segunda-feira, 9 de março de 2020

CANGAÇO: O BATALHÃO DE LUCENA


CANGAÇO: O BATALHÃO DE LUCENA
Clerisvaldo B. Chagas, 9 de março de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.270
BATALHÃO. (FOTO: B. CHAGAS/LIVRO 230).

Visitamos o 70 Batalhão de Polícia Militar “Batalhão Coronel Lucena” em Santana do Ipanema, Alagoas. Criado para combater Lampião e sua gente, teve seu título inicial como 20  Batalhão. Era o centro das operações militares contra os cangaceiros, organizado em várias forças volantes. Dali, três dessas forças acabaram definitivamente com o cangaço no Nordeste: Volantes de Aniceto, João Bezerra e Francisco Ferreira. Veja o histórico desse Batalhão após a sua saída de Santana do Ipanema e o seu retorno à “Rainha do Sertão”.
30.09.1936. Maceio (AL). É criado pelo governador Dr. Osman Loureiro de Farias, através da lei n0 1288, de 30 de setembro de 1936, o 20 Batalhão de Polícia de Alagoas, em Maceió. Seu primeiro comandante foi, então, major José Lucena de Albuquerque Maranhão.
1936. Santana do Ipanema (AL). O Batalhão é deslocado para Santana do Ipanema.
Maceió (AL). Retorna Maceió tempos depois do caso Angicos.
08.01.1961. Santana do Ipanema (AL). Retorna a Santana do Ipanema (AL).
31.07.1962. Maceió (AL). Retorna à capital.
24.031967. Maceió (AL). É transformado em 30 Batalhão de Polícia de Alagoas, com o nome de “Batalhão Coronel Lucena”.
23.10.1982. Arapiraca (AL). O 30 BPM é deslocado para Arapiraca com o busto do coronel Lucena.
1992. Arapiraca (AL). O 30 BPM é denominado “Tenente João Bezerra”.
1992. Santana do Ipanema (AL). É criado o 70 Batalhão de Polícia Militar em Santana do Ipanema, com o nome “Batalhão Coronel Lucena”. O busto de Lucena é deslocado de Arapiraca para Santana, definitivamente. (9).
* Histórico extraído do livro “Lampião em Alagoas” de Clerisvaldo B. Chagas e Marcello Fausto.








                                                                          


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sexta-feira, 6 de março de 2020

BARRA DO IPANEMA


BARRA DO IPANEMA
Clerisvaldo B. Chagas, 6 de março de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.269
ESTRADA  BATALHA - BELO MONTE (FOTO: AGÊNCIA ALAGOAS).

Acompanhando pelos noticiários o desenvolvimento do Sertão do São Francisco, voltamos a comentar sobre a estrada Batalha – Belo Monte. São 27 km de barro vermelho no belo, deserto e temeroso trecho furando a caatinga. Única estrada por terra de acesso ao monte batizado por D. Pedro II. Desde que me apaixonei pelo povoado de 500 anos, Barra do Ipanema, que procuro visitá-lo. E foi graças a ele que escrevi O CPF da minha terra com o livro “Ipanema um rio Macho”. Mesmo assim o lugar mereceu o segundo livro (ainda inédito) “Barra do Ipanema, um Povoado Alagoano”. Chegando perto da cidade de Belo Monte, entra-se à esquerda até chegar ao povoado, via de penetração dos primeiros sertanistas. Ali está a melhor praia de água doce da região e o morro-ilha com a igreja seiscentista de Nossa Senhora dos Prazeres.
Isolado em relação ao estado de Alagoas, Belo Monte aguarda ansioso o final desse isolamento. Penúltima cidade entre as 102 que ainda não tem asfalto, aguarda para os próximos noventa dias o grandioso evento que beneficiará diretamente 25 mil pessoas. Falam que 65% das obras já estão concluídas, porém, tudo indica que o piche não entrará na bifurcação rumo a Barra do Ipanema. Por ali passamos várias vezes, ladeados de caatinga bruta, por cima de jazidas de pedras artesanais. A estrada atual é muito melhor, enlarquecida, mas ainda cheia de pedrinhas, característica do relevo e do clima que esfarelam as rochas. E de Batalha a Belo Monte, com asfalto ou sem asfalto, a rodovia é denominada AL-125.
O trajeto é bonito, mas raramente habitado, não gerando confiança em quem por ali trafega. Desviando-se desse roteiro à esquerda, chega-se ao lugar denominado Telha. O povoado de duas ou três casas, é onde se encontra o canhão do rio Ipanema, simplesmente fantástico e surreal. O trecho mais belo de todos os 220 quilômetros do rio.
Com o asfalto chegando a Belo Monte e depois a Pindoba, Alagoas fechará completamente o seu circuito asfáltico em todas as suas 102 cidades.
Após o asfalto, quem sabe se não sairá o lançamento do livro “Barra do Ipanema, um Povoado Alagoano”, em sua sede Belo Monte.
Está bonito que parece u’a moça.


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