SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
UM JORNALISTA DE PESO Clerisvaldo B. Chagas, 24 de outubro de 2023 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.983 Tive ime...
UM
JORNALISTA DE PESO
Clerisvaldo
B. Chagas, 24 de outubro de 2023
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.983
Tive
imenso prazer ao apreciar a leitura do livro do renomado jornalista Fernando
Valões. Lançado há pouco na Câmara de Vereadores Tácio Chagas Duarte em Santana
do Ipanema, o livro é mais um sucesso da Editora Edfika de Arapiraca, Alagoas
e, contém 199 páginas escritas em papel estilo envelhecido. Estou primeiramente
agradecendo a referência a meu nome artístico à página sem número que precede o
dilúvio de relevantes documentos. Antes invisíveis, as penumbras que elevam o
compêndio “Santana do Ipanema, sua origem” e o destemido autor,
aureolam a audácia dos intimoratos pesquisadores. Portanto, é sempre
gratificante quando uma obra é publicada sobe a “Rainha do Sertão”, abordando
qualquer tema que venha a contribuir com a intelectualidade da Ribeira.
Fernando
Valões, jornalista renomado principalmente no eixo Arapiraca – Santana do Ipanema,
especializou-se em reportagens de impactos e polêmicas causadas pelo jornalismo
investigativo. Autor de outros livros, Valões volta agora com um livro de
pesquisas apuradas, cujo epicentro é o município de Santana do Ipanema. A pedra
lançada ao lago cristalino faz propagar as ondas que vão além das nossas
fronteiras, levando luzes, notadamente para o tema emancipação política,
precisão de data e argumentos perseguidos pelo sagaz pesquisador. Escrever
história é polemizar, sempre foi. Todos argumentam possuir a verdade e cada
renovação da mesma história é sempre marcada por novos vieses.
Não
se limitou o ilustre jornalista – que possui outros títulos – a datar a
emancipação correta do nosso município, mas movido pela euforia dos
descobrimentos, ainda brinda seus leitores com fatos semelhantes acontecidos em
outras plagas alagoanas; elenca protagonistas, atores e situações históricas
detalhadas, já conhecidas ou não, mas que corrobora consistência aos fatos
primordiais. Assim, mesmo que o autor não consiga oficialmente corrigir
possíveis falhas de antigas narrativas, aponta novas rotas de escapes para o
emaranhado político que se formaram nos séculos passados.
O
livro do jornalista Fenando Valões é um convite a uma reflexão profunda com
roupagem nova, no cenário de uma plateia acomodada.
Recomendo.
BATALHA Clerisvaldo B. Chagas, 23 de outubro de 2023 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.982 Cidade situada no cora...
BATALHA
Clerisvaldo
B. Chagas, 23 de outubro de 2023
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.982
Cidade
situada no coração da Bacia Leiteira alagoana, fica entre as cidades de Jacaré
dos Homens e Jaramataia. Possui clima semiárido e fica a 120 metros de
altitude. Sua história possui versões diferentes, desde quando seu território
ia até o São Francisco e era chamada Belo Monte. Batalha possui um pouco mais
de 16.000 habitantes que são chamados batalhenses, vivendo protegidos pela
padroeira Nossa Senhora da Penha, cujo festejos acontecem no dia 8 de setembro.
Sua economia baseia-se na agropecuária, cujo gado leiteiro é o seu forte,
exercendo grande liderança na região tanto nesse tipo de Economia quanto na sua
organização social. É muito fácil chegar a Batalha que fica próxima,
relativamente a Arapiraca e marca distância a capital, Maceió, com apenas 183
quilômetros.
A
cidade do leite é banhada pelo rio Ipanema e que representa uma das suas
atrações em tempos de cheias. Batalha tem como atrações ainda, o monte
histórico do outro lado do rio chamado Serrinha, sua exposição de gado
realizada anualmente e seus laticínios que produzem deliciosos queijos de
qualidade. Chama atenção o solo de barro vermelho onde se assenta a urbe, as
ruas longas e a mistura de planos e ladeiras suaves. Pode-se se dizer que a
igreja principal representa um dos maiores cartões postais da cidade. O festejo
civil mais importante é da sua emancipação e que ocorre no dia 22 de dezembro.
A ligação asfáltica chegou a pouco tempo Batalha – São Francisco, com a cidade ribeirinha
de Belo Monte, cujo trajeto facilita o turismo para o antigo “Rio dos Currais”.
Na
visita do interessado a Batalha, pontos conhecidos afora os apontados como
turísticos, podem ser descobertos como interessantes conforme a sensibilidade
individual. Bem que tinha razão, o autor Ivan Fernandes, em sua “Geografia de
Alagoas”, anos 60, “Batalha e arredores foram transformados em uma região
agrestada”. Sim, a transformação sofrida no paisagismo regional dá mesmo essa
impressão ao pesquisador. E isso nada tem a ver com o Agreste verdadeiro que se
inicia até certo ponto perto dali, após Jaramataia, também agrestada, sua
vizinha. Visitar Batalha e os seus diversos aspectos urbanos é uma alegria que
se multiplica em qualquer um dos seus festejos.
E
por que não a conhecer?
PARCIAL
DE BATALHA (FOTO: B. CHAGAS).
ÁGUAS CONTINENTAIS Clerisvaldo B. Chagas, 20 de outubro de 2023 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.981 As águas qu...
ÁGUAS
CONTINENTAIS
Clerisvaldo
B. Chagas, 20 de outubro de 2023
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.981
As
águas que correm ou se acumulam na superfície das terras emersas, são chamadas
de águas continentais. São representadas pelos rios e pelos lagos.
Parte
dessas águas se infiltra no solo. Quando encontram rochas, ali se acumulam e o
lugar é chamado de lençol freático que dão origem às nascentes, bicas, olhos
d´água. Essas são formas que podem originar um rio, porém, o rio pode ser
formado pela intensidade de chuvas, pelo derretimento de neve e também pelo
transbordamento de lagos.
O
trajeto percorrido pelo rio, das nascentes à foz ou desembocadura, constitui o
seu curso. O canal por onde ele cava e escorre, damos o nome de leito,
cujo ponto mais profundo chama-se talvegue.
Quando
seguimos o curso de um rio na direção de suas nascentes, estamos caminhando
para montante. Quando no dirigimos rio abaixo em direção à foz,
caminhamos para jusante.
Consequentemente,
os rios em suas escavações formam vales que são classificados, pelo menos em
quatro tipos:
Vale
em garganta – O rio escava o leito mais rapidamente de que
as modificações das encostas abruptas.
Vale
normal – equilíbrio entre as escavações do leito e as
modificações das encostas. Formas de vale em “V”.
Vale
em calha – A acumulação no leito é maior do que a erosão das
encostas. Vale em forma de “U”.
Vale
dissimétrico – Caracteriza-se pelas diferenças em suas
encostas.
Qual
seria, então, o tipo do vale do rio Ipanema?
O rio Ipanema tem muita variação de margens no seu curso. E com certeza
o seu curso urbano em Santana do Ipanema demonstra claramente correr em vale
dissimétrico. Porém, o rio Ipanema também escorre em vale de garganta, ao
margear o povoado Telha, entre Batalha e Belo Monte.
Esperamos
que de alguma forma a exposição acima tenha sido útil. Não é preciso gostar da
Ciência Geográfica, basta admirar a Natureza de forma como se apresenta. E
conhecimento nunca é demais em nossa evolução cultural e humana.
RIO
GRANDE (ISTOCK)

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.