SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
HOJE TEM Clerisvaldo B. Chagas, 30 de junho de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.257 Mais uma vez estarei a ...
HOJE TEM
Clerisvaldo B. Chagas, 30 de junho de
2025
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.257
Mais uma vez estarei a conceder entre
Mas é bom repassar dados da nossa história para
pessoas mais jovens, notadamente universitários. Quem sabe, no meio de inúmeros
alunos fazendo pesquisas, surge a esperança de pelo menos um se empolgar e
partir de vez para o mundo da literatura da terra e se tornar exímio escritor.
Precisamos muito de escritores/pesquisadores, altamente curiosos e com amor ao
lugar onde nasceram. É por isso que valorizamos um Tadeu Rocha, um Oscar Silva.
Um nascido em berço de ouro, outro fugindo da fome, porém, ambos com um
compromisso íntimo em desvendar segredos e mistérios de Santana do Ipanema para
o mundo. Basta lermos as suas obras e iremos compreendendo que é o amor ao
torrão eu ilumina os trabalhos.
Portanto, estaremos na Casa da Cultura às
quinze horas, para mais uma entrevista aos nossos jovens. Ali encontramos um
ambiente acolhedor, dirigidos pelo Departamento de Cultura nas pessoas da
professora Gilcélia Gomes e o escritor professor, coordenador do Departamento, Marcello
Fausto. Ambos, ex-colegas de Geo-história e pessoas de fino trato. A Casa da
Cultura estar localizada na Avenida Coronel Lucena, hoje, em pleno Comércio,
perto de tudo e de todos. Fica quase defronte à prefeitura e seu prédio já foi
residência de família tradicional e Fórum da cidade. Por coincidência foi na
sua calçada para onde muita gente correu no Século passado, quando o
cine-Glória quis incendia a tela durante o filme Aída, cine quase defronte a
hoje Casa da Cultura. Estar registrada a cena no livro O Boi, a Bota e a
Batina; História Completa de Santana do Ipanema.
PASTORIL Clerisvaldo B. Chagas, 27 de junho de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.256 Homenageando meu primo ...
PASTORIL
Clerisvaldo B. Chagas, 27 de junho de
2025
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3.256
Homenageando
meu primo velho, escritor João Neto Chagas, fui buscar no passado da década 60,
os pastoris de Santana do Ipanema que ainda proliferavam por ali. Ao lado dos
“Guerreiros”, “Reisados”, “Tapagens de casas”, “Forrós” e “Novenas” que
divertiam o povo ainda naquela metade de século. Funcionava o Pastoril com duas
alas de mocinhas, enfileiradas em azul e encarnado. Comandava a fileira do
azul, a Contramestra e, a fileira do encarnado, a Mestra. A coluna do meio só
havia uma pastorinha denominada Diana, que se dividia entre as cores Azul e
encarnado. Colocavam nas cabeças das fileiras, as mais altas e bonitas figuras
para que elas atraíssem dinheiro que pediam à multidão. A disputa era para ver
quem mais ganhava dinheiro para as suas cores
Ainda
havia outras figuras como a borboleta e o pastor. As apresentações aconteciam durante o período
Natalino, a multidão torcia pelo azul ou pelo encarnado, chamava as pastoras de
uma ala ou de outra e pregava dinheiro nas blusas de ambas. Às vezes a
agraciada era a Diana. Aliás foi dessa disputa de pastoris que nasceram o CSA e
o CRB, os dois principais clubes esportivos de Alagoas: Encarnado e Azul. Quase
sempre os palanques eram armados entre o “prédio do meio da rua” e o “sobrado
do meio da rua”. Daí ter falado o “primo
Véi”, a cantiga inicial do Pastoril:
Meu
São José
Dai-me
licença
Para
meu pastoril dançar
Viemos
Para
adorar
Jesus
nasceu para nos salvar...
Mas
como dissemos outras vezes, a televisão, o divertimento em casa, acabou todas
as tradições do interior.
Fecharam-se
teatros, clubes de futebol, cinemas, clubes sociais e foram extintos os
folguedos. Fazer o qu
ABANDONO – SAUDADE Clerisvaldo B. Chagas, 26 de junho de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3.255 Não é especif...
ABANDONO
– SAUDADE
Clerisvaldo B. Chagas, 26 de junho de
2025
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3.255
Não
é especificamente, saudosismo, mas alguma coisa mexe com a gente, diante da
decadência da nossa agremiação. Mais uma vez passei pela rua lateral do Estádio
Arnon de Mello e contemplei o muro alto, desgastado e cheio de lodo. Por
coincidência encontrei na Rua Santa Sofia (rua principal do Estádio) dois
atletas dos áureos tempos do Ipanema: Zé Cuinha e Severiano. Este agora com o
apelido de “Paraná” e ainda exercendo de mecânico. Com a morte do Ipanema, todo
o esporte santanense veio abaixo. Entretanto, vem a nós também o conhecimento
das dificuldades em se manter um clube de futebol numa cidade do interior sem
indústrias, sem a verba de prefeitura, sem uma outra fonte de renda que possa
sustentar toda uma estrutura das precisões de um clube, imediatamente ou não.
Além disso, a habilidade que deve ter uma administração é fundamental nos
destinos de qualquer agremiação.
Quando
a direção é séria, tem o dever de ser criativa idealista e inovadora, para que
haja êxito no destino dos seus comandados. No meio de tudo isso, conheci
dirigentes egoístas que tudo que queria parecia ser apenas serem chamados pela
função do cargo que exerciam. Difícil
fazer milagres sozinho, mas se pode fazer parte do milagre. E assim fui me
afastando do alto muro mal retratado e nem tive a iniciativa nem a coragem de
tirar uma foto da murada altamente maltratada pelas intempéries. Recusei a mim
mesmo voltar novamente à Rua Santa Sofia pela parte frontal de estádio,
adentrar a arena vazia e passar o rabo de olho na conservação interna. Ah! Se
eu que era torcedor do meu querido “Canarinho do Sertão” estava tristonho com
as cenas vistas, imaginem estas cenas avistadas por torcedores fanáticos!
Bem diz o poeta: “Tudo passa na vida, tudo passa, mas nem tudo
que passa a gente esquece” (tema de cantoria de viola em martelo agalopado).
É...
Deixe o tempo passar
SANTANA
DO IPANEMA (FOTO: B. CHAGAS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.