domingo, 7 de abril de 2013

PRAGA DE PADRE VELHO



PRAGA DE PADRE VELHO
Clerisvaldo B. Chagas, 8 de abril de 2013
Crônica Nº 995

MACEIÓ, A CONCENTRAÇÃO DA BUROCRACIA. Foto: (Wikipédia).
     Mais uma vez lançamos um olhar para o nosso Estado e novamente nos deparamos com a má vontade. Não bastasse a greve de médicos, o Ipaseal Saúde vem recebendo muitas críticas dos seus usuários, principalmente do interior. O citado órgão, ao invés de melhorar o seu sistema de atendimento, alarga o passo para trás, fazendo inveja a caranguejo. Foi retirado o credenciamento médico no interior, nas cidades polos. Agora o precisado tem que se deslocar à capital se quiser desde uma simples consulta médica até casos graves de internamento. Quem mora nos confins de Alagoas, Delmiro, Piranhas, Penedo ou seja onde for e precisar do Ipaseal Saúde, além de se deslocar a Maceió, gasta muito dinheiro, perde tempo e leva muita maçada. Dias e mesmo semanas são necessários ao cidadão para voltar para casa. Vamos somando a despesa do transporte, ida e volta, semanas de hospedagem, lanches, ônibus e um profundo estresse. Tudo por culpa dos que estão no poder e trata o povo como lixo.
     Faz-se uma consulta normalmente, isto é, sem precisar autorização, consulta que pode ser marcada até um mês após o pedido. Ao ser atendido, o usuário vai penar também para que o órgão autorize o seu exame, o que significa outra viagem à central, só para receber o sim, que muitas vezes só é devolvido dois ou três dias depois. Ainda outra viagem até o laboratório e mais alguns dias para receber o resultado. Novo atendimento para o médico que solicitou os exames. Não é raro adiar cirurgias em cima da hora quando o prolongamento demora até demais. Como disse um cidadão de Viçosa que estava na fila do Ipaseal: “É uma fuleiragem da peste!” Os usuários da capital ainda vão se conformando com a coisa, entretanto, para quem é do interior que abandona tudo para passar semanas diante da burocracia russa e sem sentido do Ipaseal Saúde, é desesperador, humilhante e cruel. Isso deveria ser visto pelo Ministério Público como abuso de poder, constrangimento e outras coisas mais e que o estado deveria levar uns apertos fortes da Justiça independente. Mas nós estamos num estado onde os mesmos não largam o poder nem a pau e o povo não tem opção. A escolha é sempre pelo menos ruim que ao chegar ao poder fica pior do que o que estava. Existe um ódio quase centenário dos poderosos de Alagoas pelos funcionários públicos. E os sindicatos parecem que estão com a cabeça em lugares completamente diferentes do que o da defesa dos seus filiados no campo da Saúde. Até quando continuará o sofrimento do povo alagoano? Não terá limites se foi o resultado de PRAGA DE PADRE VELHO

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quarta-feira, 3 de abril de 2013

ANARQUISMO, KKKK



ANARQUISMO KKKK
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de abril de 2013.
Crônica Nº 994

PROUDHON
Quando o intelectual, no consultório médico, falou ao cliente que o Congresso é uma anarquia, lembrei-me das lições da escola.
O Anarquismo pregava a supressão de toda forma de governo. Defendia a liberdade geral. Um dos seus precursores foi Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865). Proudhon escreveu o livro “O que é a propriedade”. Fala do socialismo utópico para criticar os abusos do capitalismo e queria tudo como dádiva, amigo. Propõe cooperativa e bancos que emprestassem sem juros aos empreendimentos produtivos, além de créditos gratuitos aos trabalhadores. Propõe ainda uma sociedade sem classe, sem exploração, uma sociedade de homens livres e iguais. Defendia a destruição do estado em favor dos pequenos proprietários. Foi assim que o homem inaugurou o Anarquismo.
Mikhail Bakunin (1814-76) tornou-se líder do Anarquismo terrorista, pois apontava a violência como a única forma de se alcançar uma sociedade sem estado e sem desigualdades. Seria um mundo novo de felicidade e liberdade para os trabalhadores braçais. O homem pregava o revolucionário com o indivíduo que rompe todas as leis. Tudo o que há nesse mundo é odioso para ele. O sujeito, segundo Bakunin, tem que ser frio, deve estar disposto a morrer, resistir à tortura e deve destruir qualquer sentimento nele surgido.
Calvo como bola de sinuca, óculos, sério e muito branco, com uma famosa revista ao seu alcance, continua falando o cidadão. Nem descrevia o Anarquismo, porém, exemplificava o que estava acontecendo no País como a nova resistência que surge contra a corrupção. Manobram para que o Ministério Público não investigue a bandalheira. Não quis me meter na conversa dos dois clientes que pareciam ilustres. Logo a minha senha fala mais alto e eu passo por ambos recordando a lição de certo político raposa. Sempre que procurado por um lado e pelo outro, dava razão a ambos para ficar de bem com os dois. Caso eu dissesse, pelo menos “é isso aí”, talvez estivesse apoiando a ideia do intelectual, mas para quê? Ri por dentro, àquele riso forçado trazido dos antigos gibis: ah, ah, ah..., Logo traduzida pelo cérebro para a Cibernética: ANARQUISMO, KKKK...

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