SÃO SEBASTIÃO Clerisvaldo B. Chagas, 21 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3348   A igrejinha de Sã...

 

SÃO SEBASTIÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 21 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3348

 



A igrejinha de São Gonçalo, em Maceió, fica no Mirante de São Gonçalo e é histórica. Seu atrativo é a sua própria solidão, indiferente às pessoas que passam por ali e não a conhecem. Quase sempre estar fechada. Assim é a igrejinha de São Sebastião, em Santana do Ipanema e que quase sempre se encontra também de portas cerradas. Mas, esta não fica em área afastada, estar localizada em pleno comércio santanense e quase com a mesma indiferença dos transeuntes. Já falamos inúmeras vezes sobre a igrejinha de São Sebastião porque ela é a história e uma das relíquias de Santana. depois de longo período sem passarmos por ali, no deparamos ontem à tardinha com as portas abertas. Como foi uma surpresa a novidade, nós nos apressamos para bater uma foto do cenário, pegando parcialmente a praça defronte.

Céu cinzento diferente, esquisito, como se tivesse havido longe uma grade queimada. Devido a hora da tardinha a foto talvez não tivesse ficado ideal, mas quanta história tem embutida na fotografia! Não tem como olharmos para a igreja de São Sebastião e não lembrarmos dos Domingos de Ramos, quando sempre ali era realizada parte das solenidades. Igrejinha no Centro Comercial da cidade, construída por volta do ano 1915, pertencente à família Rocha, do coronel Manoel Rodrigues da Rocha. Igrejinha que ainda causou problema com descendente daquela família que a queria tomá-la da paróquia.

E o Beco São Sebastião ao lado da igrejinha, liga o Comércio a Rua mais abaixo, Prof. Enéas. Com acentuado declive, e continua irregular, desta rua ao rio Ipanema. Sempre foi o lugar de soltar foguetes no novenário de Senhora Santana. O beco abrigou o último dos grandes alfaiates de Santana do Ipanema, Gilson Saraiva, que talvez ainda tenha ali a sua alfaiataria. Mesmo sendo ladeada pelo beco, a igrejinha de São Sebastião sempre foi respeitada até os presentes dias.

IGREJA DE SÃO SEBASTIÃO, AMARELA E AO FUNDO (FOTO: B. CHAGAS).

 

 

  MULHER-BESTA – HOMEM-CAVALO Clerisvaldo B. Chagas, 20 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3347   Já ...

 

MULHER-BESTA – HOMEM-CAVALO

Clerisvaldo B. Chagas, 20 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3347

 



Já falei sobre o assunto há muito. Mas, novamente ao abrir a porta da rua me deparo com a catadora idosa carregando carroça no lugar do cavalo, repleta de material reciclável. E por honesto que seja o trabalho, é degradante e deixa o ser humano num lugar de dignidade na escala, quase invisível. É a mulher-besta é o homem-cavalo, carregando carroças de burros. Ora se existe uma cooperativa e muito apoio do governo federal para os catadores, por que as próprias cooperativas não procuram resolver esse tipo de vergonhoso problema? Arranjar financiamento para motores e distribuir esse motores entre os seus membros, que poderá ser moto com caçamba ou outro tipo de veículo disponível no mercado. Já ouvi muita reclamações de catadores sobre cooperativa e diante de explorações, preferem atuações particulares, solitárias.

As prefeituras de todas as cidades do Brasil, aonde catadores trabalham, deveriam dá completa assistência às cooperativas, entre os catadores e as cooperativa, entre as cooperativas e as fontes de recepção do material reciclável vendido. Não se pode deixar que    aqueles que deixam sua cidade limpa virem zumbis. Ora, o que a sociedade enxerga é abandono, egoísmo, cinismo e falta de humanidade. Dificilmente uma pessoa equilibrada e atenta não figa indignada com cenas degradantes e chocantes no dia a dia daqueles que limpam sua cidade.

Fomos, então, pedir ao poeta repentista Zé Coxó que ilustrasse nossa crônica com sua sábia opinião. Ele despachou na hora:

 

Se o catador catasse

Dinheiro pra prefeitura

Era vestido de ouro

Da prata mais fina e pura

Na ingratidão dos homens

Navega na amargura.

 

(FOTO: HOMEM-CAVALO).

  NO CAVALO DO TEMPO Clerisvaldo B. Chagas, 19 de janeiro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3346   Montado ness...

 

NO CAVALO DO TEMPO

Clerisvaldo B. Chagas, 19 de janeiro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3346

 



Montado nesse verãozão em que ora cavalgamos, vamos lembrar antigo ditado sertanejo: “Mês meou, mês findou”. Ditado verdadeiro, vamos chegando aos últimos dias do mês com a rapidez do jargão. Tivemos até ouvindo alguns “profetas da chuva”, que asseguram que as chuvadas só começarão no primeiro dia de abril com inverno curto. Mas aqueles foram profetas da chuva do sertão da Paraíba. Por um lado, temos no Nordeste dois períodos chuvosos diferentes. Alagoas, Pernambuco e Sergipe é um. Da Paraíba para cima é outro, mas não deixa de ter observações sábias para o Nordeste inteiro, notadamente para a área sertaneja.   E como está muito quente por aqui, vou lembrando de um janeiro de décadas passadas quando descemos a pé, das cabeceiras à foz do rio Ipanema, pelo seu leito seco, Verãozão de arrepiar.

Foi assim que surgiu o livro documentário da nossa autoria: IPANEMA, UM RIO MACHO. E como já estamos cavalgando para o final de janeiro, sem chuva, sem toró, sem trovoada, tudo leva a crer na experiência dos homens através de sinais dados pelos bichos, pelas plantas, pelos astros e outras ainda. No momento, um dos cenários mais conhecidos do sertão, se repete: vegetação crestada, calor intenso e a rolinha cantando saudosa nas folhagens do juazeiro. Som forte, agradável e consagrado do semiárido.

Mas, estamos retornando depois de passarmos alguns dias cuidando apenas do nosso novo personagem Zé Coxó. Provavelmente nesta mesma semana o livro ZÉ COXÓ, O POETA DO FANTÁSTICO, terá nascido completamente. Estamos com 86% na agulha e Zé Coxó continua dizendo lorotas em todos os lugares em que chega e em todas as ocasiões que provocam uma estrofe engraçada, romântica, debochada, apaixonante, sensual, penosa e assim por diante. E como já foi dito na crônica anterior, o estilo do livro é inédito no Brasil e talvez no mundo. São 100 anedotas em que o leitor será transportado para o mundo da fantasia, do incrível, do FANTÁSTICO.

Precisamos de parceria, topas?

ROLINHA SERTANEJA (DIVULGAÇÃO).