A LUTA DO PLANETA Clerisvaldo B. Chagas, 14 de novembro de 2014 Crônica 1.304 No momento em que o mundo exige mais qualidade de...

A LUTA DO PLANETA



A LUTA DO PLANETA
Clerisvaldo B. Chagas, 14 de novembro de 2014
Crônica 1.304

No momento em que o mundo exige mais qualidade de vida, os dois gigantes poluidores China e Estados Unidos, fazem um acordo, ainda inc
POLUIÇÃO NOS ARREDORES DE PARIS ((Wikipédia).
ipiente sobre a tal poluição.
“O ar é formado basicamente por gás oxigênio, gás carbônico, gás nitrogênio e outros gases, além de partículas de poeira, microrganismo e vapor de água. A proporção de alguns gases como o gás oxigênio e o gás natural nitrogênio, geralmente não sofre grandes variações de um local para outro. No entanto, a proporção de gás carbônico, vapor de água, poeira e outros componentes é bastante variável, dependendo de diversos fatores.
Alguns desses componentes variáveis do ar atmosférico são prejudiciais ao meio ambiente e aos seres vivos. A alteração na composição do ar atmosférico, quando prejudicial aos seres vivos, é chamada poluição do ar.
Diariamente, são emitidos na atmosfera, grandes quantidades de gases tóxicos, partículas nocivas e poeira. O lançamento dessas substâncias deve-se principalmente, aos veículos de transporte, ao processamento do lixo, às atividades agrícolas e industriais, entre outros fatores.
Quando os poluentes são lançados na atmosfera, pode haver a dispersão das substâncias que os compõem, espalhando-se pelo ar. A capacidade de dispersar poluentes é um fator que também influencia a qualidade do ar. Em locais onde há pouca dispersão dos poluentes, sua concentração aumenta, e a qualidade do ar diminui”.
(LEONEL, Karina & ELISANGELA. Ciências. 1. ed. São Paulo, Scipione, 2011).

ZACARIAS Clerisvaldo B. Chagas, 13 de novembro de 2014. Crônica Nº 1.303 Zacarias morava num subúrbio de Santana com algumas pe...

ZACARIAS



ZACARIAS
Clerisvaldo B. Chagas, 13 de novembro de 2014.
Crônica Nº 1.303

Zacarias morava num subúrbio de Santana com algumas pessoas da família. Na época, a margem direita do Ipanema era pouco habitada. E na subida da colina que dá para a serra Aguda, havia um pequeno patamar de barro vermelho. Era ali a morada do carregador número 1. Algumas poucas residências de taipa abrigavam um grupo de negros naquele terreno. Daí a denominação: Alto dos Negros. O termo foi definitivamente incorporado às regiões do bairro e é assim conhecido o lugar. Foi esse minúsculo aglomerado negro da zona urbana que ficou conhecido.
Cajarana fica vizinha ao Alto dos Negros. Pela própria expansão da cidade, novos terrenos foram ocupados e uma mistura de branco e negros crioulos da própria miscigenação daqueles altos, foram ocupando a Cajarana. Termos engraçados surgiram há muito tempo na margem direita do rio Ipanema, todos habitados por pessoas humildes da época: Galo Assanhado e Cachimbo Eterno, que ainda continuam no cotidiano de Santana. E, interessante, é que os moradores dessas comunidades, sempre apontaram as outras com desdém e ironias. Ninguém desejava ser da outra comunidade. Mas o nome Alto dos Negros que antes era pejorativo passou a ser simpático e, não deixa de ser uma homenagem à família do carregador número 1. O isolamento do grupo arredio deixou de expandir a negritude no espaço. Mas, de onde teria vindo Zacarias e seus familiares? Tudo indica ter sido da Tapera do Jorge. Estava ali, Zacarias, o carregador número 1, cidadão urbano sim senhor.
* EXTRAÍDO DO LIVRO; NEGROS EM SANTANA.

AS ASAS DO BACURAU Clerisvaldo B. Chagas, 12 de novembro de 2014 Crônica Nº 1.302 Sempre que escritores, cantores, desenhista...

AS ASAS DO BACURAU



AS ASAS DO BACURAU
Clerisvaldo B. Chagas, 12 de novembro de 2014
Crônica Nº 1.302

Sempre que escritores, cantores, desenhistas e outros amantes das letras e das artes queriam palestrar, o bacurau aguardava de asas abertas. Aquele bicho feio de natureza e bonito no desenho da parede, atraíam os artistas que sempre continuavam a espreitar os painéis e murais confeccionados por ele, o Roninho.
Às vezes no cotidiano o visitante encontrava uma novidade implantada na atrativa coleção do homem. Quando não estava marcante na parede, o artista plástico Roninho, dono do bar, fazia questão de trazer sua mais nova obra nas páginas de um caderno de arame ou numa folha de papel sem caráter nenhum.
Ali no balcão ficavam as “marvadas” feitas com capricho, pelo próprio dono que as denominava de acordo com a safadeza em voga. Lá de dentro do pequeno estabelecimento, saltava uma geladinha para quem refugava os vidros das presepadas de Roninho.
Fora os artistas que faziam do Bacurau o ponto certo da nova boemia santanense, ainda chegava uma clientela pesada, facilmente dominada pelo dono que conhecia os indivíduos um a um. De vez quando surgia um cabra de outro bairro para fazer a confraternização ali, bem vizinho ao Corpo de Bombeiros e Escola Estadual Professora Helena Braga das Chagas.
Ou dentro do pequeno espaço ou fora contemplando o serrote Pintado da reserva particular de caatinga, Tocaias, o cliente ronista apreciava a florada amarela da craibeiras do Helena.
Um belo dia, Ah, um belo dia, inventaram uma eleição em Santana e sequestraram o dono do bar para cabo eleitoral. As portas do Bacurau foram cerradas, os artistas protestaram, mas Roninho continuava de queixo duro, empinando moto em busca de votos. Passada a fase macabra, Roninho ganhou uma colocação importante do seu vereador eleito e abandonou de vez a sua antiga clientela do Bairro São José.
O Bacurau que denominava o bar ficou triste na parede externa e, para os antigos clientes, o bicho da noite nunca mais abriu as asas.