SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
GEOGRAFIA OXENTE (Clerisvaldo B. Chagas. 23.9.2009 Para os (as) colegas professores de Geografia, em especial a José Arnaldo, a Rosâ...
GEOGRAFIA OXENTE
(Clerisvaldo B. Chagas. 23.9.2009
Para os (as) colegas professores de Geografia, em especial a José Arnaldo, a Rosângela, a Hélia e a Geraldo “Maleta” (In memoriam).
Nos últimos anos a Geografia, matéria de ensino e ciência, tem deixado os professores ressabiados. Pelos novos conteúdos, pela complexidade, pelos novos avanços epistemológicos e até pela individualidade dos autores, ficou difícil cada vez mais dominar essa matéria. É certo que não se pode entender um Estado sem território, sem fronteiras, mas também a sociedade sem território. Cada vez mais, entretanto, os livros engrossam no conteúdo com muitas “abobrinhas” e vintenas de páginas inúteis para mestres e alunos. Os conteúdos divisórios do Fundamental e Médio não são claros nem objetivos. Quando é dividida a lógica da sequência, não corresponde. A definição clara de domínio da Geografia, nunca aparece em série alguma. Para o Curso Médio muitas vezes é apresentado volume único. Sem divisória interna, o compêndio dificulta o bom ensino para veteranos quanto mais para novatos. A Geografia do Brasil se dilui na Geografia Geral e nem uma coisa nem outra. Parece até que os responsáveis não querem que o aluno aprenda tanto a Geografia quanto a História do Brasil. Nesta, são omitidos importantíssimos episódios da história brasileira. Na Geografia é capado o esquema básico objeto da matéria. Por outro ângulo, surgem “defeitos” na confecção dos livros que acompanham o samba da loucura. Páginas coloridas idênticas às cores das letras; letras reduzidíssimas para olho biônico que levam à irritação constante dos pesquisadores. Em alguns deles, tem-se a impressão de que os donos estão muito mais preocupados em demonstrar conhecimento de que em transmiti-los didaticamente.
Lecionar Geografia, hoje, é um perigo constante para o mestre — não pelas novidades dos conteúdos e atualizações de rotina — que se perde na falta de clareza. Não existe mais satisfação no aprender. O que vale agora é a obrigação de cumprir a meta escolar, tornada cada vez mais dificultosa. A Geografia vai perdendo o encanto, a magia, o êxtase de ser apreciada. Cursos de capacitação ainda são oferecidos. Não raras vezes os contratados são fracos como cabos de vassoura, causando irritação nos dentes de quem os escuta. Ninguém pode entender o mundo se não o conhece. A Geografia veio justamente para mostrar esse caminho. Mas olhando do jeito que está o que vem de cima, com certeza não é água líquida, é saraivada de granizo na cabeça de quem vive da sala de aula. Veja esse trecho, a fonte é tão pequena que nem a lupa decifra: “(...) a construção dos fundamentos epistêmicos necessários à consolidação de sua cientificidade; a definição e a clareza do seu objeto de estudos; e o papel do sujeito desta ciência, capaz de desvelar a organização espacial e suas relações (...). Entendeu?
Minha eterna, querida e encantadora Geografia organizada, não aguento mais a burocracia da besteira. Após a chegada da sua prima, A GEOGRAFIA OXENTE, digo como a juventude: FUI.
CHEGOU A PRIMAVERA (Clerisvaldo B. Chagas. 22.9.2009) Hoje , 22 de setembro, tem início a tão esperada estação da primavera. No decorrer do ...
O ASA MERECE (Clerisvaldo Br. Chagas. 21.9.2009) Não cremos que tenha ficado algum desportista torcendo contra o ASA na tarde do úl...
O ASA MERECE
(Clerisvaldo Br. Chagas. 21.9.2009)
Não cremos que tenha ficado algum desportista torcendo contra o ASA na tarde do último sábado. Estamos falando de todos os simpatizantes do CSA, CRB, Ipanema, CSE e dos demais times do estado. Para falar a verdade, não temos tido muita sorte em campeonatos nacionais há bastante tempo. Em Alagoas prevalece a garra e os gritos das fiéis torcidas, mas quando chegam à hora da onça beber água, os times alagoanos não vão muito longe nesses embates. Ultimamente, ou a capital perdeu seu futebol ou o interior encontrou o dele. Mas isso é uma questão interna que fica para ser discutida entre os aficionados, os entendidos, os burocratas. Saindo desse pedaço amargo do esporte, o ASA proporcionou a sua cidade e ao estado, uma alegria imensa, mesmo tendo perdido as duas últimas partidas de série “C”. Diante de tantas coisas negativas que tomam o nosso tempo do cotidiano, o time arapiraquense veio como uma espécie de salvação para bem representar o nosso futebol. Não era mesmo fácil derrotar o América lá dentro da própria Minas Gerais — unidade da federação que marcha na linha de frente do futebol brasileiro. Ganhar com diferença de três gols, também não era coisa impossível, mas pelo menos fantástica, não tenhamos dúvidas. Contudo, o representante alagoano não se intimidou com a derrota em casa e se não conseguiu dar o troco na capital mineira, caiu de pé numa luta aguerrida e digna da sua posição. No momento em que todos os outros clubes estão parados, o conjunto teria que se voltar para o representante único da Terra dos Marechais. Temos certeza de que a torcida alagoana estava em peso torcendo pelo ASA, que naquele momento era um pouquinho de cada uma das nossas cores. O jogo do estádio Independência não garantiu o mérito da vitória, mas garantiu a invejável posição de vice da série “C”. Certo que a festa poderia ter sido bem maior, mas a posição inédita final honrou a sua torcida principalmente aos que se multiplicam em dez torcendo pelo seu partido. Graças ao ASA de Arapiraca, ficam garantidas outras tardes e noites em 2010, certamente recheadas de lazer, esperança e vibrações no campeonato da série “B”. Não ficamos sem representantes. Temos certeza de que a cidade do Agreste está orgulhosa dos feitos do técnico Vica e seus comandados.
Enquanto isso esperamos que esse exemplo positivo e altamente gratificante, tenha efeito bombástico em cada cidade que disputa a primeira divisão alagoana. Talvez mudanças profundas aconteçam no futebol da terra, primordialmente no pensamento dos cartolas. O ASA acaba de dar um presentão a esse estado tão sofrido que pelo menos já pode sonhar com a bola em 2010. Quantas e quantas vezes ouvimos os torcedores arapiraquenses desanimados com seu time! Dando uma volta por cima de todos os obstáculos, está aí o vice do Agreste cheio de moral, proporcionando os festejos da galera. Pelo que sofreu e batalhou esse grupo guerreiro, os alagoanos podem gritar forte nos quatro cantos do estado: O ASA MERECE!

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.