SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
A ESTÁTUA DO CAVALO VIVO Clerisvaldo B. Chagas, 1 de setembro de 2021 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2,582 Nos úl...
A
ESTÁTUA DO CAVALO VIVO
Clerisvaldo
B. Chagas, 1 de setembro de 2021
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2,582
Conversando com um
habitante local, ele nos disse que a prefeita Christiane Bulhões pretende fazer
uma praça do que restou da antiga. Ora já foi bastante provado que ´será
bastante inútil novo logradouro ali. A não ser uma praça de alimentação bem
controlada. Fora isso só vejo futuro para um edifício público de boa utilidade.
O terreno é grande, largo e dividido em dois patamares. Iria bem para ser
vizinho ao Posto de Saúde São José, um dos mais belos de Santana do Ipanema,
uma biblioteca, uma central de atendimento à turistas, um Pronto Socorro, uma
sede da SAMU, um Museu, uma Secretaria, uma farmácia do município...
Ontem mesmo, visitei o
posto até na hora em que a grama estava sendo aparada. Mas o contraste é grande
com a Praça da Estátua do Cavalo Vivo. Falamos assim pelos constantes animais
que pastam na praça como querendo também ser estátua do jegue. Enquanto a
educação coletiva não se firmar como patrimônio de qualquer localidade, fazer
praça onde não se quer praça, é mesmo que enxugar gelo.
Por outro lado,
exibimos nossos parabéns ao CORE, empresa responsável pelo recolhimento de
resíduos sólidos. Localizada hoje numa rua do Bairro São José, deixa a nossa
rua defronte José Soares Campos, tão limpa que merece elogios constantes.
PRAÇA DAS ARTES (FOTO:
B. CHAGAS)
OS CARNEIROS E O SENADOR Clerisvaldo B. Chagas, 31 de agosto de 2021 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.581 Para a f...
OS
CARNEIROS E O SENADOR
Clerisvaldo
B. Chagas, 31 de agosto de 2021
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.581
Para a felicidade do
município de Senador Rui Palmeira, situado no alto Sertão de Alagoas, o
governador acaba de autorizar a obra asfáltica de 8 km que ligará esta cidade à
cidade de Carneiros. A obra está orçada em 15 milhões que trarão a euforia para
ambos os municípios. Assim, Senador Ganha mais uma rodovia, pois já é ligada a
São José da Tapera e Piranhas. Como Carneiros e Santana do Ipanema ganharam
ligação asfáltica há pouco, complementarão a boa nova incluindo no circuito a
cidade de senador Rui Palmeira.
Antes chamada de Riacho
Grande, a cidade de Senador Rui Palmeira teve início com uma fábrica de corda
de caroá a qual o povo a chamava de Usina. Banhada pelo rio Riacho Grande,
havia recebido sugestão de Frei Damião para continuar com esse título. Mas, por
outros interesses, ficou a cidade com o nome do Senador que fora dirigente de
Alagoas. O Riacho Grande banha a cidade e deságua no rio São Francisco. O nome
já diz que o caudal possui uma boa calha. O município também é cortado pelo
Canal do Sertão, a cidade é limpa, ensolarada e tem o destaque permanente da
sua culinária sertaneja.
Senador Rui Palmeira já
pertenceu a Santana do Ipanema, permanecendo fiel na amizade, no intercâmbio comercial
e na Cultura. Como agora a distância entre ambas será apenas um pulo de menos
de meia hora, os laços se estreitarão mais ainda, permitindo assim um progresso
integrado no peito da região sertaneja. Vale à pena passar um dia em Senador
pesquisando tudo, principalmente se for um dia de feira, uma das maiores dessas
bandas.
A última vez em que
estivemos ali foi de passagem para o sítio Cava Ouro, onde lançamos nosso livro
“Lampião em Alagoas.”
SENADOR (FOTO:
PREFEITURA/DIVULGAÇÃO)
SÃO JOSÉ E O FINAL DE INVERNO Clerisvaldo B. Chagas, 30 de agosto de 2021 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica:2.580 O bo...
SÃO JOSÉ E O FINAL DE INVERNO
Clerisvaldo B. Chagas, 30 de agosto de 2021
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:2.580
O bom inverno deste ano
no Sertão de Alagoas, começa a chegar ao seu final. As chuvas vão ficando mais
escassas, chega o Sol entre nuvens, continua a frieza e se inicia a amplitude
térmica, os dias mais quentes e as noites mais frias a partir da tardinha.
Estamos vivendo os últimos dias de inverno que antecedem a primavera. E como
será a primavera? Ainda não temos ideia se a água acumulada neste período
sustentará até novembro. É preciso barragens cheias, barreiros e até pilões de
pedras com água para o rebanho doméstico, para os animais selvagens e para os
humanos. Costumeiramente, nessa fase o governo apela para os carros contratados
para abastecimento à zona rural.
Também não temos as
informações se o Canal do Sertão vai dar conta do recado, uma vez que se
encontra pela metade e ainda não saiu da área do Sertão para penetrar no
Agreste até Arapiraca, conforme o programado. Não podemos dizer que a primavera
é uma estação totalmente seca e nem totalmente chuvosa. As mudanças dos climas
mundiais, sempre trazem surpresas boas e más. Os profetas das chuvas geralmente
falam sobre o futuro da estação invernosa, mas não falam do depois com clareza.
Ao agricultor, ao produtor rural, só resta a esperança junto às orações por
dias melhores e profícuos. Em Santana do Ipanema também está chegando ao fim,
os festejos a São José, cujo dia marca bem a experiência sertaneja dos tempos
chuvosos.
Falar nisso, festa boa,
animada, com minha ligeira passagem por ali diante da roda-gigante e dos
foguetórios costumeiros de equalquer festa de santo sertaneja. Mas, por
incrível que pareça, o único ser humano usando máscara na festa de São José,
pelo menos na parte profana, era eu. Pode uma coisa dessa! A festa do santo Pai
de Jesus tem uma ligação muito forte com a terra, com a agricultura, com os
pedidos de riquezas produtivas para o campo. A propósito, os festejos do Bairro
São José, acontecem na rua principal, Avenida Castelo Branco que liga a BR-316
à Rua Manoel Medeiros. A igrejinha de São José está localizada no início da
chamada COHAB Velha.
Vamos alimentar as
esperanças por melhores dias.
IGREJA DE SÃO JOSÉ
(FOTO: B. CHAGAS)

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.