SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
BOMBA OU POSTO DE GASOLINA Clerisvaldo B. Chagas, 9 de fevereiro de 2026. Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3358 ...
BOMBA OU POSTO DE GASOLINA
Clerisvaldo B.
Chagas, 9 de fevereiro de 2026.
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3358
O
primeiro posto de gasolina que tenho lembrança, em Santana do Ipanema, deve ter
sido na década de 1950. Era localizado na pracinha do Centenário, no centro da
cidade. A Praça do Centenário foi a primeira praça de Santana do Ipanema,
pequena, triangular e com apenas três bancos de cimento sem encosto. Naquela
época, posto de gasolina, como é chamado hoje, tinha o nome de “Bomba de
Gasolina”, em Santana e em todos os lugares, acrescentado do nome do dono.
Veja, “A Bomba da Marieta”, em Maceió, ponto de referência até há pouco. Em
Santana era a “Bomba de Seu Nequinho”, assim conhecido o seu proprietário.
Serviu ao primeiro transporte coletivo Santana
– Maceió, ônibus primitivo chamado “sopa”.
De
seu Nequinho não lembro mais das suas feições, mas lembro do rapaz, seu filho,
que cuidava do posto. óculos de grau forte, olhos grandes, alegre e amigo de
todos. Lembro também da sua irmã Neilda que dera um curso de recitação no
Ginásio Santana e que fiz parte. Esta faleceu em Maceió, não está
com muito tempo. Acho que eu estava fora de Santana, quando soube da tragédia
da “Bomba de Seu Nequinho”. Pegara fogo matara o rapaz, seu filho Newton. Uma
comoção geral na Rainha do Sertão. Daí em diante nunca mais ouvimos falar no
termo Bomba, a não ser a da Marieta, em Maceió. Lembro também do primeiro posto
de gasolina (já com esse nome) Posto de
Gasolina do senhor Everaldo Noya, (Posto Esso), no lugar onde hoje é o prédio
da Caixa Econômica, no Bairro do Monumento. Não sei dizer, porém, qual dos dois
pontos de venda de gasolina era o mais antigo em Santana.
A
bomba de Seu Nequinho, foi a coisa mais importante que funcionou na primeira
praça de Santana. Era uma boa novidade para o Sertão e ao mesmo tempo fora um
passo importantíssimo para o progresso sertanejo. No início desses transportes,
os motoristas tinham que rodar com volume extra de gasolina para assegurarem o
abastecimento no meio das suas viagens. Era o famoso “galão de gasolina”. A proliferação de bombas ou postos de
gasolina, pelos municípios, deu mais condições aos viajantes que aos poucos
foram abandonando o galão extra, um perigo constante no interior do veículo.
BOMBA
ANTIGA. (FOTO DIVULGAÇÃO).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.