HOMENAGEM A ANA
Clerisvaldo B. Chagas, 23 de julho de 2013.
Crônica Nº1054

Foi há
muito,
quando o senhor Caiçara era sacristão do padre Bulhões. O Benedito Caiçara que
matou um dos irmãos Porcino, a pedrada, e o pai do futuro Lampião, em
diligência policial. O mesmo homem que se tornara, depois, auxiliar do padre,
quando aconteceu. Bulhões, adoentado, foi substituído por um colega de Viçosa
que amava o jogo de bozó. A nave repleta aguardava o início da missa, durante
noite de Senhora Santa Ana. A hora chegava e o padre não aparecia na igreja.
Mandaram o sacristão procurá-lo nas bancas de jogo que ornavam a festa.
Encontrado e alertado para a hora da missa, o vigário viciado retrucou que
estaria indo. Somente após três idas e voltas do sacristão, o padre de Viçosa,
amante dos dados, respondeu balançando e soprando os bozós para lançá-los ao
pano verde da mesinha: “Caiçara, se o
povo bem soubesse o que era u’a missa celebrada por mim e auxiliada por você,
não daria por ela destões furado!”.
Vai passando a nova edição
de festejos à padroeira; mas os quadros da Praça e do Largo do Mercado estão
registrando novas peças do folclore nordestino. A chuva compassada faz
amanhecer e os pardais danam-se numa cantoria só. Hoje é descanso do Papa, hoje
é mais um dia de HOMENAGEM A ANA.
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