O MISTÉRIO DO CAMPO Clerisvaldo B. Chagas, 2 de novembro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3496   Tentando re...

 

O MISTÉRIO DO CAMPO

Clerisvaldo B. Chagas, 2 de novembro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3496

 



Tentando resolver o mistério do ano exato em que foi construído o Campo de Pouso de Santana do Ipanema, reviramos “céus e terra” numa pesquisa feroz. Descobrimos muitas coisas a respeito de DNOCS, Aviação brasileira e a alagoana e muito mais, porém, não conseguimos encontrar o ano exato da construção do campo, chamado popularmente de Campo de aviação. Só nos resta agora duas fontes ainda a pesquisar. A própria central do DNOCS em Alagoas  que fica atualmente em Palmeira do Índios e os arquivos da prefeitura local, referente as gestões entre 1940 e 1945. O meu informante de memória privilegiada com seus 85 anos, confundiu datas antigas e deu como a construção do campo, entre 1960 e 1962.

Ora se em 1945, crônicas e conversas da época já mencionavam o campo, não poderia ter sido na década de 60.

Lembra o informante, porém que havia  antes, um Campo de Pouso natural que era na região rural do sítio Barroso, a cerca de três quilômetros do Centro da cidade, em direção Norte. Já alcancei aquele trecho plano que só uma mesa, mas como pista de corrida de cavalo. Alguns anos atrás, o trecho plano do sítio Barroso, deu abrigo a construção de um cemitério, há pouco ampliado e que recebeu o  nome de Cemitério São José. Muitos preferem chamá-lo de Cemitério do Barroso. Eu desconhecia essa função ali de campo de aviação. E tanto o campo de pouso natural, quanto o construído, depois, teria a função de receber aviões tipo Teco-Teco. A inciativa de construir esses campos foi do governo central.

Lembro-me ainda, eu e outros adolescentes correndo da cidade em direção ao Campo de Pouso – Campo de Aviação –  para vermos  de perto um avião vermelho, tipo teco-teco, que sobrevoara  Santana e tudo indicava que teria ido para o campo. Sim, chegamos a tempo. O bicho estava parado no meio da pista e não havia ninguém por perto. Ficamos ali diante do aparelho aéreo, olhando-o de todos os ângulos, mas sem tocar no transporte com algum receio. Matamos a nossa  curiosidade, retornamos a pé os três quilômetros percorridos antes. Isso foi no ano de 1960. Agora vamos, por esses dias tentar o  arquivos oficiais da prefeitura, entre 1940 e 1945.

CAMPO DE AVIAÇÃO DE  SANTANA DO IPANEMA.

  DIA NACIONAL DO LIVRO Clerisvaldo B. Chagas, 30 de outubro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3494   Ontem, Di...

 

DIA NACIONAL DO LIVRO

Clerisvaldo B. Chagas, 30 de outubro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3494



 

Ontem, Dia Nacional do Livro. A data comemora a criação da Biblioteca Nacional do Brasil, fundada em 29 de outubro de 1810. O marco ocorreu quando a Real Biblioteca Portuguesa, foi transferida para o Rio de  Janeiro com a chegada da família Real ao país. A comitiva trouxe cerca de 60 mil itens, entre livros, manuscritos  e mais. Sabemos que é praticamente impossível lembrar de tantas e tantas data comemorativas no Brasil, mas também é bom refrescar a memória lembrando algumas datas que nos interessa de perto, principalmente se for relativa a nossa área de atividades. Acontece que estamos tão mergulhados no cotidiano da vida particular que não temos tempo  mais para nada, a não ser espiar fofocas, mentiras e putarias do celular.

Quando eu era criança, meu pai já nos indicava o livro como a verdadeira segurança para o futuro. Assim também lia no romance CURRAL NOVO, do escritor palmeirense Adalberon Cavalcanti Lins, meu mestre romancista, em personagem do livro, explicando isso.  Montar no livro para cavalgar no futuro. Infelizmente ainda tem pais que prefere incentivar o filho com armas e violência, no lugar da verdadeira educação. Não é pouca gente que recusa comprar um ótimo livro para utilizar o dinheiro em  coisas absolutamente inúteis.

Pessoas existem que jamais pensaram em dar um livro de presente a um genro, a um filho, a uma nora, a um neto, a um amigo... A coisa poderia te sido bem mais fácil para a caminhada na vida, através do apoio do amigo livro, ao lado.

Mesmo assim o Sol continua brilhando para todos, mesmo com desculpas verdadeiras ou esfarrapadas dos viventes. Ontem mesmo recebi um exemplar do primeiro livro de um autor com mais de 70 anos. Tive a imensa satisfação de ter sido o prefaciador do livro. Pode até ter encolhido  à procura pelas bibliotecas, mas elas continuam  com os faróis acesos aos navegantes. Foi um dos feitos maravilhosos que D. João VI fez pelo Brasil. E ressalto aqui os efeitos extraordinários que a Biblioteca Pública de Santana do Ipanema exerceu na minha trajetória. Outro fato importantíssimo será o encontro do dia 6 de novembro com mais de 200 alunos com suas criatividades culturais. Nem tudo está perdido.

DIA DO LIVRO.

  DEILDO E SEUS FLAGANTES Clerisvaldo B. Chagas, 38/29 de outubro de 2026. Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3494   Aca...

 

DEILDO E SEUS FLAGANTES

Clerisvaldo B. Chagas, 38/29 de outubro de 2026.

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3494

 



Acabo de receber um exemplar do primeiro livro publicado pelo amigo, médico veterinário, Deildo Estevam Soares. Morando atualmente em Garanhuns, Deildo resolvera escreve um livro contado suas observações humorísticas ao longo de sua profícua profissão na área da veterinária. Inspirado pelas constantes leituras da revista americana “Seleções, Flagrantes da vida real”, intitulou sua obra de inúmeras historietas humorísticas de FLAGANTES DA VIDA REAL, uma homenagem à fonte de suas inspirações.  Não satisfeito com suas proezas, Deildo anexou à sua obra, um prefácio da nossa autoria, “mexeu nos  pauzinhos” e conseguiu publicar o seu prazeroso livro. Não quis uma publicação formal de lançamento, mas o livro está na praça, circulando com êxito entre amigos, ex-colegas e o povão que se diverte com os Flagrantes.

Além do elaborado conteúdo, a capa, tanto a parte da frente quanto a de trás me deixou impressionado, pela beleza e criatividade positiva da arte, regada a IA. É pena no momento está sem a rede amiga, onde se pode lê com tranquilidade e ri sem ser incomodado, para a leitura das presepadas contadas por Deildo Estevam. Vamos aguardar para ver se o novel escritor cria entusiasmo para  continuar a nos deleitar com outas obras frutos da sua caminhada pelos sertões nordestinos  de Meu Deus. Sem dúvida nenhuma vamos repassando de boca em boca o presente virtuoso do amigo. Nos tempos  em que estamos vivendo, é preciso conteúdos semelhantes para nos retirar da sisudez dos dias.