SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
A MACONHA FURA O TEMPO Clerisvaldo B. Chagas, 8 de dezembro de 2020 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.430 Muitos ...
A
MACONHA FURA O TEMPO
Clerisvaldo
B. Chagas, 8 de dezembro de 2020
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
2.430
Os
jornais noticiavam as grandes perseguições à erva e a agitação entre polícia
estadual, POLINTER e os maconheiros sertanejos. As batidas policiais quando
aconteciam no sertão não deixavam de acontecer em alguns lugares específico: No
município de Santana do Ipanema, com os povoados Quixabeira Amargosa (hoje São
Félix) e Pedra d’Água dos Alexandre, divisa entre Santana e Poço das Trincheiras
e na grotas da serra da Caiçara no município de Maravilha.
Certa
feita, a polícia convidou o povo santanense para conhecer a maconha na
delegacia do Aterro (hoje Rua Pancrácio Rocha, trecho urbano da BR-316). E como
tudo era escândalo social, a população foi mesmo visitar a delegacia. Pessoas
consideradas de bem, haviam sido presas, no pátio da delegacia e dentro do
prédio, sacos e mais sacos abertos, exibiam a maconha seca já no ponto de fazer
o cigarro. No pátio também, montes e montes de pés de maconha arrancados dos
plantios preparavam-se para a incineração, ali mesmo diante de todos, sob
câmeras fotográficas para os grandes jornais do estado.
Muitos
presos foram levados para a capital e vário foram torturados, inclusive, dizem,
com madeira no ânus. Vez em quando saíam as notícias de que a POLINTER faria
uma nova operação maconha no sertão das Alagoas. Mesmo com os grandes
espetáculos policiais e jornalísticos, seus remanescentes maconheiros
continuam, no vício do cigarrinho que no rio de Janeiro tem nome de “baseado”.
Devido
a sua proliferação no Brasil e no mundo, dificilmente a denominada erva-maldita
deixará de existir. Sua liberação e extratos vendidos em farmácia como remédio,
atestam a poder e a força da maconha que continua FURANDO O TEMPO.
(Foto:
Pixabay).
FUTEBOL EM SANTANA DO IPANEMA Clerisvaldo B. Chagas, 4 de dezembro de 2020 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.429 Sobre ...
FUTEBOL
EM SANTANA DO IPANEMA
Clerisvaldo
B. Chagas, 4 de dezembro de 2020
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.429
Sobre o
futebol de Santana, o impasse continua entre o principal clube futebolístico, o
povo e a prefeitura. Santana possuía vários times de futebol com destaques para
o Ipanema e o Ipiranga. O Ipiranga não tem campo, nem condições financeiras de
formar uma equipe para disputar o campeonato alagoano. Deixemos suas glórias do
passado sem alimentar esperanças para o presente. O Ipanema possui um estádio bem localizado,
mas não tem finanças para manter um elenco profissional. Como resolver o impasse? Duas saídas se
apresentam como viáveis, é apenas questão de boa vontade das partes
interessadas. Uma delas é o Ipanema fazer parceria com a prefeitura ou uma
sociedade com o governo municipal. Outra é vender o seu estádio à prefeitura
que formaria um time com novo nome, “Santanense”, por exemplo, para entrar na
elite do futebol alagoano. Se o Ipanema não vai para frente, a nós, seus
torcedores, só restaria o adeus e o obrigado pelo passado.
Não
querendo vender o seu campo, Ipanema ficaria na sua particularidade, enquanto a
prefeitura poderia construir, a princípio, um estádio simples para levar o
futebol da terra adiante, ou às margens da AL-130 ou da BR-316, proporcionado
ao povo da terra e da região a volta do nosso futebol. Dinheiro circulando,
empregos, jovens se destacando podendo atingir depois os melhores clubes do
país. O que não pode é continuar esse impasse que faz castigo ao povo da nossa
terra em não poder ver futebol aos domingos e nem vibrar apaixonadamente pela
sua agremiação. Não podemos ficar preso a passado do Ipanema e nem do Ipiranga,
novas alternativas terão que ser encontradas para um novo tempo no esporte das
multidões na Rainha do Sertão.
Sempre
fomos defensores do Canarinho, mas não existe um só pássaro silvestre para se
ouvir, ainda tem o galo, o sanhaçu, o coleira, azulão e outros para rotulagem
da nova época em nosso futebol que deve ser pensada, elaborada e construída
para a felicidade geral do povo da terrinha. Apesar do nosso grande amor, dos
tempos de glórias, não podemos deixar nossas mentes para museus. É preciso
coragem para dizer aos radicais egoístas que não deixam fluir o nosso esporte. A
juventude quer futebol e de preferência com nova denominação, com novas
condições para início de uma outra idolatria que orgulhe o povo de Santana do
Ipanema no rolar da pelota.
Se
os donos da bola não deixam o futebol fluir, compremos uma bola.
QUADRO
DO IPANEMA MODERNO (FOTO: ARQUIVO B. CHAGAS).
DESCREVENDO A FOTO Clerisvaldo B. Chagas, 2/3 de dezembro de 2020 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica:2.429 Neste início de ...
DESCREVENDO A FOTO
Clerisvaldo B. Chagas, 2/3 de dezembro de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:2.429
Esta foto representa a face oculta (não vista do Centro da
cidade) do antigo serrote do Gonçalinho também chamado de serra do Cristo ou
serra da Micro-ondas.
Veja no cimo do serrote as três torres de micro-ondas.
A beleza do céu indica uma foto em plena primavera.
Ao longo do monte, a vegetação exuberante que ainda resta.
Note a estrada que conduz o visitante até o topo.
Veja no lado esquerdo da foto, casas brancas ao longe, do
bairro Monumento e, por trás delas, o serrote Pelado ou Alto da Fé.
Na base do serrote, formação de noivo bairro, Note casas
brancas e telhados rosados. Esse bairro expande-se ao longo do serrote, para a direita em direação aos
sítios Curral do Meio e Sementeira.
No primeiro plano, vê-se alguns telhados do bairro Luar de
Santana, do lado Direito da AL-130 de onde foi tirada a foto. Início da colina.
E, finalmente, do lado direito do serrote, serras longínquas
em direção a Olho d’Água das Flores.
Informando com amor a terra.
Orgulho em ser santanense.
(FOTO: ÂNGELO RODRIGUES/ACERVO B. CHAGAS).


Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.