro livro, o romance Ribeira do Panema, cujo prefácio confiei ao escritor palmeirense Luiz B. Torres. Estava eu com 31 anos, quando tive essa imensa alegria. A capa ficou ao cargo do radialista e desenhista, o saudoso Adeilson Dantas. As dificuldades em termos de gráfica eram muitas e, o livro ficou sob a responsabilidade da Tipografia Nordeste, comandada pelo profissional tipógrafo, Cajueiro. Foi um impacto muito grande em Santana do Ipanema e em todo o Sertão do Estado. Houve lançamento em Santana e em Pão de Açúcar, com a apresentação do escritor Aldemar Mendonça da Terra de Jaciobá. E como costumo ser grato a quem me ajuda e valoriza, meu nome que é Clerisvaldo Braga das Chagas, recebeu mudança ficando o nome artístico, Clerisvaldo B. Chagas, em homenagem ao consagrado escritor que primeiro reconheceu o meu trabalho, com o “ B.”.

Nunca deixei de usar o B. Chagas, em todos os trabalhos literários, bem como a mesma foto na capa de trás, porque mudanças constantes de fotografias, não fixam 100% na cabeça dos seguidores literários. Assim, mesmo com 78 anos de idade, a fotografia da capa de trás é sempre a da marca registrada. Falo isso pelas esmiunçadas pesquisas de autores de Projetos em entrevistas e vídeos a meu respeito que chegam a quatro, no momento. Ribeira do Panema foi esgotado logo cedo e acho que não existe para comprar nem sequer nos sebos, pois quem o possui até agora não quer se desfazer da obra. Recentemente, um vereador santanense, falou em público que irá republicar o nosso segundo romance, Defunto Perfumado, também esgotado há muito e com sucesso em todo o Nordeste e Brasil, servindo até para TCC.

E por falar nisso, continuamos com os nossos romances lançados recentemente, em evidência e sempre servindo a Cultura. Foram impressos poucos exemplares, porém o leitor poderá solicitar qualquer deles ou o Kit, em casa se estiver em Santana que eu o enviarei. E pela Internet, através dos Correios com frete do cliente. Simples assim. Envio o recibo dos Correios e a chave PIX. O leitor desenrola o restante, enviando a contribuição. Muitos melhores do que as melhores novelas. Uma companhia nota dez e que você repassará para toda a família. Escolha ou leve todos: DEUSES DE MMANDACARU (o mais complexo), FAZENDA LAJEADO (Dramas raízes), PAPO-AMARELO (aventura itinerante, diálogos profundos, humanismo), OURO DAS ABELHAS (misticismo, amor, sentimento).

Feliz Sexta Sagrada!!!