quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

IPANEMA, UM RIO MACHO


IPANEMA, UM RIO MACHO
Clerisvaldo B. Chagas, 7 de fevereiro de 2013.
Crônica Nº 962

POÇO DOS HOMENS, NO RIO IPANEMA. 
As últimas chuvas acontecidas no Sertão alagoano, na verdade não acabaram com a seca. Os serrotes que circundam a cidade de Santana do Ipanema foram ficando esverdeados, como acontece sempre ao chegar o período natalino. Os pontos pálidos de verdes vão aumentando a intensidade da cor e se espalhando pelos arbustos que estavam pretos e esfoliados. Chega para a cidade um aspecto alegre quando seus principais mirantes enfeitam-se como mulheres bonitas. Assim saltam aos olhos de santanenses, pesquisadores e curiosos a variedade colorida do Cruzeiro, serra Aguda, Gonçalinho, Pelado e serra dos Macacos. Começa, então, certo atrativo para as pernas preguiçosas dos que desejam passear pela Natureza. Munido de maquina fotográfica, caderninho de notas ou de objeto avançado das tecnologias, o homem que gosta de pesquisas poderá encontrar prazer examinando flora e fauna daqueles pontos.
O rio Ipanema recebe as últimas chuvas das trovoadas, mas, diferentemente dos serrotes circundantes, acumula água suja, poluída, nos seus poços mais evidentes desse trecho urbano, como Barragem, Juá, Homens e Escondidinho. Quem palmilha suas areias grossas e encardidas registra a paisagem semelhante aos séculos passados, porém, sem os bandos de pássaros que ali faziam pousada rumo das bebidas. Difícil, difícil mesmo encontrar um animal que não seja domestico e, até mesmo temidas serpentes é coisa rara. O povo não faz mais as cacimbas que abasteciam a urbe. O lixo, principalmente plástico, toma conta das suas margens que continuam sendo depósitos das inutilidades dos quintais. Aguardam-se novas cheias para outras lavagens do que foi jogado no seu leito arenoso.
Não sei, não prestei atenção se o mandacaru florou ou não para tirar dúvidas sobre o inverno desse ano. Mas o rio periódico, cheio d’água ou de areia, faz parte da identidade dessa gente, IPANEMA, UM RIO MACHO.


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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

FEIJÃO COM ARROZ


FEIJÃO COM ARROZ
Clerisvaldo B. Chagas, 6 de fevereiro de 2013.
Crônica Nº 961
ANTIGO DNER, MAIS UM CHORO SANTANENSE.

É com certa tristeza que vamos observando o abandono ou a destruição de prédios públicos importantes. O patrimônio público físico da nossa cidade, Santana do Ipanema, foi quase todo destruído. Atualmente o prédio onde funcionou o DNER (página rica e particular da história do município) estar reduzido à garagem de consertos de carros da prefeitura. Terreno importante às margens da BR-316, zona urbana do Bairro Camoxinga não merece esse destino. Ali pode ser uma faculdade de Direito ou de Medicina, pois Santana do Ipanema, como capital do sertão alagoano, necessita de uma faculdade de Medicina até com certa urgência, seja do governo, seja particular. O grande terreno central onde era a casa do cônego José Bulhões daria outra faculdade, bem como o prédio do antigo Hospital e Maternidade Dr. Arsênio Moreira, que estar sendo demolido aos poucos. Todos deram muito trabalho para serem adquiridos e parecem liquidados sumariamente.
Os gestores dos últimos anos em nossa terra ficaram na base administrativa, apelidada pelo povo, de feijão com arroz. Teve um que até exorcizava as grandes empresas particulares e do governo que procuravam se instalar em Santana. O absurdo dos absurdos! Povo analfabeto é povo no cabresto, assim pensava o reizinho. Fábricas de renomes nacionais e até internacionais foram futucadas para passarem ao largo da terra de Santa Ana. Até enormes empreendimentos federais de ensino foram soprados pelos ventos do egoísmo, da falta de ética, do descompromisso com o desenvolvimento do sertão. Santo Deus! Quem foi já foi tarde!
Esperamos que o prefeito atual, professor Mário Silva não seja apenas um prefeito calçamento como a ruma dos últimos tempos. Santana precisa de um bom administrador para trazer indústrias, escolas superiores como as que já foram citadas, desenvolvimento do turismo, planejamento de alto nível. Se a esperança de oito mil eleitores não se concretizar, fechem as portas das rodovias e o último a sair, apague a luz cansada. Quanta falta de vocação! Onde se encontra o caviar? Chega de FEIJÃO COM ARROZ!



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