ALIVIANDO OS TRANCOS Clerisvaldo B. Chagas, 21 de setembro de 2017 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.742 MACHU PICCH...

ALIVIANDO OS TRANCOS

ALIVIANDO OS TRANCOS
Clerisvaldo B. Chagas, 21 de setembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.742

MACHU PICCHU. Foto: (mundocrux).
Como os noticiários atuais estão insuportáveis, iremos aliviar a alma  num introito ao mundo mágico entre o tempo, a fantasia e a crença. Vamos cavalgar o vento e chegar às altíssimas montanhas do Peru na lenda contada pela escritora Antonieta Dias (referência abaixo). Sendo bela e serena a narrativa, adaptamos o texto da autora.
 “Os incas diziam que o Sol era o pai dos seres humanos. E ele, o Sol, certa feita convocou o filho Manco Copac e a filha Mama Acllo para lhes dá uma tarefa: reunir as tribos e ensinar a elas a vida civilizada. O casal, então, partiu da Ilha do Sol, no lago Titicaca para cumprir a missão determinada. Manco levava um bastão de ouro e Mama um fuso de prata. Ambos cruzaram o lago em barca de ouro. O Sol havia pedido que a fixação das tribos se desse onde o bastão penetrasse fácil à terra. Isso aconteceu no vale de Cuzco, que significa “umbigo do mundo”. O bastão entrou com facilidade na terra e  desapareceu. Manco instruiu os homens no trabalho de agricultura. Mama às mulheres a fiação da tecelagem.
Os caciques quíchuas se diziam descendentes de Manco Copac e Mama Acllo. Denomiram-se incas. Existiram treze incas, a partir daí tornaram-se imperadores”.
Adaptado de: Moraes, Antonieta Dias de (org.). Contos e lendas do Peru. São Paulo: Martins Fontes, 1989. P. 23-24.
Deixando a lenda, portanto, caindo na realidade do cotidiano, os incas foram bambas na arquitetura. Desenvolveram várias construções gigantes à base de pedras como templos, casas e palácios . Chama atenção a cidade de Machu Picchu – descoberta em 1911 – que revela toda a eficiente estrutura daquela sociedade. Também a agricultura era bastante desenvolvida. Plantavam em degraus formando terraços nas inclinações das montanhas. Tinham como base o feijão, milho e batata. O milho era considerado alimento sagrado e a ele era dada toda atenção. Mas os incas também construíram canais para irrigar suas terras cultiváveis, até desviando cursos de rios para as  aldeias. Mas não somente isto, eram hábeis artesãos com o ouro, a prata, tecidos e joias. Domesticam também a lhama, alpaca e vicunha. Usaram a lhama como meio de transporte além de se utilizarem da lã, carne e leite desse animal.
Que povo formidável!





          ESTAÇÃO DA LUZ Clerisvaldo B. Chagas, 20 de setembro de 2017 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.741 ESTAÇÃO D...

ESTAÇÃO DA LUZ

          ESTAÇÃO DA LUZ
Clerisvaldo B. Chagas, 20 de setembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.741
ESTAÇÃO DA LUZ. (DIVULGAÇÃO)

Nelson Gonçalves canta o tango de Herivelton Martins e Davi Nasser:

       “Estação da Luz, depois da meia-noite
Uma tragédia em cada rosto refletida,
Dois estranhos que se afastam, a chuva cai
No silêncio da cidade adormecida”.


O tango bate bem dentro da alma da gente. Que saudade danada, que nostalgia imensa da Estação da Luz na São Paulo que eu não conheci.
É o nome de uma estação de trem da cidade de São Paulo. Ocupa um espaço de 7.500 metros quadrados no antigo Bairro Jardim da Luz. Foi projetada pelo Barão de Mauá para suceder a primeira estação datada de 1867. Sua edificação ocorreu entre os anos 1895 e 1901 com matéria-prima vinda da Inglaterra e com supervisão do engenheiro James Ford. Sua incumbência era abrigar a nova Companhia São Paulo Raiway, natural da Bretanha.  A linha que atravessava a Estação da Luz fazia o trajeto Jundiaí (interior) ao Porto de Santos (litoral) num serviço de importação de tudo que São Paulo precisava e de exportação do nosso principal produto, à época, o café.
O seu relógio era uma grande referência na magnífica construção servindo para ajustar os relógios dos transeuntes. Nada mais deslumbrante do que a Estação da Luz. Em 1946, foi vítima de um incêndio que quase a destruiu, mas foi restaurada, inclusive, nesse período teve início à decadência das ferrovias no Brasil. Hoje faz parte da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e do Metrô de São Paulo. Sua importância arquitetônica levou ao tombamento pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico – Condephaat – em 1982. Passou por várias restaurações e foi anexada ao Museu da Língua Portuguesa, fundado em 2006.
E a nossa imensa curiosidade que pouco se explica é a origem do nome Estação da Luz. O nome vem de Nossa Senhora da Luz, um dos títulos da Virgem Maria, venerada pelos fundadores do bairro.
“Antigamente um ponto de referência do dia a dia da cidade, um ponto histórico de grande importância, hoje a Estação da Luz tem a oportunidade de resgatar seu lugar como ícone urbano, junto à Pinacoteca do Estado e ao próprio Museu da Língua Portuguesa”.

Foi imortalizada na música pela voz de Nelson Gonçalves. Pesquise a letra completa e a interpretação do cantor. É DE ARREPIAR!

ASAS NO ALFABETO Clerisvaldo B. Chagas, 19 de setembro de 2017 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica 1.740 Foto: (Escola I...

ASAS NO ALFABETO

ASAS NO ALFABETO
Clerisvaldo B. Chagas, 19 de setembro de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.740

Foto: (Escola Interativa).
Você sabia que o nosso alfabeto veio de muito longe? Estamos devendo isso aos fenícios e aos gregos. Vamos a uma ideia sobe os primeiros? Os fenícios eram um povo que vivia entre montanhas do atual Líbano e o mar. Como suas terras férteis eram poucas, optaram pelo comércio navegante através do mar Mediterrâneo e conseguiram a grandeza em ambas as coisas. Para melhor se comunicar com outros povos, desenvolveram um alfabeto com 22 letras consoantes.  A este, os gregos acrescentaram as vogais. Assim o alfabeto fenício foi à base para o grego no qual se baseia o nosso. Os fenícios possuíam cidades e colônias. Destacaram-se também como artesãos em tecido, joias, perfumes, artefatos de pedra, marfim, metal e cerâmica.
Temos os fenícios ainda como inventores do vidro transparente. Possuíam cidades separadas, mas não formavam um estado. Cada cidade tinha o seu governo como Ugarit, Biblos, Beritos, Sídon e Tiro (esta muito famosa na história maçônica). Houve muita prosperidade com elas entre 1400 e 700 anos a. C. Entre suas colônias estavam Chipre, Sicília, Cádiz e Cartago (famosa pelas guerras defensivas contra os romanos). Aproveitando as poucas terras férteis, plantavam cedros (madeira de lei) e negociavam suas toras, bem como cereais, algodão e oliveiras das quais extraíam o azeite. Pelo Mediterrâneo, vendiam seus produtos, trocavam, além de comprar e vender mercadorias de outros povos; como exemplo, compravam papiro aos egípcios e vendiam aos gregos.
A palavra FENÍCIO vem de PÚRPURA, uma cor vermelho-escura, espécie de tinta extraída das glândulas de um molusco chamado múrex. A tinta era usada para tingir tecidos que tinham grande aceitação no mercado. Inclusive, no império romano a púrpura demonstrava destaque, pois era usada por elevadas autoridades.

A história dos fenícios é um compartimento da História Antiga muito agradável. Um povo que dominou a navegação e o comércio pela necessidade. Seguiram o ditado popular: “Quem não tem cão, caça com gato”. Lembra agora das origens do nosso ALFABETO? Alegria.