SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
SEU RIBERTO Clerisvaldo B. Chagas, 25 de dezembro de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3336 Conheci Seu Robert...
SEU
RIBERTO
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de dezembro de
2025
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica:
3336
Conheci
Seu Roberto, o rezador, já em sua idade avançada. Corpo normal, feições
agradáveis e serenas, Seu Roberto estava sempre se deslocando para vários
pontos da cidade. Morava numa viela nas imediações do Centro Bíblico, Bairro da
Camoxinga. Perto dos últimos dias da sua vida, suas filhas proibiram que Seu
Roberto atendesse pessoas pois nunca faltou gente atrás de reza para cura. Foi o último dos grandes
rezadores que conheci. Gostava de se sentar no Largo do Maracanã e ficar
observando o tráfego de gente e de motores. Na sua simplicidade de vestuário,
se vestia bem. E eu que sempre admirei os rezadores por seus dons divinos, fui
surpreendido, quando professor na Escola Estadual Professora Helena Braga das Chagas.
É
que eu pensava que rezador era somente valorizado pelas pessoas mais antigas.
Então, durante um intervalo vi e ouvi uma aluna da zona rural, alta e forte,
recriminar um colega. Ela dizia: “Olhe, por que você zomba de mim? Por que sei
ler as mãos das pessoas? Eu aprendi com Seu Roberto. Li a mão do seu colega e
disse que ele teria um bom casamento. E quanto a você, se prepare que vai ser
corno”. Não sei como terminou o diálogo deles. Eu não sabia que seu Roberto
também era quiromante e nem pensei que ele fosse conhecido na zona rural. Quis
depois conversar com a aluna, porém, sua falta constante às aulas, me fizeram
esquecer o assunto.
Ora,
não sei por que estou escrevendo sobre Seu Roberto, na homenagem desse
trabalho. De repente chegou sua lembrança e o pensamento pediu para levar o seu
nome para esta página. Coincidência? Dizem que não existe coincidência. E
pulando para a minha infância, lembro de Seu Francelino, o primeiro rezador que
conheci. Tinha as características de Seu Roberto, e morava no Bairro São Pedro.
Também fiz uma homenagem a ele no meu romance O OURO DAS ABELHAS quando
coloquei um personagem rezador com o seu nome.
Quanto
mistério entre o Céu e a Terra!
REZADOR
DE OUTRA REGIÃO. (FOTO: AUTOR NÃO IDENTIFICADO).
MINERAIS Clerisvaldo B. Chagas, 24 de dezembro de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano l Crônica: 3335 Minerais são subst...
MINERAIS
Clerisvaldo B. Chagas, 24 de dezembro de
2025
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano l
Crônica:
3335
Minerais são
substâncias encontradas na rochas. Geralmente estão em estado sólido, exceção
feita à água e ao mercúrio que se apresentam no estado líquido. Exemplos:
feldspato, mica e quartzo.
Minério. Esse
conceito é usado quando o mineral é explorado economicamente como matéria-prima
para fabricação de bens. Exemplo: bauxita, matéria-prima para o fabrico do
alumínio.
Metal. É um
produto ou bem obtido por meio de transformação industrial do minério.
Minerais
Metálicos e não metálicos.
Minerais
metálicos ~ São aqueles que se pode, a partir deles, se obter metais.
Exemplos: ferro, alumínio, chumbo,
estanho.
Minerais
não metálicos – granito, basalto, areia, calcário, brita e
mármore, são abundantes na Natureza e se prestam à construção civil para
fabricação de produtos não metálicos como piso, azulejo, telha, tijolo e
cimento.
Fonte:
PAULA, Marcelo Moraes & RAMA, Ângela. Jornadas. Geo. Saraiva, São
Paulo, 2012.
Quando
queremos saber sobre a localização dos minerais em tipos de relevo, então,
partimos para a Mineralogia. E se falamos em relevo de Alagoas, ele é modesto
em relação à altura, mas o pico culminante do nosso estado, levando-se em conta
as denominações regionais populares, é a serra da Onça, no município de Mata
Grande, pelos arredores da cidade. Chega a 1.016 metros de altitude.
Entretanto, encontramos inúmeras serras em Alagoas que giram em torno dos
oitocentos metros, tanto no Sertão quanto na zona da Mata.
E
sobre minerais, nos anos 60, estava havendo uma exploração de ametistas, no
Bairro Lajeiro Grande (cheguei a ver as pedras), porém, a exploração foi
abandonada por falta de recursos e especializações para o trabalho mais
profundo. Ficou apenas o buraco a céu aberto, em Santana do Ipanema. Cerca de
quinze anos mais tarde, saiu em jornais, a descoberta de ouro no rio Ipanema,
em nossa cidade, mais ou menos no lugar barragem. Depois os jornais se calaram,
o povo também e nunca mais foi comentado o assunto até os dias de hoje. Como
não tem montanhas por ali, supõe-se que seria ouro de aluvião, trazido com os
resíduos do rio Ipanema.
PEDRAS
PRECIOSAS.
GEOGRAFIA Clerisvaldo B. Chagas, 22\\ de dezembro de 2025 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3334 Montanhas são mont...
GEOGRAFIA
Clerisvaldo B.
Chagas, 22\\ de dezembro de 2025
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3334
Montanhas
são montes altos com mais de 300 metros de altitude. No sertão nordestino,
especialmente o alagoano, o palavreado geográfico, tem seus termos próprios,
locais e cabe ao geógrafo consciente, incorporá-los aos seus estudos. Estamos
cheios de exemplos: montanha é alto com mais de 300 metros de altitude e muitas
montanhas juntas, formam \uma serra. Mas, o sertanejo, denomina apenas a
qualquer montanha, de serra. E se a serra vai de um pequeno monte a 300 metros,
é chamada de serrote. Sobre rios, a foz é chamada no sertão de Barra. O
amanhecer é denominado, barra do dia. No clima semiárido e desértico, as
montanhas são aplainadas pela vento e muitas delas têm o topo, o lombo, suave,
fruto desse aplainamento através de milhões de anos.
Encosta
são as laterais de uma montanha. Geralmente a montanha tem um declive lateral
mais suave e o outro lado, muito vertical, gerando o que chamamos de abismo.
Cume, pico, cimo, cocuruto, são as diversas denominações do ponto mais alto da
montanha. O costumeiro desgaste das montanhas costuma alimentar, planalto e
planície com esses resíduos. As chuvas, as enxurradas, a quentura solar, a
mudança brusca de temperatura entre os dias e as noites e os ventos vão
desagregando rochas. Pequenos lagos
costumem se formar em topos planos de montanhas e nos vales de rios que
escorrem pelas faldas, denominados popularmente de lagoas, mesmo que esses rios
sejam periódicos no caso do sertão.
Entre montanhas costumam surgir o platô e os
vales, geralmente férteis, alimentados pela unidade das montanhas e pelos
ventos frescos que sopram na altitude. O ser humano habita todos os tipos de
relevo, muito embora seja maioria nas planícies. Nas altas montanhas ou nos
desertos quentes ou gelados, o homem se adapta às suas características e torna possível
o milagre da vida. A montanha não muito alta, é refrigério para os rebanhos
domésticos, refúgio para os animais selvagens, pontos de turismo paisagístico,
auxiliares de implantação de antenas de comunicação e fornecedor de uma
vegetação diferenciada da sua base e arredores, além de atrações místicas em
todos os lugares da Terra. Ainda proporcionam esportes de riscos para os
abnegados.
MONTANHA
NA BAHIA.

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.