quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

PROFESSOR CARLÃO


PROFESSOR CARLÃO
Clerisvaldo B. Chagas, 26 de dezembro de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.030

Professor Carlão. (Foto: SINTEAL).
Passei certo tempo como diretor da Escola Estadual Professor Mileno Ferreira, em Santana do Ipanema. Numa época em que a escola estava desacreditada; chamado para moralizar o estabelecimento, fomos o primeiro diretor eleito pelos diversos segmentos escolares. Todo o nosso trabalho ficou registrado particular e oficialmente. Você pode imaginar a série de trabalho própria do cargo público quando se trata de domar tantos vícios existentes. Sempre fui o primeiro a chegar e o último a sair nos três turnos oferecidos. Muita inveja e muitos passos de alguns servidores em busca de vantagens. Caso fôssemos elaborar relatório negativo, seria um triste relatório.   
Mas não resolvi falar de gente péssima, mas sim dos profissionais honestos que encontrei pela frente. Não de todos, mas, pelo menos de um deles que trabalhava nos Serviços Gerais, principalmente na limpeza. Trata-se do moreno alto e pau para toda obra, Carlos Sampaio que me ajudou espontaneamente na parte física do Colégio. Carlos Sampaio, filho do conhecido Carlos de Filemon, jamais negou ajuda ao diretor, sendo um braço forte lá dentro na sua área de trabalho. Deixei a Escola e Carlos segurou algumas oportunidades de estudos e foi aos poucos galgando degraus com seus esforços e apostas no futuro. Chegou a ser presidente local do SINTEAL, assim como fui no passado.
Aproveitando todas as oportunidades, Carlão continuou estudando. Nunca mais o havia visto, mas quando nos encontramos, foi para mim uma alegria medonha. Carlos, outrora o homem da vassoura, no momento professor, meu colega de profissão, trabalhando tranquilamente em dois municípios. Fiquei muito orgulhoso por ele e sua força de vontade em progredir. Essa homenagem à sua pessoa aproveita o final de 2018, para apontar um homem humilde, decente, que venceu graças aos seus méritos. Tenho orgulho do que passamos juntos e aponto a grande força do meu atual colega, como um exemplo de alto relevo na alma do indivíduo. Abraços, Carlos Sampaio (Carlão) por tudo que você mereceu e merece.
                                                                                                            
                                                                                  




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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

CANAGAÇO, MORTES E ENTREGAS EM ALAGOAS


CANGAÇO: MORTES E ENTREGAS EM ALAGOAS
Clerisvaldo B. Chagas, 24 de dezembro de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.029 

Para quem gosta de coisas do cangaço:

·         Entregues à polícia de Alagoas: 18.10.38. Grupo de Pancada: Pancada, Maria Jovina, Vinte e Cinco, Cobra Verde, Peitica, Vila Nova II mais Santa Cruz.
·         Em 27.12.38. Pedra Roxa, Quitéria, Velocidade e Barra de Aço.
·         Português: antes de Pedra Roxa.

 Cangaceiros mortos em Alagoas:
·         Manoel Porcino – 1922. Pedra/Piranhas.
·         Chá Preto I – 1925. Mata Grande.
·         Sabiá – 1925. Mata Grande.
·         Asa Negra – 1925. Serrote Preto (Água Branca).
·         Corró – 1925. Serrote Preto (Água Branca).
·         Curió – 1925. Serrote Preto (Água Branca).
·         Pensamento – 1927. Capim (Olivença).
·         Cirilo de Engrácia – 1934. Mata Grande.
·         Fortaleza – 1935. Fazenda Aroeira.
·         Limoeiro – 1935. Fazenda Aroeira.
·         Medalha – 1935. Fazenda Aroeira.
·         Suspeita – 1935. Fazenda Aroeira.
·         Pó Corante – 1936. Povoado Caboclo.
·         Gato – 1936. Piranhas.
·         Jararaca III. 1937. Pão de Açúcar.
·         Canário I – 1937. Margem do rio.
·         Ameaça – 1938. Região de Inhapi.
·         Eleonora – 1938. Região de Inhapi.
·         Serra Branca – 1938. Região de Inhapi.
·         Catingueira II – 1938. Região de Inhapi.
·         Pontaria – 1938. Região de Inhapi.
·         Atividade – 1938. Pão de Açúcar.
·         Português – 1939. Santana do Ipanema.
·         Pedra Roxa – Mata Grande (Natural).

CHAGAS, Clerisvaldo B. e FAUSTO, Marcello. Lampião em Alagoas. Grafmarques, Maceió, 2012. Págs. 431-432 e 455-456.
                                                                                                                                               

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