IPANEMA/CAMOXINGA Clerisvaldo B. Chagas, 27 de março de 2020 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.282 IPANEMA, SERENO....

IPANEMA/CAMOXINGA



IPANEMA/CAMOXINGA
Clerisvaldo B. Chagas, 27 de março de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.282
IPANEMA, SERENO. (FOTO: JEANE CHAGAS).

Aproveitamos a foto artística, serena e histórica de Jeane Chagas, num belíssimo flagrante do Ipanema cheio. Fotografia tão diferente de dezenas de fotos e vídeos sobre o impacto das águas do riacho Camoxinga. Muitos desses vídeos foram editados, sem explicações nenhuma, movidos apenas pelo sensacionalismo, fazendo com que os santanenses que estão fora, entrassem em pânico pensando eles que Santana estava submersa pelas águas do rio Ipanema.
O rio Ipanema tem largura suficiente para absorver qualquer grande cheia como já aconteceram desde o século XIX. Fora o turbilhão que sempre se forma nas sete bocas da barragem assoreada, o rio corre ligeiro, mas sereno no seu leito. Corre apenas no que é seu e sempre foi assim. Não estamos falando de terrenos dentro do leito e no limiar do Panema, cedidos criminosamente a ricos ambiciosos ou a pobres sem condições. Residências, garagens, oficinas, são vistas debaixo de pontes de Santana. Quando se anuncia uma tragédia, os ausentes santanenses têm a impressão que a nossa cidade foi totalmente invadida pelas águas. Responsabilidade. Responsabilidade só e tudo será normal.
Quanto ao riacho Camoxinga, afluente do rio Ipanema, já defendi tese sobre sua foz. Venho dizendo isso desde que era professor do Colégio Estadual. Toda a região onde está assentado o Colégio, o casario da rua da frente, um pouco da rua de trás e o Largo Cônego Bulhões, foram formados com a poeirinha fina do riacho Camoxinga e o remanso do rio Ipanema. Houve um entulhamento da foz. O riacho teve que procurar novas alternativa para alcançar o seu receptor Ipanema. Não deveria haver nenhuma construção nessa área que por direito da natureza, pertence ao riacho Camoxinga. Mesmo que ele passe anos a fio sem encher, o espaço é dele. Mas os imprudentes povoaram a área sem nenhum estudo geográfico. E o resultado é que a tromba d’água que de vez em quando ocorre (as nascentes ficam em região muito alta) funcionam como uma loteria para todos os habitantes da área citada.
E quando falo em imprudentes, falo das autoridades que apenas deixaram que lugares assim fossem povoados, até que chega o dia fatal.
Parabéns à Natureza que deixou vidas em paz e levou apenas os bens como advertência.




SANTANA DO IPANEMA AS SEIS PRIMEIRAS IGREJAS Clerisvaldo B. Chagas, 25 de março 2020 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: ...

SANTANA DO IPANEMA AS SEIS PRIMEIRAS IGREJAS


SANTANA DO IPANEMA
AS SEIS PRIMEIRAS IGREJAS
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de março 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.281
IGREJA DE SÃO SEBASTIÃO. (FOTO: B. CHAGAS/LIVRO 230).

Vamos à lição de hoje, extraída em parte do livro “O Boi, a Bota e a Batina; História Completa de Santana do Ipanema”.
Temos como a primeira igreja erguida em Santana do Ipanema, a ermida ou capela em homenagem à Santa Ana. Foi a capela que deu origem à atual cidade, fundada pelo padre Francisco José Correia de Albuquerque nas terras do fazendeiro Martinho Rodrigues Gaia, em 1787. Havia sido um pedido da esposa do fazendeiro, Ana Teresa, primeira devota da avó de Jesus na Ribeira do Panema. A capela é a atual Matriz de Senhora Santana, reformada em 1900 e em 1947.
Como segunda igreja, temos a capela/monumento dedicada a Nossa Senhora Assunção, erguida para marcar o início do século XX.
Vem em seguida a terceira igreja de Santana do Ipanema, a ermida do cume do morro da Goiabeira. Foi construída pelo ex-sargento de polícia, Antides Feitosa, como motivo de promessa. Homenageia Santa Terezinha e foi erguida no período 1914-1915. Já havia no cume uma cruz enorme e azul que marcava o início do século XX. Desde então o morro da Goiabeira passara a ser chamado de serrote do Cruzeiro. A ermida foi construída a três metros por trás da cruz de madeira. Ruiu, foi reerguida e ruiu novamente. Outra em estilo estranho à região tomou o seu lugar e até hoje permanece no cimo.
Como quarta igreja de Santana, apontamos a de São Sebastião, erguida no Centro Comercial, pela família Rocha, em 1915. Essa igreja originou o nome do beco com o qual faz esquina e  leva à Rua Prof. Enéas, mais abaixo, vizinha ao rio Ipanema. Já houve modificações na sua fachada.
A quinta igreja da cidade foi a dedicada a São João, no subúrbio Maniçoba e já contamos seu histórico em crônica anterior. Foi construída pelo artesão de chapéu de couro de bode e festeiro do lugar, João Lourenço e família. 1917.
Finalmente, a sexta igreja de Santana do Ipanema, teve início em 1915, tendo seus trabalhos sido interrompidos e só foi concluída em 1937, com ajuda do comerciante Tertuliano Nepomuceno. Trata-se da igreja de São Pedro (hoje reformada) na rua e bairro com o mesmo nome do santo.
Como já expomos fotos de outros templos católicos, vejamos a simplicidade da capela de São Sebastião. Gostou? Vamos rezar.




OUTRO DESAFIO DE CAMINHADA GEO Clerisvaldo B. Chagas, 24 de março de 2020 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.280 AÇ...

OUTRO DESAFIO DE CAMINHADA GEO


OUTRO DESAFIO DE CAMINHADA GEO
Clerisvaldo B. Chagas, 24 de março de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.280

AÇUDE DO BODE EM 2013. (FOTO: B. CHAGAS/LIVRO 230).
É certo que você deve estar em casa nessa fase de vírus no Brasil e no mundo. Mas também pode planejar outra caminhada além da proposta da reserva Tocaia. Precisa energia, vontade, amar a Natureza e espírito aventureiro. Assim vamos a um roteiro geográfico e histórico que você poderá seguir com um grupo confiável.
O açude do Bode, na periferia de Santana do Ipanema, Alagoas, foi construído pelo DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), em 1950. A finalidade era ajudar a abastecer a cidade que ainda não tinha água encanada. A água chegou e o açude ficou abandonado. Sua beleza é um ponto turístico da cidade, ainda desconhecido pelo próprio santanense.
E se você aceita a empreitada, azeite as pernas e vamos iniciar o roteiro da libertação sedentária. Saia do centro da cidade na caminhada pela BR-316 até a UNEAL. Do lado esquerdo da pista entre e siga direto por cerca de 1 quilômetro. Chegando ao açude, percorra o seu paredão e fotografe à vontade. Depois de observar tudo e conferir suas anotações suba pelo riacho do Bode, que alimenta o açude com o mesmo nome. Você andará por cercados particulares dois ou três quilômetros procurando as nascentes do riacho nas proximidades da serra da Camonga, “a Baronesa”. Qualquer lugar é bom de acampamento. Terminada essa etapa. Você voltará pela estrada normal, povoado São Félix – Santana e perto da antiga fazenda Baixio penetra por um caminho desprezado à esquerda, até o açude.
Novamente no açude, você segue rumo contrário às nascentes do riacho. Busca o sangradouro e desce até à foz. Logo estará de novo na BR-316, além do Batalhão de Polícia. Atravessa a pista e vai sair no pequeno desaguadouro, após as
últimas casas da Maniçoba. É dose para elefante, amigo (a) mas se vencer o desafio poderá desfrutar de cervejas geladas em um barzinho próximo ao antigo Grupo Escolar.
Mexa-se.