terça-feira, 29 de abril de 2014

RESPOSTA BENIGNA A MACHADO RIBEIRA DO PANEMA, ROMANCE



RESPOSTA BENIGNA A MACHADO
RIBEIRA DO PANEMA, ROMANCE
Clerisvaldo B. Chagas, 29 de abril de 2014
Crônica Nº 1.177

Clerisvaldo lança seu primeiro romance em Pão de Açúcar, AL.
Há 37 anos, o escritor Luiz B. Tôrres escreveu a respeito do romance Ribeira do Panema, do escritor iniciante Clerisvaldo B. Chagas:
“Os vários aspectos da vida nordestina, principalmente aqueles vividos pela população interiorana, formam um celeiro inesgotável de material para romancistas e, sobretudo, de subsídios inestimáveis para estudiosos de sociologia. Embora muito já se tenha escrito a respeito, há lacunas a serem preenchidas. Muita coisa resta por se escrever ainda.
Se é verdade que um Graciliano Ramos, um José Lins do Rego, ou mesmo José Américo de Almeida, luminares da literatura nacional, publicaram vários livros sobre o assunto, isto, porém, não impede que outros possam fazê-lo. Não se pode encerrar a vida sertaneja entre as capas de cinco ou seis livros apenas. Está sobrando material ainda. Material inédito, capaz de encher muitos e muitos volumes, sem dúvida alguma. Aqueles escritores não esgotaram a fonte, ela está praticamente virgem e jorrando aos borbotões.
Não está saturada a temática sertaneja. Dizer o contrário, é desconhecer a visão panorâmica de uma região que abriga cerca de trinta milhões de brasileiros. Uma cidade, um povoado, ou um lugarejo, podem ter pontos coincidentes, mas cada um possui uma particularidade inconfundível, com histórias próprias e facetas distintas.
Capa de Adeilson Dantas.
Clerisvaldo Braga das Chagas, santanense de 29 anos, terceiroanista de Estudos sociais, está estreando como romance RIBEIRA DIO PANEMA. Como Agente de Coleta do IBGE, profissão que o obriga a comunicar-se com as pessoas e a inteirar-se de situações, armazenou boas estórias e tipos humanos que agora os enfeixou num romance de grande estilo. Basta dizer que o li, do começo ao fim, sem largá-lo, fascinado pelo enredo atraente e empolgado pela fidelidade com que abordou aspectos sociais do sertão.
Há de tudo no seu livro: política, sexo, folclore, sangue, desmandos e traições. Há doçura e maldade. É agressivo e romântico. Quando cheguei à última página, fiquei lamentando que o livro não se prolongasse mais. É muito bom, por isso. É preferível se deixar o leitor na ansiedade de desejar ler mais, do que se escrever demais.
Clerisvaldo Braga das Chagas atrairá muitos leitores para o seu romance de estreia. Santana do Ipanema e o estado de Alagoas serão revolucionados. Muita gente irá pretender identificar, através de suas páginas, um ex-prefeito, um político, um coronel, um grandola enfim, personagens muito bem diluídos na urdidura, do romance. Será motivo de assunto para os encontros nos bares, conversas de calçadas e também da porta da igreja. É gostoso, porque a carapuça irá ajustar-se à cabeça de muita gente. Não há mal nenhum nisto. A vida dos homens públicos pertence à história. Seus atos refletem-se na vida inteira de uma comunidade.
Da próxima vez que eu visitar Santana do Ipanema, procurarei conhecer os lugares citados por Clerisvaldo. Será um roteiro turístico que gostarei de palmilhar, sob o embalo das coisas gostosas que ele escreveu: a casa da amante do prefeito Maximino, a Rua do sebo, o Poço dos Homens e os demais recantos apresentados na ribeira do Panema. Sentar-me-ei nas areias do ‘Rio Manhoso’, sem água, no verão, mas ‘arrotando valentia’ e aliciando todos os ‘riachos para o seu cordão’, durante o inverno.
RIBEIRA DO PANEMA é um livro fadado ao sucesso, e seu autor iniciou muito bem sua carreira literária”.
Luiz B. Tôrres.





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segunda-feira, 28 de abril de 2014

JESUS E RAFAEL PARAIBANO



JESUS E RAFAEL PARAIBANO
Clerisvaldo B. Chagas, 28 de abril de 2014
Crônica Nº 1.176


“Jesus, tendo entrado em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião, fazendo-lhe esta súplica, e dizendo: ‘Senhor, o meu criado jaz em casa doente de uma paralisia, e padece muito com ela’. Respondeu-lhe então Jesus? ‘Eu irei e o curarei’. E respondendo, o centurião, disse: ‘Senhor, eu não sou digno de que entres na minha casa, porém, manda-o só com a tua palavra, e o meu criado será salvo. Pois também eu sou homem sujeito a outro, que tenho soldados às minhas ordens, e digo a um: Vai acolá e ele vai, e a outro: Vem cá e ele vem, e ao meu servo: Faze isto e ele o faz’
RAFAEL PARAIBANO DA COSTA.
E Jesus, ouvindo-o assim falar, admirou-se, e disse para os que o seguiam: ‘Em verdade vos afirmo que não achei tamanha fé em Israel’. (...) E então disse Jesus ao centurião: ‘Vai e faça-se-te segundo creste’. E naquela mesma hora ficou são o criado”.
 Dois mil anos depois, eu estava na casa do poeta-repentista e curador, Rafael Paraibano da Costa em Santana do Ipanema, Alagoas, quando surgiu um vaqueiro. Era um domingo pela manhã, quando o vaqueiro após bater à porta do poeta, disse ter vindo do município alagoano de Senador Rui Palmeira. A mando do seu patrão fazendeiro, viera pedir para que Rafael fosse até aquele município para curar uma vaca, a melhor do rebanho do fazendeiro. O animal estava caído, nem se levantava e nem queria comer a alguns poucos dias. Acontece que Rafael Paraibano, alegou que tinha compromisso naquela manhã e não poderia viajar. O vaqueiro quase fica desesperado com a resposta do curador.
Entretanto, para acalmá-lo, o famoso repentista, com os poderes que Jesus havia transmitido para seus discípulos e a outras pessoas escolhidas por gerações, precedeu como o mestre na cura do centurião romano. A diferença foi apenas na transferência da fé. O vaqueiro não pediu como o centurião havia pedido, para que ele curasse de longe, em não puder ir ao local da vítima. Mas o poeta repentista disse-lhe: “Vá e diga ao seu patrão que eu vou fazer uma cura daqui mesmo e ele não perderá a sua rês”.
O vaqueiro retornou a Senador Rui Palmeira e o curador dirigiu-se até o pequeno quintal de casa e ali iniciou a cura com riscos na terra e orações no ar.
Poucos dias após, Rafael Paraibano da Costa, recebeu um recado do fazendeiro que a vaca havia se levantado, balançado a cabeça e se dirigido à cocheira onde comeu quase sem parar. Isso, precisamente na mesma hora em que o curador iniciara a cura.
Fui testemunha de várias outras passagens, diante do que o meu sogro fazia. O poeta era um iluminado. Algo me fez lembrar hoje de JESUS E RAFAEL PARAIBANO



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