domingo, 22 de dezembro de 2019

MENDES E O NORDESTE NU


MENDES E O NORDESTE NU
Clerisvaldo B. Chagas, 23 de dezembro de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.233

MENDES (blog do Mendes).
Nesta véspera de NATAL, quero agradecer aos nossos leitores do Brasil, Estados Unidos, Portugal, Rússia, Alemanha, França, Cingapura, Reino Unido, Dinamarca, Espanha e outros mais. Tudo isso graças à parceria entre o nosso blog: (clerisvaldobchagas.blogspot.com) e o (blogdomendesemendes), Alagoas com Rio Grande do Norte. As crônicas de Clerisvaldo chegaram para preencher o vazio entre publicações de livros do autor. São escritos que abordam todos os temas do mundo, com ênfase no solo alagoano e nordestino. O blog do Mendes, mais focado no antigo relicário cangaceiro, publica também os cenários periféricos do cangaço e expõe todo o Nordeste, principalmente os sertões, sem terno, sem gravata, sem cueca, completamente despido.
José Mendes Pereira que nasceu no sítio Barrinha, em Mossoró, é filho de Pedro Nél Pereira e de Antônia Mendes Pereira. Com seus estudos, pesquisas e determinação, atuou no mundo gráfico, tornou-se professor e criou o blog atual, dedicando-se ao universo do cangaço. O seu blog, pouco a pouco atingiu uma dimensão colossal ultrapassando fronteiras, firmando-se como indispensável aos que pesquisam o Sertão do Nordeste na Sociologia, História, Geografia e nas Artes. Mas nem somente de cangaço vive o blogdomendesemendes. Imprensado entre os cangaceiros estão os escritos ecléticos de Clerisvaldo B. Chagas e de Rangel Alves da Costa. São crônicas normais e longas que permitem o lazer aos “cangaceirólogos” e ao planeta. O sergipano Rangel é um escritor versátil, sensível, seguro e poético que sabe exatamente onde cabe cada uma das suas palavras escritas. Um mestre escritor.
RANGEL (Blog do Mendes).
Assim as crônicas são ornadas pelas pesquisas e artigos de José Mendes Pereira e, às vezes, cintilam “O Nordeste Nu”. O miolo, porém, destes escritos é mais para parabenizar o Mendes por mais um ano de vitória no repto da sua vida prestando relevantes serviços ao mundo da Cultura. Seu hercúleo esforço para fabricar o “pão e entregá-lo ainda quente na madrugada” é tarefa mesmo para os maiores titãs da Mitologia e do Cangaço. E na valorização das suas publicações diárias, responde o próprio Nordeste riquíssimo em ditados populares: “Rapadura é doce, mas não é mole não”. FELIZ NATAL PARA O GLOBO E PARA NÓS.


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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

LAMPIÃO E A ESTRELA CADENTE EM MACEIÓ


LAMPIÃO E A ESTRELA CADENTE EM MACEIÓ
Clerisvaldo B. Chagas, 18 de dezembro de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.232
CHUVA DE METEOROS. (IMAGEM/WIKIPÉDIA).

Na noite do último sábado (14) houve um grande apagão em Maceió. Mas foi visto um imenso clarão no céu e “alguns estouros nos postes de alguns bairros”. Depois de algumas horas a energia retornou e, os boatos se espalharam com rapidez. Coisa de Internet você sabe como é. Um meteorito havia provocado o apagão e estourado tudo por aí. Meteorito também é chamado de meteoro, aerólito, bólide, zelação, corisco e muito mais. Meteoritos são rochas e fragmentos que vagueiam no Universo. Quando esses fragmentos penetram na atmosfera terrestre, provocam clarões em vista do atrito provocado. Coisas sem muita importância. Geralmente os namorados chamam o fenômeno de Estrela Cadente e na hora costumam fazer três pedidos, crentes que serão atendidos.
Entretanto, nem o romantismo dos namorados, nem o medo terrível de quem estava perto do clarão. A mentira do meteorito que correu mundo era baseada num fenômeno acontecido há muitos e muitos anos no Recife. Na verdade o que houve foram problemas causados dentro das próprias subestações, uma no Bairro Cruz das Almas e outra no Bairro Tabuleiro dos Martins em conexão com a cidade de Marechal Deodoro, esclarece os responsáveis pelo fornecimento. Todavia ainda tem muita gente que não viu o desmentido geográfico e continua entre dois mundos.
Isso nos faz lembrar a última noite de Lampião, Maria Bonita e seus nove sequazes na Grota dos Angicos. No desembarque para Sergipe, muitos sinais negativos surgiram na Natureza, entre uivos de cães e zelação, no rio São Francisco. No cerco da madrugada, pelas volantes, o foco de uma lanterna teria sido confundido com pirilampos ou com uma zelação.
Assim, o fenômeno causado pelo meteorito, zelação ou estrela cadente, sempre foi registrado no mundo em diversas épocas e ocasiões.
Em Maceió, o namoro com a zelação não foi bonito, “cabra véi”.
Ainda quer fazer os três pedidos?
Ufa! Danou-se.

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