quarta-feira, 9 de novembro de 2022

 

CRESCIMENTO

Clerisvaldo B. Chagas, 10 de novembro de 2022

Escritor símbolo do sertão Alagoano

Crônica: 2.797

 


Numa caminhada breve por alguns pontos de Santana, fomos conversando com pessoas de outras cidades e dos sítios santanenses, sempre recebendo a admiração de “como Santana está grande!”. Naturalmente respondíamos a essas exclamações concordando o crescimento em algumas regiões da cidade. Mas, desta feita não apontamos lugares específicos, simplesmente porque Santana cresceu mesmo por todos os bairros. A expansão atual é para o norte, sul, leste e oeste.  Como a cidade está crescendo assustadoramente, podíamos antes até dizer sobre o comércio novo que ia acompanhando alguns desses bairros. Porém, hoje já não podemos falar assim, tudo está acompanhando tudo. Onde vai chegando o loteamento, chega com ele, o mercadinho, a farmácia, o salão, a escola e assim por diante.

Quase caíamos de costas com uma dessas surpresas, quando resolvemos transitar por novas estradas pavimentadas por trás do prédio do DNIT, no Bairro Camoxinga. Inúmeras e inúmeras casas novas, inclusive com primeiro andar, “invadiram” a antiga fazenda do saudoso Isaías Rego que vai desde a descida do Bairro Lajeiro Grande em direção ao rio Ipanema, até os fundos do DNIT, que havia sido loteada. Já mais abaixo desse loteamento, mais uma surpresa.  Outro gigantesco loteamento vizinho que vai das últimas casas construídas – inclusive muitos pedreiros trabalhando nessas casas - surgiu daí até às margens do rio, local da continuação da tão conhecida barragem.  É o loteamento do Colorado II, ainda limpo e promovendo suas vendas de terrenos.

Podemos apreciar na foto abaixo, o terreno do Colorado II, imediatamente abaixo do loteamento já ocupado de Isaías Rego. Na parte superior da foto, pedaço de muro de terreno já ocupado, o limpo da fotografia: Colorado aguardando compradores e, ao fundo da foto, extenso jardim de árvores craibeiras seguindo paralelamente o rio Ipanema que margeiam a barragem, leito seco no momento. O outro lado da barragem, margem direita, já é uma “nova” cidade com tantos prédios seguindo o rio em direção às nascentes. Assim ficou muito mais bela a saída de Santana rumo ao alto Sertão e Poço das Trincheiras. Não houve visita programada, mas sim, apenas uma olhada para a nova paisagem, infelizmente em hora imprópria para fotografias, quando a qualidade não é das melhores.

NOVO LOTEAMENTO COLORADO II NA MARGEM ESQUERDA DA BARRAGEM (FOTO: B. CHAGAS).


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segunda-feira, 7 de novembro de 2022

 

TRABALHO PRONTO

Clerisvaldo B. Chagas, 7 de novembro de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.796


Uma vez resgatada a história da “Igrejinha das Tocaias” e dos “Canoeiros do Ipanema”, chegou a vez da história do ciclo dos “Curtumes, da Sola e das Fábricas de Calçados” que muito fizeram progredir Santana do Ipanema. Vale salientar que não havia uma linha, sequer, dessas histórias registradas nos anais da cidade. Estamos, portanto, na fase final do nosso resgate, da lapidação da obra para estudarmos as possibilidades de publicação. O trabalho tem início com referência ao “Ciclo do Couro ou do Gado” no Brasil e no Nordeste e depois em Santana do panema. Remontamos ao tempo em que Delmiro da Cruz Gouveia, construiu a estrada Pedra a Palmeira dos Índios, com ramais para Garanhuns e Quebrangulo. Época de Santana/vila, cuja estrada passou por dentro da urbe e nos lugares Maniçoba e Bebedouro, subúrbio citados no primeiro documento que se conhece de Santana do Ipanema.

O Ciclo da Sola e do Couro, não deixa de citar a “Matança”, a Intendência, os donos de curtumes, proprietários de fábricas de calçados, as transações comerciais ,muitos detalhes e fatos curiosos dessa época. O objetivo foi alcançado graças às entrevistas e boa vontade do Senhor Daniel Manoel Filho, funcionário aposentado do DER – Departamento de Estradas e Rodagens, com 81 anos e que trabalhou desde criança em todos os curtumes que havia no subúrbio Maniçoba/Bebedouro.  O tema em questão transporta a geração atual para a fase de ouro de Santana, “Terra dos Carros de Boi” e mostra com incríveis detalhes o comércio de cinzas, couro, sola, cal e angico.

Esse trabalho correu paralelamente à maratona pelos “100 Milagres Inéditos do Padre Cícero Romão Batista” e que está chegando gloriosamente à metade do que foi proposto. Às vezes essas obras extras, tiram um pouco o foco da crônicas diárias e que somos obrigados a intercalar dias para elas.

O tempo, nesta manhã da segunda (7) acha-se nublado e chuvoso. Não faz frio intenso, mas existe muita humidade no ar. Favorece o recolhimento para as escritas que, por certo, serão utilíssimas para os futuros pesquisadores e para essa nova geração santanense.

SENHOR DANIEL MANOEL FILHO, O HOMEM QUE AJUDOU A DESVENDAR NOSSO PASSADO (FOTO: B. CHAGAS).


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