quarta-feira, 12 de outubro de 2011

APARECIDA

APARECIDA
Clerisvaldo B. Chagas, 13 de outubro de 2011

 Movendo a fé brasileira, o dia santo no meio de semana deu uma aliviada ao trabalhador que inclui as orações em seu descanso. E comemorando tambem o Dia da Criança que vai crescendo, não pelo amor ao guri, mas pelo interesse do poder comercial, consolida-se a comemoração. E Nossa Senhora Aparecida vai aguardando as intenções dos seus seguidores, dos seus devotos, dos seus admiradores, entre pedidos e gentis agradecimentos. São inúmeros, sem conta mesmo os problemas dos que se ajoelham aos pés de Nossa Senhora Aparecida, pedindo a cura dos seus males e sua intercessão ao amado filho. A fé vai removendo montanhas, desviando rios e preenchendo lagos. Lagos de amor que se formam nos corações sensíveis, dos que são tocados pela graça do amor à Virgem de Nazaré. E Luís Gonzaga dizia com a canção belíssima e inesquecível:
     
      “Ó minha santa morena
    Ó minha santa morena
Padroeira do Brasil...
Padroeira do Brasil”.
         
          É ali, no estado de São Paulo, que vamos encontrar o maior templo mariano do Brasil. Felizmente para os aparicidenses, deve ser motivo de orgulho, no bom sentido, abrigar a imagem da padroeira que atrai gente do mundo inteiro para àquela cidade do vale do rio Paraíba. Uns vão para conhecer, a imponência do templo, outros para se distraior e outros ainda por motivos religiosos profundos. Mas ninguém sai sem ser marcado por alguma coisa que bate na alma, principalmente ao deparar-se com algum tipo de problema futuro. A cidade Aparecida, a que muitos chamam de Aparecida do Norte, não tem uma população tão grande, pois gira em torno dos 36.000 habitantes, mas o templo possui todas as condições de receber suas visitas com toda estrutura, inclusive segurança.
          A Matriz Basílica de Nossa Senhora Aparecida é a guardiã da religiosidade e da fé do povo brasileiro. É na verdade, o símbolo da Capital Mariana do País. A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada em um lugar do rio Paraíba por nome Itaguaçu. Em Tupi-Guarani, Itaguaçu significa Pedra Grande. Esse lugar passou a pertecenr a arquidiocese desde 1951. Chegar até à cidade de Aparecida não existe mais as diculdades encontradas antes, pois o Brasil inteiro está servido de rodovias, para quem quer seguir por terra até ali.
          A televisão mostra sim o movimento intensivo naquela cidade paulista, mas nada como uma visita pessoal em tempos ou não de romarias. De qualquer maneira, é muito bom saber que Nossa Senhora tem seu lugar centralizado para receber as multidões. Melhor ainda é ser devoto do seu imaculado coração, possuir uma fé inabalável nas suas promessas e encaminhamentos e ser devoto de satisfação intensa do terço da mãe de Deus, do terço de APARECIDA.













Link para essa postagem
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2011/10/aparecida.html

CABO DE VASSOURA

CABO DE VASSOURA
Clerisvaldo B. Chagas, 12 de outubro de 2001
          Daqui de Maceió, vou tendo conhecimento da morte de dona Aristeia, em Santana do Ipanema, senhora de numerosa prole que ajudou a povoar à cidade. A Internet vai dando conta de tudo e os nossos contatos com a terrinha não ficam resumidos apenas nos recados de boca. Dona Aristeia, mulher valorosa, soube bem dirigir sua descendência para o destino de servir à sociedade, coisa que ela faz do modo mais natural possível. Muitos dos seus filhos são destaques no meio em que vivem e fora, honrando essa família tradicional em Santana do Ipanema.
          Mas também veio de Santana, semana passada, a cômica notícia para um Jô Soares ou outro Ás do humor nacional. Fugiu da delegacia da cidade, um bom punhado de presos, usando a mais inusitada ferramenta. Quer dizer, ferramenta mesmo não, mas será que poderíamos chamar de “maderrenta”? Tem-se “ferramenta” que é própria do ferro, deve existir “maderrenta” que vem da madeira. Estou certo ou errado, cabra velho? Bem, deixando de lado a tese da madeira, foi noticiado pelos sites locais e confirmado por representante da citada delegacia, a fuga dos bandidos que usaram um cabo de vassoura para furar a parede, ampliar o buraco e permitir a passagem do bando, chefiado por certo “Nego Cão”, traficante e matador do Bairro Artur Moraes.
          A fragilidade do cabo de vassoura é tanta que virou ditado popular. Quando se fala do homem sem caráter, do que não tem firmeza em suas ações, se diz que “fulano é fraco que só cabo de vassoura”. O leitor deve conhecer muitos cabras assim, coisa que não é, nem nunca foi novidade. Nesses casos, principalmente na ciência política, eles concorrem e vencem com vantagem de muitos corpos, os cabos de vassoura. Por outro lado, esse objeto comprido, roliço, para apoio da limpeza, tem uma serventia enorme no lar e nas ruas em mãos de donas de casa e de garis habilidosos. Para muitas mulheres, representam a primeira arma para bater no maridão, quando faz as suas gaiatices. Ainda bem que não são feitos de baraúna, angico, aroeira, pereiro...
          Entretanto, a notícia de que os presos de Santana fugiram graças a um cabo de vassoura, edifica esse objeto frágil que virou machão do dia para a noite. As fábricas de vassouras vão valorizar os seus produtos, fazendo incessante propagando das qualidades superiores dos seus cabos. “Fuja da cadeia, contando com o cabo de vassoura tal. Adquira o objeto nas melhores casas do ramo”. E assim vamos questionando sobre a eficiência do nosso sistema carcerário. E imaginando se tem um jeito para transformar a fraqueza dos homens fracos em robusto caráter do forte, destemido, eficaz arrombador de paredes, esse novo tipo que apareceu de CABO DE VASSOURA.



Link para essa postagem
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2011/10/cabo-de-vassoura.html