segunda-feira, 4 de abril de 2016

FAMÍLIA CHAGAS ESCREVE O DIA

FAMÍLIA CHAGAS ESCREVE O DIA
Clerisvaldo B. Chagas,  4 de abril de 2016
Crônica N 1.506

Sábado passado, esteve reunida toda a família Chagas no lugar Sonho Verde, município litorâneo de Paripueira. Os filhos e filhas de Manoel Celestino das Chagas e Helena Braga das Chagas, estavam ali presentes marcando o dia. Espalhada pelo território alagoano, a família, a pretexto do aniversário de Ivan Chagas, chegou junta numa confraternização ímpar. Ivan, ex-bancário do Banco do Brasil, onde na repartição recebeu o apelido de Ivan Caju, foi o anfitrião naquela paisagem paradisíaca, onde havia muita música ao vivo e uma churrascada para ninguém botar defeito. ,
No Sonho Verde encontraram-se várias gerações, pais, filhos e netos entre beijos, abraços, melodias, bebidas e muitas emoções que se estenderam durante todo o dia. O abençoado encontro ocorreu mesmo na residência de Ivan Caju sob a égide dos coqueirais, da quietude, das ruas de solo original e do balanço das águas do Oceano Atlântico.
Crianças jogando bola, adultos recordando, juventude apegada às diversas páginas musicais, desenhavam o sábado escolhido para uma página histórica da família, onde as fotografias ganharam a Web com a mesma rapidez das gargalhadas e as últimas notícias de Santana do Ipanema.
Somente à noitinha, os compromissos voltaram à tona quando grande parte dos presentes retornou a Maceió. Ali, perto das águas mansas da praia de Sonho Verde, Caju completou mais um dos seus cajus. Ficou agendado o próximo encontro para o Sertão, precisamente numa chácara oliventina de um dos membros dos Chagas, ainda no início de maio. Resolvemos trocar o nelore do Litoral pelo bode sertanejo.


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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O SERTÃO AGRADECE



O SERTÃO AGRADECE
Clerisvaldo B. Chagas, 16 de fevereiro de 2016
Crônica Nº 1.505

Após quatro anos de seca, a alegria do alagoano voltou para os que vivem da Agricultura e da Pecuária numa região pouco favorável. É certo que as trovoadas sempre são esperadas entre novembro e fevereiro, principalmente para o mês de janeiro.  É ditado dos mais velhos que “as trovoadas de janeiro tardam mais não faltam”. Mas são trovoadas fortes e passageiras para juntar água para o gado e anunciar o bom inverno
Depois de vários janeiros secos e de temperaturas arrasadoras, surgiu um mês completamente diferente na capital. Um janeiro completo de chuvas quase todos os dias e mais com aspectos de tempo invernoso. Não me lembro de ter visto coisa semelhante em outras épocas.
O Sertão, como sempre, pega carona nas precipitações do Litoral e vai desenhando um quadro novo após os quatro anos de seca. Avisa que o ano será de bom inverno, deixando o homem do campo alvoroçado. Muitos se adiantam para o plantio do feijão-de-corda enquanto não chega o mês de março e sua época de semeadura. Rio Ipanema botou água, mandacaru florou, choveu no dia de São José, acabou a seca meu amigo!
Ontem à noite no Sertão o relâmpago cortou os ares sob o regougo dos trovões ameaçadores. Os mais velhos espiam o céu e sabem perfeitamente os lugares que estão recebendo chuva; um senso de orientação incrível. Vistos de Santana do Ipanema, os clarões dos ares pareciam indicar chuva na parte sul, imediações do município de Senador Rui Palmeira. Outros clarões apontavam para o Leste, bandas de Cacimbinhas ou Minador do Negrão. O certo é que em Santana chegou apenas a rebarba do grosso deixado por aí.
Mesmo assim, o Sertão permanece verde, ou mais pálido ou mais escuro, mas verde para alegrar até mesmo o badalo do sino.
Em tempos de cortesia, é praxe, ao bondoso São Pedro o Sertão agradece.


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