terça-feira, 23 de novembro de 2021

 

NOVAMENTE A PRAÇA DO TOCO

Clerisvaldo B. Chagas, 24 de novembro de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.618




Quando o senhor Sebastião Jiló morava ao lado da pracinha, o povo a chamava de “Praça de Sebastião Jiló”. Tempos depois, o senhor Henaldo Bulhões passou a morar na casa que antes pertencera a Jiló. Os populares, então renovarem o apelido do espaço: “Praça do Dr. Henaldo”. Ninguém nunca a chamava pelo seu verdadeiro nome de batismo: “Praça Emílio de Maia”, deputado palmeirense que muito ajudou à cidade na era de 40. Sem placa, sem incentivo escolar, já nos anos 60, 70, ninguém não sabia mais o verdadeiro nome da pracinha. Como o Dr. Henaldo Bulhões ainda mantém à residência vizinha, seu nome continuava referência do logradouro até o final do século XX. Até então era a única praça original de Santana do Ipanema. Sebastião Jiló viera da cidade de Ouro Branco e foi quem deu esse nome aquela urbe emancipada de Santana. Dr. Henaldo Bulhões fora prefeito de Santana do Ipanema.

A “Pracinha do Dr. Henaldo foi completamente descaracterizada em certa gestão passada. O nome original foi banido da História de Santana e, talvez para agradar alguém, deram novo título ao espaço reformado. Não queremos dizer que o lugar ficou mais feio. Ganhou ares modernos, simpáticos e recebeu denominação de Alberto Nepomuceno Agra. O próprio professor Alberto era contra, assim como nós, de se retirar nome de obra pública para colocar novos nomes, pois isso destrói parte da história. O povo passou a chamar o espaço de Praça do Toco porque havia sido decorada com vários deles. Resultado, nem Alberto, nem Emílio, só Praça do Toco. Santana não merecia.

Agora sai a notícia de apreensão de drogas na “Praça do Toco”, isto é, nem os órgãos informativos respeitam o nome oficial da praça. Talvez seja o caso do Ponte do Urubu que vai demorar bastante para que a população aprenda corretamente a apontar os seus logradouros públicos, principalmente os que são mais relevantes da nossa história e raiz. Inclusive, a rádio pioneira do Sertão alagoano, situada na Avenida Coronel Lucena, a Correio do Sertão, fica bem defronte a famigerada “Praça doToco” ou seja, educadamente, Praça Alberto Nepomuceno Agra.

Bons tempos quando se dizia: “Viva à Pátria e chova arroz!”

Estamos indo... Mas não para a “Praça do Toco”.

PRAÇA EMÍLIO DE MAIA EM 2013, AINDA ORIGINAL. (FOTO: B. CHAGAS/LIVRO 230)

 

 


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segunda-feira, 22 de novembro de 2021

 

SANTANA CAPITAL DO SERTÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 23 De novembro de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.617




Mais um grande empreendimento é implantado em Santana do Ipanema e desta vez por filho da terra retornando ao torrão. Demonstrando sua estrela comercial, momento em que inúmeras marcas importantes do Brasil estão escolhendo Santana como base sertaneja para suas filiais, foi inaugurado o Castillo The Bakery, no humilde Bairro São Vicente, no último sábado dia 20.  Trata-se de uma padaria em estilo europeu que é composta no caso, de padaria, confeitaria, conveniência, restaurante, quitanda, pizzaria e adega. Assim, os dois bairros, São Vicente e Lagoa do Junco, vão se agigantando e recebendo empreendimentos como o Complexo da Justiça, hotel de luxo, condomínios de alto nível, importantíssimas prestadoras de serviços, escolas, repartições públicas diversas, igrejas e pavimentações.

Prestigiando a inauguração do Castillo, diversas autoridades santanenses, entre elas a própria prefeita Christiane Bulhões, secretária de governo e ex-prefeita Renilde Bulhões, vereadores e várias outras autoridades. O empresário Carlos Rocha que também é chefe de cozinha, está investindo 1,5 milhão e que gerou mais de 10 empregos. Experiente e viajado, o empresário aposta na cidade e no Bairro São Vicente que sempre marcou o itinerário Santana – Povoado São Félix e possui um marco de passagem do século XX para o Século XXI, o belíssimo Santuário de N.S. de Guadalupe. Além do Abrigo de Idosos na mesma via vicentina. Tudo isso à margem esquerda da BR-316, saída de Santana rumo à capital.

Assim, o Bakery, funcionando das seis à meia-noite, torna-se uma poderosa opção no conceito padaria, panificação, diversifica e expande a gastronomia internacional e local na terra de Santa Ana. A priori, estamos bem servidos no ramo, notadamente pelos serviços básicos das panificações.  No Centro e nos bairros é boa a concorrência que leva sempre ao questionamento do preço e da qualidade. Boas novas no ramo são bem vindas e fazem lembrar a Padaria Royal, do saudoso Raimundo Melo, no Centro de Santana do Ipanema, uma das mais antigas da cidade. A Padaria Royal costumava brindar a sua clientela todos os finais de ano com um pão tipo Recife, em forma de jacaré.

A Capital do Sertão, merece.

(FOTO: ARMAZÉM DOS PÃES)

 

 


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