quinta-feira, 13 de julho de 2017

O REGIONALISMO SIBITE
Clerisvaldo B. Chagas, 14 de julho de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.694

SIBITE. (Paulo Dias).
Sempre procuramos encaixar nossas palavras, termos, frases sertanejas nordestinas em nossos escritos. Propositadamente. Sertanejo não diz umbu, fala imbu. Não pronuncia lajedo e sim lajeiro e assim por diante. Muitos cabras bestas do sertão depois que usam a primeira gravata ficam até negando as origens e falando “heresias”. E para aqueles que negam e renegam suas raízes, nunca a eles dei o valor de uma cuia furada. Mas deixemos isso para lá porque a conduta de cada um vai sendo olhada, censurada, julgada ou aplaudida. E dentro das origens ouvia na minha região – quando a criança crescida perturbava, se exibia – do mais velho perdendo a paciência Deixe de ser sibite, menino!”.
Percorrendo ontem a estrada sertão de Alagoas – Maceió, pela BR-316, íamos apreciando as paisagens sertão, agreste, mata e litoral como se fossem uma só. Um paraíso na Terra como fala certos trechos religiosos e diligentes com as coisas benfazejas da Natureza. E julho que virou junho proporcionava uma viagem tipo turística: açudes, barragens, barreiros... Superfícies lisas e brilhantes tais espelhos grandiosos. Chuvas alternando entre fracas e fortes aguavam o trecho já encharcado dos sítios rendilhando o visual das serranias. O Ipanema, o Gravatá, Dois Riachos, Traipu, estão murmurando, cheios danados, levando os alimentos da terra para o mar. E o carro rodando, rodando, rodando pelo pretume do asfalto onde outrora era somente lama ou poeira.
Em Maceió, capital surgida lá pelos cinco horas da tarde, somos recebidos pelo canto fino, repetitivo e ligeiro de alguns pássaros. Digo que sempre fiquei curioso para saber o nome da ave que invariavelmente aparece acompanhada por outras à tardinha no lugar onde me hospedo. São dois tipos de pássaros, mas o outro é o nosso bem-te-vi sertanejo existente também pelas grotas verdes de Maceió. E depois de mais de ano querendo saber, o cidadão ao lado diz: “Esse pássaro é bem pequeno e aqui é chamado de Sibite. Muita gente cria o Sibite que é danadinho de cantador”. Admirei-me por duas coisas: o sibite dos mais velhos no meu sertão, onde nuca havia ouvido falar em passarinho com esse nome. E olhe que eu conheço denominações a granel. E a outra foi em pensar como é que pode uma pessoa gostar desse tipo de canto do Sibite, a ponto de retirá-lo da Natureza e jogá-lo na gaiola.

Sei não. Mas todos têm razão e é melhor respeitar tanto o mais quieto ao mais sibite.

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quarta-feira, 12 de julho de 2017

LANÇAMENTO DE LIVRO



LANÇAMENTO DE LIVRO
Clerisvaldo B. Chagas, 13 de julho de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica 1.692

Logo após os festejos de julho, Festa da Juventude e festa em homenagem à Padroeira de Santana do Ipanema, Senhora Santana, o mês de agosto reserva grande surpresa para os santanenses. Será lançado nos salões da Associação Atlética Banco do Brasil ─ AABB, o livro intitulado “230” de Clerisvaldo B. Chagas. O livro é uma homenagem aos 230 anos da fundação de Santana do Ipanema (1787-2017). O “230” conta a história iconográfica de Santana através dos seus edifícios, lugares e situações. O livro/enciclopédia é dividido em duas partes: Seção Normal e Seção Nostalgia. A Seção Normal contém 131 fotos do autor, baseadas em 2013. A Seção Nostalgia apresenta-se com 83 fotos antigas como foram encontradas em mãos de terceiros, sem nenhuma maquiagem. Todas as fotos possuem legendas indicativas, datas, e datas de captura.
Santana já ganhou a sua identidade com o “O Boi, a Bota e a Batina; História Completa de Santana do Ipanema”, que concorre em concurso estadual para sua publicação. É o maior documentário sobre Santana jamais produzido no município. Santana já ganhou o seu CPF com o livro “Ipanema, um rio macho”, num documentário único e completo sobre o rio que dá nome à cidade. Agora Santana vai ganhar o histórico dos seus prédios de tanta importância como vila e como cidade, cujas demolições originais se sucedem sem nenhum critério. Assim o livro/enciclopédia “230” será o DNA de Santana do Ipanema. Todos os livros acima são do autor Clerisvaldo B. Chagas que assim quer encerrar a longa série de documentários para dedicar-se aos seus romances. Livros inéditos: Romances do ciclo do cangaço: Deuses de Mandacaru, Fazenda Lajeado, Papo-Amarelo (mais recente) Maria Bonita, a Deusa das Caatingas (documentário), Colibris do Camoxinga (poesia), Barra do Ipanema, Um Povoado Alagoano (documentário), Repensando a Geografia de Alagoas (didático) e em formação: 100 milagres inéditos do Padre Cícero.
O livro “230” será lançado no dia 12 de agosto (sábado) véspera do Dia dos Pais. Será apresentado por mais dois escritores alagoanos com musical de dois artistas compositores e cantores. Uma noite bem sertaneja.
O lançamento será para cem pessoas, um círculo que formou parceria para possibilitar a obra. Os interessados em adquirir o “230”, poderá se inscrever sobre certas condições, com Marcello Fausto, na Escola Helena Braga, que está assessorando o autor nesta empreitada.


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