sábado, 11 de setembro de 2021

 

 

 

 

 

FOI LANÇADO

Clerisvaldo B. Chagas, 13 de setembro de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.585




 

Recentemente foi pré-lançado pela prefeitura Municipal de Santana do Ipanema, juntamente com a Secretaria de Educação, o livro didático destinado aos anos finais do Curso Fundamental, intitulado: “Santana do Ipanema, Cidade da Gente”. Trata-se de um livro de Estudos Regionais elaborado entre artífices parceiros ligados à Educação e que foi impresso pela “Didáticos Editora” da capital Fortaleza.  O evento aconteceu no antigo Bairro Floresta, em uma das unidades escolares, com grande sucesso. O livro será distribuído para os alunos da Rede Municipal de Ensino, após o lançamento propriamente dito. “Santana do Ipanema, cidade da gente” é dividido em seis unidades com seus respectivos parceiros e autores: Ariselmo de Melo, Clerisvaldo B. Chagas, Ederlan da Cunha, Jicélia Gomes, Marcello Fausto, Sandra Machado e Verônica Araújo.

Coube ao escritor Clerisvaldo B. Chagas, a Unidade 3, “Lugar de Memória”.  Nela, Clerisvaldo fala dos patrimônios materiais e imateriais do seu município. Estava realmente faltando uma fonte abrangente e segura para que a nossa base estudantil pudesse levar para os anos seguintes uma gana de conhecimentos que representasse os grandes valores que estão no bojo da sua terra. Assim, a prefeitura de Santana dá um passo largo e importante à frente de inúmeros municípios brasileiros. A propósito, o livro ainda contém, Carta dos Autores, Carta da Prefeitura e Carta da Secretaria. Foi motivo de orgulho atuar nessa parceria onde constará no currículo de mais de 20 livros também o título de coparticipação em “Santana do Ipanema, cidade da gente”.

 E por falar em livros, “Canoeiros do Ipanema”, em breve será lançado nas escolas, especialmente para professores a um preço especial para os mestres. Mais uma das grandes histórias de Santana, resgatada, tendo como fonte um canoeiro com 94 anos. Por pouco a história dos nossos heróis canoeiros não se perdeu nas brumas do tempo. Bem assim foi o resgate da Igrejinha das Tocaias, história santanense do tempo da escravidão; publicada já com a segunda edição e distribuída nas escolas, onde foi trabalhada por professores e alunos. Lembramos ainda o resgate da história da Igrejinha de São João do Bairro Bebedouro. Tudo por nossa conta e risco.

CAPA DE LIVRO ‘SANTANA DO IPANEMA, TERRA DA GENTE”.

(FOTO: B. CHAGAS).

 

 


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quinta-feira, 9 de setembro de 2021

 

 

A BARREIRA DAS GARÇAS

Clerisvaldo B. Chagas, 9/10 de setembro de 2021

Escritor Símbolo do Sertão de Alagoas

Crônica:2584



Muito bonita a paisagem da margem direita do rio Ipanema vista da Praça das Artes, no Bairro São José. Para ser mais preciso, do topo da ladeira da Avenida Castelo Branco, exatamente da esquina de trabalho do artesão Roninho Ribeiro. Nessa época em que choveu bastante por aqui, vê-se a encosta no rio como se fosse uma floresta de tanto verde. A parte superior da encosta, é uma rua que vai da parte baixa do Bairro Floresta até o Hospital Clodolfo Rodrigues de Melo e segue rumo à serra e o sitio Remetedeira. A minifloresta que dá gosto de se vê, fica entre a estrada acima e o rio Ipanema. Em tempos de estio a vegetação fica mais escassa, porém, mantendo a beleza do ponto citado acima.

Quando as garças brancas do Pantanal, anualmente surgem em Santana do Ipanema, procuram aquele lugar como base de suas operações. Ocupam uma clareira existente na encosta e ali fazem o seu ninhal em torno da clareira. Logo cedo levantam voo em busca de alimentos, retornam à tardinha para o bonito espetáculo do ajuntamento com mais de mil indivíduos. São vistas pelas fazendas da vizinhança acompanhando as reses nas pastagens. Também são encontradas nos poços do rio Ipanema que surgem após as cheias grandes ou pequenas. Caçam pequenos peixes sob as águas lodosas e poluídas. Esse espetáculo pode ser visto no trecho do rio entre a barragem e o Poço das Mulheres.

Lá em cima, defronte ao Hospital, forma-se um pequeno comércio que deverá aumentar com o funcionamento também da vizinha UFAL. A tendência é que esse comércio desça à Avenida até se encontrar na parte baixa do bairro, com o outro pequeno comércio formado na divisa deste com o Bairro Domingos Acácio. A tendência, porém, do matagal que muito ajuda na respiração de Santana, o matagal da barreira, possui um futuro incerto. O povo mora em qualquer lugar e não se pode descartar essa possibilidade nem nas partes mais íngremes que margeiam o rio. De qualquer maneira, fica o registro para as mudanças do futuro e o cenário da atualidade.

Santana, progresso e porvir.

(FOTO: B. CHAGAS).


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