terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

 

PONTE – PONTE

Clerisvaldo B. Chagas, 8 de fevereiro de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.011

 



Assim como o prefeito Firmino Falcão Filho, deixou seu nome bem alto em Santana do Ipanema, ao construir a ponte Cônego Bulhões sobre a foz do riacho Camoxinga, estamos precisando de novo pensador. A redenção da cidade foi sem dúvida a construção da Ponte General Batista Tubino sobre o rio Ipanema, na região do comércio, o que elevou o nome do prefeito que conseguiu a façanha com o, então, interventor estadual. Porém, a cidade se expandiu, o trânsito ficou caótico e a nova Santana do Século XXI, necessita de pelo menos duas grandes pontes para aliviar a mobilidade urbana. Uma ligando o Bairro São Jose, na Avenida Castelo Branco, ao Bairro Floresta, ao lugar Cajarana onde se encontram o Campus da UFAL e o Hospital Regional Clodolfo Rodrigues de Melo. Um atalho de uma volta de cerca de quatro ou cinco quilômetros que se tornaria trecho de apenas 800 metros.

Por outro lado, é gritante a falta de outra ponte sobre o rio Ipanema no trecho do antigo Minuíno, rodagem velha para Olho d’Água das Flores, da Rua São Paulo com o Conjunto Eduardo Rita, famoso e tradicional trajeto das olarias. Essa realidade continua desafiando prefeitos e mais prefeitos, aguardando o dirigente premiado que um dia realizará as obras citadas, talvez em 2069, como a cidade pode crescer sem estrutura básica de mobilização?

Não estamos mais na era do carro de boi, onde tudo era devagar com os mesmos prédios, com as mesmas ruas, com os mesmos pensamentos... Estamos virando a Índia, em matéria de trânsito urbano. Projetos arrojados e vitais iriam solucionar coisas do momento e que se renovarão quando chegar o novo caos.

O fluxo viário do Oeste santanense, isto é, todo o trânsito oriundo

do Alto Sertão, em busca do hospital, poderia evitar o centro da cidade, seguindo diretamente pelo Bairro São José – Alto da Cajarana, retornando pela mesma via sem causar nenhum constrangimento no gargalo da Ponte General Batista Tubino. Não foi à toa que a Ponte Cônego Bulhões (1948-50), fez do fraco Bairro Camoxinga, uma poderosa “cidade”; que a Ponte General Batista Tubino (1969) permitiu uma nova Santana, na margem direita do rio Ipanema, antes, completamente desabitada. Passagem molhada é apenas um par de muletas; Ponte, representa duas pernas sadias para longas caminhadas.

AVENIDA CASTELO BRANCO NO BAIRRO SÃO JOSÉ, DISPONÍVEL PARA UMA PONTE ATÉ O HOSPITAL (FOTO: B. CHAGAS)

 


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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

 

FREI DAMIÃO, PRESENTE

Clerisvaldo B. Chagas, 6 de fevereiro de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.009

 



Após a passagem do primeiro santo do Nordeste, padre Cícero Romão Batista, em 1930, a nação nordestina apegou-se ao segundo santo, Frei Damião, de Bozzano. Mas a dor veio do mesmo jeito em 1997, quando da passagem do Frei.

O Nordeste aguardava, mas não resistiu a dor do falecimento de Frei Damião de Bozzano. O Santo do Nordeste vinha doente, passando quase um mês internado no Hospital Português, do Recife, por grave problema de insuficiência respiratória. O Frei italiano nascera em 5.11.1898, em Bozzano e falecera aos 99 anos de idade, em 31.05.1997.

Com a morte de Frei Damião, o presidente da república, então, Fernando Collor de Mélo, decretou luto oficial por três dias. O féretro ficou à visitação pública, durante também três dias na Basílica de Nossa Senhora da Penha dos Frades Capuchinhos, em Recife.

O sepultamento ocorreu na capela dedicada à Nossa Senhora das Graças, no Bairro do Pina, na capital pernambucana.

Santana do Ipanema chorou a morte de Frei Damião e o homenageia com uma modesta pracinha que leva seu nome e sua imagem de corpo inteiro em redoma de vidro. O local fica na confluência das Ruas Manoel Medeiros de Aquino, Delmiro Gouveia e Maria Gaia no Bairro Camoxinga. Ultimamente não existe mais a redoma de vidro e a imagem está em pedestal mais baixo do que o original, ao alcance de todos.

Informações compiladas com alterações do livro O BOI, A BOTA E A BATINA; HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO IPANEMA que será lançado no próximo mês de março em Maceió e em Santana.

Mesmo invisíveis aos encarnados, os dois santos nordestinos não deixam de trabalhar pelos que apelam para suas intervenções sobre os males terrenos.

Em Canafístula Frei Damião, as romarias parecem sem fim, bem como as romarias à Pedra do Padre Cícero, na cidade sertaneja de Dois Riachos.  E no Juazeiro do Norte, nem se fala, de multidões e multidões que chegam à cidade vindas de todas as partes de País.

A região de Alagoas é que, por certo, envia mais devotos aos principais eventos anuais ao Cariri.

 

Frei Damião continua servindo, padre Cícero nunca parou de servir.

IMAGEM DE FREI DAMIÃO (FOTO: MARLENE COSTA/LIVRO O BOI, A BOTA E A BATINA...)

 


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