segunda-feira, 26 de agosto de 2019

MACEIÓ: NOSSA SENHORA DOS PRAZERES


MACEIÓ: NOSSA SENHORA DOS PRAZERES
Clerisvaldo B. Chagas, 27 de agosto de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.170
MACEIÓ. CATEDRAL. (FOTO: DIVULGAÇÃO).

Hoje estamos voltados para a nossa capital Maceió, cuja Arquidiocese comemora com festa a Padroeira Nossa Senhora dos Prazeres. Foram nove dias, desde o dia 17, de celebrações diárias em três horários com o café da manhã para os pobres. Hoje o comércio funcionará somente até às 13 horas, se engajando nas comemorações alusivas à Padroeira. “Esta terça-feira contará com quatro celebrações, uma às 6 horas; a missa solene às 9 horas; a terceira missa às 15 horas, seguida de procissão que este ano irá encerrar no Santuário da Misericórdia São João Paulo II e Ir. Dulce dos Pobres, no Dique Estrada, onde acontecerá a quarta e última Celebração Eucarística”. Segundo o Arcebispo Dom Antônio Muniz “Celebramos a festa de nossa padroeira e vamos cantar neste novenário solene as maravilhas que Deus operou em Nossa Senhora, aquela que é Bem-Aventurada porque acreditou na Palavra do Senhor”.
Vale salientar o clima para o Centenário da Arquidiocese, em 2020, este ano o tema da festa é “Sob o olhar de Maria – Com o Espírito Santo, comprometidos com a missão” que abraça também os 200 anos da Paróquia.
“Em 1850 a então capela de Nossa Senhora dos Prazeres foi demolida para dar lugar a atual Catedral Metropolitana de Maceió, fundada em 31 de dezembro de 1859. De acordo com MÉRO (1987) é conhecida como “Templo Imperial”, pois seu chão foi pisado por D. Pedro II e Dona Tereza Cristina, no dia da sua fundação. Em 22 de novembro de 1821, foi lançada a pedra fundamental para a construção da Igreja”.
Portanto, hoje é um ótimo dia para o católico adormecido voltar ao seio da Igreja e participar com amor das suas solenidades.
O imponente templo cristão estar localizado no Centro da capital e faz parte de um conjunto arquitetônico que chama atenção dos visitantes.
Parabéns ao povo católico de Alagoas.
Parabéns Maceió!


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domingo, 25 de agosto de 2019

QUILOMBOLAS



QUILOMBOLAS
Clerisvaldo B. Chagas, 26 de agosto de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.169

FOTO: (deolhonosruralistas.com.br).
Naturalmente o amigo, a amiga, já conhece a palavra quilombola. Mas, para quem não sabe, é bom lembrar que os quilombolas, eram negros escravos fugidos dos engenhos de cana-de-açúcar, das fazendas, dos garimpos que se refugiavam em grupos, nas matas. A palavra tem origem no tupi-guarani Cañybó e significa: “aquele que foge muito”. Existem mais de quinze mil comunidades quilombolas no Brasil. Interessante, porém, é que essa palavra é usada na burocracia, na papelada pelo reconhecimento, nas organizações, mas popularmente é nula ou tem pouco uso. Hoje são os remanescentes dos quilombolas que moram no campo, nos sítios ou mesmo em lugares que se tornaram povoados.
Em Alagoas, terra de Zumbi dos Palmares, eles estão espalhados por todo o território. São organizados pela Fundação Palmares e que agora estão entrando no Programa de Cisternas. Cidades do Sertão e Agreste onde existem as comunidades quilombolas serão contempladas com cisternas de placas com capacidade para 16 mil litros cada. Trata-se de um programa exclusivo para essas comunidades, para água de consumo e produção de alimentos. Segundo divulgação, 35 cidades serão contempladas com um todo de 219 mil cisternas. Os órgãos envolvidos são Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH); Ministério da Cidadania (MC); Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura de Alagoas (Seagri).
A divulgação nos permite aplaudir mais essa conquista dos descendentes quilombolas e sua central de organização. Palmeira dos Índios, Delmiro Gouveia, Olho d’Água do Casado, Estrela de Alagoas, Traipu, Craíbas e Taquarana, estão entre as 35 anunciadas. Em geral, os quilombolas de Alagoas dedicam-se à Agricultura e à Pecuária em pequenas propriedades, produzindo alimentos para eles e para nós.
A luta diária numa comunidade de descendentes, não é fácil, mas como a “união faz a força”, as lutas organizadas pelos direitos vão se materializando, nem que sejam de grão em grão.
Nada foi em vão, ZUMBI!
FOTO: (deolhonosruralistas.com.br).



  

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