SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
O CROQUE DE PELÉ Clerisvaldo B. Chagas, 5 de janeiro de 2023 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.824 Ainda quando r...
O
CROQUE DE PELÉ
Clerisvaldo
B. Chagas, 5 de janeiro de 2023
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.824
Ainda
quando rapaz, o Santos foi convidado para jogar em Maceió. Não dá para lembrar
bem agora, mas parece que foi na inauguração do estádio do CRB, na Pajuçara, porém,
o jogo foi com o Regatas Brasil e se não me engano, começou a partida ganhando
de 1 x 0. Esse jogo também seria uma homenagem ao rei que estava no auge da sua
carreira. Entretanto, com o placar à frente, os torcedores começaram a vaiar o
Santos. No segundo tempo, o Santos retornou disposto a cobrir as vaias e meteu
6 x 1 no CRB “mode saber respeitar o visitante”. Essa goleada sofrida pelo time
de Maceió, foi apelidada por “Sofia”. Até hoje o maceioense nunca se esqueceu
da famosa Sofia em Alagoas.
Durante
o jogo, um zagueiro batia muito em Pelé. Isso ia irritando o rei que arquitetou
uma vingança à altura, já que o juiz não tomava providências mais severas. E
assim aconteceu. Pelé aguardou até conseguir a oportunidade da vingança. Em uma
bola alta vinda em sua direção e que foi dividida com o citado zagueiro, Pelé
saltou muito alto e o zagueiro tentou tirar a bola de cabeça. Nesse momento, o
rei Pelé, escondendo o braço para o juiz não vê, deu um tremendo croque na
cabeça do zagueiro, vingando-se e dando lição que não se deve mexer com
serpente. Os torcedores viram, porém, o juiz não.
Final
de jogo, o Santos deixou a capital alagoana debaixo de muitos aplausos assim
como chegara. Ficou imortalizada a Sofia
dos 6 X 1 e o croque de Pelé.
Não
fomos ao enterro do rei, mas estamos aqui contando uma das suas milhares de
ações pelo globo terrestre. É bem merecido o título no estádio público de Rei
Pelé. Nos últimos tempos, devido ao entusiasmo de alguns, com o sucesso da
jogadora Marta, sugeriram trocar o nome do estádio para o da jogadora. Um
disparate! Bem que Marta merece ser homenageada com uma obra gigantesca, então,
os entusiastas construam essa obra gigante e ponham o seu nome, não retirar a
homenagem de outrem, em troca de uma recente, coisas de políticos analfabetos,
sem noção de ética e cultura de um povo. Fica aqui, portanto registrado a Sofia
do Santos e o Croque de Pelé, para os pesquisadores das coisas do futebol.
Ê
“caboco véi!”
Rapadura é doce, mas não é mole não”.
VEM-VEM Clerisvaldo B. Chagas, 2/3 de janeiro de 2023 Escritor símbolo do sertão alagoano Crônica: 2.823 Vivo sempre escutando/A...
VEM-VEM
Clerisvaldo
B. Chagas, 2/3 de janeiro de 2023
Escritor símbolo do
sertão alagoano
Crônica: 2.823
Vivo
sempre escutando/A cantiga de vem-vem/Quando ouço ele cantando/Penso ser você
que vem.
Você
já ouviu o canto do Vem-Vem? Já ouviu a música cantada por Luiz Gonzaga:
Vem-Vem? É música saudosa, dessas tipo roedeira, que representa muito bem o
sentimento sertanejo e a crença no pássaro incrível, também chamado em alguns
lugares de Pitiguari. Sua presença ocorre em quase todo o Brasil, mas queremos apresentá-lo
no folclore sertanejo e na saudosa música cantada por Gonzaga, imortalizando mais
um personagem das caatingas. É chamado de Vem-Vem porque quando uma pessoa está
pensando em outra, distante, às vezes na sua vida surge o passarinho cantando,
cujo canto é interpretado como vem, vem. E não demora muito, a pessoa ausente
chega à casa do ouvinte esperançoso do vem-vem.
Não
bastasse as aves também imortalizadas por poetas, escritores e repentistas,
chega o Pitiguari marcando presença. Existem as aves agourentas de morte (já
expostas aqui), as que avisam sobre a proximidade da seca, os bichos que
prenunciam chuvas de inverno e trovoadas, as que denunciam o inimigo humano e o
Pitiguari avisando da chegada de um ausente. O Vem-Vem, Cyclarhis
guianensis, mede, aproximadamente, 15 centímetros e pesa 28 gramas. Macho e
fêmea são semelhantes e se alimentam de invertebrados, lagartixas e frutas. Tem
domínio em todos os biomas brasileiros e a crença semelhante em todos eles.
Você
já percorreu o “Reino Sertanejo” com todos seus mistérios do tempo da flora e
da fauna? Cada vez em que você palestra
com um agricultor, com um benzedor, com um garrafeiro ou com um simples
habitante da caatinga, descobre tanta coisa nova para você e que algumas delas,
pode até mudar a sua vida para melhor. E sobre o Vem-Vem, conheci-o pela
primeira vez como Pitiguari, no romance “Curral Novo”, do saudoso escritor palmeirense,
Adalberon Cavalcanti Lins. Mas nem só de Vem-Vem vive a saudade sertaneja. E
quanto o Sertão alagoano, continua cada vem mais bonito com esse tempo atípico,
jamais visto pelos mais velhos.
Hoje
está nublado, frio e úmido em pleno início de janeiro, pode?
VEM-VEM
(CRÉDITO: WIKIPÉDIA)
SOB O CÉU AZUL DA SEMENTEIRA Clerisvaldo B. Chagas, 30 de dezembro de 2022 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.822 ...
SOB O CÉU AZUL DA SEMENTEIRA
Clerisvaldo B. Chagas, 30 de dezembro de 2022
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
2.822
Dia
28 de céu azul, limpo, maravilhoso e sol moderado, excelente para um passeio
nos campos. Foi nesse tempo em que deixamos a cidade em busca da zona rural. Mato
chovido e campos verdes, perfume da mata nas narinas ansiosas e árvores frutíferas
por toda parte, íamos em direção ao sítio Sementeira localizar uma devota do
padre Cícero Romão. Conseguimos o primeiro objetivo e fomos recebidos com
intensa alegria e gentilezas, até conseguirmos da senhora procurada, um leque
de depoimentos de graças obtidas por ela. A devota contava graças alcançadas,
se emocionava, chorava e interrompia o diálogo, por minutos... Isso também
fazia emocionar seus entrevistadores. Ao fim de uma longa conversa todos
estávamos felizes, radiante com tudo que estava acontecendo.
Com
mais duas graças alcançadas, catalogamos com numeração, título e foto,
avançando assim em nossa proposta inicial, contínua e imutável. Passamos em
mais da metade do livro que está sendo arquitetado “100 Milagres Nordestinos”,
inéditos. Estamos bem próximo dos ¾ dos testemunhos propostos e ainda falta
visitarmos a Associação de Romeiros da cidade de Ouro Branco, cujos associados
vão a pé a Juazeiro todos os anos. Entretanto, ainda nos falta também uma
visita a um sítio rural distante de Santana e ouvir um grande empresário santanense
que também sempre está indo a pé a Juazeiro. Estamos prevendo que o livro
estará encerrado antes da grande festa da pedra do Padre Cícero, dia 20 de
julho, onde o livro será distribuído gratuitamente aos devotos em geral, aos depoentes
dos milagres e ainda o envio do livro à Diocese do Crato, Ceará.
Como
é prazeroso pesquisar! Pesquisar qualquer coisa a que você se propôs; e quando
as descobertas são realizadas ao vivo na zona rural o prazer se apresenta
dobrado. Mas é bom saber que são importantes o amor ao que se faz, paciência,
algumas condições financeiras e de transportes, claro, além do tempo
disponível. Mas como advertimos outra vezes, pesquisar é como pescar ou caçar.
Dia não se pega peixe, é o dia do peixe. Dia você retorna abarrotado da sua
pesca. Porém, não deveremos apenas confiar na sorte, mas sim, planejar o mínimo
para o êxito que vai coroar o seu dia.
Esquecemos
de pedir autorização sobre divulgar o nome do nosso parceiro na Sementeira que
estava com esposa e filho naquela empreitada.
ESTÁTUA
AO PADRE CÍCERO DIANTE DA SUA IGREJINHA NO BAIRRO LAJEIRO GRANDE. (FOTO: B.
CHAGAS).

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.