quinta-feira, 11 de março de 2021

 

CURIOSIDADES 2

Clerisvaldo B. Chagas, 12 de março de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.487


Voltamos com uma espiada nos significados de nomes de cidades nordestinas que chamam atenção. A curiosidade é ao título do município que foge ao palavreado comum. Fica a expressão estranha bem acostumada aos ouvidos dos seus habitantes, mas os de fora ficam sempre curiosos sobre a expressão diferente naquela região. Louvamos também às cidades que conservam seus topônimos, transforma-os em tradicionais e se orgulham das suas origens. Assim vamos apresentar esses nomes de cidades nordestinas que chamam atenção aos que não conhecem as origens das palavras. Escolhemos, então, municípios de três estados que são eles: Sergipe, com Gararu, Carira e Cumbe. Bahia, com Caculé e Curaçá e Piauí com Jaicós e Oeiras.

A pesquisa é superficial, podendo o amigo interessado, aprofundar as investigações que naturalmente descobrirá coisas muito mais interessantes:

Gararu – Significa curral de pedras.

Carira – Nome de mulher que chefiava uma aldeia indígena na região, denominada Mãe Carira. Entretanto, o próprio topônimo Carira, não foi encontrado.

Cumbe – Aguardente, lesma...

Caculé – Irmão mais novo, caçula.

Curaçá – Chefe indígena, paus trançados em cruz.

Jaicós – Tribo indígena, atualmente extinta.

Oeiras – do latim, refere-se às minas de ouro.

Em Alagoas também existem cidades que se encaminham para o exótico, como: Maragogi, Jaramataia, Satuba, Canapi, Inhapi, Pariconha, Traipu, Paripueira e mais algumas, mas você está tão acostumado que se exime da curiosidade. Bem assim temos denominações rurais que somente a pesquisa revelará suas raízes, assim como os sítios Malembá, Camoxinga, Remetedeira, Puxinanã, Ipueiras, Araçá e outros ainda.

Aumente seus conhecimentos.

Seja uma fonte de informações.

Mergulhe nas leituras sadias fortalecendo sua alma e fugindo do estresse da pandemia.

GARARU (Crédito: sergipeturismo,com).

 

 

 

 

 

 


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quarta-feira, 10 de março de 2021

 

GOSTA DE PRAÇA?

Clerisvaldo B. Chagas, 11 de março de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.486

 


Temos admiração por belas praças sejam do tamanho que for. Em Maceió a preferência é pelas Praça Deodoro (Centro) e Praça do Centenário (Farol). Mas, mexeram tanto na Deodoro que perdeu a graça; diferente da belezura em que ficou a Praça do Centenário que poderia ser chamada de Parque.

Em Santana do Ipanema, Sertão alagoano, a primeira praça que se tem notícia, também teve o nome de Praça do Centenário. Ainda na década de 1920, era em que Santana fora elevada à cidade surgiu esse logradouro no meio do Largo do Comércio, hoje chamado Enéas Araújo. Era apenas uma pracinha o suficiente para um obelisco e três bancos de cimento sem encosto. Mesmo naquele tempo, houve muita politicagem tendo a pracinha como epicentro.

A segunda praça de Santana do Ipanema, foi construída mais de dez anos após a Emancipação da cidade. No início dos anos trinta o dirigente Frederico Rocha construiu e inaugurou obra em frente à Matriz de Senhora Santana. Muito larga e comprida a praça quase encostava no “sobrado do meio da rua” e recebeu o título inicial de João Pessoa. Com o tempo, o nome mudou para Cel. Manoel Rodrigues da Rocha, um dos homens de maior prestígio na Rainha do Sertão, falecido em 1920. Reformada várias vezes, alcançou o seu auge de beleza nos anos 60 quando se mostrava como um verdadeiro jardim, canteiro com pequenas estacas, vigias, reservatório d’água e bancos nos mais diferentes lugares. Fotografada, circulou na Revista Cruzeiro, a mais famosa da época, em 1940.

E como dizia Castro Alves: “A praça é do povo como o céu é do condor”.

As praças apontam boas fontes de pesquisas. Placas de inaugurações, datas, valores, material utilizado no piso, nos monumentos, nomes de artesãos e estilos, preencheram revistas culturais e históricas direcionadas à Educação. Além disso têm suas plantas com variações desde as gramíneas às árvores regionais que motivam estudos mais apurados.

Praça, lugar de descanso,

Ponto de lazer.

Fonte de conhecimento.

Bem vindas as praças públicas do Brasil

 

PRAÇA DO CENTENÁRI, MACEIÓ (FOTO: B. CHAGAS).

 

 


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