terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

FEIJÃO COM ARROZ


FEIJÃO COM ARROZ
Clerisvaldo B. Chagas, 6 de fevereiro de 2013.
Crônica Nº 961
ANTIGO DNER, MAIS UM CHORO SANTANENSE.

É com certa tristeza que vamos observando o abandono ou a destruição de prédios públicos importantes. O patrimônio público físico da nossa cidade, Santana do Ipanema, foi quase todo destruído. Atualmente o prédio onde funcionou o DNER (página rica e particular da história do município) estar reduzido à garagem de consertos de carros da prefeitura. Terreno importante às margens da BR-316, zona urbana do Bairro Camoxinga não merece esse destino. Ali pode ser uma faculdade de Direito ou de Medicina, pois Santana do Ipanema, como capital do sertão alagoano, necessita de uma faculdade de Medicina até com certa urgência, seja do governo, seja particular. O grande terreno central onde era a casa do cônego José Bulhões daria outra faculdade, bem como o prédio do antigo Hospital e Maternidade Dr. Arsênio Moreira, que estar sendo demolido aos poucos. Todos deram muito trabalho para serem adquiridos e parecem liquidados sumariamente.
Os gestores dos últimos anos em nossa terra ficaram na base administrativa, apelidada pelo povo, de feijão com arroz. Teve um que até exorcizava as grandes empresas particulares e do governo que procuravam se instalar em Santana. O absurdo dos absurdos! Povo analfabeto é povo no cabresto, assim pensava o reizinho. Fábricas de renomes nacionais e até internacionais foram futucadas para passarem ao largo da terra de Santa Ana. Até enormes empreendimentos federais de ensino foram soprados pelos ventos do egoísmo, da falta de ética, do descompromisso com o desenvolvimento do sertão. Santo Deus! Quem foi já foi tarde!
Esperamos que o prefeito atual, professor Mário Silva não seja apenas um prefeito calçamento como a ruma dos últimos tempos. Santana precisa de um bom administrador para trazer indústrias, escolas superiores como as que já foram citadas, desenvolvimento do turismo, planejamento de alto nível. Se a esperança de oito mil eleitores não se concretizar, fechem as portas das rodovias e o último a sair, apague a luz cansada. Quanta falta de vocação! Onde se encontra o caviar? Chega de FEIJÃO COM ARROZ!



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OS VELHOS CARNAVAIS


OS VELHOS CARNAVAIS
Clerisvaldo B. Chagas, 5 de fevereiro de 2013.
Crônica Nº 960

Dizem que o Carnaval foi criado na Grécia, cerca de 600 anos antes do Cristo. Em Santana do Ipanema, Alagoas, os primeiros registros sobre Carnaval na terra surgem com o escritor  santanense Oscar Silva. Oscar descreve a festa de Momo acontecida entre 1915 até mais ou menos, 1930. Aliás, quase que somente esse escritor desvenda o passado de Santana da era 20. E pelo que Silva vai contando em seus escritos, a festa já era tradicional em Santana, quando inúmeros blocos saíam às ruas, tanto masculinos quanto femininos. Antigamente e até cerca de 1960, os blocos carnavalescos percorriam as ruas da cidade, parando e brincando em casas de pessoas influentes do lugar. Ali dançavam, bebiam, comiam, faziam suas necessidades e partiam novamente para as ruas, com a próxima casa na ideia. O escritor descreve os principais blocos da época, bem como as duas residências mais procuradas pelos foliões.
A casa do influente coronel Manoel Rodrigues da Rocha, era parada obrigatória, não só das brincadeiras de Carnaval, mas também de outras apresentações ao longo do ano. Outro lugar atrativo era a casa do padre José Bulhões que oferecia pão de ló aos seus inúmeros visitantes.
Apesar dos esforços dos últimos gestores municipais, nunca o Carnaval sequer chegou às animações dos anos 60. Esta semana, um dos pagodeiros famosos do Rio de Janeiro, dizia que o Carnaval do Rio acabou. Naturalmente o fenômeno não é mais o mesmo em grande parte do Brasil e parece que fica resumido às capitais como Salvador e Recife. Em Santana, capital do sertão alagoano, não tem mais jeito. Brincadeiras insípidas ali, folias mornas acolá, e uma fila de blocos subsidiados em direção a Piranhas, cidade ribeirinha do rio São Francisco, a cerca de 70 quilômetros de distância. Penso que a culpa não é dos dirigentes atuais, mas sim da própria época que vai encostando certas tradições em busca de outras. E se você quer uma festa profana para valer, somente recordando OS VELHOS CARNAVAIS.




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