OS CABELOS DE OBAMA (Clerisvaldo B. Chagas. 2.6.2010) O mundo velho sem porteiras está desmantelado mesmo. Parece até o poço de petróleo do...

OS CABELOS DE OBAMA

OS CABELOS DE OBAMA
(Clerisvaldo B. Chagas. 2.6.2010)
O mundo velho sem porteiras está desmantelado mesmo. Parece até o poço de petróleo do golfo, quanto mais tentam um tapume mais ele jorra. País pequeno, simpático e desenvolvido, Israel sempre foi aliado dos americanos. Trata-se de uma antiga fórmula de simbiose. Por seu lado, para se proteger contra todas as nações árabes da região; pela banda americana, um apoio geográfico, político, estratégico, militar e de espionagem eficiente. Os sucessivos erros israelenses, sempre arrebanharam os afagos americanos para os cabelos de Davi. Vai ficando claro que o país judeu, imaginando ser invencível, fala em paz, porém, reluta em devolver as três anexações de territórios, feitas durante a guerra com a vizinhança. Tem o seu padrinho forte que bate nos outros, mas beija a face nefasta das suas ações. Israel tem ido longe demais e irrita o mundo com suas paranoias defensivas. O ataque inconsequente aos barcos de ajuda humanitária aos palestinos iguala a nação israelense a qualquer outra que não segue as leis internacionais. Para se considerar povo escolhido de Deus, como fala a Bíblia do Antigo Testamento, falta muito para seguir os ensinamentos sagrados. E Israel vai ficando como seu povo de antes, nos quarenta anos de travessia pelo deserto, coração endurecido. E se essa nação deu tanto trabalho ao Senhor e recebeu a mesma quantidade de castigos, imaginemos, então, suas ações contra outros pobres mortais. “Povo de cerviz dura!”, dizia o próprio Deus. E como fala uma das parábolas de Jesus, com outras frases, na prisão você pede misericórdia, mas ao sair, não se mostra misericordioso com os seus devedores.
Do ato israelense, desastrado, desproporcional e covarde, gerou veementes protestos no mundo inteiro. Mesmo assim, os Estados Unidos, padrastos dos outros, colocaram panos quentes no predileto do Oriente Próximo. E Obama que tem a boca grande para o Iraque, Irã, Coreia do Norte, tapa os ouvidos ao clamor mundial e acha que o melhor a fazer, é nada fazer. O nariz de Pinóquio de Israel não deixa Barack lhe puxar as orelhas. Num curto espaço de tempo para fortes decisões contra o Irã e Coreia, os Estados Unidos recebem um presente bombástico do amigo. O mundo está muito perigoso. É que as ilusões das armas continuam prevalecendo sobre o direito, a diplomacia e a capacidade de reconhecer povos de outras nações como irmãos de um mesmo criador. A Terra não aguenta mais tantas agressões insistentes dos terráqueos que não atentam para a destruição total.
Enquanto isso vamos vivendo entre os espíritos belicistas mal dirigidos dos Bush, das Hillary, da besta careta e dos filmes fantasmagóricos de Irã, Afeganistão, Coreia... Iraque. E como os Estados Unidos estão em todas as encrencas do planeta Terra, ganham em dobro responsabilidades como essa do seu parceiro do mar Mediterrâneo. Juntam-se problemas externos e internos no chapéu do Tio Sam e vão ficando cada vez mais brancos OS CABELOS DE OBAMA.

DETALHANDO A HISTÓRIA (Clerisvaldo B. Chagas. 1º. 5. 2010) Para jovens pesquisadores Rio s e riachos do Sertão começaram a engolir areia há ...

DETALHANDO A HISTÓRIA

DETALHANDO A HISTÓRIA
(Clerisvaldo B. Chagas. 1º. 5. 2010)
Para jovens pesquisadores
Rios e riachos do Sertão começaram a engolir areia há bastante tempo. Nos meados do século XX, o assoreamento no rio Ipanema já era uma penosa realidade. Mostrava que o desmatamento da bacia hidrográfica, principalmente no vizinho estado de Pernambuco, contribuía de forma cruel para a perda de terras férteis. No trecho urbano de Santana, a aluvião amontoava-se às margens, formava ilhas, dividia o rio em braços tortuosos. Foi assim que o Panema aterrou toda a barragem construída na periferia, ao lado da BR-316. Naquela época as estações do ano ainda eram regulares, o que fazia prevalecer à experiência dos mais velhos sobre um possível bom, ruim ou nenhum inverno. Essas experiências baseavam-se no comportamento de plantas, animais, demonstrações no Sol, na Lua, nas estrelas e nas cheias do rio Ipanema, além de outras fontes.
Com as cheias regulares, as águas do Ipanema iam trazendo e depositando as toneladas de terra, como foi dito acima. A enchente de 1941 ─ a mais famosa de todas ─ chegou a lamber o prédio da perfuratriz. Outras cheias sucessivas formaram com a aluvião, um terreno mais alto entre a perfuratriz e a conhecida pedra do sapo, na metade da largura. Como o Ipanema passou dezenas de anos sem conseguir subir o elevado, o senhor Otávio “Marchante” (torcedor número um do time com o mesmo nome do rio) cercou a área e depois vendeu para o senhor Euclides José dos Santos. O senhor Euclides, ali vizinho construiu uma rua estreita para alugar pequenas casas às pessoas mais pobres. Depois ele mesmo denominou a via de: Rua da Praia, cujo nome chegou aos nossos dias.
Alguns benefícios naquela área de extrema pobreza foram feitos tal o calçamento, durante uma das administrações do prefeito Paulo Ferreira. Um campo de futebol, gramado e cercado por árvores frondosas, também foi construído por um dos filhos de José dos Santos, ex-bancário Luís Euclides. Fundada ainda uma pequena igreja no local da antiga perfuratriz e mais uma associação comunitária, para atender aos moradores daquela região. Para o visitante, logo se destaca um prédio moderno e de 1º andar onde funciona a sede de luta dos seus associados e da comunidade local. Sempre que o rio Ipanema surge trazendo grande volume d’água, o campo de futebol (cujo terreno é mais baixo) fica completamente inundado. As águas ameaçam a Rua da Praia, mas a comunidade fica vigilante para evitar surpresas. Bem perto desse local, a prefeitura resolveu implantar um centro de saúde em avenida larga que se inicia à Rua São Pedro, indo até a margem do rio. Mais uma vitória da localidade resistente. É sempre um prazer encontrar progresso onde antes nem o mínimo existia.
Temos intenção ainda de falarmos sobre a vizinhança da Rua da Praia e seus personagens dos anos cinquenta. Quem sabe, na próxima crônica, mais material para pesquisadores sobre Santana. Enquanto a narrativa completa sobre o município não sai, vamos por outra vertente DETALHANDO A HISTÓRIA.

ESPONJA DE LIMPEZA (Clerisvaldo B. Chagas. 31.5.2010) E o mundo inteiro que dava às costas ao continente africano, vira de frente para a Áf...

ESPONJA DE LIMPEZA

ESPONJA DE LIMPEZA
(Clerisvaldo B. Chagas. 31.5.2010)
E o mundo inteiro que dava às costas ao continente africano, vira de frente para a África do Sul. Mesmo assim ainda tem gente que não acredita no milagre da bola. Sendo o planeta quase redondo, não é de admirar que uma esfera de couro permita movimentar milhares e milhares de empregos diretos e indiretos em todos os recantos da Terra. E na continuidade das lutas contra xenofobia e descriminação racial, surge o futebol como aglutinador dos povos, com atrativo único. O amor nacionalista, as vibrações da cores flamulares, o orgulho do sucesso no palco global, fazem desses animais bípedes seres racionais diante de eventos importantes como a copa na extremidade africana. Juntam-se as frustrações, as alegrias, as esperanças na mesma mala de embarque para um porvir onde outrora somente lágrimas brotavam.
Torçamos para que, após a copa do mundo, as coisas melhorem para aquele continente marginalizado que representa um mosaico com cerca de cinquenta e três países. Numa visão imediata o visitante, além dos estádios da África do Sul, poderá se inserir em outras atrações da terra. Cidade do Cabo, com uma população em torno de 2,5 milhões, representa o antigo Cabo da Boa Esperança dos nossos velhos estudos de Admissão. Último ponto do continente africano, passagem para as Índias, descoberto por Bartolomeu Dias em 1488; hoje sede do poder Legislativo. Pretória, sede do governo. Bloemfontein, sede do Judiciário. Os torcedores estarão no país de três capitais, o mais industrializado do continente e o primeiro lugar em reservas de ouro, manganês, platina e cromo. O segundo lugar em diamantes. Atrações de parques repletos de animais selvagens, posição geográfica, histórico de resistência do famoso bairro de Soweto das lutas contra Apartheid. Quem tiver sorte, poderá apertar a mão de um dos maiores homens dos últimos tempos, o herói Nelson Mandela, mito mundial.
A bola irá rolar nos campos, mas já vem rolando em outros lugares; por sua causa, centenas de milhares de trabalhos existem nas mais diferentes áreas de negócios do planeta. As armas separam e o esporte une os povos. Pena que cheguem ainda a esta dimensão, espíritos rancorosos de velhos generais do passado. Cérebros doentios que atuam em corpos humanos como robôs voltados à destruição. São como vulcões, tempestades, tormentas, montados em duas pernas, parecidos aos bons. Espíritos encarnados, tronchos para o mal que só compreendem os painéis draculistas de seus instintos bestiais. Estão eles a cumprir o ódio avassalador trazido das trevas que só reconhece o sistema da valentia. Nem o futebol ─ poderoso e magistral balé ─ consegue desviar as mentes sujas dos hematófagos.
É bom que a copa venha em breve, felizmente como ESPONJA DE LIMPEZA.