quarta-feira, 12 de julho de 2017

LANÇAMENTO DE LIVRO



LANÇAMENTO DE LIVRO
Clerisvaldo B. Chagas, 13 de julho de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica 1.692

Logo após os festejos de julho, Festa da Juventude e festa em homenagem à Padroeira de Santana do Ipanema, Senhora Santana, o mês de agosto reserva grande surpresa para os santanenses. Será lançado nos salões da Associação Atlética Banco do Brasil ─ AABB, o livro intitulado “230” de Clerisvaldo B. Chagas. O livro é uma homenagem aos 230 anos da fundação de Santana do Ipanema (1787-2017). O “230” conta a história iconográfica de Santana através dos seus edifícios, lugares e situações. O livro/enciclopédia é dividido em duas partes: Seção Normal e Seção Nostalgia. A Seção Normal contém 131 fotos do autor, baseadas em 2013. A Seção Nostalgia apresenta-se com 83 fotos antigas como foram encontradas em mãos de terceiros, sem nenhuma maquiagem. Todas as fotos possuem legendas indicativas, datas, e datas de captura.
Santana já ganhou a sua identidade com o “O Boi, a Bota e a Batina; História Completa de Santana do Ipanema”, que concorre em concurso estadual para sua publicação. É o maior documentário sobre Santana jamais produzido no município. Santana já ganhou o seu CPF com o livro “Ipanema, um rio macho”, num documentário único e completo sobre o rio que dá nome à cidade. Agora Santana vai ganhar o histórico dos seus prédios de tanta importância como vila e como cidade, cujas demolições originais se sucedem sem nenhum critério. Assim o livro/enciclopédia “230” será o DNA de Santana do Ipanema. Todos os livros acima são do autor Clerisvaldo B. Chagas que assim quer encerrar a longa série de documentários para dedicar-se aos seus romances. Livros inéditos: Romances do ciclo do cangaço: Deuses de Mandacaru, Fazenda Lajeado, Papo-Amarelo (mais recente) Maria Bonita, a Deusa das Caatingas (documentário), Colibris do Camoxinga (poesia), Barra do Ipanema, Um Povoado Alagoano (documentário), Repensando a Geografia de Alagoas (didático) e em formação: 100 milagres inéditos do Padre Cícero.
O livro “230” será lançado no dia 12 de agosto (sábado) véspera do Dia dos Pais. Será apresentado por mais dois escritores alagoanos com musical de dois artistas compositores e cantores. Uma noite bem sertaneja.
O lançamento será para cem pessoas, um círculo que formou parceria para possibilitar a obra. Os interessados em adquirir o “230”, poderá se inscrever sobre certas condições, com Marcello Fausto, na Escola Helena Braga, que está assessorando o autor nesta empreitada.


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terça-feira, 11 de julho de 2017

É TEMPO DE URTIGA



É TEMPO DE URTIGA
Clerisvaldo B. Chagas, 12 de julho de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.692
 
O raizeiro examina uma das 45 espécies de urtiga. Foto: (Clerisvaldo B. Chagas).
Aproveitando esse maravilhoso inverno sertanejo, é bom alertar para os que não conhecem a região e gostam de andar em trilhas a que nós chamamos veredas, varedas para os nossos roceiros. Nesta época, além de aparecer bastantes formigas pretas, surgem bandos de pequenos mosquitos de frutas e a mutuca que tem o triplo do tamanho de mosca comum. Esta costuma posar na pele provocando dor rápida e abusada. Não ataca em bandos. É individual e faz você exercitar a palma da mão tentando matá-la em qualquer parte descoberta do corpo. Os mosquitos trazem enfado e agonia, gastura, como se diz por aqui. Exigem seu deslocamento rápido do lugar. Quanto às formigas pretas, atacam ferozmente quando se coloca o pé no lugar errado.
No mato verde da caatinga, porém, o cuidado especial é com a urtiga, planta que se prolifera com facilidade e marca presença em todos os recantos. Suas folhas causam queimaduras, coceiras e agonia que levam horas para melhorar. Essas folhas são revestidas de pelos que contém ácido fórmico que produz vermelhidão e muita dor. Os coronéis costumavam punir seus desafetos com surras de urtiga, planta que se conhece desde os tempos de antes de Cristo. O leite de magnésia é recomendado para o caso de ser tocado pela planta.
Coincidindo com o tempo invernoso dos nossos sertões, recebemos como presente, o cordel sobre plantas da caatinga e suas curas, do cantor, compositor e raizeiro Ferreirinha. É um folheto de cordel longo que fala sobre outras coisas também em relação às plantas.
Mas a urtiga não é somente maldade para os passantes da caatinga. “Na medicina de ervas moderna, raiz de urtiga é usada para tratar a hipertrofia prostática benigna. Várias formas de raiz, incluindo cápsulas, extratos e chás, são tomadas para aliviar os sintomas urinários desta condição comum. Porém, novos ensaios clínicos são necessários antes que este uso possa ser amplamente recomendado e comprovado”.
Mas, independente dos conselhos médicos, raizeiros do Sertão não deixam de indicar os benefícios da urtiga, folhas ou raízes. E como já disse outras vezes, não existe um só pé de mato sertanejo que não sirva para remédio.
É a medicina popular em favor da saúde contra os altos preços das farmácias brasileiras.






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