SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
O LEITE DA JUMENTA Clerisvaldo B. Chagas, 5 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3343 Depois de ser...
O LEITE DA JUMENTA
Clerisvaldo B. Chagas, 5 de janeiro de
2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3343
Depois
de servir o Brasil durante séculos, o jumento nordestino acha-se em fase de
extinção. A substituição do animal por motores populares, fez decrescer o uso
do carro de boi e jumento como meio de transportes cargueiros. Soltos pelas
estradas nordestinas o jumento passou a ser motivo de transtorno. Foi aí que
aproveitadores imaginaram capturá-los e transformá-los em carne de charque,
tanto no Brasil quanto no exterior. E se existe, não conhecemos nenhum estudo
técnico para salvaguardar a espécie brasileira. Quanto ao seu leite, sempre foi
desvalorizado porque o leite da vaca – criada em todo território brasileiro
sempre foi a prioridade. Quando muito se recomendava leite da cabra para os
alérgicos ao leite bovino. Em Alagoas mesmo existe no Agreste, aprisco
para fornecimento de leite a hospitais.
Mas
se com esse despertar para o leite da jumenta com valor em que um litro pode
chegar a 280,00 e o abastecimento para a saúde aos pacientes necessitados para
esse tipo de leite, então, praticamente estaria solucionado o problema do jegue
nordestino. Muitos criadores iriam formar rebanhos especiais de jumentas,
inclusive selecionadas para aumentar a renda, salvando assim o bicho da
extinção. Levando-se em conta que uma jumenta produz de 200 ml de leite/dia.
Até 2.500 l. vê-se que o produto é raro e consequentemente caro. Inclusive, boa
parte do leite produzido vai para o jumentinho. Ao comparar com o caprino, a
cabra pode produzir 2 litros a 8 litros de leite/dia.
Como
bom sertanejo nordestino, torcemos para que tudo de bom aconteça com jumentos,
burros e éguas, animais cargueiros que juntos ao bois de carro carregaram por
séculos esse Brasil nas costas. E prosseguem as curiosidades, principalmente
pelas novas gerações que talvez não saiba da história do Brasil. Muita coisa do
passado ressurgem com força para resolver alguns problemas do presente. O leite
da jumenta, então seria um deles, mas quantas pessoas ainda procuram nas
plantas medicinais, a cura para os seus males, exatamente com faziam bisavós,
avós e pais do interior! E se é para ficar bom dos seus problemas que somente
são curados com leite de jumenta, prepare o dinheiro e vamos a ele.
JUMENTA
(DIVULGAÇÃO).
MACEIÓ GIGANTE Clerisvaldo B. Chagas, 2 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3442 Em nossa opinião,...
MACEIÓ GIGANTE
Clerisvaldo
B. Chagas, 2 de janeiro de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3442
Em
nossa opinião, quem conheceu o antigo riacho Salgadinho, há décadas jamais
poderia imaginar que houvesse um trabalho ali de grande magnitude, como está
acontecendo. Um riacho urbano que corta Maceió pelo meio e vai despejar suas
águas pretas, fétidas e temerárias, na praia da Avenida da Paz, era uma
vergonha diária para moradores e turistas. Certa vez ouvi, bem perto do Shopping,
um visitante do interior dizer: Meu Deus! Que cidade fedorenta! Era o mau
cheiro exalado do riacho Salgadinho que ali passava. Portanto, quando se
pensava que essa doença crônica de Maceió, nunca seria curada, somos
surpreendidos com as obras gigantesca que estão acontecendo no seu percurso,
como se fossem em cidades enormes e riquíssima da Europa.
Dizem
que todas as cidades têm o seu cheiro característicos. O cheiro típico de
Maceió era de mangas. Uma infinidade de mangas em quase todos os quintais.
Esperamos que volte esse aroma para o espaço da capital, após o total
saneamento do riacho Salgadinho, que, em tempos de chuvas é um verdadeiro rio
no seu trecho final. Em uma fotografia tirada por mim quando pesquisava sobre
REPENSANDO A GEOGRAFIA DE ALAGOAS, sobre o riacho Salgadinho, conseguiu me
envaidecer da obra-de-arte em que ficou o riacho. Riacho cheio, e aquela
carreira de árvores marginais com o contraste do céu na tarde em que foi
elaborada, valeu a pena. E como se diz, quando receber um limão de presente,
faça uma limonada, essa limonada poderá ser o resultado da obras do riacho.
E
diante do vídeo em que assisti pacientemente, vi coisas que não sabia sobre o
vale do Reginaldo. Um mundo completamente à parte em Maceió. Um mundo
invisível. Mas, como é habitado! Como é grande o seu trajeto cheio de um
sistema péssimo de vida! Porém também pude apreciar o trabalho imenso e duro
que poderá transformar radicalmente o vale e se tornar até um trajeto turístico
onde a engenharia séria deu um novo alento a milhares de vida. Aguardamos o
resultado da esperança, baseada na ciência, no conhecimento humano capaz de
realizar grandes transformações em qualquer parte de mundo.
TRECHO
FINAL DO RIACHO SALGADINHO (FOTO DIVULGAÇÃO)
NA SERRA GAÚCHA Clerisvaldo B. Chagas, 1 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3341 Naquela noite de...
NA SERRA GAÚCHA
Clerisvaldo B.
Chagas, 1 de janeiro de 2026
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3341
Naquela
noite de Natal, mais uma vez subi a serra. Nunca mais tinha ido até ali e fui
contemplar o panorama com a atualização da magnífica paisagem. Não, não estou
falando da serra gaúcha verdadeira, é apenas uma alusão a ela. Na verdade, fui
ao Bairro Isnaldo Bulhões, e subi pelas sua ruas ainda em formação, até o topo
dos 316 metros de altitude. E mais uma vez fiquei na dúvida sobre a altura do
outro Bairro, Lajeiro Grande, visto como o mesmo nível, de cima do antigo
loteamento Colorado. É impressionante as luzes da cidade lá embaixo, os sítios
além do riacho João Gomes, completamente iluminados parecendo uma cidade
vizinha. Originário de uma granja com mais de dois mil ovos/dia, o lugar
chamado sítio Lagoa do Mato, na saída para Olho d’Agua das Flores,
transformou-se em bairro de elite como amplamente se vê.
Entretanto,
ainda estão faltando duas coisas importantes: uma iluminação decente e o
asfalto por cima dos paralelepípedos obrigatórios do início do loteamento. E
como a prefeitura resolveu denominar o aglomerado de “bairro” e com ele
homenagear o antigo prefeito com o seu nome, Isnaldo Bulhões, cabe-lhe
proporcionar então, os benefícios de infraestrutura que lhes são cabíveis. A
propósito, o Bairro Isnaldo Bulhões, “a serra gaúcha”, é o extremo Leste urbano
e conta com a AL-120, além de hipermercado, casa de construção IFAL, postos de
gasolina, restaurantes e inúmeras prestações de serviços nas vizinhança, além
do início do anel viário, em construção. Recentemente, trecho da antiga
rodagem, daquele ponto até a margem do Ipanema (chamado por dentro), ganhou
asfalto e passou a ser opção para se chegar ao Centro Comercial sem passar pela
ponte General Batista Tubino.
Essa
nova rota beneficia tanto o Bairro Isnaldo Bulhões, quanto os bairros Santo
Antônio e Santa Quitéria, até a entrada do sítio Curral do Meio II, onde se
encontra a Reserva Sementeira. Uma mudança radical para quem conheceu essa
antiga região apenas como zona rural. Afinal de contas, O Natal teve encontro e
jantar entre família no cimo da “serra Gaúcha”. Muito bom, muito bom, muito
bom.

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.