domingo, 11 de junho de 2017

NÓS E OS RIOS



NÓS E OS RIOS
Clerisvaldo B. Chagas, 12 de junho de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.681
O geógrafo B. Chagas explica  à TV Gazeta sobre o canhão formado pelo Ipanema.

 Foto: (Arquivo de Clerisvaldo).

Como nós, os rios também têm juventude, maturidade e velhice. Isso depende muito do clima onde ele se situa, relevo e tipos de rochas por onde escorrem essas águas. Denominamos a essa parte “ciclo de um rio”.
Essas etapas de vida, porém, não apresentam período de tempo bem limitado.
A juventude de um rio é uma fase caracterizada pela erosão vertical quando existe a formação inequívoca de vale. Nessa fase, o rio vai procurando escavar o leito, fazendo seu trabalho intenso de erosão. Pode-se dizer que o rio procura buscar violentamente o seu ponto de equilíbrio.
Na observação vê-se um rio em forma de garganta, terreno bastante abrupto.
A maturidade é uma fase em que o rio pratica sua erosão horizontal. Vai-se alargando em ambos os lados, formando meandros e planícies aluviais. Existe nessa fase um perfil de equilíbrio. Nesse caso, a rede hidrográfica já se encontra perfeitamente definida, podendo-se distinguir perfeitamente o rio principal dos seus afluentes e subafluentes.
A velhice de um rio mostra no geral a formação de lagoas em forma de ferradura. Nessa fase, as planícies aluviais já se encontram muito enlarguecidas. O rio, então passa a correr lentamente pela planície e os seus meandros tornam-se exagerados.
Os rios velhos e que têm lentidão de suas águas, deixam de realizar um trabalho de erosão intensa e de transporte. Assim os sedimentos se depositam em ambos os lados formando essas lagoas também chamadas de diques naturais.
Todavia, caso o volume da água aumente, o rio poderá quebrar os cordões de isolamento que causaram o fenômeno.

Assim podemos sentir a alma dos rios cujos corpos vão se assemelhando aos nossos. Não faltam motivos, então, para haver mais pesquisas misturadas à sensibilidade, ao amor à Natureza que durante milhões e milhões de anos preparou a vida para nós.






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quarta-feira, 7 de junho de 2017

VISITANDO A PRINCESA



VISITANDO A PRINCESA
Clerisvaldo B. Chagas, 7 de junho de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.680
MUSEU XUCURUS EM DIA CHUVOSO. Foto: (Clerisvaldo B. Chagas).

Levantado com o canto dos pardais e uma garoa inflexível, fomos ao café costumeiro e energético. E assim procuramos percorrer a velha estrada construída por Delmiro Gouveia até o agreste de Alagoas. Chuva normal e constante no asfalto Santana ─ Palmeira dos Índios, vai trazendo recordações dos tempos em que a estrada era de terra e nem tinha mais como passar o maquinário. Havia ainda até pouco tempo a antiga linha telegráfica margeando a rodagem, onde sempre encontrávamos passarinhos encolhidos sobre os fios. E mesmo antes de nós, podemos imaginar os primeiros caminhões que rodaram no estado trazendo coco da praia para o Sertão e retornando com cereais do interior. Transportando passageiros de carona na cabina ou na carroceria, enfrentando os atoleiros, poeiras ou catabios do estradão sem fim, eram os primeiros sinais de progresso. As comunicações mais rápidas saiam do telégrafo que também muito informava aos movimentos das tropas volantes sobre Lampião e sua caterva. E assim íamos assinalando os lugares por onde o bandido havia passado, entre Palmeira e Cacimbinhas, sua porta de saída para Pernambuco.
Em Palmeira, com o assunto livro à cabeça fomos percorrendo a cidade bem movimentada. Ali também recordávamos as inúmeras passagens que tivemos de enfrentar quando rumo a Pernambuco em busca do Curso Superior ou preliminares de Arapiraca.
Aproveitamos para umas fotos que precisávamos para a Geografia, embora duas delas pareçam cabeças de burros enterradas. A cidade sobre chuva mansa e templo nublado não rebateu a nossa vontade. Assim, aproveitando o intervalo dos negócios conseguimos as fotos tão desejadas. Elas estão na Internet, mas são fotos alheias e não nos interessavam. Chegamos até o museu Xucurus e registramos a máquina do trem, exposta defronte, na praça. Fotografamos o centro da cidade para a encaixarmos entre as treze cidades alagoanas que mais se destacam atualmente. E lá na Praça do Açude usamos toda a nossa perícia para um belo cenário no açude do Goiti. Uma perfeição, coisa de profissional.
Faltava, porém, o quase inalcançável serrote do Vento, a três quilômetros de Estrela. Mais uma das outras tentativas frustradas. Conseguimos com a máquina trazê-lo para a BR-316, mas estava encoberto pela névoa. Belo, mas não serve ao nosso intento. Fico devendo o serrote do Vento e o serrote do Cedro, seu vizinho, à parte física da querida matéria.
Espero poder pesquisar mais na “Princesa do Sertão” do Mestre Graça.




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