SEIS LIVROS IRÃO INOVAR Clerisvaldo B. Chagas, 9 de janeiro de 2014 Crônica Nº 1.342 Clerisvaldo lançando um dos seus livros. ...

SEIS LIVROS IRÃO INOVAR



SEIS LIVROS IRÃO INOVAR
Clerisvaldo B. Chagas, 9 de janeiro de 2014
Crônica Nº 1.342

Clerisvaldo lançando um dos seus livros.
Cansado das dificuldades encontradas para se publicar um livro, resolvi inovar. As coisas evoluíram e não podemos ficar apenas alimentando os preços estratosféricos das gráficas e editoras ou reféns das autoridades de posse da área cultural, má vontade e da verba inútil para quem tem valor.
Resolvi ir à luta de forma artesanal e repartida em tarefas para divulgar seis livros inéditos e na gaveta. Devidamente digitados, corrigidos e registrados, visamos os passos seguintes: Imprimi-los todos em impressoras comuns com tintas de qualidade e o mesmo papel usado por qualquer gráfica possante. Contratar os trabalhos de um encadernador e eis aí os livros feitos.
Anunciados, mas sempre batendo nas barreiras citadas, os seis livros hibernaram, mas virão a lume se Deus quiser, em breve. São eles Deuses de Mandacaru (romance, ciclo do cangaço); Fazenda Lajeado (romance, ciclo do cangaço); Colibris do Camoxinga, Poesia Selvagem; 228, História Iconográfica de Santana do Ipanema; O Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do Ipanema; e Maria Bonita, a Deusa das Caatingas.
Como lancei três livros de uma vez, pretendo agora lançar ao mercado os seis na mesma data. Ficarei livre para trabalhar na produção do “Padre Cícero, 100 Milagres Inéditos”, hoje, pela metade.
A qualidade dos seis livros que irão ao público, nada deverão à forma industrial. A história iconográfica apresentar-se-á tipo capa dura e de alto luxo. A História completa de Santana, juntamente com a história iconográfica, será apresentada em formato A4 e, talvez o de Maria Bonita também.
Para o livro, o Boi a Bota e a Batina... A capa em preto e branco trás desenho do artista plástico alagoano e santanense Roninho, mais foto antiga da cidade. Colibris do Camoxinga conta com a capa elaborada por outro artista consagrado, irmão do Roninho, Roberval Ribeiro. Os dois romances vêm com as capas em montagem do autor e, Maria Bonita, apresenta capa com a fotografia da personagem em preto e branco.
A nota lamentável é que a 1º edição de cada, não deverá ultrapassar os 50 livros.
Voltaremos a falar sobre esse assunto, quando os seis livros estiverem no ponto de lançamento, ocasião em que divulgaremos as suas imagens.
Vamos trabalhar.

O MATUTO DAS BANANAS Clerisvaldo B. Chagas, 8 de janeiro de 2014 Crônica Nº 1.341 Foto:( jumento e muar.blogspot.com) Qua...

O MATUTO DAS BANANAS




O MATUTO DAS BANANAS
Clerisvaldo B. Chagas, 8 de janeiro de 2014
Crônica Nº 1.341

Foto:( jumento e muar.blogspot.com)
Quando vamos tomando conhecimento do que acontece em nosso país, em todas as áreas, principalmente na Saúde e Educação, ficamos estarrecidos. É aquela senhora que tem que dá à luz nos corredores da maternidade, na calçada, no meio da rua, pela falta de assistência; é a criança que retorna da escola de barriga vazia; é o meio de transporte urbano empaiolado, sem o mínimo conforto a ninguém; é a diferença gritante entre o salário de um professor e de um vereador, um deputado, um senador e à Justiça. É o acúmulo temporal da corrupção arrancando na marra o dinheiro do contribuinte e todas as mazelas que nem cabem mais nas páginas da Imprensa. São essas coisas sufocantes e viciadas do dia a dia que fazem lembrar à safadeza da anedota.
No interior, policias fizeram um piquete na estrada contra armas de todos os tipos. (O matuto, geralmente, gosta de andar com sua faquinha de lado). Mas, os militares estavam com raiva e não deixavam passar ninguém sem a revista. No meio deles estava um soldado sádico que apreciava torturar os cidadãos mais humildes. Não ficava transeunte que não fosse revistado e arma que não fosse apreendida. De repente um caboclo tangendo um burro com uma carga de bananas também é parado. Os policiais não encontram com ele arma nenhuma. Então, o soldado maníaco, para se vingar por não ter encontrado sequer uma peixeira boa para tomar e vender adiante, procurou vingar-se do matuto. Mandou que ele tirasse as calças e passou a introduzir as bananas da carga no caboclo.
Com a atitude do soldado, o matuto ria que fazia gosto, as novas ações introdutivas do homem de farda. Ao soldado, a frustração do castigo em efeito contrário. Então a autoridade indagou ao matututo se ele era gay ou coisa semelhante que tanto ria com essa inusitada forma de tortura. Ao que o caboclo respondeu ainda quase sem conseguir parar o riso: “Não é nada disso, capitão, é que meu compadre vem aí atrás com uma carga de abacaxi”.
Ô vida marvada!
Contaram isso para o padre da freguesia. Ele não ensaiou o menor riso, mas disse, apontando o dedo para cima: “É meu filho, você tem razão, o matuto das bananas representa o POVO”.

URUBU-REI Clerisvaldo B. Chagas, 7 de janeiro de 2014 Crônica Nº 1340 No Sertão sempre observamos os urubus no céu, cujos movim...

URUBU-REI



URUBU-REI
Clerisvaldo B. Chagas, 7 de janeiro de 2014
Crônica Nº 1340

No Sertão sempre observamos os urubus no céu, cujos movimentos possuem vários significados. Um deles é a agitação do bando inteiro em fins de tarde em movimento intenso e giratório. Um belo espetáculo. Interpretamos com a certeza absoluta: “Vai chover forte”. Urubu voando muito alto, isoladamente, continuará tempo firme. Alguns urubus voando em círculo e descendo, animal ou gente morta na área.
O Sarcoramphus papa, ou simplesmente urubu-rei é diferente dos outros urubus pretos. Tem cabeça e pescoço nus, pintados de vermelho, amarelo e alaranjado.
Ele é o maior urubu de todos e também o mais colorido. O interessante é que o bicho assemelha-se ao leão nas savanas, no modo de agir. Tem um prestígio imenso em relação aos outros urubus comuns. O seu bico é muito forte, fazendo com ele consiga abrir as partes mais difíceis do alimento, coisa que os outros urubus não conseguem. Quando morre um cavalo ou um boi, por exemplo, jogados ao tempo, os urubus comuns ficam em redor do animal morto aguardando a chegada do rei. Ele chega triunfal, como o leão, abre a carcaça com seu possante bico, retira sua parte e, somente depois os súditos encostam para o nauseabundo almoço.
Quando o urubu-rei batalha e não consegue carniça, aguarda que os outros, comuns, achem-na para si. Esses outros jamais disputam com ele o alimento, aguardam pacientemente que o bicho maior se satisfaça, para comer depois os seus restos.
O urubu-rei não come apenas a carniça, mas também animais agonizantes, isto é, alimenta-se ainda de carne fresca.
A vitrina imensa e aberta do Sertão é fonte de pesquisas sem fim e aprendizados constantes.
E se formos pensando que os humans são diferentes dos bichos, estaremos enganados. É só olharmos em torno e analisarmos outros quadros além do político.
Muita gente mata e morre com ambição desmedida para se tornar URUBU-REI.